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Entenda: o que o STF tem a ver com o julgamento do governador Gladson no STJ?

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Muitos leitores têm perguntado por que o Supremo Tribunal Federal (STF) aparece no debate sobre o julgamento do governador Gladson Cameli, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A resposta está na competência constitucional de cada Corte.

O STJ é o tribunal responsável por processar e julgar governadores por crimes comuns, como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, enquanto eles estão no exercício do cargo. Foi ali que a Operação Ptolomeu tramitou e onde houve decisões de mérito, inclusive com dosimetria de penas.

Já o STF não julga o governador nesses crimes, mas atua como guardião da Constituição. Cabe ao Supremo analisar se, durante a investigação conduzida pela Polícia Federal e autorizada pelo STJ, houve violação de garantias constitucionais, como o foro por prerrogativa de função, o devido processo legal e os limites da investigação.

No caso concreto, o STF passou a analisar se a investigação teria extrapolado seus limites, configurando o chamado “fishing expedition”, quando autoridades buscam provas de forma ampla e genérica, sem objeto definido. Se o Supremo entender que houve ilegalidade na coleta das provas, ele pode anular essas provas, o que afeta diretamente o processo no STJ.

Em resumo:

– O STJ julga o governador;

– O STF julga a legalidade do caminho que levou às provas.

Se as provas forem consideradas nulas pelo STF, o julgamento do STJ perde sua base jurídica, independentemente da gravidade das acusações. Não é absolvição automática, mas é uma virada processual com enorme impacto político e jurídico.

É por isso que o STF entrou em cena, não para julgar Gladson Camelí, mas para decidir se o jogo foi jogado dentro das regras.

Gladson afirma que julgamento foi suspenso sem conclusão definitiva e diz confiar na Justiça

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O governador do Acre, Gladson Camelí, divulgou nota oficial nesta terça-feira (17) informando que o julgamento do processo relacionado à Operação Ptolomeu, iniciado durante a tarde, foi suspenso sem conclusão final e deverá ser retomado em nova data a ser definida pelo Superior Tribunal de Justiça

Segundo Camelí, até o momento da suspensão o que houve foi apenas a leitura do voto da relatora, ministra Fátima Nancy Andrighi, com a apresentação de sua posição sobre as alegações da acusação. De acordo com a nota, não houve deliberação da maioria dos ministros, o que, na avaliação do governador, torna qualquer resultado divulgado até agora “totalmente inconclusivo”. A ministra votou pela condenação de Cameli a mais de 25 anos de prisão.

A suspensão ocorreu após pedido de vista, quando ainda faltava a manifestação da ampla maioria do colegiado. Camelí ressaltou que, mesmo na hipótese de um eventual posicionamento desfavorável, a legislação garante o direito a recursos, e que qualquer efeito prático só poderia ocorrer após o trânsito em julgado da ação.

Na nota, o governador afirmou seguir exercendo normalmente suas funções, destacando que permanece trabalhando “de forma confiante e serena”, reafirmando confiança na Justiça e nas instituições. Ele também agradeceu as manifestações de apoio recebidas desde o início do julgamento. “O julgamento foi suspenso, não houve conclusão e não existe decisão definitiva”, reforça o texto divulgado nas redes sociais do governador.

O STJ ainda não informou a data para a retomada do julgamento, mas como será iniciado o recesso forense, o julgamento deverá ocorrer em 2026.

Após emendas avançarem na Aleac, governo reage com articulação de última hora e servidores ocupam acesso à presidência

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A aprovação de emendas consideradas sensíveis ao governo estadual na Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) desencadeou uma reação imediata da articulação política do Executivo, marcada por ligações a parlamentares, convocação emergencial de reunião e mobilização de servidores na sede do Legislativo. Essa é a informação repassada por uma fonte segura da Casa Legislativa.

Na tarde de quarta-feira (17), deputados aprovaram ao menos três emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que garantem o Reajuste Geral Anual (RGA), a recomposição de 10% das tabelas salariais da Educação e a abertura de brecha legal para efetivar o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da Saúde, caso haja margem na Lei de Responsabilidade Fiscal.

As emendas foram aprovadas por unanimidade na COF, inclusive com o apoio do líder do governo, deputado Manoel Moraes. O movimento contrariou a expectativa do Palácio Rio Branco, que até então não havia consolidado consenso interno sobre as pautas.

Articulação tardia

Logo após a aprovação, segundo apuração da reportagem, começaram a circular relatos de parlamentares sobre ligações feitas por integrantes da Secretaria de Articulação Política, em uma tentativa de “enquadrar” a base aliada e reverter o cenário construído na comissão.

Cerca de dez minutos depois, o líder do governo, Manoel Moraes, solicitou uma reunião emergencial com deputados na sala da presidência da Aleac, numa tentativa de reorganizar a base e conter o avanço das emendas antes da votação em plenário.

A movimentação foi interpretada por servidores como um possível recuo articulado nos bastidores.

Servidores sobem e pressionam

Cientes da articulação em curso, servidores públicos estaduais subiram até a área da presidência da Assembleia e passaram a se concentrar no local, em uma espécie de vigília política. O grupo teme que, após a aprovação inicial, o governo atue para derrubar ou esvaziar as emendas no plenário.

A mobilização elevou a tensão no Legislativo e expôs um racha momentâneo entre a articulação governista e parte da base parlamentar, que havia avançado nas emendas sem coordenação direta com o Executivo.

Governo ausente no momento-chave

O episódio ocorre no mesmo dia em que a imprensa local revelou que a equipe política do governo estava focada no acompanhamento do julgamento do governador Gladson Cameli no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que teria contribuído para a falta de reação inicial às emendas.

O cenário só mudou após a ausência do presidente da COF, deputado Tadeu Hassem, que, segundo apurado, deixou de comparecer à Aleac por discordar de posições do governo, abrindo espaço para a votação das propostas.

A LOA segue agora para o plenário com as três modificações-chave, enquanto o governo tenta recompor o controle político de uma pauta que avançou sem o seu comando direto.

STF forma maioria para anular provas da Operação Ptolomeu contra Gladson Camelí

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para anular todas as provas produzidas no âmbito da Operação Ptolomeu, que investiga o governador do Acre, Gladson Camelí, e outros 12 réus. O julgamento ocorre em plenário virtual e segue aberto até esta sexta-feira (19), restando apenas o voto do ministro Gilmar Mendes.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, havia votado pela validade das provas, ao entender que a investigação não violou a prerrogativa de foro. No entanto, o posicionamento foi superado após divergência aberta pelo ministro André Mendonça, acompanhado pelos ministros Nunes Marques e Dias Toffoli.

A maioria considerou que houve violação à competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e prática conhecida como “fishing expedition”, termo jurídico utilizado para caracterizar investigações genéricas e sem objeto definido, voltadas à busca indiscriminada de provas.

A defesa do governador sustentou que a investigação teve início a partir da interceptação de uma conversa em que havia menção ao termo “governador”, o que, segundo os advogados, levou a autoridade policial a adotar manobras para contornar a competência do STJ, responsável por processar e julgar governadores.

Entre essas medidas, a defesa apontou a solicitação de relatórios de inteligência financeira ao Coaf envolvendo pessoas físicas e jurídicas ligadas ao governador, incluindo empresas, a esposa e até o filho menor de idade, embora, segundo os advogados, tais alvos fossem estranhos ao objeto inicial da investigação.

Voto que formou a maioria

No voto que declarou a nulidade das provas, o ministro André Mendonça afirmou que a atuação policial ocorreu de forma deliberadamente indevida, destacando que a coleta de dados precedeu o pedido formal de deslocamento de competência para o tribunal competente. 

“De forma voluntária, buscou-se elementos de convicção em face do governador, cujo potencial envolvimento já se apresentava, por meio de requisições de dados de pessoas de seu entorno, como empresas, esposa e até filho menor de idade”, afirmou o ministro em trecho do voto.

Segundo Mendonça, somente após a obtenção desses relatórios é que houve a representação para o deslocamento da competência, o que caracterizaria violação às garantias processuais.

Caso a decisão seja confirmada com a conclusão do julgamento, Gladson não terá impedimentos jurídicos para disputar as eleições de 2026. Nos bastidores políticos, a expectativa é de que o governador mantenha sua pré-candidatura ao Senado, cargo para o qual aparece como favorito em pesquisas de intenção de voto.

LOA 2026 destina 12% de recursos aos poderes e órgãos de controle

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Aleac, TJAC, MPAC, TCE/AC e DPE/AC concentram quase R$ 1,7 bilhão das finanças estaduais

A Assembleia Legislativa do Acre deve votar na noite desta quarta (17/12) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que define quanto cada poder e órgão essencial terá disponível no próximo exercício.

Os números oficiais mostram que a Aleac, o Tribunal de Justiça (TJAC), o Ministério Público (MPAC), o Tribunal de Contas (TCE/AC) e a Defensoria Pública (DPE/AC) juntos totalizam R$ 1,659 bilhão, o que corresponde a 12,01% do montante previsto, estimado em R$ 13,816 bilhões.

O Legislativo contará com R$ 390,2 milhões, pouco menos de 3% do conjunto. O TJAC, maior contemplado, terá R$ 702,3 milhões, cerca de 5%. O MPAC ficará com R$ 321,4 milhões, próximo de 2,3%. O TCE/AC disporá de R$ 152,2 milhões, pouco acima de 1%. Já a DPE/AC terá R$ 93,4 milhões, o equivalente a menos de 1% das finanças estaduais.

Essas parcelas revelam o espaço reservado às entidades que garantem fiscalização, justiça e representação política. O volume de pouco mais de um décimo assegura a autonomia desses poderes e evidencia como o Estado reparte verbas entre áreas sociais e estruturas institucionais.

Equilíbrio orçamentário

O documento oficial também confirma a divisão em três dimensões previstas constitucionalmente: R$ 9,6 bilhões destinados ao orçamento fiscal, R$ 4,1 bilhões à seguridade social e R$ 100 mil aos investimentos das empresas estatais.

Os gastos correntes alcançam R$ 12,3 bilhões, enquanto os de capital chegam a R$ 1,4 bilhão, incluindo R$ 1,048 bilhão em investimentos e R$ 353 milhões em amortização da dívida.

O controle entre entradas e saídas é apresentado como um dos pilares da proposta. A captação de tributos e transferências foi desenhada para corresponder exatamente às dotações fixadas. No papel, não há déficit, já que cada real projetado encontra sua contrapartida em despesa.

Ainda assim, o texto ressalta que esse alinhamento é uma estimativa, dependente da efetiva arrecadação ao longo do ano. Caso os valores não se confirmem, o governo poderá recorrer a bloqueios e contingenciamentos.

Se, ao contrário, houver superávit, a lei abre espaço para suplementações. Trata-se, portanto, de um planejamento que nasce em equilíbrio, mas cuja execução estará sujeita às oscilações da economia e às transferências federais.

Projeto Todos Contra o Aedes aegypti apresenta resultados no Acre com foco em educação e prevenção

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O projeto Todos Contra o Aedes aegypti encerra 2025 no Acre com resultados expressivos na formação de estudantes e professores e na mobilização de comunidades para o combate às arboviroses. Desenvolvida pelo Instituto Sapien, a iniciativa atuou em escolas públicas urbanas de 10 municípios do estado, usando a educação como principal ferramenta de prevenção contra doenças como dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Ao longo da execução, o projeto promoveu ações educativas, formações presenciais e atividades de mobilização social, fortalecendo o papel da escola na disseminação de informações e na mudança de hábitos que ajudam a reduzir focos do mosquito.

Com uma proposta pedagógica alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a iniciativa atendeu escolas municipais e estaduais, beneficiado alunos com idades de 3 e 4 anos, do Ensino Fundamental I, estimulando o conhecimento, a cidadania e a responsabilidade social no enfrentamento às arboviroses.

Educação como base da prevenção

A educação foi o eixo central do projeto. Nas escolas, os alunos aprenderam, de forma prática e acessível, como ocorre a transmissão das doenças e quais atitudes ajudam a prevenir a proliferação do mosquito. As atividades incluíram leitura de materiais informativos, exibição de vídeos educativos, rodas de conversa, identificação de possíveis focos do Aedes aegypti e produção de materiais de conscientização.

Para a professora Thaynara Barbosa da Silva, da Escola Nair Sombra, em Capixaba, o projeto contribuiu diretamente para o trabalho em sala de aula. “Aprendemos muito com o que o Aedes aegypti vai transmitir. Então, para nós passarmos para a nossa clientela, que é o alunado, é de grande importância. Temos que conscientizá-los para a doença não transmitir mais”, disse.

Formação de professores e impacto nas famílias

A formação continuada dos professores foi outro ponto forte da iniciativa. As capacitações ampliaram o repertório pedagógico dos educadores e reforçaram a integração entre educação e saúde pública. O conteúdo trabalhado nas escolas também chegou às famílias, por meio das crianças, fortalecendo o efeito multiplicador do projeto.

Em Xapuri, a professora Luiza, assessora dos Anos Iniciais, destacou esse alcance. “Esse projeto é muito importante para a nossa cidade, principalmente para as escolas, que as crianças levam esse assunto para casa, e aí os pais se envolvem. Dá muito certo. É muito importante esse projeto”, afirmou.

Mobilização comunitária nos municípios

As ações do projeto ocorreram em Rio Branco, Senador Guiomard, Sena Madureira, Xapuri, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Feijó. Uma ação que incluiu cidades de todas as regiões do Acre. Além das atividades pedagógicas, o projeto realizou lançamentos públicos, formações presenciais e ações de mobilização comunitária, ampliando o envolvimento da população no combate ao mosquito.

Para a professora Adriana Soares Castro, gestora da Escola Manoel Gonzaga, em Senador Guiomard, o trabalho coletivo é um dos principais diferenciais da iniciativa. “Para a educação, um projeto como esse é inovador, porque vai trazer muito conhecimento para os nossos alunos. Isso é uma das ações prioritárias, porque não é só uma pessoa contra, é uma comunidade contra esse problema grave”, declarou.

Ao concluir a etapa de 2025 no Acre, o projeto Todos Contra o Aedes aegypti apresenta uma prestação de contas que evidencia resultados concretos, integração entre as áreas de saúde e educação e fortalecimento do protagonismo comunitário. A iniciativa é realizada pelo Instituto Sapien em parceria com o Ministério da Saúde, com apoio da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre), da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Acre (SEE) e do Governo do Acre, reforçando a atuação conjunta do poder público e da sociedade no enfrentamento às arboviroses e na promoção da saúde coletiva.

Com votos de Bittar e Alan Rick, CCJ do Senador aprova PL da Dosimetria que pode reduzir penas dos presos no 8 de janeiro

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Com apoio dos senadores do Acre, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 17, o chamado Projeto de Lei da Dosimetria (PL 2.162/2023), que altera regras para o cálculo de penas e pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta foi aprovada após seis horas de reunião, por 17 votos favoráveis e 7 contrários, e segue para o Plenário, onde já consta na pauta de votação do mesmo dia.

Na bancada acreana, os senadores Márcio Bittar (PL) e Alan Rick (Republicanos) votaram a favor do texto. O senador Sérgio Petecão (PSD) não participou da votação.

Mesmo após quatro horas de pedido de vista concedido para análise do relatório apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP/SC), houve divergência entre os parlamentares sobre quais condenados poderão ser beneficiados pela proposta. O texto restringe os efeitos das mudanças aos crimes cometidos no contexto dos atos golpistas de 8 de janeiro.

Pela proposta, quando os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito forem praticados em contexto de multidão, a pena poderá ser reduzida de um terço a dois terços, desde que o infrator não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.

Outro ponto do projeto trata da soma de penas. O texto proíbe a acumulação de punições para crimes contra as instituições democráticas cometidos no mesmo contexto, prevendo que o condenado receba apenas a pena mais elevada, com acréscimo proporcional. A medida altera o entendimento aplicado atualmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

A proposta também amplia a possibilidade de remição de pena para pessoas em prisão domiciliar, permitindo que o trabalho seja utilizado para reduzir o tempo de cumprimento da pena, mecanismo hoje restrito, em geral, à comprovação de estudo.

Os senadores aprovaram ainda que, caso o projeto seja confirmado em Plenário, siga diretamente para sanção presidencial. Para isso, foi aprovado requerimento do senador Rogério Marinho (PL-RN), que classificou as alterações da emenda apresentada pelo senador Sergio Moro como ajustes redacionais, evitando o retorno do texto à Câmara dos Deputados.

Polícia deflagra operação contra roubo de gado e uso de documentos falsos no Acre

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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), deflagrou, nesta quarta-feira, 17, uma operação para apurar um esquema criminoso envolvendo o roubo de 114 bovinos, duas motocicletas e a prática de falsidade ideológica.

A ação mobilizou mais de 40 policiais civis para o cumprimento de 13 mandados, sendo 12 de busca e apreensão e um de prisão, no Acre, executados simultaneamente no estado de Rondônia e em cidades do interior do Acre.

As investigações apontam que foram utilizadas Guias de Trânsito Animal (GTAs) falsas para viabilizar a venda irregular dos animais, simulando uma situação de legalidade. O objetivo da operação é prender parte dos executores do roubo e reunir provas que indiquem a existência de uma organização criminosa estruturada.

Há indícios de que o grupo atuava na receptação e no “esquentamento” de GTAs, permitindo que bovinos provenientes de atividades ilícitas fossem inseridos no mercado formal e repassados a terceiros como se tivessem origem legal.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema criminoso.

Ascom Polícia Civil

Proposta de intercâmbio estudantil no exterior será votada na Aleac durante última sessão do ano

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Projeto prevê bolsas de até US$ 5,5 mil para jovens da rede pública; críticos apontam luxo, governo fala em democratização

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) se debruça nesta quarta (17/12) sobre uma política pública que promete abrir fronteiras para estudantes da rede pública estadual. Batizado de “Acre no Mundo”, o programa de intercâmbio internacional foi apresentado pelo Poder Executivo e prevê enviar até 100 jovens por ano para países estrangeiros, com bolsas de referência de US$ 5.500 (cerca de R$ 30 mil), pagas em reais conforme o câmbio oficial.

O texto da lei estabelece que os alunos selecionados devem ter entre 14 e 17 anos, estar matriculados no 9º ano do ensino fundamental ou em qualquer série do ensino médio, além de comprovar proficiência em inglês ou espanhol. A média escolar mínima exigida é de 7 em todas as disciplinas. O governo promete garantir pelo menos um estudante por município, desde que haja candidato apto.

As bolsas cobrirão despesas de viagem e estadia, que duram de 30 a 60 dias, com hospedagem em casas de família ou residências estudantis cadastradas. A gestão é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação (SEE), que fica autorizada a firmar convênios dentro e fora do país.

O impacto direto nos cofres públicos dependerá do número de alunos selecionados. Se o limite de 100 bolsas for atingido, o gasto anual pode chegar a US$ 550 mil (aproximadamente R$ 3 milhões). O governador Gladson Camelí (PP) defende que o retorno virá na forma de capital humano qualificado. Para ele, a capacitação de jovens com domínio de línguas estrangeiras e experiência internacional serão capazes de ampliar horizontes e contribuir para o desenvolvimento do Acre.

Criação de loteria para turbinar arrecadação do Estado entra na pauta do Legislativo

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Executivo promete usar recursos para financiar políticas sociais em áreas prioritárias

O projeto que cria o Serviço de Loteria do Estado será votado nesta quarta (17/12) pelos deputados da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A proposta, enviada pelo Executivo na última segunda (15/12), pretende abrir uma nova fonte de receita para financiar áreas como saúde, habitação, cultura e segurança alimentar. O texto autoriza a exploração de modalidades já permitidas pela legislação federal e prevê que as apostas possam ser feitas de forma física ou digital, sempre restritas a maiores de 18 anos.

O governo defende que a medida é legítima e necessária. Como justificativa, argumenta que os recursos líquidos, incluindo prêmios não reclamados, serão destinados a programas sociais e que a loteria pode gerar empregos diretos e indiretos, além de atrair investimentos privados. Também promete mecanismos de fiscalização, como o reporte obrigatório ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), para evitar lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas.

O projeto prevê que a exploração da loteria poderá ser feita diretamente pelo Estado ou por meio de concessão e credenciamento de operadores privados, mas o controle e a fiscalização permanecerão públicos. A lei também revoga normas antigas que tratavam do tema, como as de 1965 e 1991, e estabelece que os operadores devem adotar práticas de jogo responsável.