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Adailton Cruz cobra inclusão da Saúde e Educação na destinação de recursos da loteria estadual

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O deputado estadual Adailton Cruz (PSB) manifestou preocupação com o projeto de lei que trata da destinação do lucro líquido da loteria estadual e cobrou a inclusão de áreas consideradas essenciais, como Saúde e Educação, durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira, 16, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Segundo o parlamentar, o texto prevê a distribuição dos recursos para algumas áreas prioritárias do Estado, mas deixa de fora setores fundamentais. “No projeto de lei, o lucro líquido da loteria estadual será distribuído para algumas áreas prioritárias do nosso estado, mas não há nenhuma citação de destinação desses recursos para a saúde e para a educação”, afirmou.

Adailton Cruz destacou ainda que o projeto menciona a destinação de recursos para o fundo previdenciário, voltado à garantia das aposentadorias, mas reforçou que a ausência de investimentos diretos na saúde e na educação é preocupante. “Vamos ter que debater bastante essa situação aqui, porque é inadmissível não distribuir recursos para áreas que são prioritárias para o nosso Acre”, disse.

O parlamentar ainda ressaltou a presença de representantes sindicais e de trabalhadores nas galerias da Aleac, especialmente da área da saúde. “Os nossos sindicatos estão aqui, os trabalhadores estão aqui dentro desta Casa, e isso mostra a força da mobilização. Vamos lutar para garantir os recursos necessários para executar nossos planos e valorizar cada categoria”, concluiu.

Incra libera mais R$ 1,18 milhão em créditos a 95 famílias assentadas no Acre

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“Hoje eu posso dizer que sou uma assentada. Depois de 8 anos de luta, fui reconhecida e este ano estou recebendo meus créditos. Estou muito feliz porque com esses recursos eu vou poder trabalhar mais na minha área, na minha chácara. Vou fazer o açude e fazer também uma destoca para aumentar meu cultivo, para poder ampliar a produção”.

Foi com este testemunho que a assentada Maria Gisele de Lima Souza e o seu companheiro, Adonai Pereira de Lima, do assentamento Walter Arce, falaram da importância de receber o Crédito Instalação Inicial. São recursos de R$8 mil, pagos pelo Incra, para os assentados que estão começando a se estruturar para viver da agricultura.

E assim como Maria Gisele, mais 95 famílias receberam no início de dezembro (03/12), o apoio para começarem a produzir e a estruturar suas novas vidas em assentamentos do Acre. O evento ocorreu na sede da Associação dos Servidores do Incra no Acre (Assincra/AC), na capital Rio Branco e conto com cerca de cem famílias beneficiadas, além de gestores e servidores do Incra no Acre.

R$1,18 milhão

Somente nesta cerimônia o Incra no Acre (Incra/AC) assegurou mais R$1,18 milhão em créditos produtivos para viabilizar e fomentar a produção agropecuária das áreas de Reforma Agrária no estado.

Os créditos da modalidade Apoio Inicial foram destinados a 42 famílias que agora contam com recursos no valor de R$ 8 mil cada. Destas, 21 famílias são do assentamento Walter Arce, em Bujari (AC) e outras 21 famílias vivem no assentamento Caquetá, em Porto Acre (AC) totalizando R$336 mil.

Já os créditos na modalidade Fomento foram para 53 famílias do assentamento Walter Arce, com o valor de R$ 16 mil cada, totalizando R$ 848 mil.

Políticas públicas

Para o superintendente do Incra/AC, Márcio Alécio, “esse avanço só é possível graças à reestruturação das políticas públicas do Governo Federal, com ampliação do orçamento do Incra e o apoio de lideranças políticas no Acre e em Brasília”, afirmou.

Alécio ressalta que o crédito é importante não apenas para as famílias assentadas, mas também para fortalecer a agricultura familiar e sustentável e impulsiona a Reforma Agrária no Estado. Para ele o dinheiro que entra injeta recursos e dinamiza a economia local junto a comerciantes, prestadores de serviços e profissionais liberais, que, aos poucos, passam a ver os assentados com outros olhos e compreendem a importância dos assentamentos para a atividade econômica no campo e na cidade.

Com informações do Incra/AC.

Calegário anuncia emenda para garantir pagamento e reajuste de servidores terceirizados no Acre

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Deputado Fagner Calegário/Foto: Ascom Aleac

Durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira, 16, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado estadual Fagner Calegário (Podemos) anunciou a apresentação de uma emenda voltada aos servidores terceirizados que atuam no serviço público estadual.

Em seu discurso, o parlamentar defendeu a união dos servidores e dos deputados em busca de respostas para diferentes categorias. “Chegou o momento em que todos os servidores se unem. Que a gente possa estar minimamente buscando resposta para todas as categorias: educação, saúde e segurança”, afirmou.

Calegário informou ainda que pretende apresentar a emenda em conjunto com uma matéria de interesse do Tribunal de Justiça, que tramita na Casa. “Já quero adiantar que, quando a gente for tratar desse assunto, vou apresentar uma emenda para que, juntamente com a matéria do Tribunal, a gente possa estar apreciando algo que contemple todos os servidores públicos do nosso Estado”, disse.

O deputado também chamou a atenção para a situação das empresas terceirizadas, tema que, segundo ele, tem sido recorrente ao longo do ano. “Estamos discutindo o aumento do trabalhador terceirizado do próximo ano, mas ainda temos empresas e secretarias com repactuações pendentes dos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025”, destacou.

Diante desse cenário, Calegário anunciou que irá apresentar uma emenda à proposta orçamentária para garantir a saúde financeira das empresas terceirizadas. “Quando eu falo de garantir a saúde financeira dessas empresas, estou falando de garantir o pagamento do salário do trabalhador terceirizado, para que a gente não chegue ao fim do mês com pessoas que trabalharam e não receberam”, explicou.

O parlamentar relatou ainda que tem recebido mensagens de trabalhadores denunciando atrasos salariais. “Hoje a gente recebe mensagem no WhatsApp e no Instagram de empresas que ainda não pagaram o mês, mesmo tendo recebido da secretaria. Também há empresas que recebem de forma deficitária, o que não garante o pagamento de toda a folha”, afirmou.

O deputado pediu o apoio dos colegas parlamentares, reforçando que a pauta deve ser tratada acima de disputas políticas. “Aqui não se trata de ser oposição, base de governo ou independente. Estamos tratando daquilo que é justo para quem trabalha o mês inteiro e, quando chega no final do mês, não recebe”, concluiu.

PF mira empresa de bets suspeita de escravizar brasileiros no exterior

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), uma operação contra uma empresa de apostas esportivas suspeita de aliciar brasileiros e submetê-los a condições análogas à escravidão no exterior, conforme informações da colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

A ação, batizada de Operação Dark Bet, apura um esquema de recrutamento feito por meio de redes sociais e plataformas digitais, com promessas de altos salários e empregos em empresas do setor de jogos on-line.

No exterior, as vítimas eram submetidas a jornadas exaustivas, retenção de documentos, restrição de liberdade, vigilância armada e imposição de dívidas. As investigações começaram após a prisão de 109 pessoas na Nigéria, entre elas cinco brasileiros, acusados de crimes cibernéticos.

Segundo a PF, os brasileiros foram contratados por uma empresa de jogos esportivos que opera duas plataformas no Brasil.

A Justiça autorizou 11 mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará (CE), Maranhão (MA), Paraná (PR), Santa Catarina (SC) e São Paulo (SP), quatro prisões temporárias, o bloqueio e o sequestro de bens que superam R$ 446 milhões, além da suspensão das atividades das empresas investigadas e da retirada do ar das duas plataformas.

A operação apura crimes como tráfico internacional de pessoas para fins de exploração laboral, redução à condição análoga à de escravo, organização criminosa e delitos correlatos.

A Polícia Federal afirma que a investigação integra o combate a estruturas transnacionais de exploração de trabalhadores brasileiros.

Fonte: DCM

Empreendedores faturam R$ 139 mil na primeira semana de vendas na Feira e Vila Natalina

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Vila Natalina teve projeto e execução da Seop e recebe 33 empreendimentos, em frente ao Palácio Rio Branco. Foto: Bruno Moraes/Sete

Com decoração que reflete a celebração do Natal, a programação do Fim de Ano da Família, realizada próximo ao Palácio Rio Branco, na capital acreana, tem garantido a festa para famílias, amigos e namorados, neste mês de dezembro. Para os pequenos empreendedores presentes na Feira Natalina e Vila Natalina, a presença nos espaços já mostra resultados positivos com o faturamento, que ultrapassou R$139 mil, entre os dias 7 e 14 de dezembro, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete).

Promovidos pelo governo do Acre, por meio da Sete e em parceria com a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), os espaços da Feira e Vila Natalina abrigam 60 empreendimentos diversos, que oferecem desde gastronomia regional e internacional, passando por brinquedos e artesanato, até itens de jardinagem e para presentes.

O valor alcançado em apenas uma semana corresponde a 46,2% do faturamento de R$300 mil, registrado em 2024. Para o titular da pasta, Marcelo Messias, a Feira e a Vila Natalina reafirmam a importância e o impacto das feiras para os empreendedores.

“Muitas famílias tiram o seu sustento das feiras e, neste fim de ano, a Feira e a Vila Natalina são oportunidades para mais de 60 pequenos negócios apresentarem seus trabalhos ao público, e ainda, garantir uma renda extra, essencial para o encerramento e início de ano”, destacou.

A projeção da Sete é de que, este ano, as vendas alcancem um crescimento de aproximadamente 30% em relação ao ano passado. De acordo com a diretora de Empreendedorismo da Sete, Patrícia Parente, os valores alcançados mostram o impacto real para o pequeno empreendedor.

“Estamos muito felizes porque, em pouco tempo de feira, já há um resultado tão impactante. Juntando todos os segmentos que estão presentes no nosso evento, as vendas já somam números que ultrapassam R$139 mil. É um impacto significativo e é o governo do Estado fazendo a diferença no bolso do empreendedor acreano”, destacou Patrícia.

Experiência aprovada

Na primeira semana de Feira Natalina, famílias e amigos reservaram um momento para conhecer a decoração de Natal e prestigiar os empreendimentos presentes. Em visita ao espaço, Thais Arruda aproveitou para passear com o marido, o filho e familiares: “A gente veio tirar o cansaço da semana, se distrair um pouco. A comida está muito gostosa”.

Após um dia de trabalho intenso, Vera Moraes e Maria Eduarda Ferreira aproveitaram a programação: “Eu vim porque é uma vila, e está muito linda mesmo. Não esperava ser tão bonita, fiquei encantada. Tudo ficou muito bonito, a praça, a vila, e a comida está bem gostosa”.

“Eu vim acompanhar. Gostei. A gente foi passear, fomos na carreta ali e viemos jantar”, acrescentou Maria Eduarda.

Programação

Com programação especial para o Fim de Ano da Família, a Vila Natalina conta com a participação de empreendimentos de artesanato, doces e presentes e fica localizada em frente ao Palácio Rio Branco, das 17h às 22h, até o dia 4 de janeiro.

Ao lado do Palácio Rio Branco, na Av. Arlindo Porto Leal, a Feira Natalina também reúne empreendedores dos segmentos de brinquedos, jardinagem e alimentação, das 17h às 22h, até o dia 28 de dezembro.

Assessoria

Dom Odilo transfere padre Júlio Lancellotti de paróquia e veta uso das redes

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O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, determinou a transferência do padre Júlio Lancellotti da paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, onde ele atuava há cerca de 40 anos. A decisão foi comunicada ao sacerdote por meio de uma carta recebida na última quarta-feira (10).

No documento, dom Odilo informa a transferência do padre, sem indicar publicamente qual será o novo destino. A comunicação também inclui a proibição do uso de redes sociais por padre Júlio, além da suspensão da transmissão online das missas dominicais realizadas na paróquia.

As missas celebradas por padre Júlio vinham sendo acompanhadas por fiéis de diferentes regiões do Brasil e do exterior por meio das transmissões digitais. O sacerdote também mantinha atuação ativa nas redes sociais, onde divulgava ações pastorais e posicionamentos públicos.

“Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção”, disse o religioso à coluna de Mônica Bergamo, da Folha. “Tem apenas que obedecer”.

Padre Júlio Lancellotti é conhecido pelo trabalho desenvolvido junto à população em situação de rua na capital paulista, por meio da Pastoral do Povo da Rua, iniciativa ligada à Igreja Católica. A atuação inclui distribuição de alimentos, atendimento pastoral e articulação de projetos sociais.

Entre os projetos recentes está a Biblioteca Wilma Lancellotti, inaugurada na rua Sapucaia, no bairro do Belém, voltada ao atendimento de pessoas em situação de rua. O espaço reúne cerca de 3 mil livros doados e promove atividades como rodas de conversa e incentivo à leitura.

A jornalista Denise Ribeiro, colaboradora no projeto, fez vários questionamentos num texto que viralizou nas redes. “Que motivos levariam dom Odílio a tomar decisão tão drástica em pleno final de ano? Que forças ocultas levariam o arcebispo a abrir mão de um homem dedicado a cuidar sem descanso da população mais vulnerável da cidade?”, escreveu.

“Por que dom Odílio, que em abril se aposenta, se dá ao trabalho de impedir o trabalho do padre Júlio numa paróquia que nunca foi cobiçada por ninguém? Será que a visibilidade, a autoridade e a popularidade do padre Jùlio causam tanto ciúmes, ira, inveja, a ponto de o arcebispo determinar que em janeiro ele já não esteja mais ocupando o lugar que sempre foi dele por direito e por trabalho diário? Será que suas recentes manifestações em favor do povo palestino o prejudicaram? Será que católicos incorporadores imobiliários e políticos de direita pressionaram para que ele desocupe a área?”

A Arquidiocese de São Paulo não divulgou, até o momento, nota pública detalhando os motivos da decisão nem informações adicionais sobre o futuro do padre na estrutura eclesiástica da cidade.

Dom Odilo Scherer está com aposentadoria prevista para abril de 2026, conforme as normas da Igreja Católica para bispos ao completarem 75 anos. A transferência ocorre no período final de sua gestão à frente da arquidiocese paulistana.

A decisão gerou manifestações públicas de apoio ao padre Júlio por parte de fiéis, entidades sociais e voluntários ligados aos projetos desenvolvidos por ele ao longo das últimas décadas.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre mudanças no funcionamento dos projetos sociais associados ao padre Júlio, nem sobre a continuidade das atividades da paróquia São Miguel Arcanjo após sua saída.

Fonte: DCM

“Dom Odilo me pediu para dar um tempo”, diz Padre Júlio Lancelotti

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Padre Júlio Lancelotti confirmou que recebeu do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, a determinação para interromper as transmissões de missas e suspender sua atuação nas redes sociais e disse que pode ser transferido da paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca, onde atua há mais de quatro décadas, segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A decisão foi comunicada pelo próprio padre durante uma missa transmitida no domingo (14), quando anunciou que aquela seria a última celebração exibida ao vivo. As missas vinham sendo transmitidas pelo YouTube e pela TVT.

Lancelotti confirmou a orientação recebida do arcebispo. “Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção”, afirmou. Questionado se concordava com a medida, respondeu que tem “apenas que obedecer”.

Possível saída da paróquia

Além da censura às transmissões e às redes sociais, dom Odilo pode decidir pela retirada do padre da paróquia ainda neste ano. Sobre isso, Lancelotti afirmou que a decisão “ainda não aconteceu”, apesar de mensagens que circularam em grupos ligados à Igreja indicando uma transferência já definida.

Ele explicou que, pelas normas da Igreja, padres podem ser removidos das paróquias ao completar 75 anos. Lancelotti fará 77 anos no dia 27. Segundo ele, no entanto, há casos de religiosos que permanecem em atividade “depois de completar 80, 90 anos”, a depender das necessidades da Igreja.

Padre Júlio Lancelotti é conhecido nacionalmente pelo trabalho com a população em situação de rua em São Paulo, por meio da Pastoral do Povo da Rua, ligada à Igreja Católica. A atuação inclui a distribuição de alimentos, atendimento pastoral e a articulação de projetos sociais voltados aos mais vulneráveis.

Até o momento, a Arquidiocese não anunciou formalmente qualquer decisão sobre a eventual saída de Lancelotti da paróquia da Mooca.

Fonte: DCM

Sindicalista critica privatização do Mercado Elias Mansour e alerta para aumento dos custos e exclusão social

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O protesto realizado nesta terça-feira (16/12), contra a privatização do mercado Elias Mansour em Rio Branco (AC), revelou o profundo descontentamento de trabalhadores com a condução da administração do prefeito Tião Bocalom (PL). Mais do que a rejeição a um projeto de lei, a medida representa não apenas a perda de espaço, mas também a continuidade de uma política que, segundo eles, privilegia interesses privados em detrimento da sobrevivência de quem depende do comércio popular.

Durante o ato, lideranças comunitárias e permissionários bloquearam o acesso ao Terminal Urbano e interromperam o tráfego nas avenidas Ceará e Brasil. A mobilização foi marcada por críticas diretas ao Executivo municipal e pela exigência de diálogo presencial com o prefeito, sem intermediários.

Entre as vozes mais contundentes esteve a de Jimy Juruna, ex-vereador e presidente do Sindicato de Camelôs e Feirantes. Ele lembrou que experiências anteriores de privatização, como a do Aquiry Shopping e da Energisa, deixaram marcas negativas. “Antigamente pagávamos R$ 57 ou R$ 60. Hoje, no Aquiry Shopping, o valor mínimo é R$ 158 e pode chegar a R$ 800. Quem não consegue pagar perde o boxe. Pessoas que trabalham há 30, 40, 50 anos estão sendo lesadas. O sonho virou pesadelo”, disse.

Feirantes protestam no centro de Rio Branco/Foto: Assesoria André Kamai

A fala de Juruna sintetiza o temor dos trabalhadores. A privatização, longe de trazer eficiência, tem significado aumento de custos e insegurança. Para eles, a promessa de modernização esconde uma realidade de exclusão, em que pequenos comerciantes são empurrados para fora do espaço público.

O projeto de lei que autoriza a privatização foi aprovado em sessão extraordinária da Câmara Municipal, na madrugada da última sexta-feira (12/12). A articulação do Executivo, feita sem amplo debate com a sociedade, gerou reação imediata. Vereadores da oposição e lideranças comunitárias acusam a prefeitura de impor uma decisão que ameaça a sobrevivência de centenas de famílias.

A insatisfação não se limita ao mercado Elias Mansour. Os trabalhadores apontam que a gestão Bocalom repete um padrão de abandono, com transporte coletivo precário, falta de infraestrutura e políticas que favorecem grandes empresas em detrimento da economia popular. O bloqueio das vias, ainda que pacífico, foi a forma encontrada para chamar atenção para um problema que, segundo eles, vem sendo ignorado.

Até o momento, a prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre o protesto nem sobre a possibilidade de diálogo direto com os manifestantes. O silêncio reforça a percepção de distanciamento entre o poder público e a população que depende do mercado para sobreviver.

Patrulha Rural prende mulher por tráfico de drogas durante bloqueio na BR-364

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A Polícia Militar do Acre, por meio da Patrulha Rural do 8º Batalhão, prendeu uma mulher por tráfico de drogas durante uma ação de fiscalização realizada na tarde desta segunda-feira, 15, na BR-364, altura do km 40, em área rural do município de Sena Madureira.

A guarnição realizava bloqueio policial quando abordou um veículo de transporte remunerado. Durante o procedimento padrão de identificação, os policiais observaram o comportamento nervoso e inquieto de uma das passageiras, o que motivou uma averiguação mais detalhada.

Questionada, a mulher confessou que transportava substância entorpecente em sua bagagem. Em seguida, os militares localizaram, no interior de uma mala, uma substância com características semelhantes à maconha. Após a pesagem oficial, foi constatado aproximadamente 1,9 quilo do entorpecente.

Ainda segundo a ocorrência, a suspeita informou que a droga teria como destino final o município de Santa Rosa do Purus, passando por Manoel Urbano, onde seguiria por via fluvial, e que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante, e a mulher foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com todo o material apreendido, para a adoção das medidas legais cabíveis.

Idoso morre e mãe e filha ficam feridas em grave acidente em ramal de Brasiléia

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Um grave acidente envolvendo duas motocicletas resultou na morte de um idoso de 76 anos na manhã desta terça-feira (16), no Ramal do Polo, com acesso pela BR-317, a Estrada do Pacífico, no município de Brasiléia, interior do Acre. A vítima foi identificada como Felipe Berkembrock, natural de Santa Catarina, mas morador do Acre há várias décadas.

De acordo com as primeiras informações, a colisão ocorreu por volta das 6h40 e envolveu outra motocicleta conduzida por Vanderleia Silva Rodrigues, de 30 anos, que transportava a filha adolescente, de 14 anos, na garupa. As circunstâncias do acidente ainda estão sendo apuradas pelas autoridades, já que, segundo relatos iniciais, as motos trafegavam praticamente em linha reta quando houve o choque frontal.

Com o impacto, Vanderleia ficou desacordada no local e foi amparada pela filha até a chegada do socorro. O estado de saúde da condutora ainda não havia sido divulgado até o fechamento desta matéria. Ela foi encaminhada ao Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, onde recebeu atendimento médico e passaria por uma série de exames. A adolescente também foi avaliada pela equipe de saúde.

Felipe Berkembrock, conhecido na comunidade como “Seu Felipe”, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu ainda no local do acidente. Equipes da Polícia Técnica foram acionadas e realizaram os procedimentos de praxe. O corpo foi encaminhado ao Hospital Raimundo Chaar, onde será avaliada a necessidade de remoção para o Instituto Médico Legal (IML), em Rio Branco, para exames forenses.

As autoridades seguem coletando informações no local para a elaboração do laudo técnico que deverá esclarecer a dinâmica e as causas do acidente.