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Governo do Acre, por meio do Deracre, consolida maior ciclo de pontes durante a Operação Verão 2025

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Estruturas somam mais de 2 mil metros e alcançam todos os municípios do estado

O governo do Acre construiu 117 pontes em ramais ao longo de 2025, como parte da Operação Verão, executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre). As ações integram a agenda de governo conduzida pelo governador Gladson Camelí e pela vice-governadora Mailza Assis, com coordenação da presidente da autarquia, Sula Ximenes, alcançando todas as regiões do estado e consolidando um dos maiores ciclos de obras da história do órgão.

O governador Gladson Camelí destacou que a construção das pontes integra a estratégia do governo para garantir acesso e desenvolvimento no interior do estado. “A construção dessas pontes é parte do nosso compromisso de garantir acesso, dignidade e desenvolvimento para quem vive na zona rural. Estamos levando infraestrutura onde ela é essencial para a vida das pessoas, fortalecendo a produção, o transporte escolar e a integração entre as comunidades”, afirmou.

A vice-governadora Mailza Assis ressaltou que as obras refletem uma atuação integrada do governo, com foco nas necessidades da população. “Essas obras refletem uma atuação integrada do governo, com planejamento e atenção às necessidades reais da população. As pontes garantem mobilidade, segurança e acesso a serviços básicos, especialmente para quem vive nos ramais e depende dessas estruturas no dia a dia”, disse.

Para a presidente do Deracre, Sula Ximenes, o balanço demonstra a diretriz adotada pelo governo estadual. “Essas pontes são resultado de decisão política, planejamento e presença do Estado. O governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis garantiram as condições para executar, e o Deracre respondeu com equipes no trecho e resultados para cada município”, afirmou.

Os dados constam no Relatório Anual de Gestão 2025 do Deracre, entregue ao governador ao fim do ano. Ao todo, as estruturas concluídas somam 2.020,70 metros lineares, resultado da execução do Deracre, consideradas também ações realizadas em articulação institucional com os municípios. O levantamento aponta ainda 383 metros lineares pendentes, condicionados à emissão de ordem de serviço ou a ajustes administrativos locais.

O detalhamento por município reúne entregas concluídas ao longo do ano e exemplos das frentes de serviço executadas no período. Na capital, Rio Branco, foram executadas 18 pontes em ramais da zona rural, com obras de construção, reforma e adequação nos ramais Valmar, Capela, Vai Ser Ver, Nova Promissão, Bom Futuro, Antinari, Antmari II, Maloca, São Raimundo, Trincheira e Noca. Entre as estruturas entregues estão pontes de madeira nos ramais Capela (17 metros), Valmar (13 metros) e Santa Luzia (12 metros), garantindo melhores condições de circulação, transporte escolar e escoamento da produção agrícola.

Em Bujari, o governo do Estado executou três pontes estaqueadas, sendo duas no Ramal Espinhara, com 18 e 15 metros, e uma no Ramal Santa Luzia, com 12 metros, assegurando acesso às comunidades rurais.

No município de Plácido de Castro, foram construídas ou reformadas nove pontes, com destaque para a ponte estaqueada no Ramal Novo Horizonte, sobre o Igarapé São Raimundo, com 22 metros de extensão. O município também recebeu intervenções no Ramal Mendes Carlos I, com estrutura de 32 metros, além de outras pontes com extensões entre 8 e 24,5 metros.

Em Acrelândia, foram construídas nove pontes, sendo uma ponte estaqueada de 16 metros no Ramal Progresso e oito pontes de circunstância no Ramal Bengala, com extensões entre 14 e 16 metros.

No município de Brasiléia, o Deracre executou duas pontes estaqueadas no Ramal do 88, ampliando a ligação de áreas produtivas e o deslocamento das famílias. Já em Epitaciolândia, foram concluídas duas pontes, reforçando a trafegabilidade nos ramais da região.

Em Assis Brasil, foram executadas três pontes, com destaque para a ponte estaqueada de 73 metros no Ramal Icuriã, além de estruturas nos ramais São Francisco e Recife. Em outro recorte de entregas no município, também foram concluídas duas pontes no Ramal do 88, sobre os igarapés Preguiça (10 metros) e Joabe (15 metros).

No município de Sena Madureira, o relatório registra quatro pontes nos ramais do 15, da Lua, do 48 e Lago Novo, incluindo estruturas estaqueadas e mistas, parte delas executadas em parceria com a prefeitura.

Em Manoel Urbano, foram contabilizadas quatro pontes no Ramal Conquista, sendo duas estaqueadas concluídas e duas de circunstância programadas, ampliando a ligação entre a zona rural e a sede do município.

No município de Capixaba, foram executadas duas pontes, sendo uma estaqueada de 45 metros no Ramal São João do Itu e uma de circunstância de 14 metros no Ramal do Limeira.

Em Xapuri, foram executadas sete pontes, sendo quatro de circunstância no Ramal Polo do Equador, uma ponte estaqueada de 40 metros no Ramal Cachoeira e uma ponte de concreto na Rua Sadala Koury, além de adequações complementares.

Em Cruzeiro do Sul, o Deracre executou 36 pontes ao longo de 2025, distribuídas pelos ramais Travessa Campina, KM 2, KM 3, Linha 5, Morro da Pedra, Garrincha, Monteiro, Pentecoste, Polo Lagoinha, Zacarias e São Francisco, com estruturas entre 8 e 36 metros de extensão. Entre as intervenções está a ponte sobre o Igarapé Preto, na BR-307, na comunidade Santa Maria, próxima ao Ramal do Belchior, que beneficia diretamente mais de mil famílias.
Morador da região há mais de 20 anos, o produtor rural e presidente da comunidade, Adriano Almeida, destacou o impacto da obra. “Agora a ponte está concluída e segura para todos. Essa obra é essencial para o ramal, que liga diversas comunidades e garante o transporte da produção local”, afirmou.

No município de Rodrigues Alves, foram executadas quatro pontes, atendendo as comunidades Luzeiro, Luzeiro II, Bananeira e 13 de Maio. Entre as obras, destaca-se a ponte de 52 metros de extensão no Ramal 13 de Maio, construída como parte da Operação Verão 2025, que amplia a segurança no tráfego e facilita o escoamento da produção agrícola.

Já em Mâncio Lima, foi concluída uma ponte estaqueada de 14 metros sobre o Igarapé Branco, no Ramal do Chaparral, garantindo mais segurança à população, especialmente durante o período do inverno amazônico.

MP rebate suposto latrocínio e aponta indícios de crime de ódio na morte de Moisés Alencastro

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota pública na manhã desta terça-feira, 23, manifestando cautela em relação à hipótese inicialmente noticiada na imprensa acreana de que o homicídio do colunista social Moisés Alencastro teria ocorrido em decorrência de latrocínio. Segundo o órgão, as circunstâncias do crime, conforme descritas nas próprias reportagens, não indicariam, em uma análise preliminar, a dinâmica típica de um delito patrimonial.

Na nota, o MPAC destaca que as lesões constatadas na vítima, entre elas múltiplas perfurações por arma branca e indícios de tentativa de degolamento, revelam um grau de violência exacerbada, considerado incompatível com a finalidade exclusiva de subtração de bens. Para a instituição, o padrão da agressão sugere desprezo pela condição da vítima e se aproxima de crimes praticados por motivação de ódio, incluindo a possibilidade de homofobia.

O Ministério Público também ressaltou a trajetória profissional de Moisés Alencastro, que atuava como servidor público no próprio MPAC, no Centro de Atendimento à Vítima (CAV), onde desenvolvia trabalho voltado à defesa da dignidade humana e ao enfrentamento de diferentes formas de violência. Para o órgão, a morte do servidor não pode ser tratada como um episódio comum de violência urbana, pois evidencia uma realidade social ainda marcada por preconceito, discriminação e intolerância.

No posicionamento, o MP defende que os fatos sejam rigorosamente apurados, com a correta definição jurídica do crime e a responsabilização penal proporcional à gravidade da conduta, a fim de evitar a impunidade. A instituição afirmou ainda confiar no trabalho da Polícia Civil do Acre, destacando os esforços empreendidos desde o início das investigações para dar uma resposta célere à sociedade.

A nota também faz menção ao trabalho do delegado Alcino Ferreira Júnior, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), elogiando a condução diligente e técnica das apurações.

A nota é assinada pela procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, coordenadora-geral do CAV, e pelo promotor de Justiça de Direitos Humanos Thalles Ferreira Costa, coordenador-adjunto do centro.

Gestão Gabriela, no Iteracre, entrega mais de 12 mil títulos definitivos e avança na regularização fundiária no Acre

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Entre os anos de 2023 e 2025, a gestão liderada por Gabriela alcançou um marco histórico na política de regularização fundiária do Acre ao entregar 12.653 títulos definitivos de propriedade em 18 dos 22 municípios do estado. As ações foram realizadas por meio dos programas Minha Terra de Papel Passado e Igreja Legal, garantindo segurança jurídica, cidadania e mais dignidade a milhares de famílias acreanas.

Somente em 2025, a gestão conseguiu cumprir integralmente a meta anual com a entrega de 7 mil títulos, consolidando os avanços da regularização fundiária e reafirmando o compromisso com resultados concretos e com o desenvolvimento social do estado. A iniciativa representa um passo decisivo para a inclusão social, o fortalecimento das comunidades e a valorização dos imóveis regularizados.

O trabalho foi resultado de uma ampla articulação institucional, envolvendo parcerias fundamentais com os cartórios, o Tribunal de Justiça do Acre e todas as prefeituras municipais contempladas. As Câmaras Municipais também tiveram papel decisivo ao aprovarem as alterações nas legislações locais necessárias para viabilizar a Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social, a Reurb-S.

Além disso, a atuação integrada das secretarias estaduais foi essencial para o sucesso da iniciativa. A Secretaria da Fazenda, com a participação de Amarisio, e a Secretaria de Planejamento, sob a condução do coronel Ricardo, contribuíram diretamente para a organização, planejamento e execução das ações, garantindo eficiência e segurança em todas as etapas do processo.

Segundo a gestão, todo o trabalho foi construído com diálogo, cooperação e união de esforços entre secretarias, instituições e municípios, demonstrando que resultados expressivos só são possíveis quando há planejamento e parceria.

Os municípios contemplados pelas ações de regularização fundiária foram Assis Brasil, Acrelândia, Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Rodrigues Alves, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.

Secretário nega impedimento e diz que obras do Minha Casa, Minha Vida vão avançar após ajustes técnicos

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O secretário de Articulação do Governo do Acre, Luís Calixto, afirmou que o governo estadual não está impedindo a execução das obras do programa Minha Casa, Minha Vida em Rio Branco. Segundo ele, existem dúvidas técnicas e apontamentos feitos pela Secretaria de Habitação e Urbanismo que precisam ser observados e sanados para que o cronograma avance com segurança jurídica e ambiental.

De acordo com Calixto, as questões levantadas dizem respeito a uma área de proteção ambiental localizada no entorno do empreendimento. Ele explicou que o trecho afetado corresponde a cerca de 20 metros, onde será feita a recomposição ambiental necessária, sem comprometer o projeto habitacional.

“O que tem lá é uma área de proteção ambiental, pega uns 20 metros, que será feita a recomposição e a obra levada adiante. São 220 casas que a nossa população precisa”, declarou o secretário.

O titular da Articulação descartou qualquer possibilidade de o governo barrar a construção das unidades e reforçou que o objetivo é corrigir os pontos técnicos indicados para garantir que a obra siga dentro da legalidade. Após os ajustes, segundo ele, o empreendimento deverá prosseguir normalmente.

O projeto integra o programa federal Minha Casa, Minha Vida e é voltado a famílias em situação de vulnerabilidade social, o que aumenta a expectativa pela retomada das obras. O governo afirma que mantém diálogo com os órgãos envolvidos para destravar o processo e assegurar a entrega das moradias.

Governo não cede área de terra e obras do Minha Casa, Minha Vida não avançam no Acre

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A execução de novas unidades habitacionais do programa federal Minha Casa, Minha Vida segue travada no Acre diante da não cessão definitiva de área por parte do governo do Estado, o que colocou em risco o cronograma de obras e a entrega de moradias populares em Rio Branco. A informação consta em parecer técnico da Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehab), que aponta irregularidades na ampliação da área utilizada pela construtora responsável pelo empreendimento. A Sehab não deu uma saída e, tampouco, flexibilizou na busca de uma solução.

Segundo a Sehab, a construtora Newen teria avançado além dos limites da poligonal originalmente doada pelo governo federal ao Estado do Acre, invadindo Área de Preservação Permanente (APP) e promovendo intervenções físicas fora do perímetro contratual. A secretaria sustenta que as intervenções ocorreram sem respaldo legal, contratual ou técnico, o que inviabiliza o prosseguimento regular das obras.

O parecer técnico, elaborado por arquiteta lotada na Sehab, indica que a ampliação da área em cerca de 2 mil metros compromete não apenas a legalidade do empreendimento, mas também a segurança jurídica e ambiental do projeto, colocando em xeque o cronograma anunciado pelo próprio governo estadual para entrega das unidades em abril de 2026.

Alegações da Sehab

Entre os pontos levantados pela Sehab estão que houve invasão de Área de Preservação Permanente (APP), intervenções físicas fora da área oficialmente cedida, incluindo movimentação de solo, drenagem e adequações não previstas e atuação fora dos limites do empreendimento sem respaldo contratual, legal ou técnico.

Para a Sehab, enquanto a situação fundiária não for regularizada e os limites do terreno não forem redefinidos formalmente, não há segurança para autorizar a continuidade das obras, sob risco de responsabilização administrativa e ambiental.

Construtora nega irregularidades

A construtora Newen reagiu e contestou oficialmente o parecer da Sehab. Em nota assinada pelo administrador Geraldo Emiliano de Farias Júnior, a empresa afirma que não houve invasão de APP nem atuação em áreas não doadas, sustentando que todas as intervenções realizadas foram medidas corretivas e preventivas indispensáveis à segurança do empreendimento.

Segundo a construtora, a poligonal inicialmente definida pela própria Sehab mostrou-se insuficiente para garantir a estabilidade do terreno, considerando fatores como topografia, drenagem e características geológicas. A empresa alega que essas necessidades só puderam ser identificadas após estudos técnicos mais aprofundados na fase executiva da obra.

A Newen também afirma que todas as ações foram amplamente discutidas em reuniões técnicas, com conhecimento da própria Sehab, e que não houve qualquer extrapolação voluntária ou arbitrária dos limites originalmente estabelecidos.

Impasse institucional

O embate entre a Sehab e a construtora já provoca desgastes internos na administração estadual e foi levado ao conhecimento da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O conflito institucional gera incertezas quanto à viabilidade do projeto e à promessa de entrega das unidades habitacionais.

As moradias são destinadas a um público considerado prioritário, incluindo mulheres vítimas de violência doméstica, pessoas com deficiência, idosos e famílias beneficiárias do aluguel social.

O superintendente da Habitação da Caixa Econômica Federal, Victorian Costa, informou que irá se manifestar sobre os impactos do impasse no projeto e avaliar os reflexos técnicos e contratuais da divergência entre a Sehab e a construtora.

Enquanto o conflito não é resolvido, o programa permanece paralisado na prática, sem avanço efetivo das obras, evidenciando que a ausência de uma definição clara sobre a cessão da área de terra pelo governo estadual se tornou o principal entrave para a execução do Minha Casa, Minha Vida no Acre.

Em celebração ao aniversário de Feijó, prefeitura entrega mais de 13 mil kg de alimentos e alcança mais de 3 mil cestas básicas entregues em 2025

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Na manhã desta terça-feira, o ginásio poliesportivo de Feijó foi palco de um significativo evento em comemoração aos 87 anos da cidade, onde a prefeitura entregou mais de 13 mil quilos de alimentos. Esta ação resultou na distribuição de mais de 3 mil cestas básicas ao longo de 2025.

Estiveram presentes o vice-prefeito Juarez Leitão, o coordenador da Defesa Civil, Adriano, a representante da Ação Social, Dejeane, o secretário de Agricultura, Ronaldo Reis, e os vereadores Mario Kashinawá e Fedego. Embora o prefeito Railson não tenha podido comparecer devido a uma viagem a Rio Branco em busca de materiais para a operação Tapa Buracos, ele expressou sua satisfação com a iniciativa, que beneficiou aproximadamente 500 famílias neste dia.

As cestas foram entregues após um trabalho de triagem realizado pela Ação Social, que distribuiu 500 fichas a pessoas de diversas áreas da zona urbana. Ao longo de 2025, a prefeitura já havia promovido a entrega de mais de 3 mil cestas, atendendo tanto a população da zona rural quanto da urbana.

“Estou muito feliz por essa importante ação. É muito bom celebrar o aniversário de Feijó presenteando nossa população. Infelizmente, não conseguimos alcançar todos, mas fizemos o possível para atender o maior número de pessoas. Estamos trabalhando para em breve ter mais ações semelhantes e já estamos preparando a aquisição de mais 3 mil cestas para 2026”, afirmou o prefeito Railson Ferreira em entrevista.

Ainda seguindo a programação Feijó estará encerrando a programação de aniversário da cidade no dia 31 de dezembro, onde acontecerá shows regionais e a celebração da virada de ano.

Professora denuncia atraso de 6 meses no pagamento de rescisões e critica Bocalom

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Uma denúncia feita por uma professora da rede municipal de ensino de Rio Branco, que pediu para não ter a identidade revelada, aponta atrasos no pagamento de rescisões trabalhistas de servidores temporários das áreas da educação e da saúde. O relato foi encaminhado ao vereador André Kamai (PT), acompanhado de mensagens e áudios, e divulgado pelo parlamentar em suas redes sociais.

Segundo a professora, ao procurar a Secretaria Municipal de Educação (SEME) na última segunda-feira, 22, para obter informações sobre o pagamento da rescisão contratual, ela foi informada de que o valor só deverá ser pago em fevereiro de 2026, devido à falta de recursos financeiros. No relato, a servidora afirma que há colegas desligados desde julho deste ano que ainda não receberam qualquer valor referente à rescisão.

Em áudio enviado ao vereador, a professora critica declarações públicas do prefeito Tião Bocalom, nas quais ele afirma que a situação financeira do município estaria equilibrada. De acordo com a denunciante, a realidade vivida pelos servidores é diferente. “O prefeito está pregando uma coisa que não é verdade. Ele diz que está tudo bem, mas a prefeitura está entrando em colapso”, afirma no áudio.

A professora também denuncia que, além das rescisões, há servidores que não receberam salários e nem o décimo terceiro, enquanto, segundo ela, a gestão municipal mantém gastos considerados elevados com ações promocionais.

“Enquanto o que é de direito do trabalhador não está sendo pago, a gente vê gastos absurdos de dinheiro público”, diz, acrescentando que o prefeito estaria “fazendo campanha” e “showzinho” nas redes sociais, enquanto compromissos básicos com os servidores permanecem pendentes.

Diante da denúncia, o vereador André Kamai declarou que servidores têm medo de denunciar irregularidades por possíveis retaliações. “Infelizmente, se tem uma coisa que essa turma da prefeitura é boa, é em perseguir pessoas, fazer perseguição política, ameaça e coação”, afirmou.

Kamai também criticou os gastos da prefeitura com ações de cunho promocional e eleitoral. Segundo o vereador, o município teria gasto quase R$ 8 milhões com iluminação decorativa, uso de drones e distribuição de brindes. Para o parlamentar, parte desses recursos poderia ter sido destinada ao pagamento das rescisões ou ao fortalecimento da economia local, por meio da valorização de artistas e produtores culturais do município. “Não dá para dizer que não teve dinheiro. Quem está dizendo que tem dinheiro para tudo é o prefeito, não sou eu”, afirmou.

O vereador informou ainda que irá acionar órgãos de controle, como o Tribunal de Contas, o Ministério Público e o Ministério do Trabalho, para que o caso seja apurado. “É um absurdo o que esse prefeito está fazendo com os trabalhadores. Pessoas desligadas há cinco ou seis meses continuam sem receber o que é de direito”, declarou.

Saerb contrata empresa para organizar processo seletivo para contratar servidores

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Processo será feito sem licitação e custeado pelas taxas de inscrição dos candidatos

O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) autorizou nesta terça (23/12) a contratação do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan) para organizar um processo seletivo público destinado a preencher vagas temporárias na autarquia. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e fundamentada na nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

O certame será realizado sob regime celetista, ou seja, os aprovados terão vínculo de emprego público. A empresa contratada ficará responsável por todas as etapas: elaboração do edital, inscrições, análise curricular, divulgação dos resultados e atendimento aos candidatos.

Segundo o Saerb, não haverá impacto no orçamento municipal. Os custos da seleção serão cobertos integralmente pelo Idecan, por meio das taxas de inscrição pagas pelos concorrentes. Esse modelo de autossustentação financeira é apontado como justificativa para a dispensa de licitação.

Os atos foram assinados pelo diretor-presidente da autarquia, Enoque Pereira de Lima, e vinculados ao processo administrativo nº 0124.001722/2025-14.

Governo do Estado publica calendário acreano de feriados e pontos facultativos para 2026

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O governo do Estado do Acre divulgou nesta segunda-feira, 22, por meio do Decreto nº 11.809, publicado na edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE), o calendário oficial de feriados e pontos facultativos para o ano de 2026. O documento regula o funcionamento dos órgãos e entidades do Poder Executivo estadual, com exceção dos serviços considerados essenciais.

O decreto estabelece as datas de feriados e pontos facultativos entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2026, garantindo o planejamento das atividades administrativas e a organização dos serviços prestados à população.

Os serviços essenciais, como saúde e segurança pública, não serão interrompidos. Esses setores deverão manter suas atividades normalmente durante os feriados e pontos facultativos.

De acordo com o Artigo 2º do decreto, os secretários de Estado e outras autoridades da administração pública têm autorização para convocar servidores em pontos facultativos, quando necessário, sem a obrigatoriedade de compensação de horas para os que atenderem à convocação.

O regulamento também prevê que, em caso de feriados municipais estabelecidos por leis locais, os servidores estaduais que atuam nas respectivas localidades terão direito à folga. O decreto entra em vigor na data de sua publicação, passando a regulamentar o calendário de atividades do Executivo estadual para o próximo ano.

Agência de Notícias do Acre

O direito empresarial e a crise “me engana que eu gosto” das Havaianas

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A recente polêmica envolvendo a marca Havaianas reacendeu o debate sobre os limites entre marketing, narrativa pública e estratégia empresarial. Longe de um simples “tiro no pé”, como parte da opinião pública tem sugerido, o episódio revela uma operação calculada, ancorada em fundamentos do direito empresarial, no valor da marca e em uma leitura sofisticada ,ainda que arriscada, do comportamento do consumidor contemporâneo. 

Marca, lucro e estratégia: o que diz o direito

A Constituição Federal, em seu artigo 170, e o Código Civil (Lei nº 10.406/02), no artigo 966, definem empresário como aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada, com objetivo de lucro, mediante a organização dos fatores de produção , capital, trabalho, insumos e tecnologia. Nesse contexto, um elemento se sobressai: a marca.

Nos termos do artigo 122 da Lei nº 9.279/96 (Lei da Propriedade Industrial), a marca é o principal ativo simbólico de uma empresa. Para existir, precisa ser vista, reconhecida e debatida. Foi exatamente isso que a Alpargatas promoveu ao recolocar as Havaianas no centro da arena pública, ainda que ao custo de forte reação social.

A polêmica não foi acidental

Ao contrário do que se tem repetido em análises apressadas, a controvérsia não foi fruto de ingenuidade ou erro grosseiro. O episódio se insere no que especialistas chamam de guerra de marcas, marcada por narrativas mal recebidas, porém estrategicamente calculadas.

Filósofos e pensadores já discutiram, ao longo da história, a relação entre ação, intenção e expectativa. Aristóteles, em Ética a Nicômaco, ensina que toda ação humana visa a um fim (telos). Kant destaca a centralidade da intenção moral. Max Weber analisa a ação social como orientada por expectativas de resposta. David Hume observa que expectativas futuras se constroem a partir de padrões passados. Sêneca, por sua vez, alertava sobre os riscos de se viver apenas projetando resultados futuros.

A máxima é simples: toda ação carrega uma intenção e uma expectativa.

Dificilmente um time de marketing de uma multinacional do porte da Alpargatas deixaria de antecipar o grau de rejeição gerado. Na lógica da sociedade líquida, descrita por Zygmunt Bauman, a polarização não necessariamente destrói valor — muitas vezes o amplia. O cálculo implícito parece claro: enquanto uma parcela do público rejeita, outra consome com ainda mais intensidade.

Um histórico que ajuda a entender a narrativa

Fundada em 1907, com a marca Havaianas lançada em 1962, a empresa passou por diferentes controladores. Foi adquirida pelo grupo Camargo Corrêa em 1982 — conglomerado posteriormente investigado na Operação Lava Jato ,vendida em 2015 para a J&F Investimentos, dos irmãos Batista, por cerca de R$ 2,67 bilhões, e depois transferida ao grupo empresarial Rudins, da família Moreira Salles.

Esse contexto societário ajuda a compreender o eixo cultural e estratégico da marca, hoje inserida em um projeto global de posicionamento como fashion brand, menos dependente do mercado brasileiro e mais conectada a narrativas globais. Não por acaso, o mesmo grupo controla marcas como a Osklen e mantém conexões simbólicas com setores financeiros e culturais de grande projeção.

Diante desse cenário, classificar a polêmica como um “erro” pode ser uma leitura simplista. Não se trata, necessariamente, de um posicionamento político ideológico explícito, mas de uma aposta deliberada em visibilidade, ruído e reafirmação de marca.

Como diz o próprio texto-base: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O marketing das Havaianas não parece ter sido um tropeço acidental, mas sim um tiro no alvo, com risco assumido, mira alinhada e plena consciência das consequências.

A crise das Havaianas não expõe apenas os dilemas de uma campanha publicitária. Ela revela como marcas operam em um ambiente onde controvérsia virou ativo, indignação virou métrica e o desconforto social, paradoxalmente, pode ser convertido em valor econômico. No capitalismo contemporâneo, nem toda crise é um erro , algumas são, simplesmente, estratégia.