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Acre recebe R$ 115 mil em recursos federais para ações de proteção da Defesa Civil

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O estado do Acre foi autorizado a receber R$ 115.038,00 em recursos federais para a execução de ações de Proteção e Defesa Civil, conforme a Portaria nº 3.724/2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 19.

Os recursos foram liberados pela União, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com autorização da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. O repasse tem como finalidade a execução de ações de resposta a situações emergenciais.

De acordo com a portaria, o valor será empenhado na modalidade de transferência obrigatória, obedecendo à legislação vigente e à classificação orçamentária específica definida pelo governo federal. A aplicação dos recursos deverá ocorrer em caráter emergencial, respeitando exclusivamente as ações descritas no ato normativo.

O prazo para a execução das ações será de 180 dias, contados a partir da data de publicação da portaria no DOU. Após o encerramento do período de execução — ou do último pagamento realizado, caso ocorra antes —, o governo do Acre terá 30 dias para apresentar a prestação de contas final.

A portaria reforça que a utilização dos recursos está restrita às ações de resposta em Proteção e Defesa Civil, não sendo permitida a destinação para outras finalidades. O ato entra em vigor na data de sua publicação.

Emissoras de TV se unem ao SBT e boicotam Zezé Di Camargo

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As falas recentes de Zezé Di Camargo ultrapassaram o alcance imediato do SBT e provocaram um efeito dominó no mercado televisivo. O cantor, que direcionou críticas à emissora e às filhas de Silvio Santos, acabou gerando um clima de cautela entre diferentes grupos de comunicação. O episódio passou a ser observado como um caso sensível, não apenas por envolver figuras públicas de grande projeção, mas também por tocar em relações institucionais historicamente preservadas no setor.

Conforme informações apuradas nos bastidores, executivos de outras emissoras receberam as declarações com surpresa e desconforto. A avaliação predominante é de que, neste momento, a imagem de Zezé Di Camargo se tornou um fator de risco para participações televisivas. A leitura interna é que qualquer convite ao artista poderia ser interpretado como um posicionamento indireto contra o SBT, algo que nenhuma rede aberta deseja assumir, sobretudo quando o embate envolve diretamente a família Abravanel.

Alinhamento entre emissoras e desgaste pessoal

Ainda segundo relatos de bastidores, houve uma reação de solidariedade à cúpula do SBT. Executivos de diferentes canais teriam entrado em contato com Daniela Beyruti, CEO da emissora, e com Patricia Abravanel, demonstrando apoio diante do ataque público. O movimento reforça um entendimento comum no mercado: conflitos abertos entre emissoras não são bem recebidos e tendem a ser evitados, independentemente de posicionamentos individuais.

Além da repercussão institucional, o episódio também trouxe consequências no círculo pessoal do cantor. Pessoas próximas e até colegas que compartilham visões políticas semelhantes teriam repreendido Zezé Di Camargo, apontando que as falas foram exageradas e desnecessárias. A polêmica começou quando o sertanejo publicou um vídeo criticando o SBT por convidar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o lançamento do SBT News. Na gravação, ele afirmou que as filhas de Silvio Santos estariam “se prostituindo” e chegou a pedir que seu especial de Natal fosse cancelado. Após a repercussão negativa, a emissora confirmou que a atração não iria ao ar, e o cantor divulgou um pedido de desculpas pelo uso do termo “prostituir”, tentando conter os danos de uma crise que segue reverberando no mercado.

Terra

Governo do Acre sanciona lei que permite adesão ao programa federal de pagamento de dívidas

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Lei abre caminho para refinanciamento da dívida do Acre no programa federal Propag

O governador Gladson Camelí (PP), sancionou, por meio do Diário Oficial do Estado (DOE), desta sexta-feira, 19, a Lei nº 4.741/2025, que autoriza o Estado a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), instituído pela Lei Complementar Federal nº 212/2025. A medida estabelece novos parâmetros para a renegociação da dívida estadual com a União e foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Com a adesão ao Propag, o Poder Executivo fica autorizado a solicitar o encerramento do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), desde que o pedido de ingresso no novo programa seja formalmente encaminhado à Secretaria do Tesouro Nacional. A lei prevê que a transição entre os dois regimes ocorrerá de forma condicionada, respeitando as normas federais vigentes.

O texto legal também autoriza o Estado a celebrar contrato de refinanciamento da dívida ou aditivo contratual com a União, conforme as regras do Propag. Para garantir as obrigações assumidas, a legislação permite a vinculação de receitas constitucionais, incluindo tributos estaduais e transferências federais, em caráter irrevogável e irretratável, nos termos da Constituição Federal.

A norma autoriza ainda o pagamento da dívida apurada por meio dos instrumentos previstos na legislação federal, incluindo a possibilidade de redução do estoque da dívida, mesmo que determinadas etapas, como a aprovação de leis específicas para transferência de ativos, ainda estejam em andamento. A lei também prevê a inclusão de cláusula de arbitragem para solucionar eventuais conflitos entre o Estado e a União relacionados às transferências de ativos.

Outro ponto previsto é a possibilidade de o Estado optar por encargos específicos do aditivo contratual, desde que a escolha seja fundamentada e acompanhada de estudo técnico que comprove a economicidade da alternativa. A legislação autoriza, ainda, a realização de investimentos como contrapartida dessa opção e o aporte anual ao Fundo de Equalização Federativa, conforme definido no contrato de adesão.

Apesar da adesão ao Propag, o Acre permanecerá vinculado aos mecanismos de controle fiscal já existentes, como o Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal e o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal, mantendo o monitoramento das contas públicas.

A lei também veda a contratação de novas operações de crédito para o pagamento das parcelas da dívida renegociada e determina a criação, por decreto, de um Comitê Interinstitucional de Acompanhamento, que deverá ser instituído em até 30 dias após a assinatura do contrato de adesão ao programa.

A Lei nº 4.741 entrou em vigor na data de sua publicação no DOE.

Prefeitura de Rio Branco atualiza tarifas de táxi após dez anos sem reajuste

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A Prefeitura de Rio Branco publicou o Decreto nº 3.405/2025, que fixa novos valores para as tarifas do serviço de táxi no município. O reajuste ocorre após uma década sem atualização dos preços, já que o último aumento havia sido definido em 2015. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira, 19.

A medida leva em consideração solicitação formal apresentada pelo Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Estado do Acre (SINTCAC), acompanhada de estudo técnico sobre os custos operacionais da atividade. Também foram analisados levantamentos elaborados pela Câmara Técnica do Conselho Municipal de Transportes, que apontaram defasagem tarifária acumulada ao longo dos últimos anos.

Com o decreto, a bandeirada passa a custar R$ 6,50. O valor da Bandeira I foi fixado em R$ 5,51 por quilômetro rodado, enquanto a Bandeira II será de R$ 6,61 por quilômetro. Já a tarifa horária, aplicada nos períodos de espera ou veículo parado, foi definida em R$ 36,74 por hora.

O reajuste recebeu parecer favorável do Conselho Municipal de Transportes, durante reunião realizada no dia 9 de dezembro de 2025, além de respaldo jurídico da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos e Atos Oficiais. O decreto também autoriza a RBTRANS a publicar tabelas específicas para os serviços de táxis especiais, com base nos novos valores.

Com a entrada em vigor da nova norma, fica revogado o Decreto nº 357, de 13 de abril de 2015, que estabelecia as tarifas anteriores. Os novos preços passam a valer após o prazo mínimo de três dias de vacância, conforme previsto no regimento do Conselho Municipal de Transportes.

Ministério da Justiça garante repasse de R$ 1,6 milhão para Segurança Pública do Acre

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Como forma de reforçar as ações de segurança pública no estado do Acre, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou um repasse de R$ 1,68 milhão em recursos federais, previsto na Portaria nº 1.110/2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 19.

Do total de R$ 1.689.950,49 destinado ao estado, R$ 540.784,17 serão aplicados em despesas de custeio, enquanto R$ 1.149.166,32 deverão ser investidos em melhorias estruturais e ações estratégicas na área da segurança. O percentual do Acre na divisão nacional dos recursos é de 3,8166%.

Os valores poderão ser utilizados em iniciativas voltadas à redução das mortes violentas intencionais, ao combate ao crime organizado e à proteção patrimonial, além de políticas específicas para o enfrentamento da violência contra a mulher e para a valorização e qualidade de vida dos profissionais da segurança pública.

A portaria determina que 80% dos recursos sejam direcionados às ações de enfrentamento à criminalidade, 10% ao combate à violência contra a mulher e 10% a programas destinados aos servidores da segurança. Quanto à execução financeira, nas áreas de combate à criminalidade e violência contra a mulher, a aplicação deverá seguir a proporção de 30% para custeio e 70% para investimento. Já nas ações voltadas aos profissionais da segurança, a divisão será de 50% para custeio e 50% para investimento.

Para a liberação dos valores, o governo do Acre terá o prazo de 30 dias para apresentar ao MJSP o plano de aplicação dos recursos, que precisará de aprovação formal. Embora os recursos sejam transferidos ainda em 2025, eles permanecerão bloqueados até que o plano seja validado.

Ao todo, a portaria suplementa R$ 44,27 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública, a serem distribuídos entre os estados e o Distrito Federal. A medida está condicionada à efetiva arrecadação das receitas, podendo haver ajustes nos valores por meio de nova publicação oficial.

Headscon Acre projeta games da Amazônia Legal para a Gamescom Alemanha e a Gamescom LATAM

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Realizada no Acre desde 2023, a Headscon Acre se consolida como uma das principais plataformas de visibilidade e acesso ao mercado para criadores de games da Amazônia Legal. Em sua edição de 2025, o evento sediou a segunda edição da Mostra Competitiva de Games da Amazônia Legal com premiação de aproximadamente R$ 60 mil. Essa é uma iniciativa do Instituto Gamecon que conecta estúdios da região a grandes vitrines internacionais, como a Gamescom Alemanha e a Gamescom LATAM.

A Mostra teve sua primeira edição em 2024 e, em 2025, ampliou o alcance da proposta ao reunir 10 jogos finalistas da região Norte, com produções do Acre, Amazonas, Pará e Amapá. Os vencedores garantiram vagas em delegações oficiais para a Gamescom Alemanha e para a Gamescom LATAM, com apoio para participação nos eventos e acesso direto a publishers e agentes do mercado global.

Na edição de 2025, o prêmio de Melhor Jogo (Júri Técnico) ficou com Catventure: The Curse of the Dark Tower, do Retrocat Studios (PA). Já o Melhor Jogo pelo voto do Júri Popular foi conquistado por Carbon-0, desenvolvido pelo estúdio Moonlight Games, do Acre.

O projeto acreano também recebeu reconhecimento pela força narrativa e pelo diálogo com temas ambientais e sociais. Para o desenvolvedor André Lucas Lima Siqueira, o jogo é uma forma de dar visibilidade à região por meio da linguagem dos games.

“Temos algumas empresas que estão causando mal ao mundo, com poluição, desperdício de recursos. Nosso jogo acompanha Ícaro e sua irmã Maria na busca pelo pai desaparecido, enquanto descobrem o que estava acontecendo. O objetivo é mostrar um pouco da nossa região na gameplay e evoluir o jogo até termos locais daqui jogáveis. A gente quer mostrar o nosso estado e a nossa região nesse jogo”, afirma André Siqueira.

Porta de entrada para o mercado internacional

Além dos vencedores, todos os finalistas da Mostra recebem material oficial de apresentação e participam de ações voltadas ao networking e à circulação profissional. A participação na Gamescom Alemanha e na Gamescom LATAM representa, para muitos estúdios amazônicos, o primeiro contato direto com o mercado internacional.

Ao longo de três edições realizadas no Acre, em 2023, 2024 e 2025, a Headscon tem fortalecido o ecossistema de games da Amazônia Legal. Após a primeira edição da Mostra Competitiva, Ciro Facundo, representante do estúdio acreano K Games, foi um dos selecionados para apresentar seu trabalho na Gamescom, na Alemanha, destacando que a região produz jogos com qualidade técnica, identidade cultural e potencial competitivo no cenário global.

Gladson sanciona lei que altera regras de aposentadoria de policiais civis e pagamento de benefícios

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O governador Gladson Camelí (PP), sancionou a Lei Complementar nº 503/2025, publicada na edição desta sexta-feira, 19, do Diário Oficial do Estado (DOE), que altera regras do Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado do Acre (RPPS). A mudança trata especificamente dos requisitos para aposentadoria de policiais civis e do pagamento de benefícios aos dependentes em caso de falecimento do segurado.

Com a nova redação, a legislação estabelece que os policiais civis poderão se aposentar ao atingir 55 anos de idade, no caso dos homens, e 52 anos, no caso das mulheres, conforme previsto no artigo 46-B da Lei Complementar nº 154/2005, que foi modificada.

A lei complementar também ajusta as regras relativas ao pagamento de valores devidos no mês do falecimento do servidor. Pelo texto sancionado, os proventos referentes ao mês do óbito serão pagos integralmente, com exceção apenas dos descontos previstos em lei ou por determinação judicial.

O pagamento desses valores será destinado aos dependentes legalmente habilitados à pensão por morte junto ao RPPS estadual. Na ausência de dependentes, o repasse poderá ser feito aos sucessores, mediante alvará judicial, sem a necessidade de abertura de inventário ou arrolamento.

A matéria foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Acre por meio do Projeto de Lei Complementar nº 29/2025, de autoria do Poder Executivo, e entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado.

Câmara de Acrelândia aprova abono de R$ 2,6 mil para servidores do Legislativo

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A Câmara Municipal de Acrelândia aprovou e promulgou a Lei nº 935, de 18 de dezembro de 2025, que autoriza a concessão de abono especial de fim de ano aos servidores do Poder Legislativo Municipal. O benefício será no valor de R$ 2.600, pago em parcela única no mês de dezembro.

De acordo com o texto da lei, terão direito ao abono os servidores efetivos e comissionados pertencentes ao quadro funcional da Câmara. Os valores concedidos não serão tributáveis, não incidirão contribuição previdenciária e não gerarão reflexos para vantagens pessoais ou incorporações futuras.

As despesas decorrentes da concessão do abono correrão por conta de dotação orçamentária própria do Poder Legislativo, conforme estabelece a norma.

Reconhecimento e planejamento responsável

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Vítor Martinelli, a concessão do abono foi a forma escolhida pela Mesa Diretora para agradecer o empenho e a dedicação de cada servidor, que, ao longo do ano, tem contribuído para fortalecer o funcionamento do Legislativo municipal. “O abono é uma maneira de valorizar os servidores da Casa. Essa foi a forma que encontramos para reconhecer o empenho e a dedicação de cada um, dentro de um planejamento financeiro responsável, sem comprometer as contas públicas”, afirmou o presidente.

O projeto que deu origem à lei foi apresentado pelo próprio Vítor Martinelli (UB) e aprovado pelo plenário da Câmara. A medida entra em vigor na data de sua publicação. “ Nossos mais sinceros agradecimentos e reconhecimento aos nossos servidores”, frisou.

Professora do Ifac morre após sentir forte dor de cabeça e ser liberada de hospital, em Rio Branco

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A servidora pública Juliana Santos de Souza Cunha, de 44 anos, foi encontrada morta na manhã desta sexta feira (19), na Rua Girassol, no bairro Joafra, em Rio Branco.

De acordo com informações obtidas no local, Juliana teria sentido fortes dores de cabeça, e procurado atendimento médico no Pronto-Socorro de Rio Branco na terça-feira (16), porém, foi consultada e liberada por não apresentar complicações graves.

A família informou que Juliana era professora do Instituto Federal do Acre (IFAC), no campos do município de Xapuri. A servidora teria dormido normalmente na noite de quinta feira (18), com a filha de 14 anos, ao acordar, a adolescente notou que sua mãe não respirava.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamado, a equipe da ambulância de suporte avançado foi enviada para atender a ocorrência, porém, os paramédicos só puderam atestar o óbito.

O Departamento de Polícia Técnico Científico (DPTC) foi informado. A equipe plantonista do Instituto Médico Legal (IML) foi ao local para os procedimentos de perícia e remoção do corpo. Inicialmente não foi constatado indícios de violência no corpo da servidora, porém, a família suspeita da morte repentina e pede que seja investigado as reais causas da morte.

O poderá ser investigado pela Polícia Civil.

Policial civil é expulso no Acre por favorecer facção e abusar de adolescente

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Sentença expõe fragilidade das instituições na fronteira amazônica e a infiltração do crime organizado

Em decisão considerada histórica para a segurança pública na Amazônia, o juiz Guilherme Muniz de Freitas Miotto determinou a perda definitiva do cargo de policial civil de J.S.S., condenado na última terça (16/12). O magistrado concluiu que o então servidor traiu a corporação ao repassar informações sigilosas ao Comando Vermelho (CV) e, em seguida, abusar sexualmente de uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

O episódio revela a combinação entre corrupção institucional e violência sexual, mostrando como o poder pode ser distorcido para destruir vidas. De acordo com a sentença, o ex-agente acessou relatórios restritos da Delegacia de Assis Brasil e alertou familiares de investigados sobre operações da corporação. A atitude frustrou a ação policial e colocou em risco denunciantes, que passaram a sofrer ameaças, perderam bens e foram expulsas de casa por integrantes da facção.

A crise criada pelo próprio réu abriu espaço para um segundo crime. Uma adolescente de 16 anos, desabrigada e sem alternativas, foi levada à residência do servidor sob promessa de proteção. Lá, conforme os autos, sofreu importunação sexual em quatro ocasiões. O juiz destacou que houve abuso de poder e violação do dever público, já que o condenado explorou a confiança de quem buscava segurança.

Pelas práticas ilícitas, J.S.S. foi sentenciado a 3 anos, 7 meses e 22 dias de reclusão pelos crimes sexuais e 2 anos e 15 dias de detenção pelo vazamento de informações sigilosas. Além disso, perdeu de forma imediata e definitiva o posto na Polícia Civil do Acre (PCAC). O regime inicial fixado foi o semiaberto, mas ele poderá recorrer em liberdade.

A decisão ganha peso simbólico em uma região marcada pela disputa entre facções e pela fragilidade das instituições estatais. O juiz ressaltou que a conduta do ex-servidor abalou a credibilidade da corporação e comprometeu a confiança da população em áreas de fronteira, onde o Estado já enfrenta dificuldades para se impor diante do crime organizado.

O histórico criminal amplia a gravidade da situação. o ex-policial já havia sido condenado por outro crime sexual dentro da própria delegacia e ainda responde a processo por tentativa de homicídio, previsto para julgamento em 2026. Nesse episódio, teria perseguido e agredido violentamente um motociclista após uma discussão no trânsito.