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Justiça nega pedido de comunista para estender pagamento de auxílio a todos servidores da saúde

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Na segunda-feira, 25, o desembargador Elcio Sabo Mendes, do Tribunal de Justiça, negou o mandado de segurança coletivo com pedido de liminar que visava estender a insalubridade a todos os servidores da saúde.

A liminar impetrada pelo deputado Edvaldo Magalhães foi contra o ato do governador Gladson Cameli (PP) que não concedeu o auxílio a todos os servidores da saúde do Acre.

Segundo o desembargador, a concessão da medida liminar extensiva a todos dos servidores dos quadros da Sesacre, de adicional de insalubridade, importará na imediata oneração aos cofres públicos.

“Portanto, a controvérsia, embora relevante,deve ser analisada quando do julgamento definitivo pelo Colegiado”, argumentou Elcio em seu despacho divulgado pelo AC24horas.

Após a decisão de Mendes, fica a cargo do colegiado do Tribunal de Justiça analisar o caso em definitivo.

Moisés Diniz diz que Gladson Cameli valoriza aliados e faz um governo para todos

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O ex-deputado Moisés Diniz (PP), usou as redes sociais nesta terça-feira (26) para afirmar que o governo do progressista Gladson Cameli é um governo amplo que cuida de todos os acreanos.

“Ajudar na coordenação política de um governo amplo, significa cuidar de todos, nunca usar o cargo para interesses pessoais ou partidários, mesmo que se faça parte do partido do governador”, escreveu o ex-parlamentar.

Confira a o texto de Moisés:

Ajudar na coordenação política de um governo amplo, significa cuidar de todos, nunca usar o cargo para interesses pessoais ou partidários, mesmo que se faça parte do partido do governador.

Um exemplo dessa amplitude é que os três senadores são cada um de partidos diferentes, o vice-governador e até os suplentes.

Na campanha foi feita uma política de valorizar aliados, elegendo deputados federais de quatro partidos diferentes, em detrimento do partido do governador, que ficou sem representante na Câmara Federal.

Secretarias importantes (como toda a área de Segurança, Saneamento, Agricultura, Meio Ambiente…) são lideradas por partidos que não são o do governador.

Coordenação política é valorizar o esforço da nossa base parlamentar e respeitar a oposição, dialogar também com ela, entender que a oposição também foi eleita pelo povo.

Coordenação política é ter firmeza, mas, acima de tudo, paciência pra ouvir os sindicatos e as entidades representativas da sociedade civil.

Coordenação política é ajudar o governador a fazer justiça, cuidar dos militantes, ter discurso único, construir unidade de ação administrativa e política, ganhar novos aliados e não perder velhos aliados, a não ser quem queira, de fato, se perder por conta própria, é ajudar as várias secretarias e autarquias a cooperarem entre si, otimizando recursos financeiros e potencial humano, é aproximar cada vez mais o governo dos mais pobres, sem exclusão dos mais ricos, é ouvir a voz da experiência, de políticos e líderes religiosos, comunitários.

Coordenação política é saber respeitar o papel indispensável da imprensa, suas críticas, seus elogios, seus ataques, as vezes, por falta de informação e responder sem medo, mas, com a suavidade de quem luta por um Acre melhor.

É isso que eu vou tentar fazer, junto com outros valorosos amigos da coordenação política, porque ninguém faz sozinho o dia amanhecer.

Antônio Morais apresentará PL para pessoas com lábios leporinos e palatina

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O presidente da Câmara de Rio Branco, vereador Antônio Morais (PSB) estará apresentando Projeto de Lei em benefício aos portadores de lábios leporinos e fissura palatina, defeitos congênitos que afetam o crânio e a face da pessoa.

“Converso muito com as pessoas e nossa assessoria também tem muitos contatos, entre essas conversas, surgiu um pedido de atenção para esse seguimento de pessoas, que buscam ter uma vida de qualidade, pois se sabe que esse tipo de tratamento muitas vezes é feito fora do estado e queremos ter profissionais que possam atender esses pacientes aqui na capital”, disse Morais.

A sessão iniciará às 9h da manhã e poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal da Câmara de Rio Branco no Youtube ou no link do site www.riobranco.ac.gov.br

Assessoria

Homem morre e mais duas pessoas ficam feridas em acidente na BR-317

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O motociclista José de Oliveira Santos, 39 anos, morreu após um acidente na noite desta segunda-feira (25), no km 100 da BR-317, no município de Capixaba, no interior do Acre. Uma mulher e uma criança de 5 anos ficaram feridas no mesmo acidente.

Segundo informações de populares, José e as outras duas vítimas estavam trafegando juntos em uma motocicleta, quando o homem colidiu de frente com um carro que vinha no sentido contrário e tentou desviar um buraco na estrada.

O impacto foi tão forte que arrancou a perna do condutor da motocicleta. Após o acidente, o motorista do carro abandou o veículo e fugiu tomando rumo ignorado.

As três vítimas foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que pediu apoio a ambulância avançada de Rio Branco, para dar assistência ao motociclista, que aparentemente estava com hemorragia, mas o homem acabou morrendo dentro da viatura.

O corpo foi levado direto para o Instituto Médico Legal (IML), para ser realizados os devidos exames cadavéricos. Já a mulher e a criança de 5 anos ficaram em estado grave e foram encaminhadas ao Hospital Ary Rodrigues, em Senador Guiomard.

O Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTrans) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF isolaram a área. Após os devidos procedimentos serem realizados, os veículos foram levados ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

ContilNet

Líderes da Telexfree foram condenados a 12 anos por crime de pirâmide financeira

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Carlos Roberto Costa e Carlos Wanzeler foram condenados a 12 anos e 6 meses de prisão e ao pagamento de multa superior a R$ 1 milhão cada um

O Ministério Público Federal (MPF) obteve na Justiça a condenação dos líderes da Telexfree por crime de pirâmide financeira. Os sócios-administradores da Ympactus, Carlos Roberto Costa e Carlos Nataniel Wanzeler, foram condenados a 12 anos e 6 meses de prisão, cada um, em regime fechado, além do pagamento de 512 dias-multa, sendo que para Costa o valor diário da multa é de R$ 2 mil e para Wanzeler, R$ 3 mil. A terceira sócia da Ympactus/Telexfree, Lyvia Mara Wanzeler, foi absolvida pelo juízo.

Além disso, a Justiça Federal do Espírito Santo determinou o perdimento de mais de R$ 6,4 milhões dos réus, em favor da União. Carlos Costa e Carlos Wanzeler também perderam diversos imóveis e veículos que foram apreendidos durante as investigações e obtidos com as atividades ilícitas da Telexfree.

Os líderes do esquema da Telexfree foram denunciados pelo MPF por, junto com o norte-americano James Mathew Merril (que não foi denunciado no Brasil por estar negociando os termos de seu acordo de colaboração nos Estados Unidos), operar, sem a devida autorização, entre 18 de fevereiro de 2012 e 15 de abril de 2014, instituição financeira, por meio da empresa por eles administrada, a Ympactus Comercial, representante da Telexfree no Brasil.

O MPF defendeu, na denúncia, que as investigações provaram que a Telexfree, além de ser um esquema híbrido de pirâmide e Ponzi, efetivamente atuava como instituição financeira clandestina, uma vez que captava, administrava e intermediava recursos de terceiros, mediante processos fraudulentos.

No período em questão, os condenados, então, em concurso e com unidade de desígnios, por meio da Telexfree, obtiveram ganhos ilícitos em detrimento de milhões de pessoas, mediante processos fraudulentos, desenvolvendo um grande esquema híbrido de pirâmide financeira e Ponzi, sob o disfarce de marketing multinível, configurando os crimes do art. 16 da Lei 7.492/1986 (“fazer operar, sem a devida autorização, instituição financeira, inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio”) e do art. 4°, caput, da Lei 7.492/1986 (“gerir fraudulentamente instituição financeira”), na forma do art. 69 do Código Penal (“quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido”).

Morador de Manoel Urbano que sair de casa sem máscara será multado em R$ 150 reais

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Em uma entrevista cedida à Rádio Difusora de Sena Madureira (Jornal Difusora) desta segunda-feira (25), o prefeito de Manoel Urbano, Tanízio Sá (MDB), confirmou que o morador que for encontrado sem máscara nas Ruas do município será multado em 150 reais.

Segundo ele, a utilização do equipamento é obrigatório. “A gente vem sempre alertando a população quanto ao uso da máscara. De agora em diante, quem não cumprir a determinação será multado”, destacou.

Tanízio Sá acrescentou que medidas rígidas vem sendo implementadas em Manoel Urbano com o fito de evitar a contaminação dos moradores. “Recentemente um mototaxista e um taxista tiveram suas concessões cassadas por descumprir a determinação e furar a barreira sanitária. Estamos tomando medidas duras visando prevenir a população”, ressaltou.

No boletim da Sesacre desta segunda-feira, Manoel Urbano é um dos poucos municípios do Acre que aparece sem nenhum caso confirmado da Covid-19.

Por Edinaldo Gomes

Homem diz que tentou matar ex-esposa por causa de ciúmes em Rio Branco

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L. F. S. de A foi preso, na tarde desta segunda-feira (25), acusado pelo crime de tentativa de feminicídio, em Rio Branco. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (22), contra a ex-companheira Jacicleia de Castro Vieira, de 39 anos.

Jacicleia foi baleada quando voltava com um amigo para casa, em um carro modelo Etios. O autor do crime, que estava em outro carro, atirou 6 vezes contra a vítima.

Dois acertaram a mulher no pescoço e outro no ombro, um dos tiros também teria pego de raspão no amigo da vítima. Em seguida, o homem fugiu, e a mulher foi socorrida e levada ao Pronto Socorro de Rio Branco.

Após o interrogatório policial, L. F. S. de A acabou confessando a autoria da tentativa de feminicídio com a ex-companheira. O acusado foi conduzido para o Presídio Francisco de Oliveira Conde.

ContilNet

Mais de 30 quadras, campos de futebol e praças foram interditadas por causa da Covid-19 em Rio Branco

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Em alguns lugares, equipes da prefeitura estão colocando cadeados nas quadras para garantir que ninguém utilize o espaço.

Mesmo com as recomendações de distanciamento e isolamento social, quadras, praças e outros espaços de lazer de Rio Branco ainda eram frequentados durante a quarentena. Para impedir o uso desses lugares, a prefeitura decidiu lacrar com cadeados.

A Diretoria de Esporte, Cultura e Lazer da Fundação Garibaldi Brasil (FGB) contabiliza, até esta segunda-feira (25), cerca de 35 espaços esportivos já foram lacrados para evitar aglomeração e a proliferação do novo coronavírus.

A capital acreana, Rio Branco, é a cidade com mais mortes e casos de Covid-19 confirmados no estado. Até o domingo (24), o município recebeu mais de 7 mil casos suspeitos, sendo que destes 2.841 deram positivo para a doença. Já o número de óbitos chegou a 80.

Interdição

Os espaços esportivos que costumavam reunir muitas pessoas, principalmente aos fins de semana, estão vazios e essa mudança passa pela ação da Diretoria de Esporte, Cultura e Lazer que, para ajudar diminuir a proliferação do novo coronavírus, interditou os espaços públicos.

A princípio, a interdição foi parcial com cartazes e fitas de isolamento mas, apesar disso, a população continuava descumprindo as orientações. Para forçar para que as pessoas que usam os espaços esportivos obedeçam as ordens de isolamento foram tomadas medidas mais rígidas.

Em uma quadra no bairro Manoel Julião, por exemplo, foram colocados cadeados nos portões. Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o diretor de Esporte, Cultura e Lazer de Rio Branco, Afrânio Moura, disse que as intervenções iniciaram em março. Em alguns espaços as equipes estão retornando para lacrar novamente o lugar e garantir a suspensão do uso.

“Estamos intervindo nas dez regionais da cidade, em aproximadamente 60 a 80 equipamentos distribuído nas regionais da cidade, estamos com cinco equipes fazendo essa interdição mais os parque grandes em Rio Branco, como: Ipê, Tucumã, Arena Rio Branco, Parque da Maternidade e do Jardim São Francisco”, reforçou.

A estudante Leilane Queiroz diz que a aglomeração de jovens e adultos nas quadras diminuiu bastante nos últimos dias, mas, segundo ela, no bairro Tucumã, ainda há algumas quadras com movimentação, principalmente porque há espaço sem isolamento.

“Ultimamente, como passo frequentemente aqui, vejo a quadra vazia. Antes da quarentena, ficavam lotados a quadra e o campo, mas no outro bairro a aglomeração é constante. Quase todo dia as quadras estão cheias.

Para o servente de serviços gerais Carlos Oliveira Magalhães, a movimentação diminuiu, mas não totalmente. “Respeitar de não dar ninguém é difícil. Vêm [as pessoas], mas não é do jeito que era”, concluiu.

Colaborou Kelton Pinho, da Rede Amazônica Acre.

G1

Acre é o estado do Norte com o menor número de mortes violentas em março

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O Acre registrou 20 mortes violentas no mês de março deste ano. Apesar da quantidade, o estado ficou em último lugar no ranking entre os estados da região Norte com menor número de assassinatos registrados no período de avaliação. O levantamento é do índice nacional de homicídios criado pelo G1 com base nos dados oficiais dos estados do Brasil.

O estudo foi divulgado na segunda-feira (25) e faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram usados dados de março deste ano e do mesmo período de 2019.

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus e as regras de isolamento e distanciamento social, o Brasil teve um aumento de 11% nos assassinatos em março deste ano e o mesmo período do ano passado.

Este ano, o país já registrou 4.146 homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de mortes. No mesmo período de 2019, o número era de 3.729 assassinatos.

No Acre, a restrição de circulação de pessoas para evitar a proliferação do novo coronavírus iniciou a partir do dia 20 de março, com a suspensão das atividades não essenciais, fechamentos de shoppings, bares, boates, suspensão das aulas das redes públicas e privadas, serviço público e atendimentos presenciais.

Mesmo assim, o estado teve um aumento nas mortes violentas entre fevereiro, quando registrou 18, e março, com 20 assassinatos.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do estado (Sejusp) disse que deve se posicionar sobre os dados na terça-feira (26).

Dados

Ainda segundo o Monitor da Violência, o estado da região Norte com maior número de Pará, com 198 assassinatos em março. Logo seguida vem o Amazonas (59); Tocantins (45); Rondônia (42); Roraima (25); Amapá (24) e Acre (20).

Entre os sete estados, o Acre ficou em segundo lugar na tabela de índice de mortes violentas por 100 mil habitantes. O índice do estado acreano foi de 2.27, ficando atrás apenas do Amazonas com 1.42.

Trimestre

Sobre o total de assassinatos registrados no estado no primeiro trimestre do ano, o Acre já soma 83 mortes violentas. O número é menor que o total apresentado nos três primeiros meses de 2019, quando o estado acreano teve 86.

Esse ano, o Acre começou janeiro com fuga massa no maior presídio do estado, chacina em bar da zona rural da capital acreana, Rio Branco, e uma série de mortes com sinais de execução. O primeiro mês de 2020 registrou 45 mortes violentas.

Em fevereiro houve uma queda para 18 mortes assassinatos e em março voltou a crescer o número, com 20 registros.

Ano passado, janeiro teve 32 mortes violentas no estado. Já fevereiro e março apresentaram o mesmo número, 27 ao todo.

G1

Aleac promove audiência pública com prefeitos, deputados e bancada federal para debater ações de combate ao coronavírus no Juruá

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Foi realizada na tarde desta segunda-feira (25), uma audiência pública remota para discutir opções de aperfeiçoamento no combate ao coronavírus no Vale do Juruá. O encontro virtual foi promovido pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), por meio do seu presidente, deputado Nicolau Júnior, e contou com a participação do governador, em exercício, Major Rocha, da procuradora-geral do Ministério Público, Dr.ª Kátia Rejane, secretário Alysson Bestene, senadores, deputados federais e estaduais e prefeitos da região.

O presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), agradeceu a presença das autoridades e explicou que esse é um momento delicado que exige união e total comprometimento de todos os poderes. O parlamentar afirmou ainda que a única bandeira a ser levantada é em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, em defesa pela vida. Acrescentou ainda que vai propor outra reunião semelhante para ouvir prefeitos de outras regiões do Estado.

“Todos que estão aqui contribuem de forma significativa para o nosso Estado. Reconheço todo o esforço da nossa bancada federal, que se prontifica a ouvir atentamente as reivindicações e buscar recursos em Brasília. Também o dos deputados estaduais, que não têm medido esforços para ajudar nesse momento de crise. Os prefeitos, que estão na ponta e acompanham ainda mais de perto o povo de suas respectivas cidades. Esse é um momento difícil que exige a união de todos. Nosso principal objetivo aqui é salvar vidas, é poder voltar a reunir famílias, e para isso, hoje precisamos agir com precisão, disciplina e foco”, pontuou.

O governador em exercício, Major Rocha (PSDB), falou sobre a reunião da qual participou, que contou com a presença de prefeitos do interior do Estado. Ele pontuou que é importante a união de todos nesse momento de crise. “Quem mais sabe dos problemas ocasionados por essa pandemia são os prefeitos. Há municípios que vivem situações ainda mais difíceis, uma vez que até mesmo para chegar lá é mais complicado. Precisamos ver esse ponto. Vejo um esforço grande das bancadas estadual e federal para ajudar nesse momento. É difícil morar em um Estado distante como o nosso, onde ainda enfrentamos os mais diversos problemas.”

O senador Márcio Bittar (MDB) destacou que o Congresso Nacional tem atuado independente de siglas, para que todos os estados sejam atendidos durante o período de pandemia. Destacou ainda que, após um período de pouco diálogo entre Legislativo, Executivo e Judiciário, em Brasília, as pontes de conversas foram reconstruídas.

“Temos trabalhado juntos nessa questão que interessa tanto ao Acre. O Congresso tem ajudado independente de qualquer coisa, não criou nenhuma dificuldade para o executivo. O momento em que me preocupei, umas quatro semanas atrás, quando houve uma interrupção do diálogo entre Legislativo, Executivo e Judiciário, foi quando procurei o senador Davi Alcolumbre e me coloquei como alguém que o apoiava a reconstruir as pontes de diálogo. Nós estamos colhendo frutos disso, o Estado receberá parcelas de R$ 200 milhões para serem aplicados conforme as necessidades na Saúde”, destacou.

O senador Sérgio Petecão (PSD), falou sobre a inconstância nos tratamentos da Covid-19 e como isso afeta as pessoas. Disse ainda que tem conversado com médicos acerca dessa enfermidade e das dificuldades enfrentadas nos locais mais distantes. “Esse é um momento delicado que não permite críticas, mas sim apoio. Eu tinha apresentado um projeto em que a família do paciente se responsabilizaria para que ele recebesse a hidroxicloroquina, mas ontem vi uma reportagem que já modificou muito minha visão sobre a medicação. Tenho conversado com médicos e o cenário ainda é muito duvidoso, um medicamento que serve hoje, amanhã já é condenado porque descobriram que os efeitos colaterais trazem muito mais riscos.”

A procuradora-geral do Ministério Público do Acre, Drª. Kátia Rejane, destacou as ações que a Instituição tem promovido durante o período de pandemia. Ela também enalteceu a iniciativa do Poder Legislativo Acreano. “Tão logo começou esse período, o MP tomou todas as medidas possíveis, respeitando todos os decretos. Temos grupos de trabalho com os colegas do interior com uma atuação muito efetiva dos membros. Fazemos videoconferência com as prefeituras para ouvir dos gestores também, pois assim participamos mais ativamente. É louvável essa iniciativa da Aleac em promover esse debate. Meus parabéns!”

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), disse estar preocupada com a crescente no número de infectados pelo coronavírus. Ela pontuou que é necessário que o governo ajude as prefeituras. “Reconheço o esforço do governador durante essa pandemia, que tem tido uma postura muito correta sobre o isolamento, mas é preciso com isso vir soluções também. O que está sendo feito de concreto? Peguei parte das minhas emendas que seriam para outros fins, e as transformei em recursos para combate ao coronavírus. Todas as nossas ações agora têm que ser voltadas somente para combater essa pandemia e proteger as vidas.”

A deputada federal Jéssica Sales (MDB) disse entender que o momento é de dificuldade e, portanto, exige o esforço de todos. Mas questionou a contrapartida do Estado em relação às emendas que vêm sendo destinadas pela bancada federal. “Nós, da bancada federal, temos feito um esforço muito grande para conseguir destinar o máximo de emendas possível para o Estado, mas ainda vejo deficiências no plano do governo no combate à pandemia, e eu espero que sejam apontadas as ações, pois ele é o responsável pela execução. Como ficarão os municípios isolados em relação aos casos mais graves da doença? Até hoje não sabemos quantos leitos tem e ainda faltam, nem a quantidade de aparelhos respiradores suficientes.”

O secretário estadual de Saúde, Alysson Bestene, que participou da reunião para responder questionamentos e pontuar as ações do governo durante a pandemia, fez uma explicação sobre os trabalhos desenvolvidos nos municípios do Juruá. O gestor pontuou também que a pasta atua com base em um plano de contingência que se encontra em sua quinta versão, e que a mesma é atualizada e modificada de acordo com os avanços, necessidades e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Sobre os municípios, nós trabalhamos três regionais de Saúde no Acre, que são: Juruá, Alto Acre e Baixo Acre. Adquirimos duas cápsulas de transporte específicas para pacientes do Juruá, que fica mais distante. O Hospital referência de lá, para atendimento de pacientes com coronavírus, é gerido por uma Oscip, que é responsável pela aquisição de medicamentos, equipamentos de proteção individual, dentre outros. Ainda assim, temos aumentado a demanda para que haja suporte para os pacientes que buscam atendimento”, explicou.

Ao ser questionado sobre a defasagem de médicos em determinadas cidades do Juruá, assim como também o número de leitos no Hospital do Juruá, Alysson Bestene pontuou que a Sesacre tem trabalhado com o aumento das demandas no suporte de leitos de enfermaria e de UTI’s. Também esclareceu que foram abertas vagas para a contratação de médicos que seriam enviados para locais mais distantes, no entanto, muitas vagas ainda não foram preenchidas.

“Nós temos aumentado gradualmente o suporte de enfermarias, UTI’S e todo o restante conforme vamos conseguindo. Semanalmente temos enviado medicamentos para as unidades hospitalares da região. As dificuldades maiores para os municípios mais distantes são os profissionais, abrimos vagas para um quantitativo de médicos para esses locais, mas não foram preenchidas por aqueles que possuem CRM. Então nós estamos prorrogando as inscrições para tentarmos preencher essas vagas”, esclareceu.

Alysson disse ainda que foram enviados profissionais para treinar os funcionários do Hospital do Juruá na condução da Cápsula Vanessa, utilizada como ventilação não invasiva em pacientes de Covid-19, também para capacitar em outros procedimentos específicos da doença. Ele pontuou que em casos mais graves há a possibilidade do transporte aeromédico, que pode trazer o paciente para a capital.

“O hospital do Juruá terá mais 60 leitos para atender pacientes de Covid-19, outro número de leitos somente de UTI’s. São ações que o governo vem realizando. Temos aditivado o contrato com a Oscip responsável pela administração da Unidade. Contratamos em média 38 profissionais para atender nessa região desde o início da pandemia, e continuamos contratando. Hoje recebemos 50 aparelhos respiradores e, inclusive, já estamos distribuindo esses equipamentos. A modalidade de telemedicina também é uma solução que encontramos para casos mais leves, desafogando o atendimento nos hospitais”, elucidou.

O que disseram os prefeitos:

Issac da Silva Piyãko (Marechal Thaumaturgo)

“Nosso município está localizado no meio da Amazônia, no meio da floresta, com uma logística bem mais complicada e de difícil acesso. Temos uma população mais vulnerável que precisa receber apoio especial. Hoje alcançamos a marca de 50 infectados pelo coronavírus, amanhã esse número pode ultrapassar 60, pois há uma lista aguardando resultado. Possuímos uma médica apenas, se ela for contaminada, ficaremos sem profissional. Precisamos de uma estrutura mínima aqui no município, assim como também reforço na segurança para ajudar no cumprimento de normas.”

Élson de Lima Farias (Jordão)

“O Jordão tem apenas uma unidade básica de Saúde que não possui condições de atender um caso grave dessa doença, pois o único equipamento que tem lá é uma bomba de oxigênio, nem aparelho de raios-X tem. Como gestor, a saída que tenho tomado até então é quanto à prevenção, com medidas duras de isolamento social. Ainda não temos casos, mas sabemos que infelizmente uma hora teremos e por isso precisamos da ajuda do governo. O que peço hoje é que retirem as mulheres grávidas que estão perto de ter bebês, pois caso uma delas tenha problema no parto, não temos vôo para transferi-la para um hospital com urgência.”

Francisco de Assis (Santa Rosa do Purus)

“Nosso município tem três infectados atualmente, o que queremos é o apoio dos parlamentares com testes rápidos. Também precisamos de respiradores para possíveis casos graves. Agradecemos o apoio das Instituições, do exército e polícia por estarem nos ajudando a manter a ordem durante o decreto.”

Cesar Andrade, secretário municipal de Saúde (Porto Walter)

“Primeiramente agradecemos as emendas destinadas para a Saúde em nosso município, isso tem nos ajudado até aqui. Hoje, infelizmente, foi diagnosticado o primeiro caso na cidade. Sei do empenho de todos, inclusive, do secretário de Saúde e do governador, também dos parlamentares. Nossa maior dificuldade é a falta de médicos. Também precisamos de materiais de equipamentos de proteção individual para os profissionais que atuam na unidade de atenção básica de Saúde do município.”

Ilderlei Cordeiro (Cruzeiro do Sul)

“Reconheço o empenho da equipe do Estado, mas não tem sido fácil. Já tivemos um momento em que todos os leitos de UTI estavam lotados. Hoje temos um número menor, mas ainda exige atenção. Os casos têm aumentado e isso é preocupante, pois pessoas em situação mais grave, consequentemente, virão pra cá. Minha sugestão é que precisamos usar o Hospital Dermatológico, que hoje está parado, tornando-o o hospital referência para atendimento de pacientes com Covid-19. A procura por atendimento é grande e essa é uma opção para desafogar o Hospital do Juruá. Outra sugestão é em relação aos testes, aqui nós passamos até 14 dias esperando o resultado chegar, é uma demora muito grande. O Samu também tem se negado a transportar pacientes com sintomas gripais e isso tem sobrecarregado as ambulâncias do município.”

O que disseram os deputados estaduais:

Edvaldo Magalhães (PCdoB)

“Há quatro municípios isolados: Porto Walter, Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa. As medidas que essas prefeituras tomaram no início da pandemia foram duras e eu quero parabenizá-las. Mas é preciso um suporte aéreo pronto para atender possíveis casos mais graves desses locais.”

Jenilson Leite (PSB)

“É necessário atender melhor os pacientes para que eles não precisem vir para Rio Branco. É preciso fazer parcerias com os municípios para que de fato eles tenham suporte para atender as pessoas. Os sintomas devem ser combatidos cedo, antes do agravamento, e muitas unidades hospitalares ainda não possuem condições de trabalhar esse diagnóstico precoce. Se corrigirmos isso, teremos menos gente precisando de UTI e de respiradores.”

Jonas Lima (PT)

“Quero parabenizar o secretário de saúde Alysson Bestene, assim como o governador, pelas medidas tomadas no início da pandemia, mas nós precisamos ficar 24h ligados para enfrentá-la. Em Mâncio Lima, há três semanas tínhamos apenas dois casos, ontem eram 10 casos confirmados, e acredito que hoje esse número já aumentou. O prefeito Isaac Lima tem se desdobrado para tomar medidas que brequem o avanço dessa doença aqui, mas é necessário que o governo dê uma contrapartida para as prefeituras.”

Antônia Sales (MDB)

“Nossa preocupação é na verdade saber do secretário de Saúde quais ações o governo tem tomado para ajudar todos os municípios, em especial os do Juruá, por possuírmos cidades de difícil acesso. O Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, é o que recebe casos graves de pessoas que vivem próximas daqui. O que ouvimos da população é só reclamação. O Hospital já está funcionando no limite de atendimento, até a clínica médica foi voltada para infectados pela Covid-19. Foram enviados recursos para cá, mas ainda não vimos a aplicação total dos mesmos.”

Chico Viga (PHS)

“O momento que vivemos é muito grave e reconheço o esforço dos parlamentares, mas temos que nos unir ainda mais para salvar vidas. O prefeito Ilderlei disse que quando o teste chega em Cruzeiro do Sul a pessoa já está até curada, mas, às vezes, morre também, sabiam?! Minha sogra morreu no último dia 9, foi velada normalmente, meus filhos participaram do velório porque não constava no atestado de óbito dela o resultado de coronavírus. Mas ontem o resultado chegou, inclusive, para a moça que trabalhava com ela, que atestou positivo. Peço que criemos uma frente parlamentar de acompanhamento e combate ao coronavírus.”

Cadmiel Bomfim (PSDB)

“Venho fazer um pedido pelo povo de Feijó. Graças a Deus, essa doença ainda está sob controle no município, mas mesmo assim enfrentamos estado de calamidade. A cidade tem apenas dois operadores de raio-X e ambos já possuem idade avançada, então é importante a contratação de profissionais da área, principalmente, para o diagnóstico dessa enfermidade. Também tem um respirador lá, mas ainda falta a bomba de fusão e o monitor. Se for possível, que enviem, inclusive, mais dois aparelhos respiradores também e testes rápidos.”

Agência Aleac