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Após chuvas intensas, nível do Rio Acre volta a preocupar moradores de Brasiléia e região de fronteira

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O nível do Rio Acre voltou a gerar preocupação entre moradores da região do Alto Acre, neste sábado, 27, após o registro de elevados volumes de chuva nos últimos dias. Em Brasiléia, o manancial atingiu 8,38 metros, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil de Brasiléia. A medição foi realizada na ponte que liga o município a Epitaciolândia.

Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, major Emerson Sandro, enquanto localidades como a Aldeia dos Patos e Assis Brasil já apresentam sinais de vazante — após um acumulado aproximado de 100 milímetros de chuva em 48 horas —, a situação em Brasiléia é mais delicada. No município, o volume de precipitação chegou a quase 250 milímetros no mesmo período, fator que tem contribuído diretamente para a elevação do nível do rio.

A Defesa Civil local alerta que as águas provenientes das cabeceiras da bacia hidrográfica começam a alcançar a região, o que pode provocar uma nova elevação do Rio Acre nos próximos dias. Diante desse cenário, a prefeitura já ativou a sala de situação e avalia a adoção do plano de contingência, caso haja necessidade de ações emergenciais para reduzir impactos à população.

Rio Acre chega a 14 metros e atinge a cota de transbordamento em Rio Branco, aponta Defesa Civil

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O Rio Acre atingiu a cota de transbordamento em Rio Branco na manhã deste sábado, 27 de dezembro de 2025. De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil de Rio Branco, o nível do manancial chegou a 14,00 metros às 9h, marca que caracteriza oficialmente o transbordo do rio na capital acreana.

Ainda conforme a Defesa Civil, nas primeiras horas do dia, às 5h26, o Rio Acre registrava 13,73 metros, já acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros. Em pouco mais de três horas, o nível subiu 27 centímetros, alcançando o limite máximo antes do alagamento das áreas ribeirinhas.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o volume de chuvas nas últimas 24 horas é de 143.2mm. A situação também é reflexo do grande volume de água acumulado nos dias anteriores, que segue escoando para a bacia do Rio Acre.

A Defesa Civil informou que permanece em estado de atenção, monitorando o comportamento do rio e avaliando possíveis impactos nas áreas mais vulneráveis da cidade.

Transbordamento de igarapé deixa moradores do Ramal dos Paulistas isolados em Porto Acre

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Moradores do Ramal dos Paulistas, no município de Porto Acre, ficaram isolados neste sábado, 27, em razão do transbordamento de um igarapé na região da Vila do V. A situação é consequência das fortes chuvas registradas desde a noite de quinta-feira, 25, que se intensificaram ao longo de toda a sexta-feira, 26.

O alagamento atingiu o desvio provisório construído pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), utilizado temporariamente enquanto o trecho passa por obras de construção de uma ponte. Com o aumento do volume de água, a passagem ficou completamente intrafegável, impossibilitando o trânsito de veículos e pedestres.

O Ramal dos Paulistas é a principal via de acesso aos Projetos de Assentamento Tocantins e Bandeirantes, onde vivem mais de quatro mil famílias. A estrada também é utilizada para o deslocamento de moradores até as vilas do V e do Incra, além da capital Rio Branco.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a previsão de normalização do tráfego no local. Equipes seguem monitorando a situação, enquanto os moradores aguardam a redução do nível da água para retomada do acesso.

Secretário de Agricultura relata prejuízos no campo com enxurradas: “psicultura está se perdendo”

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O secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, José Luis Tchê, afirmou durante reunião emergencial na sexta-feira (26) que as fortes chuvas que atingiram o Acre nos últimos dias têm causado prejuízos na agricultura e piscicultura.

Segundo Tchê, o grande volume de água comprometeu seriamente o acesso às comunidades rurais, isolando produtores e dificultando a atuação das equipes técnicas do governo. Estradas estratégicas, como a Transacreana e a Estrada do Mutum, se transformaram em trechos praticamente intransitáveis.

“A maior dificuldade agora é conseguir chegar aos locais. Hoje pela manhã, a situação era extremamente difícil”, relatou Tchê, ao destacar que o isolamento impede tanto o socorro imediato quanto a real dimensão dos danos.

Mas é na piscicultura que a situação se mostra ainda mais alarmante. De acordo com o secretário, o rompimento sucessivo de barragens e açudes vem provocando um efeito cascata, arrastando junto anos de investimento de pequenos e médios produtores. A água rompe estruturas, leva os peixes e deixa para trás prejuízo, desânimo e incerteza.

“Está estourando muita barragem. Praticamente a piscicultura está se perdendo”, afirmou, ao reconhecer que o impacto vai além da perda econômica imediata. “Rompe uma, depois outra. É um prejuízo em cadeia.”

O excesso de chuva também atinge em cheio o calendário agrícola, agravando ainda mais a situação. Este é justamente o período considerado crucial para o plantio, quando as áreas já estavam limpas, preparadas e mecanizadas. Com o solo encharcado, no entanto, o plantio se torna inviável, interrompendo o ciclo produtivo e empurrando os agricultores para um cenário de perdas quase inevitáveis.

“Era o momento certo de plantar. Tudo estava preparado. Mas com uma chuva dessa, perde-se bastante”, lamentou o secretário.

Segundo Tchê, o prejuízo para a agricultura já é uma realidade, mesmo antes da conclusão de um levantamento técnico mais detalhado. Esse diagnóstico, conforme explicou, só poderá ser realizado após a diminuição das chuvas, quando as equipes conseguirem acessar as áreas atingidas.

Rio Acre se aproxima da cota de transbordamento e primeiras famílias são retiradas de áreas alagadas

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Na noite de sexta-feira, 26, a Prefeitura de Rio Branco, por meio de uma ação integrada das secretarias municipais de Assistência Social e Direitos Humanos, Cuidados com a Cidade e Saúde, prestou atendimento emergencial a cinco famílias afetadas pelas enxurradas na capital acreana.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, o manancial amanheceu neste sábado, 27, com 13,73 metros, acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros, e a apenas 27 centímetros da cota de transbordo, fixada em 14 metros.

Os moradores foram retirados das áreas atingidas e encaminhados para a Escola Municipal Álvaro Rocha, adaptada para funcionar como abrigo temporário.

Para a remoção, foram mobilizados caminhões e equipes de servidores municipais, que auxiliaram no transporte de móveis e pertences pessoais, com o objetivo de preservar vidas e reduzir perdas materiais.

Defesa Civil orienta população

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Cláudio Falcão, informou que os impactos da forte chuva atingiram diversos bairros ao mesmo tempo, exigindo atuação simultânea das equipes de socorro.

O coordenador reforçou que os pedidos de ajuda devem ser feitos exclusivamente pelo Corpo de Bombeiros, por meio do telefone 193, para garantir a triagem correta e a agilidade no atendimento.

“Não ligue para terceiros, ou então não ligue para os números particulares. Então, o correto é você ligar 193 e se precisar, de novo, ligue 193 para que a gente tenha a noção exata do que está acontecendo para poder chegarmos até você.”

Ele também alertou para que a população priorize a segurança pessoal em situações de risco, mesmo diante da perda de bens materiais.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito Tião Bocalom destacou que as equipes permaneceram mobilizadas e que alguns igarapés apresentaram sinais de vazante durante a madrugada, embora o monitoramento continue.

Caminhoneiro é baleado e esfaqueado durante ataque criminoso em Rio Branco

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O caminhoneiro Jaércio Martins, de 38 anos, foi alvo de um ataque criminoso na noite de segunda-feira, 26, no loteamento Praia do Amapá, no Segundo Distrito de Rio Branco.

A vítima foi alvo de disparos de arma de fogo enquanto estava em seu caminhão e acabou depois ferido com um golpe de faca no peito.

De acordo com relatos de testemunhas, o trabalhador chegava em frente à própria residência quando foi abordado por integrantes de uma organização criminosa. Os suspeitos efetuaram vários disparos contra o caminhão, na tentativa de atingir a vítima. Em seguida, um dos envolvidos se aproximou e desferiu uma facada no peito esquerdo de Jaércio. Após a ação, os autores fugiram do local.

Mesmo ferido, o trabalhador conseguiu ir por meios próprios até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, onde recebeu os primeiros cuidados médicos. Em razão da gravidade do ferimento, ele foi transferido por uma ambulância de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Pronto-Socorro de Rio Branco.

Segundo informações médicas, Jaércio Martins deu entrada no hospital em estado de saúde estável. A Polícia Militar não foi acionada para atender a ocorrência.

Após subir quase 5 metros em 24 horas, Rio Acre ultrapassa cota de alerta e se aproxima da cota de transbordo, em Rio Branco

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O nível do Rio Acre ultrapassou a cota de alerta em Rio Branco na madrugada deste sábado, 27 de dezembro de 2025. De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil de Rio Branco, às 5h26 o nível do rio registrou 13,73 metros, ultrapassando, pela primeira vez, neste fim de ano, a cota de alerta estabelecida em 13,50 metros.

Segundo o boletim atualizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que monitora o Rio Acre em tempo real, o manancial registra neste momento, às 7h30 da manhã a marca de 13,77 metros, significando uma elevação de 4 centímetros em relação a medição realizada pela Defesa Civil nas primeiras horas deste sábado.

Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado na capital foi de 125,70 milímetros, índice considerado elevado e que contribuiu diretamente para a rápida elevação do nível do manancial. A cota de transbordo do Rio Acre é de 14,00 metros, o que mantém as equipes em estado de atenção e monitoramento constante.

A Defesa Civil informou que segue acompanhando a situação em tempo real e avaliando áreas consideradas de risco. Caso o nível continue subindo, medidas preventivas poderão ser adotadas para garantir a segurança da população ribeirinha.

Rio Acre segue em elevação, atinge 12,51 metros e se aproxima da cota de alerta em Rio Branco, aponta SGB

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) registrou na noite desta sexta-feira, 26, a elevação do nível do Rio Acre em 12,51 metros, às 21h30, e se aproxima da cota de alerta, fixada em 13,50 metros, em Rio Branco.

O monitoramento do manancial é realizado de forma contínua, 24 horas por dia, pela plataforma, permitindo o acompanhamento em tempo real das variações do nível do rio. As informações integram o sistema oficial de vigilância hidrológica e são utilizadas para subsidiar ações preventivas e de resposta diante do cenário de chuvas intensas que atingem a capital acreana.

Os dados estão disponíveis na plataforma de monitoramento do SGB, que reúne medições periódicas do nível do rio e do volume de chuva registrado no município.

Nesse momento, a plataforma registra um volume de chuvas em 166.6mm/24h. A Defesa Civil de Rio Branco também segue monitorando o rio e seus afluentes.

Gladson e Mailza realizam reunião de alinhamento para enfrentar impacto das chuvas e reforçar Plano de Contingência

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Com o objetivo de intensificar as ações de prevenção e resposta aos impactos das chuvas dos últimos dias, o governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis presidiram, nesta sexta-feira, 26, uma reunião de alinhamento do Gabinete de Crise, na Secretaria de Estado da Casa Civil. O encontro reuniu órgãos estaduais e instituições diretamente ou indiretamente envolvidas na agenda ambiental e na gestão de riscos, para tratar do aumento das chuvas e da execução do Plano de Contingência do Estado do Acre.

A reunião foi coordenada pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Comdec), com participação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), além da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Polícia Militar do Acre (PMAC), Departamento de Estradas de Rodagem e Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), Secretaria de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Comunicação (Secom), Secretaria de Agricultura (Seagri), Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre) e Secretaria de Governo (Segov).

Durante a abertura, o governador Gladson Camelí destacou a importância da antecipação das ações. “Essa reunião é de extrema importância pois demonstra a antecipação de nossas ações. Peço para todos do governo do Acre que não percamos tempo, vamos fazer nosso dever sem medir esforços. Agradeço a presença de todos e vamos fazer de tudo para proteger nossa população”, afirmou.

A vice-governadora Mailza Assis, que também responde pela SEASDH, levantou a importância do plano de contingência estadual. O documento estabelece estratégias, ações e rotinas de enfrentamento a partir dos cenários de risco e das vulnerabilidades já identificadas. “Pelo volume de chuva dos últimos dias, estamos unidos com toda a estrutura do governo e organizados para dar uma resposta rápida à população. O momento requer atenção de todos”, ressaltou.

O coordenador estadual da Defesa Civil, Cel. Carlos Batista, explicou que o plano é essencial para garantir agilidade no atendimento às famílias atingidas e no apoio aos municípios. “Já estamos atendendo várias localidades com o apoio do Corpo de Bombeiros. Em Rio Branco, 13 pessoas já foram deslocadas pela prefeitura. O Estado possui um plano estruturado para apoiar cada município, que tem a responsabilidade legal pelo acolhimento da população”, afirmou.

Segundo ele, o planejamento prevê orçamento e ações integradas de todas as secretarias envolvidas. “Há previsão de chuvas acima da média para os próximos três meses. Esperamos que não se confirme, mas estamos preparados”, completou.

Dados apresentados durante a reunião apontam que, nas últimas 24 horas, o volume de chuvas provocou uma elevação rápida no nível do Rio Acre, que chegou a 11,49 metros na tarde desta sexta-feira, segundo a última leitura da Defesa Civil Estadual.

Em Rio Branco, o Rio Acre subiu quase quatro metros em apenas 24 horas, mobilizando equipes de socorro para atendimento imediato às famílias afetadas por enxurradas e alagamentos, especialmente em áreas próximas aos igarapés da capital, que também estão sendo monitorados. A Defesa Civil acompanha de forma permanente toda a bacia do Rio Acre, incluindo os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Rio Branco e a área rural de Capixaba.

Outras regiões também inspiram atenção. A bacia do Rio Tarauacá registrou índices pluviométricos acima da média, mantendo as equipes locais em estado de alerta. Em números atualizados, Rio Branco registrou 160 milímetros de chuva, com o nível do Rio Acre alcançando 11,83 metros, sendo 14 metros a cota de transbordamento. Em Brasileia e Epitaciolândia, foram registrados 237 milímetros nas últimas 48 horas, e em Assis Brasil, 94 milímetros.

O governo do Acre permanece em alerta total e em contato direto com as coordenadorias municipais para atender populações que vivem em áreas de risco. “Estamos executando um Plano de Contingência construído com anos de experiência, válido para todo o Estado. Nenhum município consegue enfrentar sozinho esse momento. O Estado está pronto para apoiar as prefeituras e garantir que a população receba o atendimento necessário”, reforçou Batista.

Agência de Notícias do Acre

Moradora da Sobral diz que prefeitura não entrega kit de limpeza para todos: “alegam que vão entregar no dia seguinte e não voltam”

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A reportagem da Folha do Acre percorreu alguns bairros da capital acreana afetados pela chuva que atingiu a cidade nesta sexta-feira, 26, e ouviu algumas pessoas que enfrentam esse momento difícil, provocado pelas enxurradas.

Moradores da Rua Liberdade, na Baixada da Sobral, em Rio Branco, relatam dificuldades no recebimento de kits de limpeza distribuídos pela prefeitura para atender famílias atingidas por alagamentos provocados pelas fortes chuvas do inverno amazônico.

Segundo os relatos, a entrega dos materiais não tem alcançado todas as residências afetadas pelas enchentes. Moradores afirmam que, em algumas ocasiões, as equipes chegam a iniciar a distribuição, mas não retornam para concluir o atendimento nas áreas onde as casas ficam completamente alagadas.

Uma das moradoras, identificada como dona Fran, afirma que os kits, quando chegam, apresentam problemas. “A alagação que teve outro dia, os kits de limpeza vieram só até uma parte. Aqui dessa parte todas as casas alagam e eles não vêm. Dizem que vão voltar no outro dia, mas não voltam”, relatou.

Ela também aponta que alguns materiais estariam em condições inadequadas para uso. “Quando vêm, trazem papel molhado, alvejante furado. Teve até gente que postou em rede social mostrando que o frasco estava vazio. O papel e o pano vieram pequenos e rasgados”, disse.

As famílias afirmam que as enchentes são recorrentes na localidade e que o apoio emergencial é essencial para a limpeza das casas após a água baixar. Os moradores aguardam posicionamento da Prefeitura de Rio Branco sobre a distribuição dos kits e possíveis ajustes na logística de atendimento às áreas mais afetadas.