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Correios preveem 15 mil demissões voluntárias e fechar mil agências

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Plano foi apresentado para reduzir déficits da estatal

Com o objetivo de reduzir os déficits registrados desde 2022, os Correios divulgaram nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação da companhia com previsão de fechar 16% das agências da estatal, o que representa cerca de mil das 6 mil unidades próprias em todo o país.

A estatal espera economizar R$ 2,1 bilhões com o fechamento de unidades. Considerando outros pontos de atendimento realizados por parceria, são 10 mil unidades que prestam serviços para os Correios no Brasil. Como a empresa pública tem a obrigação de cobrir todo o território nacional, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, destacou que o fechamento dessas agências será realizado sem violar o princípio da universalização do serviço postal.

“A gente vai fazer a ponderação entre resultado [financeiro das agências] e o cumprimento da universalização para a gente não ferir a universalização ao fecharmos pontos de venda da empresa”, explicou o presidente dos Correios em coletiva de imprensa, em Brasília (DF).

Demissão Voluntária

O plano dos Correios prevê ainda cortes de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028, com venda de imóveis e dois planos de demissão voluntária (PDVs) previstos para reduzir o número de funcionários em 15 mil até 2027.

“A gente tem 90% das despesas com perfil de despesa fixa. Isso gera uma rigidez para a gente fazer alguma correção de rota quando a dinâmica de mercado assim exige”, disse.

O plano de reestruturação era esperado devido aos sucessivos resultados negativos que a estatal vem acumulando desde 2022, com um déficit estrutural de R$ 4 bilhões anuais “por causa do cumprimento da regra de universalização”, segundo justificou o presidente Rondon.

Neste 2025, a estatal registra um saldo negativo de R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano e está com um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões.

Empréstimo e abertura de capital

A companhia informou ainda que tomou um empréstimo de R$ 12 bilhõescom bancos para reforçar o caixa da companhia, assinado na última sexta-feira (26). Porém, a direção dos Correios ainda trabalha para encontrar outros R$ 8 bilhões necessários para equilibrar as contas em 2026.

A estatal estuda ainda, a partir de 2027, uma mudança societária nos Correios. Atualmente, a companhia é 100% pública, mas avalia a possibilidade de abrir seu capital transformando-a, por exemplo, em uma companhia de economia mista, como é hoje a Petrobras e o Banco do Brasil.

Corte de pessoal e benefícios

O plano apresentado pelos Correios prevê medidas para serem implementadas entre 2026 e 2027, incluindo os PDVs, sendo um no próximo ano e outro em 2027.

Outros alvos da direção dos Correios são os planos de saúde e de previdência dos servidores, que devem ter cortes nos aportes feitos pela estatal.

“O plano [de saúde] tem que ser completamente revisto e a gente tem que mudar a lógica dele porque hoje ele onera bastante. Ele tem uma cobertura boa para o empregado, mas, ao mesmo tempo, financeiramente insustentável para a empresa”, justificou o presidente.

Com as demissões voluntárias e os cortes de benefícios, os Correios esperam reduzir as despesas com pessoal em R$ 2,1 bilhões anuais. Além disso, o plano estima vender imóveis da companhia para gerar R$ 1,5 bilhão em receita.

“Esse plano vai além da recuperação financeira. Ele reafirma os Correios como um ativo estratégico do estado brasileiro, essencial para integrar o território nacional, garantir acesso igualitário a serviços logísticos e assegurar eficiência operacional em cada região do país, especialmente onde ninguém mais chega”, concluiu o presidente dos Correios.

Crise no setor postal

Os Correios enfrentam uma crise financeira que, segundo a direção da companhia, vem desde 2016, motivada pelas mudanças no mercado postal em razão da digitalização das comunicações, que substituiu as cartas, reduzindo a principal fonte de receita.

A estatal também atribui dificuldades financeiras a entrada de novos competidores no comércio eletrônico como um dos motivos da atual crise do setor.

“É uma dinâmica de mercado que aconteceu no mundo inteiro e algumas empresas de correios conseguiram se adaptar. Várias dessas empresas ainda registram prejuízos. Um exemplo é a empresa americana de correios que está reportando prejuízo da ordem de US$ 9 bilhões”, comparou Emmanoel.

O presidente da estatal brasileira se referiu a empresa pública dos Estados Unidos (EUA) United States Postal Service (USPS), que também anunciou recentemente medidas para enfrentar os déficits financeiros.

Agência Brasil

 

Rio Acre apresenta leve recuo em Rio Branco, mas segue acima da cota de transbordo

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O nível do Rio Acre apresentou leve recuo nas primeiras horas desta terça-feira, 30, em Rio Branco, conforme boletim divulgado pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil. Às 5h17, o manancial marcou 15,38 metros e, às 9h, registrou nova queda, atingindo 15,35 metros.

Apesar da diminuição, o rio permanece acima da cota de transbordo, que é de 14 metros, e segue em situação de atenção. A cota de alerta é de 13,50 metros. Nas últimas 24 horas, não houve registro de chuva na capital acreana, de acordo com os dados oficiais.

Segundo a Defesa Civil, na segunda-feira, 29, o Rio Acre chegou a alcançar 15,41 metros nas medições realizadas às 18h, mantendo o mesmo nível às 21h. Com os dados atualizados desta terça-feira, o recuo acumulado é de seis centímetros.

O coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que as equipes seguem monitorando o comportamento do rio e as áreas mais vulneráveis da cidade, mantendo o acompanhamento permanente da situação hidrológica enquanto o nível permanece acima da cota de transbordo.

Cheia do Rio Acre compromete ano letivo nas escolas de Rio Branco; aulas devem terminar apenas em janeiro de 2026

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O vice-prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmou durante entrevista à imprensa, na segunda-feira (29), que a elevação do nível do Rio Acre já compromete o ano letivo nas escolas públicas da capital acreana.

De acordo com Bestene, o transbordamento do rio passou a impactar de forma direta o funcionamento da rede municipal de ensino da capital. Ele confirmou que o ano letivo de 2025 sofreu atrasos significativos e só será concluído em janeiro de 2026.

“Infelizmente, nós estamos lidando com um acúmulo de problemas. A pandemia já tinha provocado um atraso importante, e as cheias sucessivas acabaram agravando ainda mais essa situação”, afirmou.

O vice-prefeito lembrou que o atraso não é um problema pontual de 2025. “Nós já iniciamos este ano letivo com atraso, justamente por conta das cheias anteriores. Esta já é a sexta enchente enfrentada pela atual gestão, e cada uma delas deixa reflexos que se acumulam ao longo do tempo”, disse Bestene, ressaltando que a prioridade tem sido preservar o direito dos alunos à aprendizagem, mesmo diante das adversidades.

HIV volta a matar jovens no Acre e infectologista alerta: “Não é aceitável essa realidade em 2025”

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O Acre vive um paradoxo inquietante no enfrentamento ao HIV. Isso porque, muito embora a ciência tenha transformado o HIV em uma doença crônica, controlável e que, em alguns casos, torna-se até indetectável, jovens voltaram a adoecer gravemente e a morrer por falta de diagnóstico precoce, prevenção e adesão ao tratamento. O alerta é do médico infectologista Thor Dantas, feito pelas redes sociais nesta segunda-feira, 29.

“O serviço onde eu trabalho ficou cheio de pacientes jovens internados, com quadros avançados, morrendo ou ficando com sequelas graves. Não é aceitável essa realidade mais em 2025”, afirmou o especialista, ao analisar o cenário acreano durante o Dezembro Vermelho, mês dedicado à luta contra o HIV/Aids.

Dados recentes da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) reforçam a preocupação. Nos últimos três anos, o estado registrou mais de 950 casos de HIV, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Foram cerca de 317 diagnósticos em 2023, 354 em 2024 e 283 até novembro de 2025. Embora haja uma redução em relação ao ano passado, o volume acumulado evidencia que a epidemia segue ativa.

O perfil das novas infecções praticamente não mudou. Mais de 70% dos casos são em homens, e a maior concentração está entre jovens adultos de 20 a 39 anos, faixa etária que, segundo Thor Dantas, deveria ser prioridade absoluta das políticas públicas.

“A infecção hoje é uma doença crônica, facilmente tratável. Quem se cuida, toma seus remédios e faz seus exames tem qualidade e tempo de vida iguais a quem não tem HIV”, destacou. Para o médico, o problema não está na falta de conhecimento científico, mas na falha em levar esse conhecimento à população que mais precisa. “Precisamos de campanhas modernas, com linguagem atual, usando redes sociais, influenciadores e artistas. É preciso explicar o que mudou, como se transmite, como se previne e as consequências graves de não tratar.”

Entre as principais lacunas apontadas por Thor está o acesso limitado às ferramentas de prevenção combinada, especialmente à PrEP (profilaxia pré-exposição), que reduz de forma comprovada o risco de infecção. “O Acre foi o último estado a adotar a PrEP no SUS e ainda é muito pouca gente usando. Se ela estivesse amplamente disponível, muitas dessas mortes entre jovens poderiam ser evitadas”, afirmou. Ele defende que a PrEP seja oferecida de forma ampla nas unidades básicas de saúde.

O infectologista também cobra a ampliação da PEP (profilaxia pós-exposição), que deve ser tratada como emergência médica. “A PEP precisa estar disponível 24 horas por dia em todas as unidades de pronto atendimento. E as pessoas precisam saber quando e como acessar”, reforçou.

Diagnóstico tardio

Outro ponto crítico é o diagnóstico tardio. “As pessoas ainda estão descobrindo o HIV em estágios avançados. A testagem precisa ir para onde os jovens estão: universidades, festas, eventos, bares. Toda vez que alguém teve relação sem camisinha, precisa se testar”, defendeu.

Para Thor Dantas, o caminho está posto, mas falta agir com urgência. “As ferramentas existem. Precisamos incorporar novas tecnologias, parcerias com plataformas digitais e aplicativos de encontro, fortalecer a vigilância e agir junto aos municípios. Não é possível continuar vendo tantos jovens morrerem de uma doença que hoje tem tratamento eficaz”, concluiu.

Informações A Gazeta do Acre

Compra de aeronave presidencial de até R$ 2 bilhões pode redefinir narrativa política e impacto eleitoral do governo Lula

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Brasília — A recente articulação no **Palácio do Planalto para estudar a compra de uma nova aeronave presidencial, cujo valor estimado pode variar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões, reacende uma das questões mais sensíveis em termos de percepção pública e impacto político neste fim de ano e no horizonte de 2026. A discussão, além de técnica, assume contornos estratégicos em um ano eleitoral em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição.

A proposta parte de um elemento objetivo: a aeronave atual, o Airbus A319-ACJ conhecido popularmente como “Aerolula”, tem enfrentado incidentes técnicos repetidos em voos oficiais, incluindo falhas em motor antes de decolagens e manobras de arremetida em aproximações, o que motivou preocupações tanto com segurança quanto com autonomia de voos de longa distância.

Por trás das cotações, que ainda estão em fase final no Ministério da Defesa e na Aeronáutica, está a busca por um equipamento que ofereça maior alcance e infraestrutura interna compatível com demandas diplomáticas e logísticas do Brasil — um país com dimensões continentais e compromissos crescentes no cenário internacional.

No entanto, o âmago político do debate revela um difícil equilíbrio entre realismo operacional e sensibilidade eleitoral.

Impacto político direto: desgaste ou oportunidade?

Para aliados próximos ao presidente, o principal risco da aquisição está em sua repercussão simbólica diante da opinião pública. Em um país que ainda confronta desafios sociais profundos — como educação, saúde e infraestrutura — um gasto de até R$ 2 bilhões pode se transformar em estopim de críticas de oposição e setores da mídia, alimentando narrativas de desconexão entre o governo e as prioridades imediatas da população.

Esse fenômeno político — de temas técnicos se convertendo em slogans eleitorais — é particularmente perigoso em anos de campanha. O relatório preliminar de orçamento que será entregue ao presidente no início de 2026 pode virar munição para adversários que já se apressaram em criar apelidos e memes nas redes sociais. 

Dentro do próprio PT e do núcleo governista há duas correntes bem definidas:

Uma defende suspender a ideia de compra neste momento para evitar desgaste político direto no pleito.
Outra aposta em deixar encaminhado o processo, mas com incorporação efetiva postergada para 2027, na tentativa de reduzir a associação imediata entre decisão e campanha. 

Essa divisão interna expõe um governo que tenta conciliar uma estratégia de segurança institucional com preocupações estratégicas de narrativa pública, algo fundamental em contextos eleitorais competitivos.

Narrativa pública e polarização

Do lado da oposição, já se observa a tentativa de transformar a discussão em tema de desgaste, com acusações de “ostentação” e uso inadequado de recursos públicos — um tipo de argumento que pode ressoar em parcelas significativas do eleitorado que consideram prioridades sociais mais urgentes. 

Por outro lado, setores do debate público mais técnicos apontam que a segurança de chefes de Estado e autonomia logística são parte de um arcabouço de capacidade estatal, não meramente escolhas presidenciais. Essa é uma linha de argumentação que o governo pode explorar para reverter a percepção de “gasto supérfluo” em “investimento estratégico”. 

Aeronáutica e prioridades de defesa

O episódio reacende ainda um debate mais amplo sobre prioridades orçamentárias na Defesa Nacional. Parte do setor militar tem manifestado preocupação com as restrições orçamentárias que afetam equipamentos e manutenção, o que pode ser agravado por decisões de alto impacto financeiro em áreas específicas. 

A possível aquisição de uma aeronave presidencial, portanto, não é apenas uma questão de conforto ou segurança, mas um marcador das escolhas de alocação de recursos em momentos críticos do quadro fiscal e estratégico brasileiro.

Conclusão

A ideia de um novo avião presidencial, estimado em até R$ 2 bilhões, tornou-se mais do que um tema técnico: é um termômetro político das prioridades do governo Lula e de sua capacidade de gerenciar percepções em ano electoral. A forma como essa narrativa se desenvolverá nos próximos meses — e como será enquadrada por aliados e adversários — poderá influenciar não apenas o resultado da eleição, mas também a confiança institucional em relação a decisões de grande impacto no orçamento federal.

 

Justiça reduz de 22 para 12 anos a pena de condenado por matar presidente de partido no Acre

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) reduziu de 22 para 12 anos de prisão a pena de Francisco da Silva Barroso, conhecido como “Chico Doido”, condenado pelo assassinato de Josimar da Silva Conde, o “Tripinha”, então presidente municipal do PSOL em Xapuri. A decisão atendeu a um recurso da defesa que solicitou o reconhecimento da atenuante de confissão.

A relatora do processo, desembargadora Denise Castelo Bonfim, manteve as qualificadoras do crime — motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima —, mas entendeu que a confissão do réu deveria ser considerada para a redução da pena. O regime de cumprimento permanece em fechado.

O crime ocorreu no dia 20 de novembro de 2019, por volta das 15h, no Seringal Simitumba, colocação Campo Verde, área de difícil acesso dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, na zona rural de Xapuri. Segundo as investigações, Josimar foi morto com um disparo de espingarda após uma discussão relacionada à demarcação de terras na região.

Na ocasião, a vítima teria ido ao local para tratar da divisão das terras e foi recebida pelo acusado em sua residência. De acordo com o relato do caseiro, ambos conversavam quando ele ouviu um disparo. Em seguida, viu Francisco correr em direção à mata. A vítima foi encontrada baleada na região do peito e do ombro e morreu no local.

O caseiro caminhou por cerca de cinco horas até conseguir chegar a uma estrada e, posteriormente, à cidade, onde avisou a esposa da vítima, que acionou as autoridades. Uma operação foi montada pelas forças de segurança do Estado para o resgate do corpo, autorizado pelo delegado de Xapuri à época, Alex Danny.

A retirada do corpo foi coordenada pelo agente investigador Eurico Feitosa, que também participou do levantamento inicial do local do crime. Conforme o relatório policial, o corpo foi encontrado a aproximadamente 30 metros da residência, indicando que o disparo foi feito de dentro da casa para fora, no momento em que a vítima deixava o local.

Cinco dias depois, uma operação conjunta do Bope e da Polícia Civil prendeu o suspeito, que foi localizado na casa de uma irmã, em uma propriedade rural próxima à cidade. Ele foi detido em posse da arma utilizada no crime.

À polícia, Francisco alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que a vítima teria chegado armada à sua casa. Na época, a defesa também questionou a legalidade da prisão, alegando que o prazo de flagrante havia expirado e que não existia mandado de prisão preventiva expedido pela Comarca de Xapuri.

O caso teve grande repercussão no estado e voltou ao centro do debate com a recente decisão judicial que reduziu a pena do condenado.

Informações O Alto Acre

Estado contabiliza 151 famílias desabrigadas e mantém rede de abrigos para atendimento emergencial

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A Defesa Civil Estadual divulgou, até as 18 horas da segunda-feira, 29, o levantamento oficial das famílias afetadas pelas cheias no Acre. De acordo com os dados consolidados pelo governo do Estado, 151 famílias estão desabrigadas, totalizando 440 pessoas, além de 88 famílias desalojadas, que somam 315 pessoas, acolhidas em diferentes pontos de apoio disponibilizados pelo poder público.

O levantamento reúne informações de todos os abrigos mantidos pelo Estado, localizados em escolas e espaços públicos de Rio Branco, garantindo acolhimento, alimentação, assistência social e apoio das equipes de saúde às famílias atingidas.

Entre os locais que recebem desabrigados estão as escolas municipais Álvaro Vieira Rocha, no bairro Conquista; Anice D. Jatene, no Geraldo Fleming; Maria Lúcia, no bairro Tropical; além das escolas estaduais Georgete Kalume, na Cadeia Velha; Marilda Gouveia, no João Eduardo; Leôncio de Carvalho, no bairro Benfica; a Escola Airton Sena, no bairro de mesmo nome; e o Centro Cultural Mestre Caboquinho, na Vila Maria, que concentra o maior número de famílias acolhidas no momento.

O coronel Carlos Batista, da Defesa Civil Estadual, reforçou que os números divulgados são oficiais e esclareceu uma diferença importante em relação aos dados municipais. Segundo o coronel, as sete famílias indígenas abrigadas na Escola Estadual Leôncio de Carvalho, no bairro Benfica, estão sob tutela do Estado e, por isso, não são contabilizadas nas planilhas da Defesa Civil Municipal de Rio Branco.

“Essa relação é a oficial da Defesa Civil Estadual, com as informações das famílias em abrigo. Lembrando que na Escola Leôncio de Carvalho, no Benfica, tem sete famílias indígenas que estão sob os cuidados do Estado, então elas não são contabilizadas nas planilhas da Defesa Civil Municipal da prefeitura de Rio Branco. Na planilha da prefeitura vão constar sete famílias a menos. Essa é a planilha envolvendo todos os abrigos do Estado”, frisou o coronel Batista.

O governo do Estado segue monitorando o nível dos rios e mantendo atuação integrada entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, secretaria de Assistência Social e demais órgãos, com o objetivo de garantir segurança, acolhimento e assistência às famílias atingidas pelas cheias. Novos boletins devem ser divulgados conforme a atualização dos dados.

Concurso do projeto Todos Contra o Aedes mobiliza escolas do Acre e entra em fase de avaliação

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O concurso cultural do projeto Todos Contra o Aedes aegypti mobilizou escolas de todas as regiões do Acre e recebeu mais de 300 projetos desenvolvidos por professores e estudantes da rede pública. As propostas agora entram na fase de avaliação, conduzida por comissões formadas nos municípios, com participação de conselheiros municipais de saúde.

O concurso integra as ações educativas do projeto Todos Contra o Aedes aegypti e tem como objetivo incentivar professores e alunos a criarem trabalhos que ajudem a prevenir e combater o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A iniciativa utiliza a educação como ferramenta para estimular o cuidado com a saúde e o envolvimento das comunidades.

Trabalhos unem educação, criatividade e prevenção
Os projetos inscritos foram produzidos por turmas do Ensino Fundamental e abordam o tema do combate ao Aedes aegypti de forma criativa e educativa. Entre os trabalhos estão vídeos, projetos pedagógicos, paródias musicais, poemas, histórias em quadrinhos e cartazes educativos.

As produções partem de atividades realizadas em sala de aula e também envolvem ações junto às comunidades, com foco na eliminação de criadouros e na disseminação de informações sobre prevenção. O concurso reconhece iniciativas que conseguem dialogar com estudantes, famílias e moradores de forma clara e acessível.

A avaliação do trabalhos inscritos conta com a parceria dos Conselhos de Saúde Municipais para a pré seleçãoAvaliação conta com conselhos de saúde e equipes locais

Nesta etapa, os projetos estão sendo avaliados por comissões municipais, com participação dos conselhos de saúde e de equipes das áreas de educação e saúde. Os critérios de avaliação consideram criatividade, clareza da mensagem, envolvimento da comunidade e contribuição para a promoção da saúde pública.

Após essa etapa, os trabalhos seguem para as fases regional e estadual. Os projetos que se destacarem serão divulgados nos canais oficiais do projeto nas próximas semanas.

A sociedade civil pode acompanhar as etapas do concurso e as demais ações do projeto no site oficial www.todoscontraoaedesaegypti.com.br. O portal reúne informações sobre o projeto, o regulamento do concurso, materiais educativos e atualizações sobre os resultados.

O projeto também convida a população a acompanhar e compartilhar os conteúdos divulgados, fortalecendo o alcance das mensagens de prevenção e cuidado com a saúde em todo o estado.

A iniciativa é realizada pelo Instituto Sapien em parceria com o Ministério da Saúde, com apoio da Secretaria de Saúde do Estado do Acre Sesacre, da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Acre SEE e do Governo do Acre. A atuação conjunta entre educação, saúde e gestão pública amplia o impacto das ações e fortalece a prevenção das arboviroses no ambiente escolar e nas comunidades.

Acompanhe o projeto Todos Contra o Aedes aegypti:

Site: www.todoscontraoaedesaegypti.com.br

Instagram: @todoscontraoaedesaegypti

Facebook: Todos Contra o Aedes aegypti

YouTube: @todoscontraoaedesaegypti

Bombeiros seguem buscas por criança que desapareceu no Rio Tarauacá após acidente entre embarcações

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Homens do Corpo de Bombeiros seguem as buscas pela pequena Emily Lorrane de Oliveira da Silva, de 1 ano e oito meses, que desapareceu na segunda-feira (29) após um acidente entre duas embarcações no Rio Tarauacá, no interior do Acre.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros no município, tenente Marcelo Monteiro, a situação no local é marcada por forte comoção.

“A família está muito desesperada e ansiosa para que a gente encontre a criança. Tem muita gente conhecida ajudando, fazendo buscas superficiais, mexendo nos balseiros, mas até agora nenhum sinal”, relatou.

De acordo com Monteiro, testemunhas informaram que a colisão ocorreu de forma lateral, quando uma canoa descia o rio e a bajola, onde estava a criança com os pais e outro filho, subia pela margem. “A criança caiu no rio e, possivelmente, já caiu desacordada, porque não houve tempo de reação para tentar salvá-la”, explicou.

Idoso é deixado trancado em carro e bombeiros são acionados para resgate em Rio Branco

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Um idoso de 61 anos foi resgatado por bombeiros de dentro de uma caminhonete na tarde desta segunda-feira (29) em Rio Branco. O homem foi deixado trancado no veículo, que estava estacionado na Rua Isaura Parente, por mais de uma hora até a ajuda chegar.

Um homem se apresentou como dono do carro e tutor do idoso. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM-AC). O filho do motorista também apareceu no local.

Pedestres que passavam pelo local perceberam que o idoso passava mal dentro do veículo e chamaram a polícia.

Equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) tentaram, inicialmente, abrir a caminhonete, inclusive com a ajuda de um chaveiro, mas sem sucesso. Os bombeiros, então, foram acionados e retiraram a vítima por uma das janelas da caminhonete.

O major Ocimar Farias explicou que os bombeiros quebraram o vidro de uma das janelas para ter acesso ao idoso.

“Ele faz uso de remédios e estava com o carro trancado no calor. Quando chegamos ao local já tinha uma equipe da RBTrans tentando abrir, mas não conseguiu. Nossa única alternativa foi fazer o arrombamento do vidro traseiro”, reforçou.

O bombeiro confirmou que o idoso estava com a pressão alta e debilitado. Ele recebeu os primeiros socorros ainda no local.

Após a retirada do idoso, o major contou que o dono do carro e o filho dele chegaram e questionaram o arrombamento. Um dos homens alegou que estava no supermercado. “Não é filho, tem a guarda do idoso. Quis se alterar sem entender o contexto”, revelou.

Informações G1