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Pressão, denúncias e suspeitas de irregularidades: eleição na Ufac é marcada por acusações de assédio eleitoral

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O dia da eleição para escolha da nova gestão da Universidade Federal do Acre (Ufac), nesta quinta-feira (26), ocorre sob um clima de tensão após a circulação de denúncias de assédio moral e pressão eleitoral envolvendo estudantes e professores.

Os relatos indicam que alunos teriam sido constrangidos a ingressar em grupos de mensagens com conteúdos de campanha. Um dos casos mais citados envolve o grupo “Ciências Sociais Juntos pela UFAC”, onde estariam sendo compartilhadas orientações e materiais ligados a uma das candidaturas.

Um professor do curso de Ciências Sociais afirmou ter recebido denúncias de que estudantes foram “obrigados, de forma assediosa e constrangedora”, a participar de grupos voltados à campanha eleitoral. Segundo ele, a prática contraria as normas que regem o processo.

As regras estão previstas na Resolução do Colégio Eleitoral Especial nº 20/2026, que determina que a campanha deve ocorrer “sempre pautada pela urbanidade e pelo respeito à comunidade universitária e sem causar prejuízos ao andamento das atividades acadêmicas e administrativas”.

O texto também estabelece restrições específicas no ambiente digital. Entre elas, a proibição de “incluir integrantes da comunidade universitária em grupos ou listas sem autorização prévia”, além de vedar o uso de mecanismos de pressão, disparos em massa de mensagens e ferramentas automatizadas, como bots.

As denúncias ganharam maior repercussão após o candidato Josimar divulgar, em suas redes sociais, o relato de duas estudantes do curso de Pedagogia, que afirmam ter sido alvo de intimidação durante a campanha.

“Estamos relatando situações de assédio moral e eleitoral. Relatos de ameaças, como ‘agora vocês vão me conhecer’, e também ataques diretos, como sermos chamadas de ‘crianças’ e ‘patotinhas’”, disseram.

Segundo elas, o ambiente universitário estaria sendo marcado por tentativas de constranger e silenciar posicionamentos divergentes. “Isso não é debate, é tentativa de intimidar estudantes”, afirmaram.

Além disso, também circulam entre alunos outras acusações, como suspeitas de compra de votos, embora essas alegações ainda não tenham sido formalmente comprovadas.

A própria resolução eleitoral prevê sanções para casos de irregularidades. O documento estabelece que candidaturas que descumprirem as regras devem retirar imediatamente conteúdos irregulares, podendo inclusive sofrer sanções mais severas, como a suspensão da campanha.

Outro ponto destacado é a proibição do uso de recursos institucionais para promoção eleitoral, como perfis oficiais, listas de e-mails ou estruturas da universidade.

O processo eleitoral chega ao seu momento decisivo justamente em meio a essas denúncias. Nesta quinta-feira (26), estudantes, técnicos e professores participam da votação que definirá os rumos da universidade para os próximos anos.

Até o momento, a Comissão Eleitoral da Ufac não se pronunciou oficialmente sobre os casos. 

Enquanto isso, cresce entre a comunidade acadêmica a cobrança por apuração dos fatos e garantia de um processo transparente.

Para os estudantes que denunciaram os episódios, o recado é direto: “A universidade não pode ser espaço de ameaças, intimidação e desrespeito. Nossos votos não estão à venda e nossa voz não será silenciada.”

“As vezes o PT trata a relação política sem nivelar no mesmo horizonte os demais partidos”, diz Tião Viana sobre escolha do filho pelo PV

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Ato contou com a presença de Tião Viana/Foto: Notícias da Hora

A filiação de Virgílio Viana ao Partido Verde, oficializada na manhã desta quinta-feira (26), em Rio Branco, ganhou repercussão após declaração do ex-governador Tião Viana (PT) sobre a decisão do filho de ingressar em outra sigla.

Em entrevista ao jornalista Luciano Tavares, do Blog da Hora, Tião afirmou que a escolha foi pessoal e destacou a necessidade de ampliar o debate político para além de um único campo partidário.

“Foi uma opção pessoal do Virgílio, porque ele entendeu que nós precisamos ampliar esse debate. Às vezes o PT trata a relação política sem nivelar no mesmo horizonte os demais partidos. É natural que o Virgílio tenha também essa liberdade de ampliar, senão a gente fica com aquela democracia americana, ou é Republicano ou é Democrata, e isso não soma muito, vamos ampliar, vamos crescer de maneira mais horizontal”, declarou.

O ato de filiação ocorreu no auditório do Hotel Nobile Suites Gran Lumni e reuniu lideranças políticas e apoiadores. Entre os presentes estavam o próprio Tião Viana e a diretora de Gestão da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida (PCdoB), além de aliados do novo filiado.

Apontado como pré-candidato a deputado federal, Virgílio Viana tem buscado se posicionar como uma alternativa no cenário político acreano, defendendo maior participação social e renovação de quadros. A entrada no Partido Verde é vista como um movimento estratégico para ampliar alianças e dialogar com diferentes setores.

Filho do ex-governador Tião Viana e sobrinho do ex-senador Jorge Viana, Virgílio carrega um sobrenome tradicional na política local, mas tem sinalizado a intenção de construir um caminho próprio.

Filiação ao PV reúne lideranças da antiga Frente Popular e marca novo passo de Virgílio Viana no Acre

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Vírgilio Viana se filiou ao PV com a presença de lideranças de partidos da esquerda/Foto: Notícias da Hora

Um ato político realizado na manhã desta quinta-feira (26), em Rio Branco, marcou a filiação de Virgílio Viana ao Partido Verde. O evento ocorreu no auditório do Hotel Nobile Suites Gran Lumni e reuniu apoiadores, lideranças políticas e convidados.

Apontado como pré-candidato a deputado federal, Virgílio afirmou que a decisão representa mais do que uma mudança partidária. Segundo ele, trata-se de um passo voltado à construção de alternativas para o Acre, com foco na participação política e no engajamento da sociedade.

Ato contou com a presença de Tião Viana/Foto: Notícias da Hora

O ato contou com a presença do ex-governador Tião Viana, pai do novo filiado, além da diretora de Gestão da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida, que também acompanhou a solenidade. A movimentação evidencia a articulação política em torno do nome de Virgílio, que pertence a uma família tradicional da política acreana, que também inclui o ex-senador Jorge Viana.

Durante o discurso, Virgílio destacou a necessidade de maior envolvimento da população nas decisões políticas e afirmou que o futuro do estado depende da participação ativa dos cidadãos. O evento teve tom de mobilização, com mensagens voltadas à renovação política e ao fortalecimento de novas lideranças.

A filiação ao Partido Verde ocorre em um contexto de movimentações pré-eleitorais para 2026, período em que partidos intensificam a construção de alianças e o lançamento de nomes. Nos bastidores, o ingresso de Virgílio na sigla é visto como um passo estratégico para consolidar sua pré-candidatura e ampliar o espaço da família Viana no cenário político do Acre.

“O PT foi o partido que mais fez pelo Acre”, diz filho de Tião Viana ao se filiar ao PV

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O filho do ex-governador Tião Viana (PT), Vírgilio Viana, filiou-se ao Partido Verde (PV) nesta quinta-feira (26) durante evento realizado no Nobile Hotel, em Rio Branco. Virgílio anunciou também sua pré-candidatura a deputado federal pelo partido.

O ato de filiação contou com a presença de Tião Viana e de figuras conhecidas da antiga aliança Frente Popular do Acre, onde tinha o PT como partido central.

Perguntado o porquê de ter escolhido o PV e não o PT para se filiar, Virgílio afirmou que se identifa com as pautas defendidas pela sigla.

“PV é uma aproximação muito natural. É um partido muito aliado com tudo que eu defendi a vida inteira, com a justiça social, com o combate a desigualdade social, desenvolvimento moderno, responsável. Foi uma aproximação muito coerente com a minha história e minha luta de vida”, disse Virgílio ao jornalista Luciano Tavares, do jornal Notícias da Hora.

Vírgilio não poupou elogios ao PT, mesmo se filiado ao PV: “Nunca deixei de dizer que o PT foi o partido que mais fez pelo Acre, mas é hora de traçar um novo caminho”, concluiu.

Cemitério de Rio Branco é condenado a pagar R$ 10 mil a mulher após retirar restos mortais da mãe sem aviso

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Imagem ilustrativa

Decisão reconhece falha no serviço e fixa indenização por danos morais

Uma moradora de Rio Branco será indenizada em R$ 10 mil após descobrir que os restos mortais da mãe haviam sido removidos do local onde estavam sepultados, sem comunicação prévia. A decisão é da Justiça do Acre, em ação acompanhada pela Defensoria Pública do Acre.

O caso ocorreu quando a mulher foi ao cemitério para visitar o túmulo da mãe, em data simbólica, e percebeu que os restos mortais não estavam mais no local. A situação gerou sofrimento e levou a família a buscar esclarecimentos.

Segundo o processo, a assistida havia adquirido, em 2019, um jazigo particular por R$ 3.255,98, com o objetivo de garantir um local definitivo para a genitora. Mesmo após a contratação, não recebeu orientação sobre a necessidade de solicitar a transferência, nem foi informada sobre a retirada dos restos mortais.

Sem solução administrativa, a mulher procurou a Defensoria Pública do Acre, que ingressou com ação judicial por meio do Núcleo de Promoção e Defesa do Consumidor.

Na decisão, a Justiça entendeu que houve falha na prestação do serviço e violação do direito à informação, previsto no Código de Defesa do Consumidor. O entendimento foi de que a empresa deveria ter feito contato direto com a cliente, considerando a sensibilidade da situação.

Além da indenização por danos morais, a sentença determinou que a empresa informe a localização dos restos mortais e realize, sem custos adicionais, a transferência para o jazigo adquirido, caso a família manifeste interesse.

O caso reforça a importância da comunicação clara na prestação de serviços, especialmente em situações que envolvem memória, dignidade e o direito ao luto das famílias.

Atendimento gratuito

A Defensoria Pública do Acre atua gratuitamente na defesa de pessoas em situação de vulnerabilidade e pode ser procurada em casos semelhantes.

Ascom Defensoria Pública do Acre

Filho de Tião Viana critica viaduto por falta de árvores e recebe resposta de aliado de Bocalom sobre “florestania”

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Virgílio Viana critica falta de arborização no viaduto Mamédio Biitar, recém-inaugurado em Rio Branco/Foto: Reprodução

O pré-candidato a deputado federal, Virgílio Viana (PV), filho do ex-governador Tião Viana (PT), publicou na última quarta-feira (25) um vídeo nas redes sociais criticando a falta de arborização no entorno do viaduto Mamédio Bittar, em Rio Branco. A declaração repercutiu no meio político e provocou resposta de um integrante da gestão municipal.

Filho de Tião Viana e sobrinho do ex-governador e atual presidente da Agência Brasileiro de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana (PT), Virgílio utilizou o vídeo para questionar o modelo de urbanização adotado na capital acreana. Segundo ele, a obra prioriza o fluxo de veículos em detrimento da qualidade de vida da população.

“Quando os carros e o trânsito são a prioridade e não as pessoas”, afirma logo no início da gravação. Ao longo do vídeo, ele destaca que a ausência de árvores não é apenas uma questão estética, mas interfere diretamente no conforto térmico e nas condições de circulação, principalmente para pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo.

O ativista argumenta que a arborização urbana desempenha papel fundamental na regulação da temperatura e na melhoria do ambiente urbano, especialmente em uma cidade com clima quente como Rio Branco. Ele também amplia a crítica para além do viaduto, apontando o que considera um padrão recorrente de investimentos públicos.

Na avaliação de Virgílio, há uma concentração de recursos em grandes obras, enquanto problemas básicos persistem em bairros da capital, como ruas alagadas, falta de infraestrutura e dificuldades de mobilidade em áreas periféricas. Ele ainda sugere cautela com obras entregues em períodos próximos a campanhas eleitorais, insinuando possível uso político dessas intervenções.

A publicação gerou reação do secretário adjunto da Secretaria Especial de Articulação Institucional (SAI), Clendes Vilas Boas, que respondeu diretamente nos comentários do vídeo.

“Menos pose, mais verdade. É muito cômodo gravar vídeo criticando obra pronta, tentando transformar narrativa em projeto. O Acre já conhece bem o resultado de governos que falavam bonito sobre planejamento, floresta e futuro, mas deixaram o povo com atraso, abandono e distanciamento da realidade”, escreveu.

Na mesma resposta, o gestor municipal também defendeu a importância do elevado para a mobilidade urbana da capital. “Obra que melhora trânsito, mobilidade e segurança não merece deboche; merece honestidade no debate”, acrescentou.

Ato de filiação de Afonso Fernandes ao União Brasil reunirá lideranças e apoiadores em Rio Branco

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O deputado estadual Afonso Fernandes realiza no próximo dia 29 de março, às 15 horas, na AFA Jardim, em Rio Branco, um grande ato político que marcará sua filiação ao União Brasil e deve reunir lideranças de todo o estado, apoiadores, representantes da juventude e autoridades que integram o grupo político que vem se fortalecendo no Acre.

O evento está sendo organizado como um momento de mobilização e construção partidária, reunindo diversas lideranças que acompanham a trajetória do parlamentar e que fazem parte do novo projeto político que começa a ser consolidado dentro do União Brasil. A expectativa é de grande participação popular, com presença de apoiadores vindos de vários municípios.

Entre as autoridades confirmadas está a vice-governadora Mailza Assis, que deve assumir o Governo do Estado, além do deputado federal Coronel Ulysses, liderança do União Brasil no Acre e um dos principais articuladores do fortalecimento do partido na região. A presença das lideranças reforça o peso político do ato, que marca não apenas uma filiação, mas o início de uma nova etapa de organização do grupo no estado.

De acordo com a coordenação do evento, o ato foi pensado para ser um momento de encontro com a população, com forte participação da juventude e de lideranças comunitárias, refletindo o trabalho que o deputado Afonso Fernandes vem desenvolvendo ao longo do mandato, com presença constante nos municípios, apoio ao esporte, incentivo a projetos sociais e atuação em pautas voltadas ao desenvolvimento do Acre.

A escolha pelo União Brasil faz parte de um movimento de fortalecimento político dentro de uma sigla com estrutura nacional e espaço para crescimento, permitindo a construção de um projeto mais amplo para os próximos anos. Aliados avaliam que a chegada do parlamentar ao partido representa um passo importante na formação de um grupo mais organizado, com capacidade de articulação e com visão de futuro.

O ato do dia 29 deve marcar oficialmente o início dessa nova fase, reunindo lideranças, militantes e apoiadores em um evento que promete ser um dos maiores encontros políticos recentes no estado, simbolizando a consolidação de um novo momento na caminhada pública do deputado.

“Legado para o estado”, diz Gladson Camelí ao entregar primeira etapa do viaduto da Ceará

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Obra é considera uma das mais importantes para a mobilidade da capital. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Rio Branco ganha mais um reforço na mobilidade com uma obra que redesenha o tráfego e promete desafogar as vias centrais mais movimentadas da capital acreana. Nesta quinta-feira, 26, o governador Gladson Camelí entregou a primeira etapa do Complexo Viário da Avenida Ceará.

A obra, dividida em três etapas, redesenha o trânsito em um das regiões mais movimentadas. Neste primeiro momento, será liberado tráfego na parte superior do viaduto, na Avenida Getúlio Vargas, permitindo a circulação de veículos sobre a estrutura e contribuindo para a melhoria da fluidez em uma das regiões mais movimentadas da capital.

Considerado a maior obra estruturante em execução na história recente do Acre, o Complexo Viário da Avenida Ceará tem como meta central a implantação de um corredor exclusivo para ônibus. A iniciativa permitirá que os usuários do transporte público façam o trajeto entre o Terminal Urbano e a Avenida Getúlio Vargas de forma mais direta, reduzindo significativamente o tempo de viagem.

Além de valorizar o transporte coletivo, o projeto também garante maior fluidez e segurança para os condutores de veículos particulares, contribuindo para a modernização da mobilidade urbana da capital. “Esta obra representa um investimento de R$ 40 milhões, dos quais 23 milhões são recursos próprios do Estado. É um esforço significativo e, por isso, quero expressar minha gratidão à equipe de governo, que tem trabalhado com dedicação, para que possamos dar mais um passo importante na melhoria da nossa infraestrutura”, destacou Camelí.

O ano do executar

Durante a cerimônia, o governador fez questão de destacar o legado que deixa na área de infraestrutura para o Acre. Gladson Camelí encerra sua gestão após marcar a história do estado no campo da acessibilidade, com obras de grande impacto social e econômico, que passam a integrar sua trajetória política.

“Não podemos esquecer das pontes de Sena Madureira e Xapuri, da duplicação da estrada do aeroporto de Cruzeiro do Sul, do Complexo Viário de Brasileia, da Variante de Xapuri e de tantas outras intervenções, que eu poderia passar a manhã inteira listando. Posso afirmar que deixarei o Palácio Rio Branco de cabeça erguida e com a consciência tranquila. Fizemos o que muitos não acreditavam ser possível e tenho certeza de que entrego um Acre melhor do que aquele que encontrei”, afirmou.

Camelí agradeceu à equipe responsável pela execução da obra, que vai garantir mais fluidez ao trânsito da capital, e aproveitou o momento para reconhecer também a paciência da população durante o período de intervenções.

“Hoje o trânsito nesta região está liberado, oferecendo mais segurança aos nossos condutores. A conclusão desta etapa da obra é, para mim, um presente no dia do meu aniversário, mas um presente que será usufruído por toda a população de Rio Branco”, frisou.

Assessoria

Diretor de escola é preso após denúncia de assédio sexual contra alunas, no interior do Acre

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A rotina de uma escola em Marechal Thaumaturgo foi abalada nesta semana após denúncias de estudantes resultarem na prisão em flagrante do diretor da unidade, suspeito de assédio sexual contra uma adolescente.

Segundo informações da Polícia Militar, um grupo de alunas procurou a corporação para relatar episódios de comportamento inadequado por parte do gestor. A partir dos relatos, o homem foi detido e encaminhado às autoridades. Posteriormente, ele pagou fiança e passou a responder ao processo em liberdade.

O caso também provocou reação imediata da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, que adotou medidas administrativas paralelas à investigação policial. Em nota oficial, a pasta informou que o diretor foi chamado para prestar esclarecimentos iniciais assim que surgiram as denúncias.

“A Secretaria Municipal de Educação de Marechal Thaumaturgo, vem a público informar que ao tomar conhecimento de modo informal sobre suposto casos de assédio sexual praticados pelo gestor da escola Justiniano de Serpa relatados por adolescentes matriculadas na referida escola, solicitou o comparecimento do mesmo no gabinete do secretário para verificações administrativas iniciais e esclarecimentos devidos. O Mesmo se apresentou e expôs sua versão dos atos denunciados”, destacou o órgão.

Mesmo sem confirmação formal por parte dos órgãos investigativos até aquele momento, a secretaria decidiu afastar o diretor das funções. “Ainda que esta secretaria não tenha recebido nenhuma confirmação por parte dos órgãos responsáveis pela condução das investigações, foi tomado como medida administrativa cautelar, o afastamento do gestor do exercício das atribuições do cargo até ulterior deliberação”, informou.

A gestão municipal também ressaltou que dispõe do mecanismo de Escuta Protegida, voltado ao acolhimento de vítimas, embora o caso ainda não tivesse sido oficialmente registrado por esse canal.

As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil. O delegado Marcílio Laurentino afirmou que a apuração seguirá para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos. “Vamos apurar todos os fatos para que condutas imorais e ilegais não fiquem impunes”, declarou.

O episódio reacende o debate sobre a segurança no ambiente escolar e os mecanismos de proteção a crianças e adolescentes dentro das instituições de ensino.

Leia a nota na íntegra:

A Secretaria Municipal de Educação de Marechal Thaumaturgo, vem a público informar que ao tomar conhecimento de modo informal sobre suposto casos de assédio sexual praticados pelo gestor da escola Justiniano de Serpa relatados por adolescentes matriculadas na referida escola, solicitou o comparecimento do mesmo no gabinete do secretário para verificações administrativas iniciais e esclarecimentos devidos. O Mesmo se apresentou e expôs sua versão dos atos denunciados.

Contudo, ainda que esta secretaria não tenha recebido nenhuma confirmação por parte dos órgãos responsáveis pela condução das investigações, foi tomado como medida administrativa cautelar, o afastamento do gestor do exercício das atribuições do cargo até ulterior deliberação.

Convém destacar que o município tem devidamente implementado a Escuta Protegida, sendo que há servidores na equipe da Secretaria de Educação que fazem parte do grupo da Escuta Protegida e até o presento momento os supostos atos denunciados não foram reportados a esse grupo como devido.

Contudo, ressalta que esta Secretaria repudia qualquer ato de violação dos direitos da pessoa humana principalmente em ambientes públicos e fica a disposição para colaborar com os órgãos responsáveis pela condução das investigações dos atos denunciados, bem como de todos os envolvidos.

TJAC mantém condenação de homem por estupro de vulnerável e rejeita pedido da defesa

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Acre decidiu, por unanimidade, manter a condenação de um homem pelo crime de estupro de vulnerável. O julgamento analisou recurso apresentado pela defesa de Francisco Senhorzinho Sena, condenado em primeira instância.

O caso teve origem na comarca de Feijó e resultou em pena de 8 anos de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de indenização mínima de R$ 5 mil à vítima.

No recurso, a defesa alegou falta de provas e pediu absolvição, além da desclassificação do crime para importunação sexual. No entanto, o relator, desembargador Francisco Djalma, entendeu que o conjunto de provas é consistente.
Segundo o voto, a materialidade foi comprovada por exames periciais, que indicaram lesões e vestígios compatíveis com a prática do crime. A autoria também foi confirmada por depoimentos da vítima, considerados firmes e coerentes, além de outros elementos do processo.

A decisão destacou que, mesmo sendo maior de 14 anos, a vítima estava em condição de vulnerabilidade por não conseguir oferecer resistência, o que caracteriza o crime previsto no Código Penal.
O colegiado também seguiu entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça ao afastar a possibilidade de desclassificação para importunação sexual nesses casos.

A defesa ainda pediu redução da pena com base na idade do réu, mas o tribunal entendeu que, embora a atenuante tenha sido reconhecida, ela não permite reduzir a pena abaixo do mínimo legal.
Com isso, os desembargadores negaram o recurso e mantiveram integralmente a condenação imposta na sentença.