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Deputado Jenilson Leite diz que mutações do coronavírus não invalidam vacinas

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O deputado estadual Jenilson Leite (PSB) gravou, na manhã desta terça-feira (22), um vídeo para as suas redes sociais em que tranquiliza a população sobre as mutações que o coronavírus vem sofrendo.

Segundo o médico, as vacinas que estão sendo produzidas não deixarão de fazer efeito por conta dessas mutações, entre elas a que foi registrada no Reino Unido e que, segundo estudos, tem capacidade de infecção maior. Ele disse também que as mutações não tornaram o vírus mais letal.

“Algumas vacinas estão sendo produzidas com o vírus completo, e não pra parte do vírus. Caso o vírus venha mudar uma parte sua, porque ele não tem condição de mudar rapidamente todo o seu material genético, mesmo assim a vacina vai servir”, garantiu.

“E tem vacinas que são produzidas só com uma partezinha do vírus. Se houver uma mutação naquela parte, pode ser que dê problema. Mas a capacidade de reposicionar e reorganizar a vacina é muito grande e rápida”, completou o parlamentar.

Contil

Peixes da Amazônia será usada como local para armazenar vacinas contra Covid-19

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O governador Gladson Cameli afirmou nesta terça-feira, 22, que o governo utilizará o frigorífico Peixes da Amazônia para armazenamento das vacinas da Covid-19, assim que a vacina estiver disponível para a aquisição.

Cameli argumentou que não era necessário realizar ou alugar a compra de câmaras frias, já que a Peixes da Amazônia conta com um local enorme para o refrigeramento das vacinas.

“A gente decidiu usar a estrutura que a gente tem e que não está sendo usada. Pra quê comprar ou alugar câmaras frias se temos disponíveis?”, disse.

Governo do Estado homenageia servidores do Pronto-Socorro de Rio Branco

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Servidores e pacientes do maior complexo hospitalar de urgência e emergência do Acre foram surpreendidos nesta segunda-feira, 21. Ao som da Banda Furiosa, da Polícia Militar, grandes sucessos musicais e canções natalinas marcaram a homenagem do governo do Estado aos profissionais da Saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia do coronavírus.

Foto: Diego Gurgel/Secom

Desde a confirmação dos primeiros casos da doença, o Pronto-Socorro (PS) de Rio Branco está entre os hospitais da rede estadual que são referência no tratamento da Covid-19. Lidando com o alto risco de contaminação, os servidores do local colocam suas próprias vidas em risco para que outras sejam preservadas. Uma verdadeira demonstração de amor ao próximo.

A auxiliar de enfermagem Rosimeire Calixto é exemplo de dedicação e compromisso. Trabalha no PS há 26 anos e nos últimos meses tem vivenciado o maior desafio de sua carreira. Em maio, foi contaminada pelo coronavírus e precisou, durante dez dias, dos mesmos cuidados que diariamente oferece aos pacientes da unidade.

Foto: Diego Gurgel/Secom

“Foram momentos difíceis. Quase precisei ser intubada, mas graças a Deus, aos médicos e ao atendimento do Pronto-Socorro, que foi muito maravilhoso, eu obtive a cura. Essa pandemia tem sido desafiadora para todos nós, mas continuarei exercendo meu trabalho de ajudar as pessoas”, afirmou.

Outra profissional empenhada é Ana Cláudia França. A enfermeira lembra com emoção da perda de companheiros de trabalho para a doença. Porém, destaca o afinco de toda a equipe do hospital para levar atendimento humanizado e de qualidade aos pacientes.

“Todos os profissionais do Pronto-Socorro têm trabalhado na linha de frente contra o coronavírus e estamos encarando essa guerra com muita bravura e coragem. Chegamos a perder nossos próprios colegas, mas em nenhum momento nós paramos de exercer nossa função”, relata.

Gladson Cameli reafirma compromisso de seu governo na valorização do servidor público
Admirador dos valorosos profissionais da rede púbica de saúde, o governador Gladson Cameli aproveitou a proximidade do Natal para levar uma mensagem de esperança aos servidores do Pronto-Socorro. Para o gestor, o ano atípico trouxe grandes reflexões para a humanidade.

“Temos muito o que aprender com 2020. Com toda certeza, um ano de perdas para muitas famílias e de recomeço para outras. Essa doença deixou o mundo de joelhos. Das nações mais ricas até as mais pobres, o vírus atingiu todas. Espero que possamos refletir sobre tudo isso e tirar lições para a vida”, disse.

“Sei que este Natal será diferente dos demais. Gostaria de deixar a minha mensagem de esperança por dias melhores. Eu acredito que tudo vai melhorar no próximo ano e é esse sentimento de otimismo que eu quero transmitir para todos vocês, que não estão medindo esforços para ajudar a nossa população”, completou.

A gestão de Gladson Cameli tem concretizado importantes avanços na valorização do servidor público estadual. Na área da saúde, o governo contemplou os profissionais da linha de frente com o adicional de insalubridade, como forma de reconhecimento aos excelentes serviços prestados no período da pandemia. O pagamento da parcela deste mês foi confirmado pelo governador. A bonificação será depositada para mais de 2,9 mil trabalhadores no próximo dia 30 de dezembro.

Em janeiro de 2021, governo e representantes dos servidores da Saúde iniciarão os debates em torno da reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR). Reivindicação aguardada há mais de duas décadas pela categoria, o anúncio feito por Cameli foi recebido com alegria pelos funcionários públicos presentes na solenidade.

A própria conclusão do Pronto-Socorro é um marco da atual administração. Após uma década em obras, o moderno prédio de cinco pavimentos foi entregue em pleno funcionamento por Cameli, em 2019. A expectativa é que a última etapa da unidade seja inaugurada até 2022.

O secretário de Saúde Alysson Bestene fez um reconhecimento público e parabenizou a devoção de todos os profissionais da Saúde, em especial aos que lutam diariamente contra a Covid-19. “O sentimento que eu tenho por todos é de muita gratidão. Apesar das inúmeras perdas que tivemos em nossa área, vocês seguiram firmes, dando o melhor de si em prol de salvar outras vidas”, pontuou.

Areski Peniche, diretor-geral do PS, destacou a qualidade técnica dos profissionais que atuam na unidade, assim como o comprometimento do governo em proporcionar condições dignas de trabalho aos servidores e estrutura de atendimento aos pacientes.

“É uma honra muito grande estar à frente desta grande equipe do Pronto-Socorro, que tanto tem nos orgulhado no enfrentamento à Covid-19. Temos verdadeiros guerreiros nesta unidade e fico muito grato ao governador Gladson Cameli por saber reconhecer este empenho e nos prestigiar”, enfatizou.

 

SECOM

Suzane von Richthofen deixa a prisão para ‘saidinha’ temporária de Natal e Ano Novo

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Além de Suzane, presas como Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabela Nardoni, e Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, também têm direito à saída temporária e deixaram o presídio na manhã desta terça, 22.

Saída temporária será a primeira e única para presos do semiaberto do Estado de São Paulo neste ano. Em março, benefício havia sido suspenso por causa da pandemia de coronavírus.

Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais em 2002, deixou a prisão no início da manhã desta terça-feira (22) para “saidinha” temporária de Natal e Ano Novo. Ela deve ficar em liberdade até o dia 5 de janeiro, quando deve voltar à Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier em Tremembé (SP).

Essa será a primeira e única saída temporária para Suzane e presos do regime semiaberto neste ano. O benefício havia sido suspenso em março deste ano por causa da pandemia de coronavírus. Na época, presos de ao menos cinco presídios no Estado se revoltaram e fizeram rebeliões.

Suzane deixou a P1 feminina por volta das 8h15. Assim como as outras detentas, Suzane usava máscara de proteção contra o coronavírus na saída da unidade. Ela encontrou uma mulher na porta do presídio e entrou em um carro para deixar o local.

Suzane von Richthofen obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015. A primeira saída dela aconteceu em março de 2016, beneficiada pela saída temporária de Páscoa.

 

G1

 

Natal na pandemia: famílias adaptam festas e especialistas indicam como reduzir os riscos da Covid-19

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Nenhuma medida é capaz de impedir totalmente a transmissão da Covid-19, mas existem algumas formas de tentar diminuir o risco de contaminação.

Como será o “novo Natal”? Existe um número certo de quantas pessoas podem participar da celebração? Dá para comemorar com total segurança? A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a aposta mais segura para o Natal é não realizar reuniões familiares, pois nenhuma medida é capaz de impedir totalmente a transmissão da Covid-19.

Para quem não abre mão de celebrar o dia, o ideal é se reunir apenas com pessoas que já moram na mesma casa. “O núcleo que já está em contato todo dia representa, obviamente, um risco menor. Esse núcleo já vai estar familiarizado. Se você vai adicionar alguém com quem não tem esse contato diário, vai adicionar risco. Não tem outra coisa – é risco, sempre”, explica o infectologista Jamal Suleiman.

Para quem pretende comemorar com outras pessoas fora do círculo diário, algumas medidas podem minimizar a chance de contaminação, como ambiente ventilado, máscara, álcool em gel e distanciamento físico.

Encontro virtual: a melhor opção
A aposta mais segura para o Natal é não realizar reuniões familiares, diz a OMS. A melhor alternativa é o encontro virtual. O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) tem a mesma recomendação: comemorar virtualmente ou com pessoas de sua própria casa.

O cantor barítono Alberto Del Lopes apostou na criatividade para manter a família reunida: contratou uma empresa para realizar o evento virtual com direito à música e ceia completa, que será enviada aos participantes. “Em vez de 14 pessoas reunidas, teremos apenas quatro”.

O encontro virtual também foi a alternativa escolhida pela família Alano. Para preservar o avô, que tem 91 anos e realiza tratamento de hemodiálise, Thamirys Alano contou que os familiares cancelaram a festa, que reunia uma média de 20 pessoas. Cada família ficará na sua casa e a reunião será através de uma videochamada.

Ambiente ventilado e aberto
Se decidir fazer uma reunião presencial, uma forma de minimizar os riscos é escolher um lugar aberto – principalmente se envolver pessoas de fora do núcleo familiar.

A infectologista Rosana Richtmann explica que não existe um número certo de pessoas. “Não existe número mágico. Se você chamar outro núcleo familiar é muito importante ser em um ambiente aberto, ventilado, um lugar que você consiga fazer o distanciamento. E o mais importante: sempre usar máscara”.

Veja algumas dicas da Fiocruz:

  • Use máscara sempre que não estiver comendo ou bebendo;
  • Tenha um saco para guardar a máscara quando estiver comendo ou bebendo e a mantenha limpa e seca entre os usos;
  • Tenha uma máscara limpa extra, para o caso de necessidade de troca;
  • Evite aglomerações e mantenha a distância de, pelo menos, dois metros entre os participantes;
  • Evite apertos de mão ou abraços;
  • Dê preferência a locais abertos ou bem ventilados;
  • Evite o uso de ar condicionado;
  • Evite música alta para que as pessoas não tenham que gritar ou falar alto.

Dividir as pessoas por núcleo foi a solução encontrada pela família de Rebeca Folgueral para preservar os idosos e pessoas com comorbidades. Quando todos se juntam, o grupo chega a ter cerca de 150 pessoas. Neste ano, cada tio deverá passar o almoço de Natal com a família de seus filhos e netos. Durante as festas simultâneas, a família planeja fazer uma chamada de vídeo.

O “novo Natal” na casa de Daniela Cotta também será restrito ao núcleo familiar mais próximo, bem diferente das festas de fim de ano de 2019, quando reuniu muitos parentes e amigos. “Vamos receber apenas minhas duas tias, minha sogra e meu cunhado. Minha mãe está morando com a gente desde o início da pandemia”, disse.

Viagens e deslocamentos
Está pensando em viajar para as festas? Richtmann explica que viagens e deslocamento são mais um risco para contaminação. O CDC aponta a exposição durante a viagem como um elemento que pode aumentar o risco de disseminar a Covid-19 em reuniões presenciais.

“Aeroportos, estações de ônibus, estações de trem, transporte público, postos de gasolina e paradas de descanso são todos lugares onde os viajantes podem ser expostos ao vírus no ar e em superfícies”, explica o CDC.

Para não se expor ao risco de contaminação, a família do Antonio Carlos Zioli decidiu cancelar a celebração de Natal. Alguns parentes não moram em São Paulo (local onde todos se encontravam para as festas de fim de ano). “Desde que me lembro por gente, a família toda ficava reunida para a véspera do Natal e o almoço do dia seguinte. Com a pandemia, decidimos que era melhor não correr o risco, então cada um vai passar o Natal em sua casa”, conta.

A reunião do Natal será feita apenas com o núcleo que convive quase todos os dias: Antonio, sua esposa, um filho, uma neta e duas irmãs. “Celebrar a família pode ser feito mesmo que a distância. Proteger nossos entes queridos é também um ato de amor”, diz Antonio.

Na hora de comer
Para os aperitivos, o ideal é servir porções individuais. A regra serve também para as bebidas – nada de compartilhar copos, latinhas ou garrafas. “Uma dica é marcar o copo de cada um para que não ocorra trocas. Pode usar um marcador, canetinha, adesivo”, sugere Richtmann.

O momento de maior risco é na hora da ceia, segundo a infectologista. As pessoas estarão sem máscara, conversando, relaxadas. Por isso, antes de se servir é importante usar a máscara e higienizar as mãos.

“Na hora que estiver servindo, mesmo com a máscara, não fale em cima dos alimentos”, diz a infectologista. E atenção: é importante cobrir a comida que estiver na mesa.

Veja as dicas da Fiocruz:

  • Lave as mãos antes de preparar a comida e use máscara durante o preparo;
  • Limite o número de pessoas no ambiente em que a comida estiver sendo preparada ou manuseada;
  • Não deixe que os convidados formem filas para serem servidos;
  • Evite o compartilhamento de utensílios para servir a comida;
  • Oriente os convidados a não se sentarem todos reunidos na hora da ceia e organize espaços separados para pessoas que moram juntas;
  • Utilize lixeiras com pedais para que as pessoas descartem seus lixos sem precisar colocar as mãos na tampa;
  • Após o evento, lave a louça em agua corrente e com detergente.

E na hora do presente?
Um dos momentos mais aguardados pelas crianças no Natal é o encontro com o Papai Noel e, consequentemente, o presente. Mas em tempos de pandemia, é importante preservar o bom velhinho e manter o distanciamento.

“É muito importante que todas as crianças do mundo compreendam que a distância física com o Papai Noel e entre eles deve ser estritamente respeitada”, reforçou a líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove.

“A gente precisa se adaptar, né? Queriam deixar o Papai Noel de fora, mas isso é maldade com as crianças, que passam o ano todo esperando essa data. Então decidimos manter as tradições, mas com todo cuidado possível”, comentou o corretor Rafael da Costa, que se veste todo ano de Papai Noel para as crianças de sua família.

Sobre a entrega de presentes, a infectologista Rosana Richtmann explica que não é preciso higienizar o presente, mas sim, as mãos. “Higienize as mãos antes e depois de pegar o presente. E claro, mantenha o distanciamento na hora da entrega”.

Quem deve evitar a reunião?
Idosos e pessoas com doenças crônicas descompensadas devem evitar ir às festas, recomenda a infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp. A mesma recomendação vale para quem tiver contato frequente com esse tipo de pessoa.

“Para quem tem uma doença crônica, mas compensada, o risco é maior do que [para] quem não tem, mas não tão grande quanto os descompensados. Essas pessoas deveriam se poupar – o que significa que as pessoas que têm contato com idosos e pessoas com doenças crônicas descompensadas não devem expor essas pessoas ao contato de muitas pessoas”, diz Stucchi.

Veja quem não deve ir, segundo a cartilha da Fiocruz:

  • Pessoa com sintomas relacionados à Covid-19 ou com o diagnóstico da doença;
  • Pessoa que ainda está no período de 14 dias desde que teve os primeiros sintomas relacionados à Covid-19 (mesmo que não tenha feito um teste de diagnóstico);
  • Pessoa que está aguardando resultado de um teste molecular para saber se está com Covid-19;
  • Pessoa que manteve contato com alguém que teve a doença nos últimos 14 dias;

A infectologista Rosana Richtmann alerta que a decisão de ir para a festa de Natal é individual. “Se você não quer correr o risco, não vá. Não ceda a pressão familiar”.

 

G1

Hospital Regional do Alto Acre realiza primeira cirurgia eletiva

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orgulho e a alegria dos funcionários e pacientes do Hospital Regional do Alto Acre, localizado em Brasileia, ficou por conta da realização exitosa, nesta segunda-feira, 21, da primeira cirurgia eletiva da unidade, ou seja, prática que não é de caráter de urgência e que pode ser agendada. O procedimento se deu na área de cirurgia geral: a retirada de uma hérnia.

“O hospital deu os primeiros passos para a estruturação do serviço regular de cirurgias eletivas para atendimento de toda a regional do Alto Acre”, destaca o assessor de Planejamento do Hospital Regional do Alto Acre, Pablo Araújo.

A unidade atende pacientes de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri, e é uma das maiores do estado, prestando assistência também aos moradores da Bolívia e Peru.

“Só realizávamos cirurgias obstétricas de emergência e, antes, as cirurgias eletivas eram encaminhadas para a regulação estadual”, relata Pablo, que explicou ainda que a unidade atualmente conta com três salas cirúrgicas, sendo uma obstétrica e duas para cirurgia geral.

O antigo hospital que atendia a população de toda a região do Alto Acre foi desativado na última semana. A estrutura antiga dá lugar a uma nova, de maior porte e com novos equipamentos.

Com 2021 batendo à porta, traçam-se novas metas. “Agora estruturamos o centro cirúrgico para iniciar as cirurgias no hospital, estabelecendo um fluxo e regularidade no serviço e tornando o hospital mais resolutivo”, enfatiza o assessor.

ASCOM

Espécie de árvore recebe nome em homenagem ao líder seringueiro Chico Mendes “Sterculia Chicomendesii”

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Sterculia Chicomendesii, mais conhecida como Axixá, foi descrita em 1989 por pesquisadora em tese de doutorado, mas até hoje não foi validada por não ter sido publicada em revista científica. De flores avermelhadas, árvore ocorre em várias partes do Acre, inclusive na Reserva Extrativista Chico Mendes.

Na semana em que se lembra o nascimento e morte do ambientalista Chico Mendes, o G1 traz uma curiosidade que envolve o líder seringueiro. É que existe uma árvore que foi nomeada em homenagem a ele, chamada Sterculia Chicomendesii, mais conhecida como Axixá. A espécie foi descrita em 1989 pela pesquisadora Elizabeth Louise Taylor em sua tese de doutorado, mas até hoje não foi validada por não ter sido publicada em revista científica.

Em sua pesquisa, Elizabeth listou 43 espécies do gênero Sterculia e propôs 16 espécies novas para ciência, entre elas a Chicomendesii. No entanto, segundo conta o biólogo Marcos Silveira, somente três dessas espécies foram publicadas em revista científica e, portanto, foram validadas. As demais, incluindo a que homenageia o líder seringueiro, não possuem validação taxinômica internacional.

“Daquelas 16 novas espécies que também não tinham validação taxinômica, só agora em outubro de 2020 foi que três delas foram publicadas numa revista. Infelizmente, a Chicomendesii ainda não está entre elas, precisamos de mais gente trabalhando na revisão dessas espécies”, diz o especialista.

Fruto da Chicomendesii é uma cápsula dura, não lenhosa e tem sementes pretas — Foto: Marcos Silveira/Arquivo pessoal

Fruto da Chicomendesii é uma cápsula dura, não lenhosa e tem sementes pretas — Foto: Marcos Silveira/Arquivo pessoal

Características
A espécie Chicomendesii está restrita à região da Amazônia, essencialmente ao sudoeste da Amazônia. Segundo o biólogo, ela ocorre em várias partes do Acre, no sul do Pará, no Amazonas e no Peru.

No Acre, a árvore é encontrada na Reserva Extrativista Chico Mendes, na Reserva Extrativista do Alto Juruá, na fazenda experimental Catuaba, da Ufac, e em vários outros locais.

É uma espécie de madeira macia, de crescimento rápido, muito indicada na recuperação de áreas perturbadas e degradadas. As flores são avermelhadas e têm odor fétido. Essa curiosidade do odor está relacionada, segundo o professo, com o nome do gênero. Isso porque, Sterculia era um Deus da mitologia romana relacionado com os excrementos dos animais, com esterco.

“Então, embora o nome tenha essa alusão, a homenagem ao Chico Mendes é muito bem feita, porque ela também ocorre na reserva extrativista Chico Mendes. Acredito que foi com base em amostras nossas, coletadas lá que a autora da espécie a descreveu”, conta.

O fruto da Chicomendesii é uma cápsula dura, não lenhosa e tem sementes pretas. Quando o fruto está maduro, ele é vermelho. Outra característica, é que a Sterculia está na família Malvaceae, em que tem uma madeira de crescimento rápido e pode ser utilizada também na ornamentação e paisagismo. Na época mais seca do ano, quando falta de água no solo, essas espécies perdem as folhas.

 

Povo Ashaninka adota isolamento rígido há 9 meses e é o único do Acre sem registro de casos de Covid-19

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Povo Ashaninka da Terra Indígena Kampa, em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, não registrou nenhum caso de Covid-19. Comunidade adotou isolamento e a prevenção como aliados para evitar mortes dos indígenas pela doença.

Sem visitas de pessoas de fora, mercadorias higienizadas antes de entrar na aldeia, saídas só em casos de extrema necessidade, reforço na produção agrícola e uso de remédios da floresta. É assim que o povo Ashaninka se mantém isolado e sem nenhum caso de Covid-19 desde a confirmação dos primeiros casos da doença no Acre, em março deste ano.

O G1 entrou em contato com as coordenações dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas do Alto Rio Juruá e Purus (Dsei) que confirmaram que o povo Ashaninka é o único sem casos de Covid-19 no estado.

É na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, na cidade de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, que mais de mil Ashanikas seguem um isolamento social criterioso para não ter contato com a doença que já vitimou vários indígenas em todo o país.

Dados da Comissão Pró-Índio (CPI-Acre) mostram que o novo coronavírus já atingiu mais de 2 mil indígenas, sendo 27 mortes pelo vírus. Treze povos indígenas foram infectados nos municípios do estado acreano.

Ao G1, um dos filhos do cacique e também líder indígena Francisco Piyãko explicou que a Terra Indígena Kampa tem 87 mil hectares e possui uma aldeia grande chamada Apiwtxa, com pouco mais de mil pessoas. Apiwtxa também é o nome da associação indígena da região.

É lá onde se concentra o maior número de ashaninkas do estado acreano. Há outras aldeias da etnia concentradas na cidade de Tarauacá e em Feijó, também no interior.

Estamos trabalhando muito para isso, mas essa é uma situação que qualquer descuido chega na comunidade. Não é uma coisa que passou, principalmente agora que vemos que tem um crescimento muito grande e temos que ficar em alerta. Até agora, vamos completar um ano, não tivemos nenhum caso confirmado na comunidade. Mas, não é fácil manter. Não nos colocamos acima de nenhum outro grupo, mas procuramos fazer o que dá. Estamos segurando e, se Deus quiser, continuaremos assim”, afirmou Piyãko.

Estratégias
Para evitar que o coronavírus chegue até a aldeia, os líderes tomaram uma série de medidas de prevenção logo no início da pandemia. Uma comissão foi criada para levar e trazer de volta para a comunidades indígenas que precisam sacar benefícios como o Bolsa Família e auxílio emergencial ou resolver algum problema em alguma agência bancária.

Só é permitida a saída dessas pessoas da comunidade com autorização. Da comunidade, os indígenas são levados para Marechal Thaumaturgo, sacam os benefícios e voltam para comunidade. Não há circulação pela cidade ou visitas, apenas em casos de necessidade.

Se há algum problema bancário, os líderes escolhem um representante da família para ser levado até a cidade para resolver a situação. A visitas turísticas também foram canceladas na comunidade por enquanto.

Há casos em que as pessoas não precisavam ir, reunimos grupos das famílias dentro de um acordo estratégico, levamos um ou dois representantes dentro da comissão até a cidade e depois de volta à comunidade para termos o abastecimento. Fizemos medidas voltadas a não circular na cidade e também cancelamos todas as viagens para fora da terra e também de pessoas que viriam para a terra. É muito interessante e funcionou até hoje”, garantiu Piyãko.

Protocolo de segurança
Essa comissão também fica responsável por comprar alimentos e utensílios de primeira necessidade na cidade. Após a compra, toda mercadoria é higienizada antes de entrar na aldeia. As pessoas também trocam de roupa e tomam banho antes.

A gente tem uma cooperativa que tem uma estrutura muito grande. Todo o protocolo de segurança adotamos para que a mercadoria que vai para a aldeia seja higienizada e eu cuido disso, fica o estoque na comunidade”, destacou o líder.

Piyãko contou também que a comunidade se voltou para trabalhar nos roçados e plantações para garantir que não faltasse nenhum alimento básico na alimentação. Com isso, a aldeia conseguiu adquirir produções diversas de legumes, frutas e verduras.

Fizemos o isolamento de fora da comunidade para dentro, lá dentro a vida segue normal. Trabalhamos muito, temos um resultado muito bom esse ano, a produção triplicou. A comunidade se preparou, fizemos muita coisa nessa linha para garantir um estoque para que se tivesse que ter uma crise, uma situação desabastecimento local, nossa comunidade estaria segura para passar os tempos necessários”, acrescentou.

Live solidária
No mês de julho, a Associação Apiwtxa e Instituto Yorenka Tasorentsia iniciaram uma campanha para ajudar os povos da floresta durante a pandemia da Covid-19. O objetivo é arrecadar R$ 1 milhão para ajudar 1,8 mil famílias. O projeto foi batizado como “Ashaninka Pelos Povos da Floresta”.

As doações iniciaram em uma live realizada com líderes indígenas do povo Ashaninka da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia.

Através da ação, foram distribuídos kits de cesta básica, mas também equipamentos e produtos como ferramentas de plantio e materiais de pesca para que os moradores da floresta fortaleçam a produção local. Segundo dados da Associação Apiwtxa, foram realizadas quatro etapas da campanha que ajuda indígenas das comunidades Breu, Bajé, Tejo e Amônia.

A campanha já arrecadou mais de R$ 55 mil de aproximadamente três mil doadores de 17 países. Foram distribuídos 1,2 mil kits e 42 toneladas de produtos arrecadados.

Francisco Piyãko revelou que essa foi a forma que os Ashanikas encontraram para ajudar outros povos a sobreviverem dentro das aldeias e não saírem para se contaminarem. As doações continuam abertas e podem ser feitas pelo site da comunidade.

“Fizemos a campanha para ajudar o nosso entorno, que as pessoas que não tinham esse grau de organização, a não se exporem muito e a gente queria que se fortalecesse para não circularem na cidade. Fizemos a live e conseguimos atender mais de 1,2 mil famílias, a campanha está aberta e estamos atendendo. Era uma necessidade nossa, mas a gente via que nosso entorno estava precisando disso”, complementou.

Francisco Piyãko é filho do cacique e patriarca da família Piyãko, Antônio Piyãko. A família é composta por sete filhos, sendo cinco homens e duas mulheres. Francisco é irmão também de Isaac Piyãko, único candidato indígena eleito prefeito do Acre. Isaac segue pelo segundo mandado como prefeito de Marechal Thaumaturgo.

Nossos cuidados funcionaram muito bem. Logo que chegou aquele impacto da pandemia, demos uma recuada, mas temos vivido bem. O povo Ashaninka tem momento difíceis ao longo da sua história, tivemos outras doenças no passado. Isso é bem presente ainda hoje e funcionou muito bem. Usamos das nossas medicinais da floresta para curar qualquer ameaça de doenças também“, concluiu.

G1 Acre

Operação Covid: Segurança intensifica fiscalização e encontra restaurante com licença vencida

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Durante o último final de semana, policiais militares, civis e do Corpo de Bombeiros realizaram mais uma etapa da Operação Covid, implantada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública para fiscalizar estabelecimentos comerciais quanto a adoção das medidas exigidas pelo Plano Estadual Combate a Covid. Sexta, sábado e domingo o alvo da fiscalização foram restaurantes e balneários.

Nos dois primeiros dias, a equipe fixou os trabalhos na zona urbana, e no domingo percorreu balneários localizados na zona rural de Rio Branco. Na cidade, a operação encontrou um restaurante funcionando com a licença vencida. O proprietário foi orientado a renovar a documentação, sob pena de ter o estabelecimento fechado. No domingo, a fiscalização visitou balneários e similares na área urbana de Rio Branco. Nos dois locais que estavam abertos para o público, nenhuma irregularidade foi encontrada.

O secretário executivo do Fundo Estadual de Segurança Pública (FUNDESEG), major PM Michel Casa Grande, órgão responsável pela coordenação da operação, disse que a fiscalização será intensificada a partir desta semana para garantir que o decreto do governo do estado, que proibiu a realização de festas durante o natal e ano seja cumprido.

“Vamos aumentar o número de equipes e visitar todos os endereços que por ventura esteja previsto qualquer evento. Não podemos permitir que os proprietários de estabelecimentos que cumprem à risca as medidas sanitárias sejam prejudicados com a realização de festas clandestinas”, alerta.

Representantes do Sebrae e da Safra visitam Aquiri Shopping

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A poucos dias da inauguração, o Aquiri Shopping passa pelo momento de montagem dos boxes. O empreendimento, que irá abrigar 487 lojistas, é uma parceria entre a Prefeitura de Rio Branco e o Sebrae no Acre, e deve ser aberto ao público dia 30 de dezembro deste ano.

Objetivo da visita foi verificar e apontar possíveis melhorias para o prédio (Foto: Ascom Sebrae/AC)
Na última quinta-feira, 17, o diretor técnico do Sebrae, Lauro Santos, e o secretário municipal de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Econômico (Safra), Paulo Braña, fizeram uma visita ao Aquiri, para verificar o andamento desta etapa e apontar possíveis melhorias para o prédio.

“Estamos encerrando mais uma fase do projeto, a fase de entrega, para que os lojistas possam entrar em suas lojas, instalar o mobiliário e organizar os produtos. Durante a visita, verificamos pequenos ajustes e colocamos como sugestão, para que a Prefeitura possa se adequar, e também tem algumas coisas que vimos no projeto e agora foram colocadas em prática. A gente entende que esse é um case de sucesso, e o Sebrae vai continuar fazendo a consultoria de acompanhamento de gestão do Shopping”, declarou Santos.

Braña destacou o trabalho da Comissão de Transparência, que integrou outras instituições para a implantação do Aquiri, e comemorou a chegada da inauguração. “Tivemos cerca de 15 reuniões da Comissão de Transparência e colocamos algumas metas para cumprir. Esse é um projeto de alcance social extraordinário, que vai beneficiar aproximadamente 500 empreendimentos e vai gerar oportunidades de emprego. Temos uma expectativa muito grande para que no dia 30 a gente entregue esse projeto”, disse.

(Assessoria de Comunicação Sebrae/AC)