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Tião Viana alfineta Gladson sobre pacientes com Covid de Manaus: “Era melhor ter mandado oxigênio”

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Nas redes sociais nesta quarta-feira, 20, o ex-governador do Acre, Tião Viana (PT), tocou em assunto polêmico sobre a vinda de pacientes com Covid de Manaus, no Amazonas, ao Acre.

Viana, que atua como médico infectologista na linha de frente de combate ao novo coronavírus, disse que era mais prudente, ao invés de transferir pacientes, transportar oxigênio de outros estados para Manaus.

“Nova variante genética do SARS CoV 2 do Amazonas já está presente em 42% dos pacientes lá testados…então, pergunta que não quer calar: teria sido mais seguro, mais ágil ter decidido, imediatamente, levar oxigênio de todos os estados para lá (TAM, LATAM,BOEING) e, até, equipes?”, questionou.

O governador Gladson Cameli decidiu trazer pacientes do Estado vizinho ao Acre. Ele teme que a transferência leve consigo a nova variante do SARS CoV 2.

Policiais acusados de espancarem presos em presídio da capital serão investigados pelo MPE

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Em decisão públicada na edição do Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 4ª Promotoria de Justiça Criminal, foi aberto uma investigação para apurar relatos de tortura no complexo prisional Francisco de Oliveira Conde praticada contra dois reeducandos por policiais penais.

A investigação partiu do promotor de Justiça Tales Fonseca Tranin, que, em inspeção no presídio, recebeu a notícia de ambos de que, no dia 12 de janeiro, haviam sido espancados na parte conhecida por “Chapão”.

Munido de informações, o promotor solicitou a abertura de inquérito policial e oficiou a Corregedoria do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), a Promotoria Especializada do Controle Externo da Atividade Policial, que tem atribuição para investigar e processar policiais penais, e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em Brasília, para que tomem as devidas providências.

Segundo o promotor, o empenho é para identificar quem são os policiais penais que cometeram as agressões e em que circunstâncias se deram tais atos. Exames de corpo delito também já foram feitos pelos presos identificando e atestando as lesões infligidas.

“O Ministério Público tem falado sempre que presídio é para cumprir pena privativa de liberdade, não é para se torturar lá dentro. E as pessoas que ainda insistirem com essa prática criminosa serão responsabilizadas”, ressaltou o promotor.

Sesacre informa que os 22 municípios do Acre já receberam vacina contra a Covid-19

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Na tarde desta quarta-feira, 20, a assessoria de saúde do Acre, disse que os 22 municípios acreanos já estão com as vacinas contra a Covid-19.

Na manhã de hoje, foi dado o pontapé inicial para a campanha de imunização na capital e no interior.

Na terça-feira, 19, o governo entregou as vacinas que irá imunizar idosos, indígenas e servidores de saúde

As últimas quatro cidades, isoladas por terra, Jordão, Santa Rosa do Purus, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, receberam as doses da CoronaVac na manhã desta quarta.

Bocalom decide e aulas na rede municipal de Rio Branco iniciam dia 8 de fevereiro

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O prefeito Tião Bocalom determinou que as aulas na rede pública do município de Rio Branco iniciem no início de fevereiro. A informação foi dada em coletiva de imprensa na Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco.

Nabiha Bestene disse que as medidas se deram após cobranças da sociedade da capital. A gestora contou que todas as medidas de segurança serão tomadas. Cerca de 1.800 alunos devem voltar às aulas.

As escolas deverão voltar ao funcionamento na capital. Ao todo, 60 turmas retornam às atividades.

Empresa Dom Porquito é alvo de investigação da Polícia Federal em Brasiléia

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Nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Epitaciolândia e Brasiléia, no estado do Acre.

A Operação METÁFORA tem como objetivo apurar a suposta prática de crimes envolvendo fraudes à licitação, o que resultou na celebração de dez contratos entre o Estado do Acre e uma cooperativa no período entre 2016 e 2019.

Após extensa investigação, constatou-se que possivelmente uma empresa da região se utiliza de uma cooperativa visando burlar o processo licitatório para o fornecimento de merenda escolar. Para tanto, a investigada se utilizou de legislação criada para estimular a agricultura familiar, a qual prevê a contratação de cooperativas para fornecimento de alimentos por meio de chamamento público, desde que ela preencha alguns requisitos. Ocorre que a sociedade anônima, por flagrantemente não os preencher, utiliza-se da cooperativa, sendo aquela a verdadeira beneficiária dos contratos entre esta e o Estado do Acre.

A empresa Dom Porquito, localizada no km 8 da BR 317 (Estrada do Pacífico), foi uma das empresas que recebeu agentes da Polícia Federal. Não foi possível conversar com algum representante do abatedouro ou agente da PF.

O abatedouro foi inaugurado em novembro de 2015, onde contou com a presença do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e demais políticos da época, passando a ser o principal beneficiário na produção suína e aviária na região.

O nome “Metáfora” representa uma figura de linguagem, em que há a transferência do significado de uma palavra para outra. Nesta operação, o desvio de finalidade do dinheiro público através de fraudes em licitações e contratos representa essa “metáfora”: algo que deveria representa um benefício à sociedade e ao contribuinte, sendo utilizado em benefício de particulares e suas empresas.

Ao todo, foram cumpridos 2 (dois) mandados de busca e apreensão nas pessoas jurídicas investigadas.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 89 e 90 da Lei 8.666/1993.

O papel do Banco do Brasil nas regiões mais isoladas do país

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Por senadora Mailza Gomes

Nesta semana, que findou, nós brasileiros, fomos surpreendidos pelo anúncio do presidente do Banco do Brasil do plano de fechamento de mais de 350 unidades de atendimento e demissão voluntária de mais de cinco mil funcionários.

No Acre, ao menos quatro agências bancárias devem fechar após restruturação anunciada pelo BB e devem ser transformadas em postos de atendimento sendo a Agência da Avenida Ceará, em Rio Branco; da Catedral, em Cruzeiro do Sul; Assis Brasil e Bujari vão ser fechadas. A agência de Mâncio Lima vai deixar de ser agência e se tornar posto de atendimento, assim como a de Feijó.

Como senadora da República, afirmo minha preocupação com este plano de reestruturação organizacional e administrativo do Banco do Brasil, nos moldes propostos pelo seu presidente André Brandão.

Primeiro, porque o Banco do Brasil é uma instituição secular, patrimônio inestimável da nação e motivo de orgulho dos brasileiros. Foi o primeiro banco a operar em nosso país, hoje figura como uma das maiores instituições bancárias da América Latina, tanto em termos de cobertura como de governança corporativa, resultado do trabalho de seus valorosos servidores.

Também porque o Banco do Brasil, assim como a Caixa Econômica, é um instrumento de política econômica do governo, com diversas linhas de crédito para a indústria, o agronegócio e a política habitacional do país, abrangendo micros, pequenos e médios empreendedores brasileiros nos municípios mais distantes.

Na medida em que é um banco público, o Banco do Brasil cumpre, ao longo de sua secular história, uma função social à nação. É possível imaginar quanto seriam os juros para aquisição da casa própria sem o poder regulador do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal?

Noutra ponta, a sociedade brasileira precisa da capilaridade do Banco do Brasil, porque na atualidade, mais de 99% dos municípios brasileiros são atendidos pela instituição, ajudando na inclusão social e no empreendedorismo nas regiões mais distantes do país.

Portanto, não seria de bom tom, o fechamento de agências e demissão de funcionários, ainda mais sabendo que muitas das unidades de atendimento que serão fechadas ficam em municípios distantes, onde nenhum banco privado terá interesse de se instalar.

Sabemos também que o Banco do Brasil é altamente lucrativo e passa distante de ser uma instituição pública deficitária. O sistema bancário brasileiro é concentrado e sólido e permite às principais instituições financeiras – incluindo o próprio Banco do Brasil – bastante margem de segurança e de lucros, verificados em seus balanços das últimas décadas.

O argumento de modernização torna-se inferior perante o interesse social. Devemos buscar outras formas de se modernizar sem sacrificar aqueles municípios e suas populações que só possuem acesso aos serviços bancários pelo alcance do Banco do Brasil, sendo, portanto, necessária uma compreensão sociológica das peculiaridades das várias regiões e microrregiões do país.

No Acre, estado que represento, conheço bem a realidade dos municípios mais distantes e o que o Banco do Brasil representa para suas populações. Nestes lugares, bem como em outros também longínquos e isolados da Amazônia, é preciso uma ação efetiva para facilitar a integração de suas populações em tempo mais curto no atendimento de suas necessidades dos serviços financeiros.

Esperamos que o Governo Federal reveja o plano de reestruturação, tomado pela sensibilidade das especificidades dos municípios que sem a presença do banco dos brasileiros, ficarão com suas populações ainda mais à margem de vários serviços essenciais.

*Mailza Mailza Gomes é senadora da República pelo PP

Entre o negacionismo de Bocalom e o exibicionismo de Gladson: apenas 4,5% da população será imunizada neste 1º momento

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Dias difíceis

Vivemos dias difíceis. Uma doença mortal ronda a vida de todos e leva pânico à população. Paralelo a isso vemos brigas políticas infundadas e negacionistas se exibindo como se estivessem na idade média.

Tião Bocalom, um negacionista

O presidente Bolsonaro fez discípulos nas terras de Galvez e entre eles está o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom. Bocalom é um negacionista e trata a Covid como uma gripe que todos irão pegar, simplificando o fato de que centenas de pessoas tenham descido à sepultura por conta da doença.

A famigerada declaração de Frank Lima

A declaração do secretário de Saúde de Bocalom, Frank Lima, dizendo que quem não pegou Covid irá pegar nada mais é do que resquícios do discurso do próprio Bocalom que minimiza a doença e já fala até em retomar as aulas do ensino fundamental em fevereiro.

Volta às aulas

O negacionista Bocalom fala em retorno às aulas no momento mais turbulento que o Acre enfrenta com relação à Covid e indica que está vivendo em um mundo à parte.

Expectativas exageradas

Por outro lado temos um festivo Gladson Cameli, governador do Acre, entusiasta da vacina e fazendo um excelente papel, porém correndo o risco de resvalar para o exibicionismo irresponsável de expectativas exageradas.

Pouca vacina para muito carnaval

Fala-se na chegada da vacina como se fosse a redenção final, mas esquecem de deixar claro para a população que as doses, que por enquanto estão disponíveis, só é suficiente para imunizar 4,5% da população acreana.

Prefeito de Epitaciolândia

O prefeito de Epitaciolândia, delegado Sérgio Lopes, começou a choradeira interminável de que o município está quebrado e que herdou dívidas. Ora essa, parece que estas pessoas que se candidatam a cargos eletivos sequer conhecem as cidades que pretendem administrar.

Sem choradeira, prefeito!

Não há surpresa nisso. É de conhecimento geral que as cidades estão quebradas financeiramente, mas agora que se elegeu a única coisa que o delegado Sérgio Lopes pode fazer é assumir este ônus e trabalhar pelo melhor de Epitaciolândia.

Deputados à vontade

Enquanto todos os olhos se voltam para a pandemia e o desespero toma conta da sociedade, boa parte do deputados estaduais e federais seguem fazendo farra com dinheiro público. Longe das fiscalizações costumeiras eles estão muito à vontade.

Bom dia a todos

Gladson diz que vetou projeto da reforma administrativa porque sua única prioridade é combater a Covid

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Em entrevista ao jornal Folha do Acre na manhã de quarta-feira (20), o governador do Acre, Gladson Cameli, afirmou que o veto que deu no próprio projeto, de reforma administrativa, foi por conta da Covid-19.

Cameli afirmou à Folha do Acre que por enquanto sua única prioridade é a imunização da população.

“Nossa única prioridade nesse momento é o combate a Covid, a imunização”, disse o governador.

A reforma proposta pelo governador prevê uma economia de R$ 22 milhões de reais com corte de cargos comissionados e redução de 22 para 14 secretarias de Estado .

A reforma prevê a extinção de 300 cargos e seria a saída para que o Estado se adeque à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Deputado Calegário pede que servidores terceirizados da saúde também sejam vacinados contra Covid

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O deputado estadual Fagner Calegário protocolou na terça-feira (19) junto à Secretaria de Sapude do Estado do Acre (Sesacre) ofício que funcionários terceirizados que exerçam suas atividades nos setores da saúde também entrem no grupo prioritário da campanha de imunização contra a COVID-19.

“Assim como os profissionais da saúde, os funcionários terceirizados também estiveram durante todos os meses de pandemia na linha de frente contra a Covid-19. É extremamente importante que esses profissionais também sejam vacinados imediatamente por estarem expostos ao vírus frequentemente”, disse.

Calegário afirma que agora depende do secretário de Saúde, ALysson Bestene, analisar a situação. O parlamentar pede que o secretário tenha um bom senso nesta situação.

“Seja na administração, no acolhimento, na recepção ou limpeza, os funcionários terceirizados prestam um serviço importante para os hospitais e unidades de saúde do Estado. Agora é aguardar o posicionamento do secretário Alisson Bestene”.

Novo vírus é descoberto em Xapuri e pode causar febre hemorrágica, alerta cientistas

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Juntos, a Floresta Amazônica e o Cerrado brasileiro somam mais de sete mil quilômetros quadrados de extensão. Apesar das numerosas investigações científicas em curso nessas regiões, essa vasta dimensão territorial ainda guarda surpresas. Duas delas acabam de vir à tona: cientistas brasileiros identificaram duas espécies de vírus que nunca haviam sido descritas no mundo. Denominados de Xapuri e Aporé, em alusão às remotas localidades do Acre e do Mato Grosso do Sul onde foram localizados, os microrganismos pertencem ao gênero mammarenavírus, da família dos arenavírus. Ainda não existem dados sobre a magnitude da circulação dessas espécies no país e a possibilidade de infecção em humanos também é desconhecida.

As descobertas trazem luz a uma classe de vírus que em nações sul-americanas e da África é responsável por causar quadros de febre hemorrágica, de forma semelhante ao que ocorre na dengue ou na febre amarela. No Brasil, as informações sobre circulação e casos associados aos arenavírus são muito limitadas.

“Estamos trabalhando em uma dimensão fundamental da vigilância em saúde, que é a identificação da emergência de novos patógenos. Isso tem um impacto imediato no manejo de casos: se um paciente com febre hemorrágica vive em uma região com circulação de arenavírus, é necessário realizar o diagnóstico diferencial nas ocasiões em que os exames são negativos para arboviroses. Como os arenavírus podem levar a óbito três a cada dez pessoas infectadas é fundamental agir com rapidez”, pontua Elba Lemos, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenadora do estudo. O artigo científico sobre o vírus Xapuri foi publicado na revista Emerging Microbes & Infections e a publicação que documenta a descoberta do vírus Aporé pode ser conferido na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.

Vírus inesperados

A identificação dos vírus teve início a partir de uma investigação comparável a procurar uma agulha em um palheiro. Os cientistas investigavam os roedores das duas regiões, buscando novos microrganismos. A rota de descoberta do Xapuri se deu a partir da coleta de amostras em três cidades acreanas (os municípios de Porto Acre e Rio Branco também compunham a análise). Os pesquisadores identificaram que os exames de um roedor da espécie Neacomys musseri apresentava alterações nunca vistas. Com a realização do sequenciamento completo do vírus e posterior comparação com sequências genéticas disponíveis em bancos de dados públicos, foi possível identificar que se tratava de um mammarenavírus. “No entanto, era necessário responder que vírus era esse e a qual grupo de mammarenavírus pertencia: ao grupo denominado Velho Mundo, que inclui vírus da África e Ásia, ou ao grupo Novo Mundo, formado por patógenos nativos das Américas”, comenta Jorlan Fernandes, primeiro autor da pesquisa e pós-doutorando do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do IOC, sob supervisão de Elba.

“Ao perceber que o sequenciamento genético não correspondia a nenhum patógeno catalogado no banco de dados mundial dedicado ao tema – chamado GenBank –, tivemos a percepção de que estávamos diante de um novo vírus”, complementou Alexandro Guterres que também assina o estudo. Nesse momento, ele foi batizado de Xapuri, cidade do interior do Acre onde foi localizado. Outra novidade logo foi observada: apesar de se enquadrar no grupo denominado Novo Mundo, o Xapuri não se encaixava em nenhuma das quatro linhagens já descritas nas Américas: grupos A, B, C e D. “Nossa sugestão é de que o Xapuri seja incluído em uma nova linhagem. Popularmente falando, seria uma linhagem irmã dos grupos B e C, o que pode representar a primeira identificação de um recombinante natural da família dos arenavírus que surgiu de dois grupos de mammarenavírus que não estão intimamente relacionados”, salienta Jorlan.

Risco em avaliação

A segunda descoberta veio do Mato Grosso do Sul. A partir de amostras de um roedor da espécie Oligoryzomys mattogrossae foi possível identificar o vírus Aporé – uma alusão ao rio sul-mato-grossense, local próximo onde a coleta foi realizada. A análise genética indicou que o vírus pertence à classe B dos mammarenavírus. “O Aporé está intimamente relacionado com dois arenavírus capazes de infectar humanos e altamente patogênicos da América do Sul”, conta Jorlan. “No entanto, assim como o Xapuri, ainda não é possível afirmar se esses vírus são ou não patogênicos para pessoas. Será necessário realizar testes específicos”, completa Elba. O sequenciamento genético do Aporé e do Xapuri foram depositados no GenBank.

Pesquisadora do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC, Renata Carvalho de Oliveira explica que um arenavírus é mantido na natureza em roedores silvestres e transmitido a partir da inalação de aerossóis contaminados com partículas de saliva, urina ou fezes de roedores infectados. “Estão sob maior risco de infecção pessoas que se expõem a esses animais durante as suas atividades diárias, profissionais ou recreativas, com destaque para moradores e trabalhadores de áreas rurais”, diz.

O quadro clínico é caracterizado por febre associada com dores musculares, entre outras manifestações, e que evolui com hemorragia, com ou sem sinais neurológicos. “Geralmente com evolução rápida e grave, a doença, que é pouco conhecida até mesmo por profissionais da área da saúde, pode ter desfecho fatal”, acentua Elba. Sem vacina e sem tratamento específico, a prevenção se baseia em evitar ou diminuir a exposição direta ou indireta aos roedores e ao material excretado por eles.

A identificação dos novos vírus foi submetida e aprovada pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus, que regulariza e organiza a descrição, identificação e classificação de vírus. As pesquisas contaram com o apoio dos Laboratórios de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios e de Biologia Computacional e Sistemas do IOC, da Plataforma de Sequenciamento do IOC, do Instituto Nacional do Câncer, do Serviço Nacional de Infecções do Reino Unido e do Instituto Nacional de Doenças Virais Humanas Julio Maiztegui, da Argentina.

Ascom Fiocruz