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Janeiro deve manter padrão chuvoso no Acre, com volumes próximos ou acima da média histórica, aponta Friale

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O mês de janeiro, tradicionalmente marcado por chuvas intensas no Acre, deve manter em 2026 um comportamento climático dentro da normalidade, com possibilidade de volumes ligeiramente acima da média. A avaliação é do pesquisador Davi Friale, do portal O Tempo Aqui, que analisou dados históricos e projeções para o período.

Segundo o estudo, janeiro figura entre os meses mais chuvosos do ano no estado. Em Rio Branco, é o segundo mês com maior volume de precipitação, enquanto em Cruzeiro do Sul ocupa a terceira posição. Na capital, a média histórica aponta cerca de 18 dias com chuva igual ou superior a 1 milímetro. Em Tarauacá, esse número chega a 20 dias, e em Cruzeiro do Sul, a 17 dias ao longo do mês.

As condições atmosféricas típicas do período favorecem a formação de nuvens carregadas, impulsionadas pela alta umidade proveniente do oceano Atlântico e pelas temperaturas elevadas. As chuvas podem ocorrer em qualquer horário, com maior frequência à tarde e no início da noite. Há registros tanto de precipitações contínuas, de fraca intensidade e longa duração, quanto de pancadas rápidas e intensas, acompanhadas de descargas elétricas e ventos moderados.

Os maiores acumulados de chuva já registrados em janeiro no Acre ocorreram em Rio Branco, com 118,2 milímetros em 24 horas, em 1974, e em Cruzeiro do Sul, com 117,6 milímetros, em 1945. As médias históricas de precipitação para o mês são de 286,1 mm em Rio Branco, 247 mm em Cruzeiro do Sul, 316,6 mm em Tarauacá e 290,6 mm em Epitaciolândia.

Em relação às temperaturas, janeiro apresenta máximas médias entre 29°C e 32°C, podendo ultrapassar os 34°C em dias mais quentes. As mínimas costumam variar entre 21°C e 24°C, com registros pontuais abaixo dos 20°C. As menores temperaturas já observadas no estado nesse período foram de 14,2°C em Rio Branco e 18°C em Tarauacá, nos últimos 60 anos.

Para janeiro de 2026, a previsão indica ausência de eventos climáticos extremos. As projeções apontam chuvas dentro da média climatológica, com leve tendência de volumes um pouco superiores ao normal. As temperaturas também devem permanecer dentro do padrão esperado, com maior probabilidade de ficarem ligeiramente abaixo da média.

Uma fraca incursão de ar polar, considerada a primeira de 2026, deve alcançar o Acre entre os dias 4 e 5 de janeiro, principalmente nas microrregiões de Rio Branco e Brasiléia, podendo provocar chuvas mais intensas e discreta queda nas temperaturas. Além disso, a entrada ocasional de ar seco oriundo do hemisfério norte pode proporcionar alguns períodos de tempo firme, com sol predominante e baixa umidade do ar, especialmente no vale do Juruá.

Ufac abre processo seletivo para cadastro de reserva de professor substituto do Colégio de Aplicação

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A Universidade Federal do Acre (Ufac) publicou edital de processo seletivo simplificado para a formação de cadastro de reserva de professor substituto destinado ao Colégio de Aplicação da Ufac. As contratações ocorrerão por tempo determinado, conforme a necessidade da instituição e a legislação federal em vigor.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, por meio do sistema de concursos da Ufac, no período de 31 de dezembro de 2025 a 8 de janeiro de 2026. As provas acontecerão de forma presencial, apenas no município de Rio Branco, obedecendo ao horário oficial do Acre.

O processo seletivo é direcionado à área de Magistério da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com exigência de licenciatura em Pedagogia. O cadastro de reserva prevê até cinco classificados, sendo três para ampla concorrência, um para pessoa com deficiência e um para candidatos negros. A jornada de trabalho poderá ser de 20 ou 40 horas semanais, conforme a demanda institucional.

A taxa de inscrição é de R$ 80. Poderão solicitar isenção candidatos inscritos no CadÚnico, com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, e doadores de medula óssea, nos termos da legislação. Os pedidos de isenção devem ser feitos até 1º de janeiro de 2026, no ato da inscrição.

A remuneração varia conforme a carga horária. Para 20 horas semanais, o valor bruto é de R$ 3.677,93; para 40 horas, R$ 5.501,60, já incluídos vencimento básico e auxílio-alimentação. O contrato terá duração definida pela Ufac, com possibilidade de prorrogação, respeitado o limite máximo de dois anos.

O edital prevê prioridade de convocação para candidatos aprovados em seleções anteriores na mesma área. Também há a possibilidade de realocação para outra área ou campus com perfil equivalente, desde que haja concordância do candidato.

A lista preliminar de inscrições deferidas e indeferidas será divulgada em 12 de janeiro de 2026, com prazo para interposição de recursos. O resultado final das inscrições está previsto para 14 de janeiro de 2026, no site da Pró-Reitoria de Graduação da Ufac.

O processo seletivo tem caráter temporário e não se destina à contratação de professores efetivos.

Mais de 1,6 mil acreanos do interior foram acolhidos pela Casa de Apoio Deusa Taumaturgo Sá, em Rio Branco

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Desde o início das atividades, em 2023, a Casa de Deusa Taumaturgo Sá passou a atender moradores de todos os municípios do Acre que precisam permanecer em Rio Branco para tratamento de saúde. Idealizada pelo deputado estadual Tanízio Sá, a unidade foi criada para dar suporte a pacientes e acompanhantes que se deslocam à capital para a realização de exames, consultas médicas, perícias, acompanhamento especializado e atendimentos ligados à gestação e ao parto. Até o fim de 2025, mais de 1.600 pessoas foram acolhidas no espaço, incluindo pacientes de todas as regiões acreanas, além de moradores do estado de Rondônia e cidadãos peruanos que realizam tratamento de saúde em Rio Branco.

A Casa de Apoio garante hospedagem, alimentação e transporte diário, assegurando que pacientes possam se deslocar até hospitais, clínicas e demais unidades de saúde da capital sem custos adicionais. Nesse período, mais de 200 pessoas que ficaram hospedadas no local precisaram passar por procedimentos cirúrgicos em Rio Branco e utilizaram a estrutura da casa durante a fase de recuperação, permanecendo até apresentarem condições adequadas para retornar com segurança aos seus municípios ou países de origem. O atendimento também contempla gestantes do interior que precisam permanecer na capital até o nascimento dos filhos, contando com um ambiente organizado e acompanhado por equipe preparada.

A coordenadora da Casa de Apoio, Angélica Ribeiro, destacou o cuidado diário oferecido aos pacientes. “Recebemos pessoas fragilizadas, longe de casa e da família, e trabalhamos para garantir acolhimento, orientação e tranquilidade durante todo o período em Rio Branco”, afirmou.

O deputado estadual Tanízio Sá agradeceu o apoio das parcerias que contribuem para a manutenção do espaço e ressaltou a importância do trabalho coletivo. “Nada disso seria possível sem as pessoas que acreditam nesse projeto e ajudam a manter a Casa de Apoio funcionando. São parceiros que entendem a importância de estender a mão a quem mais precisa, especialmente a quem sai do interior em busca de saúde. Esse apoio faz diferença na vida de cada pessoa que passa por aqui”, declarou.

Bocalom acompanha limpeza em áreas afetadas pela enchente do Rio Acre em Rio Branco

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), acompanhou na manhã desta sexta-feira, 2, os trabalhos de limpeza realizados pela Prefeitura de Rio Branco em áreas atingidas pela enchente do Rio Acre. A agenda ocorreu no bairro da Base, um dos pontos impactados pelo transbordamento.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou a atuação das equipes municipais e afirmou que a ação busca reduzir os efeitos deixados pela cheia, como o acúmulo de lama e resíduos em vias e espaços públicos. Segundo ele, o material trazido pelo rio exige resposta imediata do poder público para restabelecer as condições de uso das áreas afetadas.

O prefeito também ressaltou que o serviço está relacionado à prevenção de riscos à saúde, ao mencionar a importância da limpeza após a retirada das águas. Durante a visita, Bocalom pediu a colaboração dos moradores para a manutenção das áreas atendidas, após a conclusão dos trabalhos.

“Olha só, isso daqui é saúde, quando a gente faz essa limpeza toda aqui. O que a gente pede é que as pessoas que moram aqui na redondeza procurem ajudar a cuidar dessa limpeza. A gente vai fazer a limpeza, depois ajuda a cuidar pra manter livre”, afirmou.

Ainda conforme o gestor, as enchentes atingem com maior frequência famílias que vivem em regiões mais vulneráveis da capital, o que demanda ações recorrentes do município. Ele afirmou que a administração mantém foco na assistência às pessoas afetadas e na recuperação dos locais atingidos.

As equipes da Prefeitura seguem mobilizadas em pontos impactados pela enchente, com ações de limpeza e retirada de resíduos, enquanto o monitoramento do nível do Rio Acre continua sendo realizado pelos órgãos municipais.

Artigo: a Mega-Sena funciona. Só não para quem aposta

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Todos desconfiam que há algo errado. O sistema dá sinais. Os números não fecham. A lógica falha. Mesmo assim, milhões apostam, não por ignorância, mas por conformismo.

A chamada Mega-Sena da Virada deixou de ser apenas um jogo de azar e passou a simbolizar algo maior: um país que sabe que está sendo enganado, mas insiste em acreditar. À luz da Lei nº 9.613/98, das normas que regulam apostas (Lei nº 14.790/23) e da própria estrutura do crime organizado (Lei nº 12.850/13), surge uma pergunta incômoda, porém inevitável: estaria o maior jogo do país servindo também como instrumento de lavagem do sonho coletivo e, em alguns casos, do próprio dinheiro?

A lavagem de dinheiro, conforme prevista na Lei nº 9.613/98, pode ocorrer por intermédio do uso de jogos de loterias ,aqui compreendidos em sentido lato sensu quando se tenta fazer com que fundos obtidos ilegalmente aparentem ter origem em ganhos legítimos de apostas. Trata-se de um processo conhecido, estruturado e didaticamente dividido em fases, cuja lógica é antiga, mas cujas formas se sofisticam conforme o sistema permite.

A primeira fase é a COLOCAÇÃO. Nela, o dinheiro ilícito, normalmente oriundo de atividades criminosas, o chamado dinheiro vivo, é inserido no sistema financeiro. Isso ocorre, muitas vezes, por meio de apostas de alto valor, aquisição de bilhetes supostamente premiados, jogos eletrônicos popularmente conhecidos como “tigrinhos” ou outras modalidades de apostas, inclusive aquelas recentemente disciplinadas pela Lei nº 14.790/23.

Superada a colocação, inicia-se a OCULTAÇÃO, o chamado layering. Nessa etapa, os valores passam por diversas transações sucessivas, fragmentadas e organizadas de forma criminosa, nos moldes descritos pela Lei nº 12.850/13, com o objetivo de dificultar ou impossibilitar o rastreamento de sua verdadeira origem. São exemplos recorrentes a compra e revenda de bilhetes de loteria, a circulação de valores por diferentes casas lotéricas, cassinos ou estruturas paralelas, tudo cuidadosamente desenhado para confundir o controle estatal.

Por fim, alcança-se a fase da INTEGRAÇÃO. Aqui, o dinheiro já “lavado”, agora formalmente aceito, é reintroduzido na economia formal como se fosse legítimo, límpido e idôneo. No contexto das loterias, tal prática pode envolver a apresentação de um bilhete premiado verdadeiro ou fraudado ,adquirido com dinheiro ilícito, de modo que o recebimento do prêmio oficial passe a aparentar apenas um golpe de sorte. O ilícito se dissolve na aparência de legalidade.

Essas práticas, longe de serem exceção, caminham para se consolidar como fato social, nos termos de Durkheim, além de fenômeno econômico e jurídico relevante no Brasil contemporâneo.

Sob essa perspectiva, a chamada Mega-Sena da Virada revela-se como um retrato simbólico do país. Ela expressa uma situação em que todos sabem que há algo errado, sentem que estão sendo enganados, mas não conseguem provar. As evidências permanecem ocultas, inacessíveis ou institucionalmente blindadas, pois o próprio sistema não permite sua exposição. E, quando se exige prova, esbarra-se no ônus previsto no art. 156 do Código de Processo Penal.

Ainda assim, aposta-se.

Acredita-se que “uma hora vai dar certo”, que “desta vez sai”, ignorando-se que o Brasil figura entre os países com maior carga tributária do mundo, somada a um Estado reconhecidamente voraz, que jamais abdica de arrecadar. Soma-se a isso um Poder Judiciário cujo custo supera, proporcionalmente, o da própria realeza britânica, criando-se a ilusão de que se paga por um país de primeiro mundo, quando, na prática, vive-se em condições de terceiro.

Terceiro mundo porque cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso ao saneamento básico, realidade expressamente enfrentada ao menos no plano normativo pela Lei nº 11.445/07. O problema, contudo, não é apenas técnico ou financeiro; é sobretudo comportamental. O povo sabe que está sendo enganado, mas não rompe com o sistema. Ao contrário, aposta nele.

Compra o bilhete. Paga o imposto.Paga a conta.Faz piada. E aceita.Por quê?

Talvez não falte fé. O que falte seja despertar.

Enquanto se aguarda um prêmio que estatisticamente nunca virá e, com ele, uma mudança de vida igualmente improvável normaliza-se o engano, legitima-se o sistema e transforma-se a esperança em mecanismo de sobrevivência. Crê-se que o sistema funciona porque assim dizem seus gestores.

E funciona mesmo. Funciona exatamente para quem nunca quis que o povo ganhasse.

No fim, a Mega-Sena não é apenas um jogo. É um espelho. Um retrato de um povo que sabe que algo está errado, mas continua apostando.

Michelle Melo é destaque em 2025 com mandato marcado por avanços na saúde, educação, ações sociais e presença ativa nas comunidades

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O ano de 2025 foi de resultados concretos e atuação consistente no mandato da deputada estadual Michelle Melo (PDT). Com foco em políticas públicas estruturantes, especialmente nas áreas da saúde, educação e inclusão social, a parlamentar consolidou uma atuação que alia produção legislativa, destinação de recursos e presença permanente junto à população acreana.

No campo legislativo, Michelle Melo teve destaque com a sanção de duas leis estaduais voltadas à promoção da saúde e à prevenção. Uma delas institui a Política Estadual de Atenção Integral e a obrigatoriedade do diagnóstico às pessoas com doença falciforme no Acre, assegurando mais visibilidade, acompanhamento adequado e acesso ao cuidado especializado para pacientes que historicamente enfrentam dificuldades no sistema público. A medida representa um avanço significativo na construção de uma política de saúde mais inclusiva e humanizada.

Outra legislação sancionada dispõe sobre a obrigatoriedade da capacitação em primeiros socorros de, no mínimo, um servidor por unidade escolar da rede estadual de ensino. A iniciativa amplia a segurança no ambiente escolar e fortalece a capacidade de resposta em situações de emergência, protegendo alunos, profissionais da educação e toda a comunidade escolar.

Para além da atuação no Parlamento, o mandato da deputada foi marcado por uma agenda intensa de escuta e diálogo com a população. Ao lado de sua equipe, Michelle Melo realizou visitas a diversos municípios acreanos, percorrendo comunidades urbanas e rurais com o objetivo de ouvir diretamente os cidadãos, compreender suas realidades e identificar, de forma precisa, onde e como o mandato poderia contribuir com soluções efetivas. Essa prática também se estendeu a todos os bairros da capital, Rio Branco, com atenção especial às regiões em situação de maior vulnerabilidade social.

Essa presença constante nas comunidades fortaleceu iniciativas como o Gabinete Itinerante “Gente Cuidando de Gente”, que atendeu mais de 1.500 pessoas ao longo do ano, levando orientação, encaminhamentos e atendimento direto à população. A ação reafirma o compromisso da parlamentar com um mandato acessível, próximo e comprometido com as demandas reais da sociedade.

Na área de qualificação e desenvolvimento social, o lançamento do projeto “Em Curso” ampliou oportunidades para a população, beneficiando mais de 50 pessoas com ações voltadas à capacitação e ao fortalecimento social. Somado a isso, iniciativas comunitárias como o Sopão Social alcançaram mais de 3 mil pessoas, reforçando o caráter solidário do mandato e o cuidado com famílias em situação de vulnerabilidade.

Outro eixo relevante da atuação em 2025 foi a destinação de recursos. Ao longo do ano, Michelle Melo assegurou mais de R$ 4 milhões em investimentos direcionados para áreas estratégicas como saúde, educação, esporte e projetos sociais. Os recursos contribuíram diretamente para o fortalecimento de políticas públicas essenciais e para a ampliação de ações que impactam a qualidade de vida da população acreana.

Como parlamentar e mulher na política, Michelle Melo construiu em 2025 um mandato pautado pela responsabilidade, sensibilidade social e compromisso com resultados. A combinação entre atuação legislativa, presença territorial e escuta ativa consolidou um trabalho voltado ao cuidado com as pessoas e ao fortalecimento das políticas públicas no Acre.

 

Vítima fatal de acidente na BR-364 entre Sena Madureira e Manoel Urbano é identificada

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Um acidente de trânsito registrado na manhã de quinta-feira, 1º, no km 12 da BR-364, no trecho entre Sena Madureira e Manoel Urbano, resultou na morte de um jovem e deixou outras duas pessoas feridas. A vítima fatal foi identificada como Thiago de Farias Pinheiro, de 23 anos.

Segundo informações apuradas no local, Thiago estava em um veículo Chevrolet prata, de placa QLZ-0H52, que saiu da pista, capotou e caiu em uma ribanceira às margens da rodovia. O impacto foi intenso e o jovem morreu ainda no local. O carro ficou praticamente destruído.

Outros dois ocupantes do veículo, Luiz Felipe Sabóia da Silveira, de 21 anos, e Marcos Vinícius Tananta do Nascimento, também de 21, foram socorridos por equipes de emergência e levados ao Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira.

Devido à gravidade dos ferimentos, Luiz Felipe foi transferido posteriormente para o Pronto-Socorro de Urgência e Emergência de Rio Branco, onde permanece internado no setor de traumatologia, com quadro de saúde considerado estável. Marcos Vinícius segue em observação médica e não corre risco de morte.

A área do acidente foi isolada por uma equipe da Polícia Militar até a realização da perícia. A Polícia Rodoviária Federal ficará responsável pela apuração das causas do acidente, por se tratar de uma rodovia federal.

Acre terminou 2025 com a gasolina e diesel mais caros do Brasil, diz levantamento

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um levantamento realizado pela empresa de meios de pagamentos ValeCard mostra que o estado do Acre teve a gasolina e o diesel mais caro do país, em dezembro passado.

Segundo o levantamento, o litro da gasolina foi vendido a um valor médio de R$ 7,428. Já o diesel S-10 ficou em R$ 7,367.

Ao analisar os dados de outubro e novembro, o litro da gasolina era encontrado por R$ 7,594 e 7,448, respectivamente. Mesmo com a ligeira queda em dezembro, o estado ainda tem a gasolina mais cara.

Com relação ao etanol, este sofreu uma alta de quase 7% em um ano. Já a elevação de dezembro é influenciada pela entressafra da cana-de-açúcar. Outubro e novembro os preços [do litro] eram de R$ 5,290 e R$ 4,290, respectivamente.

Agronegócio do Acre cresce quase 12% em 2025 e supera média nacional, aponta levantamento

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Mesmo em um cenário de desaceleração da economia brasileira, o Acre se destaca nacionalmente pelo forte desempenho do agronegócio. Dados do relatório Resenha Regional de Assessoramento Econômico, do Banco do Brasil, divulgado em dezembro de 2025, apontam que o estado registrou crescimento de 11,8% no setor agropecuário ao longo de 2025, índice bem acima da média nacional e que reforça a relevância da atividade para a economia acreana.

O avanço ocorre em um momento em que o crescimento econômico do país perde fôlego. Segundo o levantamento, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve encerrar 2025 com alta de 2,2%, abaixo dos 3,4% registrados em 2024, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A desaceleração acontece mesmo com o desempenho expressivo da agropecuária, que lidera as projeções de crescimento entre os três grandes setores da economia.

Para 2025, a agropecuária brasileira deve apresentar crescimento de 10,3%, superando com ampla margem a indústria, cuja estimativa é de 1,6%, e o setor de serviços, com projeção de 2,2%. Ainda assim, os serviços seguem como o principal motor da economia nacional, respondendo por mais de 70% do PIB brasileiro.

O relatório do Banco do Brasil destaca que a projeção de crescimento do PIB agropecuário foi revista após uma atualização significativa na série histórica do setor realizada pelo IBGE. A variação de 2024 passou de -3,2% para -3,7%, uma diferença de 0,5 ponto percentual, o que deteriorou a base de comparação para o crescimento interanual.

Com a incorporação desses novos dados e das informações do terceiro trimestre de 2025, o cenário do PIB agropecuário para este ano foi revisado para 10,3%, acima da estimativa anterior de 8,2%.

Entenda mudanças na aposentadoria em 2026

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Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. A reforma da Previdência, promulgada em 2019, estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2025 para 2026. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 93 pontos (mulheres) e 103 pontos (homens).

Os servidores públicos estão submetidos à mesma regra de pontuação, com a diferença de que é necessário ter 62 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens), 57 anos de idade e 30 anos (mulheres). Para ambos os sexos, é necessário ter 20 anos no serviço público e cinco anos no cargo.

Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Professores

Em relação aos professores, que obedecem a uma regra de transição com base no tempo de contribuição na função de magistério combinada com a idade mínima, as mulheres passam a se aposentar aos 54 anos e meio, e os homens, aos 59 anos e meio. A idade é acrescida seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, em 2031.

O tempo de contribuição mínimo para obter a aposentadoria como professor corresponde a 25 anos para as mulheres e a 30 anos para os homens. A regra vale para os professores da iniciativa privada, das instituições federais de ensino e de pequenos municípios. Os professores estaduais e de grandes municípios obedecem às regras dos regimes próprios de previdência.

Aposentadoria por idade

Desde 2023, está plenamente em vigor a regra para a aposentadoria por idade, destinada a trabalhadores de baixa renda que contribuíram pouco para a Previdência Social e se aposentariam por idade na regra antiga.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para as mulheres, a idade de transição está em 62 anos desde 2023. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido para se aposentar por idade está em 15 anos.

Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima para as mulheres estava em 60 anos, passando a aumentar seis meses por ano nos quatro anos seguintes. Subiu para 60 anos e meio em janeiro de 2020, para 61 anos em janeiro de 2021, 61 anos e meio em 2022 e 62 anos em 2023.

Simulações

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permite simulações da aposentadoria no computador e no celular.

Simulação no computador

  • Entre no site meu.inss.gov.br e digite seu CPF e senha. Caso não tenha senha, cadastre uma;
  • Vá em “Serviços” e clique em “Simular Aposentadoria”;
  • Confira as informações que aparecerão na tela. O site vai mostrar sua idade, sexo e tempo de contribuição, além de quanto tempo falta para aposentadoria, segundo cada uma das regras em vigor.

Simulação no celular

  • Baixe o aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS);
  • Se necessário, clique no botão “Entrar com gov.br” e digite seu CPF e senha. Caso não tenha senha, cadastre uma;
  • Abra o menu lateral (na parte superior esquerda) e clique em “Simular Aposentadoria”;
  • Cheque as informações que aparecerão na tela. O site vai mostrar sua idade, sexo e tempo de contribuição, além de quanto tempo falta para a aposentadoria, conforme as regras em vigor;
  • Caso precise corrigir algum dado pessoal basta clicar no ícone de lápis (à direita).

O segurado pode salvar o documento com todos os dados das simulações. Basta clicar em “Baixar PDF”.

Regras de transição já cumpridas

Por já ter sido cumprida, a regra do pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição não mudará no setor privado. Quem tem mais de 57 anos de idade e 30 anos de contribuição (mulheres) ou 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens) pode se aposentar. A regra estabelecia que o segurado tinha de cumprir o dobro do período que faltava para se aposentar na promulgação da reforma, em 2019.

No serviço público, o pedágio também foi cumprido. Além da idade e do tempo de contribuição mínimos exigidos dos trabalhadores da iniciativa privada, é necessário ter 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

A reforma tinha outra regra de pedágio, desta vez para o setor privado. Quem estava a até dois anos da aposentadoria em 2019 tinha de cumprir 50% a mais em relação ao tempo que faltava para se aposentar. No entanto, essa regra de transição foi integralmente cumprida e não beneficiará mais ninguém em 2026.

No cenário mais abrangente, quem trabalharia por mais dois anos em 2019 teve de trabalhar um ano extra, totalizando três anos. No fim de 2022, todos os que estavam enquadrados na regra do pedágio de 50% já se aposentaram.

Agência Brasil