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Desemprego chega a 14,1% entre setembro e novembro de 2020

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People walk at a popular shopping street amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Sao Paulo, Brazil December 17, 2020. REUTERS/Amanda Perobelli

Total de desempregados no país é estimado em 14 milhões

A taxa de desemprego alcançou 14,1% no trimestre entre setembro e novembro de 2020. É o mais alto percentual para esse trimestre móvel desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. O total de desempregados no país foi estimado em 14 milhões.

O número é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Na comparação com o trimestre encerrado em agosto, quando registrou 14,4%, o cenário é de estabilidade. Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o aumento é de 2,9 pontos percentuais.

O número de pessoas ocupadas aumentou 4,8% entre setembro e novembro e chegou a 85,6 milhões. Esse resultado representa 3,9 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho se comparado ao trimestre anterior. Com isso, o nível de ocupação subiu para 48,6%.

Argumentação

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, disse que o crescimento da ocupação é explicado pelo retorno das pessoas ao mercado de trabalho após a flexibilização de medidas restritivas adotadas para o combate da pandemia da covid-19. A sazonalidade de fim de ano, especialmente no comércio, também contribuiu para o resultado.

“O crescimento da população ocupada é o maior de toda a série histórica. Isso mostra um avanço da ocupação após vários meses em que essa população esteve em queda. Essa expansão está ligada à volta das pessoas ao mercado [de trabalho] que estavam fora por causa do isolamento social e aumento do processo de contratação do próprio período do ano, quando há uma tendência natural de crescimento da ocupação”, explicou.

Segundo a pesquisa, o aumento na ocupação atingiu nove dos dez grupos de atividades. No entanto, foi mais intenso no comércio, em que mais 854 mil pessoas passaram a trabalhar no setor no trimestre encerrado em novembro.

“O comércio, nesse trimestre, assim como no mesmo período do ano anterior, foi o setor que mais absorveu as pessoas na ocupação, causando reflexos positivos para o trabalho com carteira no setor privado que, após vários meses de queda, mostra uma reação”, disse a coordenadora.

No aumento da população ocupada houve destaques também para a indústria geral, com alta de 4,4%, ou mais 465 mil pessoas; e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais com avanço de 2,6%, ou mais 427 mil pessoas.

Trabalho

Para a coordenadora do estudo, os números mostram que a absorção de trabalhadores foi notada em vários setores. “Além do comércio, outras oito atividades econômicas investigadas pela pesquisa cresceram significativamente na ocupação, mostrando que esse processo de absorção de trabalhadores também avançou em outros setores, como construção (8,4%, ou mais 457 mil pessoas), transporte, armazenagem e correio (5,9%, ou mais 238 mil pessoas) e alojamento e alimentação (10,8%, ou mais 400 mil pessoas)”, afirmou.

Segundo a pesquisa, a maior parte da alta na ocupação mais uma vez partiu do mercado informal. O número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada, que cresceu 11,2%, somando agora 9,7 milhões, pode explicar o movimento. A Pnad Contínua do trimestre encerrado em novembro indicou, ainda, que a taxa de informalidade chegou a 39,1% da população ocupada, o que representa 33,5 milhões de trabalhadores informais no país. No período anterior, a taxa ficou em 38%.

Adriana Beringuy lembrou que, no começo da pandemia, os mais afetados foram os trabalhadores informais e também os que mais cedo retornaram a esse mercado. Para ela, os resultados evidenciam também a reação dos contratados com carteira de trabalho assinada.

“A população informal neste mês de novembro corresponde a cerca de 62% do crescimento da ocupação total e, no trimestre encerrado em outubro, respondia por quase 89% da reação da ocupação. Então, a informalidade passa a ter uma participação menor em função da reação da carteira de trabalho assinada”, explicou.

Carteira assinada

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada subiu 3,1% ou 895 mil pessoas a mais. Com isso, tem-se 30 milhões de pessoas. Ainda no trimestre, a categoria dos trabalhadores domésticos subiu 5,1%, alcançando 4,8 milhões de pessoas. O contingente de trabalhadores por conta própria também cresceu 1,4 milhão e atingiu 22,9 milhões de pessoas. Apesar disso, na comparação com o mesmo período de 2019, a categoria perdeu 1,7 milhão de pessoas.

“Embora haja esse crescimento na ocupação nesse trimestre, quando a gente confronta a realidade de novembro de 2020 com o mercado de trabalho de novembro de 2019, as perdas na ocupação ainda são muito significativas”, disse, acrescentando, que atividades como alojamento e alimentação, serviços domésticos e o próprio comércio ainda acumulam perdas anuais relevantes.

Pessoas ocupadas

Na comparação com o trimestre encerrado em novembro de 2019, o total de pessoas ocupadas no país recuou 9,4%. Isso significa redução de 8,8 milhões de pessoas. Adriana destacou que o avanço da ocupação é significativo, tanto em aspectos quantitativos quanto qualitativos, comprovada pelo crescimento da população com carteira assinada e a disseminação por diversas atividades, mas ainda está bem distante de um cenário pré-pandemia.

Fora da força de trabalho

Ainda conforme a pesquisa do IBGE, a população fora da força de trabalho registrou queda de 3,4%, o que representa uma diminuição de 2,7 milhões de pessoas, se comparada com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2019, o contingente cresceu 17,3%, ou 11,3 milhões de pessoas a mais.

A força de trabalho potencial, que inclui pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que possuíam potencial para se transformar em força de trabalho, também caiu. O grupo apresentou retração de 15,8% frente ao trimestre anterior. Isso significa uma redução de 2,1 milhões de pessoas.

Os desalentados, que são um subgrupo de pessoas da força de trabalho potencial, foram estimados em 5,7 milhões. O número é estável se comparado ao último trimestre, mas em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve um crescimento de 22,9%. Lá, havia no país 4,7 milhões de pessoas desalentadas.

Agência Brasil

Acre apresenta projeto para atrair chineses a comprarem a ZPE no estado

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Em reunião com o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) nesta quarta-feira, 27, em São Paulo, o secretário de Ciência e Tecnologia (Seict), Anderson Abreu, o procurador-geral do Estado João Paulo Setti e o secretário de Estado de Saúde, Alysson Bestene e o presidente da Ordem dos Advogados do Acre Erick Venâncio, apresentaram um projeto com objetivo de atrair investidores chineses para a possível compra e investimentos na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre.

O Instituto Ibrachina é dedicado a promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, da China e de outros países que falam português. Atuando na realização de palestras, workshops, intercâmbios, atividades e eventos culturais buscando preservar e divulgar a cultura chinesa, em suas várias formas de expressão. Por isso, por meio do Ibrachina, representantes do Acre viram uma boa oportunidade para apresentar o negócio.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Anderson Abreu, disse estar otimista com a projeções. Tendo em vista que em audiência no dia 13 de janeiro com o Ministério da Economia o governador Gladson Cameli recebeu sinal verde para prosseguir com medidas para a venda da ZPE. O Estado aguarda a publicação que deverá ser feita pelo Ministério da Economia, para que a partir disso, possa lançar edital para a venda do empreendimento. Abreu lembrou ainda que a Indústria de Peixes da Amazônia é outro produto acreano que o Estado coloca à disposição para parcerias.

“Nós valorizamos muito a contribuição dos chineses no Brasil. Por isso, estamos aqui para pedir esse apoio. Pois precisamos gerar emprego e renda no Acre. Estamos prontos para executar a venda da ZPE. Temos um diferencial muito grande que é uma localização próxima ao Peru e Bolívia. Pois temos proximidade com os portos peruanos. Algo que facilita muito a logística. Tanto na ida quanto na vinda de produtos. E além desses países queremos poder levar nossos produtos para a China e trazer mais produtos chineses ao Brasil. O Acre deseja alavancar o comércio exterior. Não tenho dúvidas que por todas essas facilidades que o Acre oferece, podemos conquistar os mercados asiáticos e europeus”, enfatizou Abreu.

Thomas Law, que é presidente do Ibrachina, disse estar maravilhado com a possibilidade da geração de riquezas para o Acre por meio da ZPE. “Vamos organizar uma reunião com o setor do comércio chinês. E fazer uma apresentação para investidores. Tenho certeza que temos muito a crescer”.

O procurador-geral do Estado João Paulo Setti, esclareceu que o modelo que foi criado a ZPE é um modelo tradicional somente da transformação dos produtos e isso não atraiu investidores ao Acre. “O governo Gladson Cameli precisa que alguém assuma a propriedade. Estamos em momento decisivo. Estamos trazendo ao Instituto várias possibilidades e conversas para nos ajudar a movimentar economicamente a região. Sem dúvidas o Governo Federal já sinalizou incentivos para que haja esse desenvolvimento na região por meio da ZPE. O Governo do Estado também já abriu mão de boa parte dos impostos para facilitar as negociações. Temos tudo para dar certo”.

Morre Ygona Moura, ‘influenciadora’ que fazia piadas com aglomerações

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A influencer Ygona Moura, que estava internada com Covid-19, morreu na noite desta quarta-feira (27). A informação foi confirmada pelo perfil oficial da criadora de conteúdo no Instagram

“Pessoal, perdemos a Ygona”, dizia o story da rede social, que estava sendo utilizado pela família da influencer para dar informações a fãs sobre o estado de saúde dela. Na madrugada de quinta (28), a família divulgou detalhes do sepultamento de Ygona.

“Pessoal, a Ygona será sepultada às 11h, no cemitério da Vila Formosa. O caixão será lacrado e só poderá ir apenas 10 familiares da família”, dizia comunicado publicado por familiares da influencer no Instagram dela.

Mais cedo, Ygona teve piora em seu estado de saúde, na UTI, mas o quadro logo foi estabilizado. Ela estava intubada e em coma, sem previsão de alta.

Clínicas particulares do Acre podem ter vacina contra Covid a partir de junho

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Segundo uma das clínicas ligadas à Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC), as tratativas com a empresa indiana Bharat Biotech devem finalizar até maio.

Segundo informações da Associação, o processo para a compra de 5 milhões de doses da vacina indiana Covaxin pelas clínicas privadas brasileiras está “muito bem encaminhado” e a aquisição será feita assim que sair registro definitivo do imunizante no Brasil, que deve acontecer até final de fevereiro.

Uma das clínicas procuradas confirmou a expectativa, ressaltando que todas as negociações estão sendo feitas diretamente pela ABCVAC.

A Associação destaca que o objetivo das clínicas privadas não é competir com o SUS, mas complementar a oferta.

“Somos favoráveis a toda e qualquer possibilidade de aumentar o número de pessoas vacinadas no Brasil, desde que cumpridas as regras sanitárias vigentes e desde que o planejamento de vacinação no setor público não seja prejudicado”, pontuou Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC.

Leia a nota na íntegra:

Sobre as notícias recém publicadas a respeito da possível aquisição de doses da a vacina contra a Covid19 por empresas privadas não enquadradas como estabelecimento de saúde, a ABCVAC (Associação Brasileira de Clínicas de Vacina) explica que nem ela – como representante do setor privado de clínicas – nem suas clínicas associadas até o momento estão envolvidas nessa negociação, portanto, não temos comentários a fazer sobre a possibilidade desta transação.

Ressaltamos que a Legislação vigente permite apenas que estabelecimentos de saúde – clínicas de vacinação privadas, hospitais e farmácias – com requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços, podem realizar a atividade de vacinação humana, para garantir a segurança do ato vacinal.

Somos favoráveis a toda e qualquer possibilidade de aumentar o número de pessoas vacinadas no Brasil, desde que cumpridas as regras sanitárias vigentes e desde que o planejamento de vacinação no setor público não seja prejudicado.

Dessa forma, nossas associadas estão sempre a disposição para colaborar com todas as esferas da sociedade.

Diretoria ABCVAC

Com informações A Tribuna

Festa no Clube dos Oficiais é adiada após intervenção do MP

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Após a má repercussão da confraternização que iria ocorrer no Clube dos Oficiais neste sábado, 30, o promotor de eventos, Nelson Silva, usou as redes sociais para informar que o evento foi adiado após pedido do Ministério Público (MPAC).

Segundo Nelson, o Ministério Público e a Secretária de Segurança afirmaram que o evento só poderia ocorrer limitado a 100 pessoas, porém na época do início da vendas dos ingressos o Acre estava em outra bandeira, portanto, poderia vender muito mais ingressos.

“Eu já tinha vendido 150 ingressos, não compensa fazer a festa só para 100 pessoas. Quem comprou o ingresso, poderá me procurar caso queira a devolução. É só ter um pouco de paciência, que em outro momento, assim que os casos diminuírem, iremos fazer o nosso evento”, afirmou nas redes.

Com o decreto estadual em vigor que estipula o horário de fechamento de bares, boates, restaurantes e distribuidoras de bebidas a partir das 22h, no sentido de evitar aglomerações e conter o avanço da pandemia pelo Covid-19, empresários estão transformados as festas que ocorreriam neste horários em “confraternizações”.

Apesar de não ser ilegal, a medida resultou em críticas de populares, já que o Acre vive um momento de pico da pandemia, em que a maioria dos leitos de UTIs na capital ultrapassam a marca de 70% de ocupação.

Mais cedo, o secretário de Segurança, Paulo Cezar Rocha informou que o evento além de contrariar as regras atuais destinadas a prevenção da covid-19, ainda seria realizado em local ao lado do Into.

“Na condição de Gestor do Fundo Estadual de Segurança Pública estou agendando reunião do Conselho Gestor para amanhã, com o objetivo deliberar sobre a proibição de eventos desta natureza enquanto perdurar a pandemia”, destacou o secretário.

AC24H

Quanto tempo depois de tomar a vacina contra a Covid-19 estaremos imunizados? Entenda

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A chegada das primeiras doses das vacinas contra a Covid-19 para o público prioritário é o primeiro passo para o fim da pandemia, mas não significa proteção imediata aos vacinados. Segundo especialistas, a proteção começa, em média, duas semanas após a aplicação da segunda dose no paciente.

Este também foi o intervalo de tempo usado nos testes clínicos das duas vacinas disponíveis no Brasil, a Coronavac e a vacina de Oxford, para medição da resposta imune dos vacinados, segundo Renato Kfouri, presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria. Por isso, os dados de eficácia das duas vacinas foram medidos nesse período.

“Se uma pessoa que tomou a vacina se infectar antes desse tempo, não quer dizer que a vacina falhou, mas que não deu tempo do sistema imunológico criar a resposta imune”, explica Kfouri.

Nesta semana, um secretário municipal de Manaus foi diagnosticado com a Covid-19 seis dias depois de ter se vacinado. Por este motivo, os médicos recomendam que todos os cuidados para evitar a disseminação do vírus sejam mantidos mesmo após a vacinação, como o uso de máscara e a higienização das mãos.

Como funciona a resposta imune

Para ficar protegido da doença, o sistema imunológico precisa criar a imunidade protetora, composta por anticorpos neutralizantes, que impedem a entrada do vírus na célula.

“Com duas semanas, já se detecta a proteção, mas a maior quantidade de anticorpos é registrada um mês após o término da vacinação, com variações individuais”, explica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Este tempo de resposta pode variar de pessoa para pessoa de acordo com faixa etária e o sistema imunológico, segundo Levi, e também por aleatoridade, segundo Luiz Vicente Rizzo, diretor superintendente de pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein. “Tem uma parte da nossa resposta imune que é determinada por aleatoriedade (chance)”, diz o médico.

Além dos anticorpos, o nosso corpo também produz resposta imune celular. No caso da Covid-19, essa resposta depende das células T (ou linfócitos T), explica Rizzo. Essas células produzem ação antiviral por meio da produção de citocinas ou da eliminação de células infectadas. Segundo o médico, a resposta celular pode demorar um pouco mais para aparecer do que a criação de anticorpos, mas este tempo não foi medido nos testes clínicos.

A resposta celular é a principal diferença entre as cinco principais vacinas contra a Covid-19, segundo Carlos R. Zárate-Bladés, pesquisador do Laboratório de Imunorregulação da Universidade Federal de Santa Catarina. De acordo com o pesquisador, é possível separá-las em dois grupos: em um deles, a Coronavac, que tem uma resposta celular mais fraca; no outro, as vacinas de Oxford, Pfizer, Moderna e Sputnik, com forte resposta imune celular.

Efeito da primeira dose

Entre as vacinas disponíveis no Brasil, a de Oxford foi a única que mediu a proteção adquirida depois da primeira dose. De acordo com os dados publicados, a eficácia da vacina é bem semelhante para quem tomou apenas uma dose e para tomou as duas: cerca de 70%. O que muda é a duração da proteção.

Os resultados dos testes da vacina, publicados na revista científica “The Lancet”, mostraram que a eficácia foi medida 21 dias depois da aplicação da primeira dose da vacina, o que significa que há “uma proteção de curta duração após a primeira dose”.

Segundo os especialistas, a segunda dose da vacina garante uma maior duração da proteção, embora estudos ainda não tenham descoberto quanto tempo ela pode durar.

Já a Coronavac não mediu eficácia com uma dose nos testes clínicos realizados no Brasil. Por isso, não é possível saber se a vacina é capaz de oferecer proteção, mesmo que de curta duração. Mas o intervalo mínimo entre as doses (14 dias) é praticamente o mesmo tempo que o corpo leva para criar a resposta imune.

Adiar a segunda dose pode ser uma boa estratégia de imunização?

Alguns países analisam esperar o prazo máximo de intervalo para aplicar a segunda dose para garantir que mais pessoas se vacinem. Segundo Zárate-Bladés, está é uma estratégia válida desde que se respeite o prazo máximo.

“Quando recebemos a primeira dose, já começamos a gerar uma resposta. Mas se terminamos em situação em que damos a primeira pra todo mundo, mas falta a segunda, as pessoas vão ficar expostas e isso pode gerar um problema maior.”

O intervalo de aplicação entre as doses das duas vacinas é de 2 a 4 semanas para a Coronavac e de 4 a 12 semanas para a vacina de Oxford.

Caso a segunda dose atrase, uma parte das pessoas pode perder a imunização primária, diz Rizzo. “O sistema imunológico está o tempo inteiro respondendo desafios. Ele tem tendência a ignorar coisas que não são tão importantes. Uma vacina não é a mesma coisa que uma infecção, o vírus está inativado, a gente precisa enganar o sistema para ele pensar que é uma infecção de verdade. Se não der o reforço na hora certa, corre-se o risco de que o sistema imunológico se esqueça da primeira dose”, explica.

No caso do Brasil, o que preocupa é a pouca quantidade de doses da vacina e a falta do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de novas doses, diz Levi. “Uma temeridade é fazer isso no momento que o Butantan está sem IFA e a fabricação está parada”, avalia.

Para a imunologista, esta estratégia é mais eficaz para conter a infecção em comunidades restritas. “Se vacinar muita gente dentro de uma comunidade, ou um local com alta transmissibilidade, vai haver um controle mais rápido. Com a população indígena, priorizaram fazer de uma vez porque a vacinação fracionada pode gerar mais risco de disseminação uma vez que tem mais profissionais da saúde indo e voltando”, explica. Para grandes cidades, o impacto é menor uma vez que as doses disponíveis são insuficientes para se criar imunidade de rebanho.

G1 

Bancários anunciam paralisação do Banco do Brasil por 24 horas

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De acordo com o Sindicato dos Bancários, a paralisação foi aprovada com índice de 78,43% dos participantes da assembleia extraordinária específica realizada virtualmente.

Ainda de acordo com o sindicato, o resultado da assembleia deixou bem evidente a insatisfação e indignação dos trabalhadores com o que governo federal está fazendo com o Banco do Brasil.

No Acre, segundo a categoria, esse caos vem causando o sofrimento a trabalhadores, clientes e usuários ano após ano, pela falta de funcionários nas agências, e com as demissões de centenas de trabalhadores e sem nenhum concurso público previsto, o que já era ruim vai ficar ainda pior, pois com menos funcionários, as filas serão ainda maiores, o atendimento será muito mais demorado e as pessoas agora terão menos agências para ter algum atendimento ou, em algumas localidades, nenhuma.

Rio Branco deve demorar mais de 1 ano para vacinar 70% da população

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É necessário ter de 60% a 70% da população imunizada para cortar a linha de transmissão do vírus
Uma projeção realizada pela equipe do ac24horas apontou que Rio Branco precisará de ao menos um ano e seis meses [18 meses] para vacinar 280 mil habitantes contra à Covid-19. Os dados embasados para projeção da vacinação foram retirados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Vale ressaltar que serão necessárias duas doses do imunizante para cada habitante, portanto, levaria três anos [36 meses] para a população ter a imunização segura contra o vírus.

Vale ressaltar que isso é apenas uma projeção, levando em conta desde problemas logísticos à falta do imunizante em larga escala no Brasil todo.

Para o cálculo, foi utilizado a quantidade de vacinados desde do início da vacinação na capital, última quinta-feira, 21, até esta quarta-feira, 27. Ao total, foram vacinados durante seis dias, 3.051 habitantes, portanto, em média são vacinados 508 habitantes por dia na capital. No primeiro lote, Rio Branco recebeu 3.600 doses da CoronaVac, e até esta quarta-feira, 27, só foram vacinados 3.051 habitantes, restando 549 doses.

O 2º [AstraZeneca/Oxford] e 3º [CoronaVac] lote que desembarcaram nesta última semana totalizam mais 3.600 doses do imunizante. Segundo a Semsa, o 2º e 3º lote começarão a ser usados a partir desta quinta-feira, 28. No total, em oito dias desde a chegada do primeiro imunizante [19 de janeiro], Rio Branco conta com 7.200 mil doses do imunizante.

Se mesmo hoje, Rio Branco tivesse 280 mil doses do imunizante no estoque, ainda assim levaria um ano e seis meses, já que em média, o Sistema Único de Saúde (SUS) da prefeitura consegue vacinar por dia 508 pessoas.

Em um cenário otimista, se a prefeitura vacinasse 1 mil pessoas por dia, ainda demoraria 280 dias, ou seja, nove meses e meio para alcançar a meta das autoridades de saúde, que é de 70% da população imunizada. Portanto, ainda será necessário por um longo tempo o uso de máscara, álcool gel e medidas de distanciamento social.

Com informações do Ac24horas

Sine Acre oferece 32 vagas de emprego nesta quinta-feira (28); confira a lista

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O Sistema Nacional de Emprego do Acre (Sine) disponibiliza 32 vagas para diversas áreas nesta quinta-feira (28) em Rio Branco. Atendimento de oferta de emprego está sendo feito exclusivamente por telefone.

O candidato à vaga deve atualizar o seu cadastro no Sine. Aqueles que não tiverem cadastro na instituição, devem levar os seguintes documentos: Carteira de Trabalho, Identidade/CPF, Título de Eleitor, comprovante de escolaridade e de endereço.

As vagas são rotativas, ou seja, são disponibilizadas para o dia, podendo não estar mais disponíveis para o dia seguinte.

O Sine se responsabiliza por encaminhar cinco pessoas, no perfil solicitado pelo empregador, para que ele possa escolher qual vai preencher a vaga. O cidadão pode verificar se a vaga ainda está disponível através do telefone 0800 647 8182 ou (68) 3224-5094.

Sine Acre oferta 32 vagas de emprego para esta quinta-feira (28) em Rio Branco — Foto: Divulgação/Sine Acre

Ministério da Defesa publica nota esclarecendo gastos com alimentação das Forças Armadas

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O Ministério da Defesa (MD) informa que as Forças Armadas devem, por lei, prover alimentação aos militares em atividade. Ao contrário dos civis, os militares não recebem qualquer auxílio alimentação.

O efetivo de militares da ativa é de 370 mil homens e mulheres, que diariamente realizam suas refeições, em 1.600 organizações militares espalhadas por todo o País.

O valor da etapa comum de alimentação, desde 2017, é de R$ 9,00 (nove reais) por dia, por militar. Com esses recursos são adquiridos os gêneros alimentícios necessários para as refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar). Esse valor não é reajustado há três anos.

As Forças Armadas têm a responsabilidade de promover a saúde da tropa por meio de uma alimentação nutricionalmente balanceada, em quantidade e qualidade adequadas, composta por diferentes itens.

O leite condensado é um dos itens que compõem a alimentação por seu potencial energético. Eventualmente, pode ser usado em substituição ao leite. Ressalta-se que a conservação do produto é superior à do leite fresco, que demanda armazenamento e transporte protegido de altas temperaturas.

No que se refere a gomas de mascar, o produto ajuda na higiene bucal das tropas, quando na impossibilidade de escovação apropriada, como também é utilizado para aliviar as variações de pressão durante a atividade aérea.

Salienta-se ainda que, em 2020, as Forças Armadas mantiveram plenamente suas atividades, uma vez que a defesa do País e a segurança das fronteiras marítima, terrestre e aérea, bem como o treinamento e o preparo, são essenciais e não foram interrompidas. As Operações Covid-19 e Verde Brasil 2 demandaram um enorme esforço das tropas diuturnamente. Só no combate à pandemia, mais de 34 mil militares atuaram diariamente em todo o território nacional.

Em suma, considerando o efetivo das Forças Armadas, é natural que os totais de gêneros, quando somados, apresentem valores compatíveis com sua missão e tarefas.

Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)
Ministério da Defesa