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Acre firma contrato de quase R$ 2 milhões com empresa americana para curso avançado de operações táticas

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O Governo do Acre publicou no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 14, o extrato do Contrato nº 08/2026, celebrado entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a empresa U.S. Police Instructor Team – USPIT, especializada em treinamentos policiais.

O contrato tem como objeto a contratação de empresa para a realização do curso SWAT Operations Advanced, que envolverá atividades teóricas e práticas. A empresa será responsável pelo ensino, acompanhamento integral das ações, supervisão das atividades e pelo cumprimento dos critérios exigidos pela legislação vigente, com foco no atendimento às demandas da área de segurança pública do estado.

A contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, com fundamento no artigo 74, inciso III, alínea “f”, da Lei nº 14.133/2021, e está amparada por parecer da Procuradoria-Geral do Estado. Os recursos utilizados são oriundos da Emenda Parlamentar nº 43300003/2025.

O valor total do contrato é de R$ 1.980.000,00. A vigência estabelecida é de sete meses, no período de 12 de janeiro a 11 de julho de 2026, com possibilidade de prorrogação, conforme previsto no artigo 105 da Lei nº 14.133/2021, respeitada a vigência da emenda parlamentar que financia a ação.

O extrato informa ainda que a execução do contrato está vinculada ao Programa de Trabalho 7190010618314332, com despesa classificada no elemento 33.90.39.00 e recursos provenientes da fonte 27060201.

O documento é assinado pelo senhor José Américo Gaia, secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre e gestor do Fundo Estadual de Segurança Pública, representando a Sejusp, e por Charles Akari Saba, representante legal da empresa contratada.

Roberto Duarte protocola ofícios no DNIT e no MPF e cobra ações imediatas na BR-364

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O deputado federal Roberto Duarte (Republicanos) informou que protocolou ofícios no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e no Ministério Público Federal (MPF) cobrando ações imediatas para a recuperação da BR-364, principal rodovia federal do Acre. A manifestação foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais após o parlamentar percorrer trechos da estrada.

Duarte relata ter passado alguns dias trafegando pela BR-364, que classificou como “a estrada mais destruída do Brasil”, conhecida popularmente como “Faixa de Gaza”, e afirmou que a situação chegou a um nível insustentável. Segundo ele, os ofícios têm o objetivo de provocar respostas concretas dos órgãos responsáveis diante dos riscos enfrentados diariamente por quem depende da rodovia.

Ao DNIT, o deputado solicita a elaboração e execução de um plano de ação emergencial, a designação de uma equipe técnica para inspeção detalhada da via, o estabelecimento de um cronograma de obras e intervenções e a fiscalização rigorosa da aplicação dos recursos destinados à manutenção da BR-364.

Já ao Ministério Público Federal, Roberto Duarte pede providências para garantir segurança viária, mobilidade econômica e acesso a serviços essenciais. Entre as solicitações está a instauração de um inquérito civil, além da adoção de medidas judiciais e extrajudiciais para apurar responsabilidades e cobrar soluções efetivas para a situação da rodovia no Acre.

“O Ministério Público Federal, em outros estados, já tomou providências com relação a outras BRs. Precisamos que, no Acre, sejam adotadas medidas enérgicas e emergenciais em relação à BR-364. Chega. Precisamos de solução”, afirmou o parlamentar no vídeo.

Na publicação que acompanha o conteúdo, Duarte reforçou que os documentos foram protocolados oficialmente assim que chegou a Rio Branco e destacou que não é mais possível aceitar o abandono, os riscos constantes e a dificuldade de trafegabilidade enfrentados pela população.

“Essa estrada é essencial para o Acre e a situação chegou ao limite. É uma cobrança firme e em defesa da vida de quem depende dessa rodovia”, escreveu Duarte.

A BR-364 é a principal ligação terrestre entre Rio Branco e municípios do interior, além de conectar o Acre ao restante do país, sendo considerada estratégica para o abastecimento, a economia e o deslocamento da população.

MPF fiscaliza escolas e transporte para garantir Educação Escolar Indígena do povo Noke Koi/Katukina

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Políticas Públicas para fiscalizar as ações da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE/AC) voltadas à garantia da Educação Escolar Indígena ao povo Noke Koi/Katukina, na Terra Indígena (TI) Rio Gregório. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 43/2025, assinada pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, com prazo de duração de um ano.

A iniciativa tem como objetivo acompanhar, de forma continuada, o cumprimento de demandas consideradas essenciais para o acesso à educação indígena, entre elas a construção da escola da aldeia Panaya, a garantia de transporte escolar fluvial para estudantes de diferentes aldeias e a contratação de merendeiras para unidades escolares da região.

O procedimento tem origem em um Inquérito Civil, instaurado a partir de representação apresentada por lideranças indígenas do povo Noke Koi/Katukina, que relataram uma série de problemas relacionados à oferta da educação escolar indígena, como falta de professores, ausência de transporte, precariedade na estrutura das escolas e carência de profissionais de apoio.

Durante a apuração, o MPF constatou a existência das aldeias Panaya, Makoã, Vinoya, Toniya, Timbaúba e Arraia, além de verificar que há apenas o prédio da Escola Kamanawa do Sete Estrelas, localizada na aldeia Timbaúba, com dois anexos situados nas aldeias Panaya e Toniya. Embora parte das irregularidades iniciais tenha sido solucionada pela SEE/AC — como a contratação de professores, implantação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), entrega de materiais e reforma e construção de escolas —, ainda permanecem pendentes pontos considerados sensíveis.

Entre eles está a contratação de merendeiras, que, segundo a Secretaria de Educação, depende da conclusão de um processo licitatório em andamento, uma vez que atualmente não há saldo contratual disponível. Outro impasse diz respeito à construção da escola da aldeia Panaya, que já motivou o ajuizamento de uma Ação Civil Pública (ACP) pelo MPF. De acordo com a SEE/AC, a ordem de serviço foi emitida e o local da obra já foi definido, mas o acesso para o transporte de materiais segue prejudicado devido ao nível do rio.

Também está sob acompanhamento a questão do transporte escolar fluvial para alunos das aldeias Vinoya, Arraia, Makoã e Timbaúba, que precisam se deslocar até a Escola Kamanawa do Sete Estrelas. O tema é objeto de outra ACP e de um processo licitatório que ainda se encontra em fase de análise técnica.

Como diligência inicial, o MPF determinou o envio de um ofício à SEE/AC, concedendo prazo de 15 dias para que a pasta apresente informações atualizadas sobre os processos licitatórios, esclareça se haverá contratação de merendeiras para o ano de 2026 e informe o cronograma previsto para o início da construção da escola da aldeia Panaya.

Bocalom nega saída do PL e diz que anunciará em breve candidatura ao governo

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), negou durante conversa com o jornalista Ray Melo, do Notícias da Hora, a possibilidade de deixa o Partido Liberal (PL) para se filiar ao Podemos para disputar o governo do Acre em 2026.

Bocalom disse que será candidato ao governo do Acre pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A possibilidade havia sido ventilada após o senador Márcio Bittar ter declarado indiretamente seu apoio à candidatura de Alan Rick ao governo.

“Não existe esta possibilidade. Sou candidato ao governo e fico no PL. As divergências existem em qualquer partido, não seria diferente no PL. Márcio tem os interesses dele, Brasília tem os interesses dela, mas tudo é decidido no colegiado. A nossa candidatura não é a candidatura do Bocalom, mas de pessoas que enxergam no nosso projeto político uma saída para a estagnação econômica e a geração de emprego e renda para o nosso povo. Eu nunca mudei de bandeira política e continuo acreditando que a produção é a solução para alavancarmos o Acre”, disse Bocalom.

Por fim, Bocalom disse que acredita que seu nome receberá um apoio significativo de lideranças políticas de todo o Acre. Ele disse ainda que em breve anunciará sua candidatua ao governo.

“Estamos recebendo as manifestações de apoio com muito carinho e respeito. Tenho consideração por todos os nomes colocados como candidatos ao governo do Acre, mas sigo firme e com convicção de que estamos no caminho certo. Quando foi que você viu grandes obras estruturantes na nossa capital? No governo, poderemos realizar ainda mais e elevar o Estado a um patamar econômico nunca visto”, ressalta ao site Notícias da Hora.

Ministério dos Transportes vai fiscalizar Detrans por cobrança acima do permitido para exames da CNH

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O Ministério dos Transportes anunciou que vai abrir um procedimento administrativo para fiscalizar e cobrar o cumprimento da legislação federal que estabelece o valor máximo de R$ 180 para os exames médico e psicotécnico exigidos na emissão ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A medida foi anunciada pelo ministro Renan Filho, após constatação de que ao menos 15 estados brasileiros, incluindo o Acre, não estão respeitando o teto fixado por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

No Acre, quem solicita a CNH atualmente precisa pagar R$ 326 pelos dois exames, valor R$ 146 acima do que determina a norma federal. Segundo o ministro, a prática faz com que milhões de brasileiros arquem com custos superiores aos permitidos por lei.

“Na prática, isso significa que milhões de brasileiros estão pagando mais caro do que a lei permite para tirar ou renovar a sua CNH. Por isso, anuncio que o Ministério dos Transportes vai abrir um procedimento administrativo para fiscalizar o cumprimento da legislação federal por parte dos Detrans”, afirmou Renan Filho.

O ministro também orientou que cidadãos que estejam pagando valores acima do teto façam denúncias junto à ouvidoria do Contran e ao Ministério Público, como forma de pressionar pelo cumprimento da norma.

Posicionamento do Detran-AC

Em nota, a direção do Detran do Acre informou que as mudanças recentes no sistema de habilitação, ainda precisam ser adequadas ao sistema de gestão de trânsito do Estado, assim como a atualização dos valores cobrados.

Segundo o órgão, as taxas atualmente em vigor foram definidas por lei estadual, e qualquer alteração depende da apreciação da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e posterior sanção do governo do Estado.

No entanto, os deputados estaduais só retornam aos trabalhos legislativos em fevereiro, o que deve atrasar a tramitação de um eventual projeto de lei. Até que a legislação seja alterada, os valores continuarão sendo cobrados no patamar atual.

O Detran-AC informou ainda que o caso já foi encaminhado à Procuradoria Jurídica do Estado, que ficará responsável pela elaboração da minuta do projeto de lei que prevê a mudança nos valores.

Questionado sobre a possibilidade de devolução dos valores pagos a mais, o ministro não comentou diretamente o tema. A direção do Detran-AC afirmou que só irá se manifestar novamente após a conclusão das alterações legais.

Influenciadora exonerada do governo teria negociado nomeação na Assembleia Legislativa

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Exonerada na manhã desta quarta-feira (14) do cargo em comissão (CAS-8), no valor de R$ 13 mil por mês do governo do Acre, por não ir trabalhar, a influenciadora Jamila Roysal teria, segundo fonte segura, negociado uma nomeação no mesmo valor na Assembleia Legislativa do Acre. A informação foi passada por uma fonte do governo que ficou indignada com a suposta manobra.

“Ela foi exonerada como forma de resposta ao clamor social em torno do assunto, mas ela não vai perder nada, já foi negociado para ela ir para a Assembleia Legislativa. Isso é um absurdo porque nós que realmente trabalhamos ficamos sem reconhecimento”, declarou.

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A reportagem da Folha do Acre entrou em contato com a assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa do Acre para saber qual cargo a influenciadora ocupará, quais horários de expediente dela e função, mas até o fechamento desta matéria não conseguiu resposta. O espaço segue aberto para o contraditório.

Após denúncia da Folha do Acre, governador Gladson exonera influenciadora Jamila de cargo de R$ 13 mil

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O governador Gladson Camelí exonerou a influenciadora Jamila Roysal do cargo em
comissão que ela ocupava no governo do Acre. A influenciadora recebia salário bruto de R$ 13,1 mil e era acusada por servidores da pasta onde estava lotada de não trabalhar.

O marido de Roysal, Kalliu Wolter, também foi nomeado na mesma época que Jamila com salário de mais de R$ 8 mil e não foi exonerado indicando daria expediente.

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A reportagem apurou que Kalliu consta em diversos processos como fiscal de contrato no Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Iepetc), onde está lotado.

A exoneração de Jamila põe fim a um longo debate nas redes sociais sobre o fato da influenciadora receber sem trabalhar.

Polícia encontra novo lote de medicamentos desviados da Saúde em depósito no 2º Distrito de Rio Branco

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Na manhã desta terça-feira (14), a Polícia Civil, através de investigações da Delegacia Itinerante, deu cumprimento a quarta fase da operação que investiga desvios de medicamentos da rede estadual de Saúde do Acre.

O cumprimento dos mandados foi expedido pelo juiz da Vara das Garantias da Comarca de Rio Branco.

O mandado judicial foi cumprido em um depósito localizado na Rua Cunha Matos, no Segundo Distrito da capital.

Várias caixas de medicamentos do mesmo lote já apreendidos pela polícia foram encontradas no local.

A ação é o resultado de uma investigação que iniciou há dois anos.

Mulher assassinada com facada teve morte ‘decretada’ por facção no Acre, aponta investigação

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A investigação da Polícia Civil do Acre concluiu que o assassinato de Regina Patrícia Teixeira da Cunha, de 43 anos, foi motivado por uma decisão interna de facção criminosa, que teria “decretado” a morte da vítima sob a alegação de que ela estaria repassando informações da organização às autoridades. O crime ocorreu na madrugada do dia 2 de janeiro, em Brasiléia, e foi tratado pelos envolvidos como um “tribunal do crime”.

As informações vieram à tona nesta terça-feira, 13, durante operação deflagrada pela Delegacia-Geral de Brasiléia, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao caso.

Ao todo, quatro pessoas foram presas, apontadas como participantes diretas do planejamento e da execução do homicídio qualificado. Uma quinta investigada, considerada peça-chave na logística do crime, permanece foragida.

Centro logístico e execução

Durante a ação policial, os agentes cumpriram mandado de busca em um imóvel no bairro Eldorado, identificado pela investigação como o centro logístico e operacional do grupo criminoso.

No local, a Polícia Civil buscou apreender a faca utilizada no homicídio, um sistema de monitoramento eletrônico (DVR) que pode ter registrado a movimentação dos envolvidos, além de objetos com possíveis vestígios de sangue, como um balde que teria sido usado para a limpeza das mãos do executor após o crime.

De acordo com o inquérito, a investigada que segue foragida foi responsável por fornecer pessoalmente a arma do crime, uma faca de açougueiro de grande porte, com cabo branco, e por ceder sua motocicleta para o deslocamento e a fuga dos executores após o assassinato.

Prisões preventivas

O pedido de prisão preventiva foi fundamentado pelo delegado Erick Ferreira Maciel, que destacou a alta periculosidade dos investigados e o risco concreto à ordem pública. Segundo ele, a liberdade dos acusados poderia comprometer a segurança de testemunhas e a própria colheita de provas, diante do método empregado no crime.

As investigações seguem em andamento para localizar a suspeita foragida e concluir o inquérito policial, que já conta com confissões detalhadas de parte dos presos.

Crime

Regina Patrícia foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Samaúma 1, na manhã do dia 2 de janeiro, por volta das 6h, após familiares estranharem o fato de o imóvel estar aberto. O corpo foi localizado caído no quarto, e o Samu confirmou o óbito no local.

A avaliação preliminar indicou que a morte foi provocada por ferimento de objeto perfurocortante no pescoço. Uma faca foi localizada próxima à pia da residência e apreendida. À época, a Polícia Militar isolou a área para preservação do local até a chegada dos procedimentos investigativos.

Informações Ascom PC

Sindcarnes alerta para possível déficit de 150 mil cabeças de gado para abate no Acre em 2026

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O Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Acre (Sindcarnes) projeta um possível déficit de 150 mil cabeças de gado para abate no Acre em 2026, caso seja mantido o mesmo volume de saída de bovinos registrado em 2025. A estimativa foi apresentada pelo presidente da entidade, Murilo Leite, após a divulgação oficial dos dados da Declaração de Rebanho pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), em coletiva de imprensa realizada na terça-feira, 13.

Segundo os números apresentados pelo governo estadual, o rebanho bovino acreano se manteve praticamente estável em 2025, com 5.177.000 cabeças, representando uma redução residual de 0,18% em relação ao ano anterior. Considerando uma taxa de desfrute de aproximadamente 20%, o total disponível para reposição e abate gira em torno de 1.035.000 animais.

O ponto de preocupação do setor industrial está no volume de gado que deixa o estado. De acordo com dados do Idaf, em 2025 foram 378.808 bovinos transferidos para outros estados, enquanto o abate interno somou 664.455 cabeças. Somados, os dois fluxos totalizam 1.043.263 animais, número compatível com a capacidade de reposição estimada para o período.

Para Murilo Leite, o cenário se torna crítico se, em 2026, for mantido o mesmo patamar de saída interestadual de bovinos — crescimento de 74,65% em comparação com 2024. Nesse contexto, o Sindcarnes calcula que poderá faltar matéria-prima para atender a capacidade das indústrias locais. “Os frigoríficos estão preparados para abater cerca de 800 mil bovinos”, afirmou o dirigente, ao destacar que, mantidos os atuais parâmetros de rebanho, taxa de desfrute e saída de animais, o déficit pode alcançar 150 mil cabeças.

O presidente do sindicato também destacou que a demanda interna por carne representa cerca de 30% da produção, enquanto os outros 70% são destinados a outros estados ou à exportação. Segundo ele, não há indicativos de retração do consumo em 2026. “Não há nenhum sinal de que a demanda por carne será menor neste ano”, afirmou.

Murilo Leite defendeu que o poder público acompanhe com atenção o cenário do setor pecuário, especialmente no que se refere à tributação. Ele citou como exemplo a diferença entre o valor praticado no mercado e a base de cálculo utilizada para cobrança de impostos sobre o bezerro, o que, segundo ele, impacta a arrecadação estadual e a competitividade da indústria local.

Por fim, o presidente do Sindcarnes destacou que o setor frigorífico realizou investimentos recentes e pretende ampliar mercados, inclusive no exterior. Segundo ele, o tema voltará a ser debatido no Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, com foco na sustentabilidade da cadeia produtiva e na preservação de empregos no estado.

Com informações do ac24agro.