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“Estamos priorizando a vida”, diz Gladson sobre novo fechamento do comércio no Acre

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O governador Gladson Cameli gravou um vídeo esclarecendo os motivos que levaram o Acre a fechar novamente setores do comércio considerados não essenciais durante a pandemia de Covid-19.

Durante pronunciamento na segunda-feira (1), Cameli afirmou que o aumento de casos de Covid, internações pela doença e mortes levouo Comitê Acre sem Covid a sugerir o fechamento.

““Os leitos de UTIs estão quase todos ocupados. Nossa equipe tem trabalhado para reduzir o número de óbitos. Mas, para isso, precisamos fugir do coronavírus. Todas as medidas que cabiam ao Estado foram tomadas. Mas chegamos a uma situação ainda mais preocupante. É por isso que o Comitê Covid, com a minha validação, decidiu que o momento pede mais rigorosa e prudente decisão. Agora, todo o Acre estará em bandeira vermelha, até 19 de fevereiro. Para não precisarmos viver a medida mais radical, que é o lockdown. Estamos priorizando a vida. Para que o Acre não viva o mesmo caos de outros estados”, afirmou Cameli.

Por fim, Cameli ressaltou que a imunização do Estado continuará nas mãos das prefeituras e pediu a colaboração de todos os acreanos.

“Esse é o momento de priorizarmos a vida das pessoas! Por isso peço mais uma vez à população que siga as medidas de proteção para impedirmos um maior crescimento do vírus em nosso estado”, salientou.

Acre fecha bares, restaurantes, shoppings, parques e academias; veja o que pode funcionar

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O governador Gladson Cameli, seguindo orientação do Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, determinou o regresso do Acre à fase vermelha, que é antes do lockdown, a mais restritiva medida para evitar o avanço da pandemia no estado. Mas, e agora, o que permanece aberto e o que será fechado?

A regulamentação do que é permitido funcionar na classificação de risco vermelha está no Decreto Nº 5.496 de 20 de março do ano passado e prevê que funcione apenas o que é considerado item de primeira necessidade.

O documento estabelece que estão proibidas até o dia 22 de fevereiro, data da divulgação da nova classificação de risco, toda a atividade em estabelecimentos comerciais, em feiras, inclusive feiras livres, o Shopping Center volta a ser fechado, cinema, clubes de recreação, buffets, academias de ginástica, bares, restaurantes, lanchonetes, sorveterias, boates, teatros, casas de espetáculos, casas de shows, centros culturais, circos e clínicas de estéticas. O setor de alimentos tem autorização para funcionar em sistema delivery.

O decreto também proíbe agrupamentos de pessoas em locais públicos. Parques e locais que promovem aglomeração como é o caso do Parque do Tucumã e Horto Florestal devem voltar a ser fechados.

Estão permitidos a funcionar estabelecimentos ligados à saúde como os estabelecimentos médicos, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, farmácias de manipulação, psicológicos, clínicas de fisioterapia e vacinação humana, além dos serviços de delivery de alimentação e medicamentos. As empresas que participem em qualquer fase da cadeia produtiva e de distribuição de produtos de primeira necessidade para população deverão manter suas atividades, tais como distribuidoras, revendedoras ou indústrias de alimentos, medicamentos, produtos de limpeza e higiene, água, gás, postos de combustíveis, padarias, conveniências, supermercados, mercadinhos, minibox e congêneres.

Em relação ao serviço público, o governador Gladson Cameli publicou uma edição extra do Diário Oficial ainda na noite desta segunda-feira, 1, determinando a adoção do trabalho remoto para todos os servidores públicos, exceto nos casos de garantia de manutenção dos serviços considerados essenciais e imprescindíveis à população.

Informações Ac24horas

Urgente: todas as regiões do Acre regridem para fase vermelha da pandemia

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O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, anunciou nesta segunda-feira,1, que todas as regionais do Estado estão na bandeira vermelha da classificação de risco.

O secretário Alysson Bestene disse que a antecipação da coletiva foi feita por conta quantidade expressiva de casos, mortes e ocupação de leitos nas unidades de saúde.

Segundo informações repassadas pelo comitê, apenas serviços essenciais devem estar em funcionamento nesse período caótico vivido no Acre.

Gladson decreta fechamento total do comércio após Acre regredir para faixa vermelha

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O governador Gladson Cameli decretou na tarde de segunda-feira (1) o fechamento total de estabelecimentos comerciais, incluindo shoppings e feiras livres.

Após o decreto publicado, o governador afirmou que está fazendo todo o possível para diminuir os prejuízos financeiros, mas que a prioridade nesse momento é salvar vidas.

“Estamos fazendo tudo que é possível para diminuir o prejuízo da população, mas não há preço quando se trata de vidas. Vida não podem esperar, vidas não tem preço”, diz.

Gladson afirmou ainda que as decisões tomadas são para proteger a população.

“Temos que tomar estas decisões para proteger as pessoas. Esperamos a compreensão de todos”, diz.

O governador também pediu que não se politize a questão da Covid-19. “Não há tempo para disputa.
Não há tempo para politização e não há tempo para individualismos. Convido todos a darmos as mãos e virarmos esta página. Essa luta não é só minha, ela é de todos nós e podemos vender mais rápido se todos colaborarem”, diz.

Bocalom alerta que dengue hemorrágica matou duas pessoas em Rio Branco: ‘Mais perigosa que Covid”

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Em entrevista à TV Acre nesta segunda-feira, 1, o prefeito Tião Bocalom fez um importante alerta em relação aos casos de dengue em Rio Branco.

Para ele, cada cidadão deve fazer sua parte no combate à doença. Ele disse que, conforme dados da Secretaria de Saúde, a capital já registrou duas mortes por dengue hemorrágica. “Mais perigosa que Covid”, alertou.

O prefeito pediu o apoio da população na limpeza de suas residências. “Nossa parte estamos fazendo”, disse.

DNIT abandona BR-364 próximo à divisa do AC com RO e “córrego” corta uma das principais rodovias do País

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Descaso e abandono do poder público. É assim que moradores do distrito de Nova Califórnia, Rondônia, distante 145 km de Rio Branco, classificam as crateras abertas na BR-364 em frente à entrada da vila.

Não são só os moradores do distrito que reclamam do abandono da região pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT). Caminhoneiros também lamentam as péssimos condições de um trecho esquecido em meio à milhares de quilômetros que já foram recuperados pelo órgão.

”Já vivemos esquecidos pelo poder público por não termos saúde, saneamento e infraestrutura em nossa cidade. E agora para completar o DNIT deixa a água da chuva partir a principal rodovia do país. Isso é uma vergonha. Já são anos de espera pela recuperação, mas nunca foi feita”, disse um morador da região.

O empresário Saulo Somenzari gravou um vídeo que mostra a real situação da BR-364 no trecho citado.

”Os caminhões e demais veículos precisam invadir a área de um posto de gasolina e comércios para poderem trafegar no local. Isso é um risco para os pedestres e até de danificarem seja veículos”, conta Saulo. Veja o vídeo abaixo:

A reportagem tentou contato com a direção do DNIT no Acre, mas não conseguiu contato. O espaço fica reservado para os devidos esclarecimentos do órgão.

Ano letivo nas escolas privadas deve começar até março

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Aos poucos, as escolas de todo o país vão retomando as atividades e dando início ao ano letivo de 2021. As aulas nas escolas particulares, na maior parte dos estados, estão agendadas para começar até março. Com a pandemia do novo coronavírus, os desafios são muitos, assim como as formas de atender os alunos, que poderão ser em aulas presenciais, aulas remotas ou mesmo em um modelo híbrido, mesclando as duas modalidades. As orientações variam de local para local.

De acordo com levantamento feito pela Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), ainda não há previsão do retorno às atividades ou do modelo a ser adotado nas aulas na Bahia e em Rondônia. O Amazonas, que chegou a retomar as atividades presenciais em 2020, também não tem definição, por conta do agravamento da pandemia no estado.

Mato Grosso e Acre decidiram retomar as aulas este mês de forma remota, seja pela internet seja por meio de apostilas. Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Maranhão e Ceará, ainda não definiram o modelo a ser adotado, mas começam as aulas entre fevereiro e março. Os demais estados deverão adotar um modelo híbrido de ensino.

Segundo o presidente da Fenep, Ademar Batista Pereira, entre as escolas particulares há uma grande diversidade e cada uma, levando em consideração o local onde está inserida, o nível de contaminação de cada cidade, os professores, os estudantes e as famílias, devem decidir a melhor forma de retomar as atividades. “Depende da escola, do espaço físico da escola. Cada uma tem o seu plano de retorno. A escola privada é muito diversa, tem escola grande, escola pequena. Então, a escola pode ter um espaço maior e pode vir com todos os alunos, se conseguir fazer o distanciamento. Depende muito do projeto de retorno que a escola fará”, diz. A entidade preparou um plano estratégico de retomada das atividades, com uma série de orientações de segurança.

“A gente aprendeu que a doença não vai embora tão cedo e que a gente precisa aprender a conviver com ela, a ter um projeto de vida apesar da pandemia, apesar do coronavírus”, defende Pereira. “A gente aprendeu muita coisa, aprendeu que pode ser feita muita coisa a distância, mas também aprendeu que o ensino presencial para crianças e jovens é determinante para o aprendizado”, acrescenta.

Planejamento curricular

Em resolução o Conselho Nacional de Educação (CNE), garante a autonomia de cada localidade. As escolas devem, no entanto, pelo menos no ensino fundamental e médio, cumprir a carga horária mínima de 800 horas anuais. Pode-se também aumentar os dias letivos e a carga horária do ano letivo de 2021 para cumprir, de modo contínuo, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento previstos em 2020.

“As escolas podem, então, desenvolver um replanejamento curricular, flexibilizando a proposta curricular, de modo que alunos tenham a possibilidade de fazer a recuperação da aprendizagem e depois da recuperação da aprendizagem, as escolas iniciam o cumprimento do currículo previsto para 2021”, explica a presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães.

Segundo Maria Helena a recomendação é que as escolas e as redes de ensino não reprovem os estudantes no ano letivo de 2020, pois isso pode fazer com que mais alunos desistam de estudar e abandonem as escolas. Como será difícil cumprir a risca todo o conteúdo previsto para 2020 e para 2021, as escolas podem rever a proposta curricular e selecionar os conteúdos, competências habilidades que são mais essenciais para desenvolverem com os alunos.

“O mais importante de tudo é as escolas terem um bom planejamento curricular. Iniciar um ano com acolhimento aos alunos e boa avaliação diagnóstica para identificar quais são as defasagens. O que os alunos aprenderam e o que eles não aprenderam. A partir daí, iniciar uma recuperação das aprendizagens que pode ser paralela com a oferta das atividades presenciais ou remotas”, defende.

Diálogo

O retorno, principalmente para as atividades presenciais tem gerado manifestações. No Rio de Janeiro, por exemplo, professores da rede pública estadual e da rede municipal da capital carioca aprovaram greve contra o retorno às atividades de forma presencial em meio a pandemia.

Para a socióloga Helena Singer, articuladora do Movimento de Inovação na Educação, deve haver diálogo entre todos os setores envolvidos. “Escutando, criando processos participativos democráticos, de tomada de decisão. Escutando, em primeiro lugar, professores, funcionários e as famílias. Os próprios estudantes e as famílias. Têm muitas famílias que não voltam mesmo que as escolas voltem presencialmente, que não se sentem seguras de mandar as crianças, então, tem que conversar tem que reconhecer as diferenças. Reconhecer as diferenças sem aumentar as desigualdades”, defende.

A pesquisadora acrescenta que é importante também buscar os estudantes com os quais não foi possível manter contato em 2020. “Como a gente sabe, tem uma percentagem bem significativa que não apareceu, que desapareceu da relação com a escola. Ir atrás dessas famílias e desses estudantes é muito importante agora para restabelecer uma dinâmica de trabalho na qual eles podem participar. E aí, vai organizar o funcionamento presencial da escola a partir desse diagnóstico e levando em consideração a situação das famílias que a escola atende e em uma parceria muito íntima com a assistência social e com a saúde”.

Agência Brasil

Polícia prende irmãos acusados de matarem garota de 13 anos e descobre cemitério clandestino em Rio Branco

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Os irmãos Yago da Silva Sabino, 20 anos, e Tyego da Silva Sabino, 18, foram presos acusados de terem sequestrado, matado e enterrado o corpo da adolescente Raquel Melo de Lima, de 13 anos, em uma cova rasa numa área de mata no Ramal do Pica-Pau, na região do bairro Amapá, em Rio Branco. A prisão da dupla aconteceu na manhã de domingo (31/01).

Segundo informações da polícia, os irmãos foram denunciados pela mãe da adolescente, que preferiu não se identificar por medo de represálias. Segundo o relato da mulher, ela e a filha foram sequestradas após saírem de um culto na noite de sexta-feira (29) e levadas a uma casa no Ramal do Pica-Pau.

Durante a madrugada de sábado (30), os criminosos liberam a mãe de Raquel e levaram a adolescente até uma área de mata, para realizar um “julgamento” no qual Raquel foi condenada à morte sob acusação de ser olheira de uma facção criminosa.

Após ser liberada, a mãe de Raquel ligou para parentes, que comunicaram à polícia sobre o ocorrido, e na tarde de sábado (30), uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizou várias diligências na área do Ramal do Pica-Pau, mas não conseguiu encontrar a jovem.

Já na manhã de domingo (31), com a ajuda de um cão farejador do Bope, policiais conseguiram localizar o corpo de Raquel em uma cova rasa. A PM isolou a área para o trabalho da perícia criminal. O corpo foi removido por agentes do Instituto Médico Legal (IML) e levado para a sede.

Segundo foi apurado pela reportagem, a área onde o corpo da adolescente foi encontrado seria um cemitério clandestino, e naquele lugar teria vários corpos enterrados, inclusive a da irmã de Raquel, que está desaparecida a cerca de um mês e não foi localizada.

Ainda o que foi apurado por reportagem junto a um investigador da Polícia Civil, haviam 4 covas abertas nesse cemitério clandestino esperando outros corpos, e uma retroescavadeira precisaria ser utilizada pela polícia para identificar se há mais cadáveres no local.

Casa incendiada

Após as diligências na área e a captura dos irmãos Yago e Tyego, a facção Bonde dos 13, colocou fogo na residência da mãe de Raquel e de outro familiar dela, na noite de domingo (31).

Com apoio da Polícia Militar, horas antes a família tinha retirado uma parte dos móveis da casa, e alguns objetos que sobraram foram destruídos pelo fogo.

Ecos da Notícia

Na abertura do ano legislativo, Gladson Cameli destaca principais avanços do governo

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Pela primeira vez na história, a tradicional sessão solene que marca a abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) ocorreu de maneira virtual. Ao lado do presidente do Poder Legislativo, deputado Nicolau Júnior; do primeiro secretário da casa, deputado Luiz Gonzaga; e do procurador-geral do Estado, João Paulo Setti; o governador Gladson Cameli fez a leitura da mensagem governamental e pontuou os principais avanços alcançados nos últimos dois anos.

De maneira enfática, o gestor abriu seu discurso dando destaque ao esforço do Estado e do incondicional apoio dado pelas demais instituições no enfrentamento à pandemia do coronavírus. Cameli citou a construção de dois novos hospitais permanentes em tempo recorde, a abertura de centenas de leitos, a ampliação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), a contratação de novos profissionais, a aquisição de medicamentos e insumos, e a tão aguardada chegada da vacina contra a Covid-19.

“Não seria possível enfrentar os desafios da crise sem o apoio e a colaboração do presidente da República, Jair Bolsonaro, e sua equipe, dos governadores de outros estados brasileiros, dos senadores da República, deputados federais, nobres deputadas e deputados desta augusta Casa do Povo, magistrados do Poder Judiciário, membros do Ministério Público, prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, pesquisadores acadêmicos, empresários, líderes religiosos e comunitários e da população em geral”, afirmou.

Ainda na área da saúde, o governador disse que o mundo não esperava passar por uma nova pandemia e lembrou dos audaciosos investimentos do governo estadual realizados desde 2019. Gladson citou a conclusão do Pronto-Socorro de Rio Branco, após uma década em obras, a reestruturação da rede pública hospitalar nos 22 municípios, a retomada de serviços que estavam paralisados, como a radioterapia na Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

A valorização dos servidores da Saúde, sobretudo aos que estão na linha de frente no combate ao coronavírus, também foi outra importante conquista assegurada pelo governo acreano: “O Auxílio Temporário de Emergência em Saúde, bem como a majoração do adicional de insalubridade, foram concedidos aos profissionais como medida excepcional e temporária de enfrentamento à pandemia. Some-se a isso o pagamento de todos os valores do plantão emergencial exclusivo para cobrir escalas do atendimento a pacientes com Covid-19″, enfatizou.

Educação e Cultura

Na Educação, o governo se reinventou para continuar levando ensino de qualidade para mais de 146 mil estudantes da rede pública. Com o programa Escola em Casa, os alunos acompanham as disciplinas em tempo real por meio da TV, rádio e internet.

Na gestão de Gladson Cameli, a distribuição de fardamento voltou a ser gratuita e uma nova refeição foi implementada na merenda escolar. Com a paralisação das aulas, o governo fez a distribuição de milhares de cestas básicas às famílias dos estudantes cadastrados no programa Bolsa Família.

O transporte escolar recebeu atenção especial do Estado. Novos 110 ônibus foram adquiridos para ampliar a capacidade da atual frota. Com a renovação dos contratos já existentes, o governo assegura o transporte de milhares de alunos em 147 escolas, totalizando 511 rotas.

Casos de dengue aumentam em quase 1000% em Rio Branco nos primeiros dias de janeiro

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Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) mostra que já é preocupante o aumento de casos de dengue em todos os municípios do estado, mas principalmente, em Rio Branco, onde há maior população do estado. Os dados do Núcleo de Transmissão Vetorial, da Sesacre, mostram que nas primeiras três semanas epidemiológicas de 2021, houve um aumento de mais de 950% no número de casos prováveis da doença ante igual período de 2020.

‘Casos prováveis’ são aqueles em que as pessoas apresentam os sintomas da doença, mas ainda não sabem do resultado, se descartada ou confirmada a doença. Do dia 3 de janeiro ao último dia 23 do mesmo mês, o período das três semanas epidemiológicas de 2021, Rio Branco registrou impressionantes 1.387 casos da doença. Esse aumento de quase 1000% no número de casos é observado quando se compara com o mesmo período de 2020, que registrou apenas 123 casos prováveis de dengue, em toda a capital acreana.

“É um número muito alto, e ao que parece, a situação está fugindo do controle da nova administração municipal”, alerta um enfermeiro da UPA Franco Silva, na Baixada da Sobral, para onde a maior parte das pessoas acometidas está indo buscar atendimento. Além da UPA, a Unidade de Referência da Atenção Primária (Urap) Augusto Hidalgo de Lima, no bairro Palheiral, localizada a menos de 50 metros da Unidade de Pronto Atendimento Franco Silva, também vem atendendo pacientes com dengue.

Ali, no dia 7 de janeiro, OPINIÃO constatou que pelo menos 10% dos pacientes que chegavam à unidade estavam acometidos pela dengue. Na ocasião, a coordenadora interina, Carlessandra Marques, explicou que das pouco mais de 25 fichas distribuídas, em média, por dia, para atendimento médico, “sete ou oito são de pessoas com suspeitas de contaminação por dengue”.

No início do mês, o secretário Municipal de Saúde, Frank Lima, anunciava que a Prefeitura de Rio Branco estava no aguardo do relatório do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti, o LIRAa, mecanismo que permite monitorar o vetor da dengue, revelando onde está sendo o maior foco do mosquito transmissor. A ideia, segundo o gestor, era a de que, de posse dos dados, a sua pasta atuaria com mais precisão nas regiões de maior infestação do mosquito. Mas depois disso, não se ouviu mais falar sobre o assunto.

Ao que parece, falta para o novo prefeito, Tião Bocalom (Progressistas), o senso de que uma comunicação em massa, que fale direto para a população, é fundamental, se fazendo necessária com máxima urgência, seja por meio de outdoors, seja por panfletos e folderes. A população deve colaborar com o Poder Público, como agente principal de redução no número de contaminações.

A importância do envolvimento coletivo para que seja interrompida a tendência de aumento de casos é fundamental neste início de janeiro, entendem os trabalhadores em Saúde consultados. “Pelo que estamos observando neste momento, tudo indica que caminhamos para uma epidemia igual a ocorrida em 2009”, havia alertado um trabalhador em saúde da Urap Augusto Hidalgo de Lima, ouvido sob a condição de anonimato.

As chuvas constantes neste período de inverno estão favorecendo à formação de poças d’água e charcos nos quintais e áreas abandonadas ou mal cuidadas, que favorecem à criação do mosquito. As larvas do mosquito são depositadas em superfícies com água empoçada e parada, causando a sua proliferação, que por sua vez, vai infectar as pessoas. Daí, a necessidade de uma ação mais enérgica também dos agentes de endemias, que fazem parte das secretarias municipais de Saúde.

Risco de epidemia é real em Rio Branco

Se a nova gestão do prefeito Tião Bocalom não tomar medidas enérgicas de combate à dengue, a doença poderá tornar-se em muito breve numa epidemia de proporções só registradas em 2009, quando então no final do primeiro semestre deste mesmo ano, o Acre contabilizava ao menos 15.999 casos, com 111 complicações graves, 13 casos do tipo dengue hemorrágica e 3 mortes.

O alerta é de profissionais de Saúde ouvidos pelo OPINIÃO, que estão na frente do combate à dengue e à covid-19 ao mesmo tempo, nas unidades de saúde do município. Muitos vivenciaram diretamente aquele período, no auxílio às vítimas, pouco mais de onze anos atrás.

A importância do envolvimento coletivo para que seja interrompida a tendência de aumento de casos é fundamental, entendem os trabalhadores em Saúde consultados. “Pelo que estamos observando neste momento, tudo indica que caminhamos para uma epidemia igual a ocorrida em 2009”, adverte um epidemiologista ao OPINIÃO.

Naquele ano, o maior pico de casos aconteceu em fevereiro e março, quando foram enfatizadas ações conjuntas entre o governo do Estado do Acre e as prefeituras para reverter o quadro emergencial.

“É preciso que as administrações públicas não esqueçam que além da dengue, o mosquito aedes aegypti também transmite o vírus da zika e da chikungunya. Por isso, as pastas da Saúde devem redobrar as orientações e as visitas técnicas para intensificar as ações de prevenção e controle das doenças”, havia alertado um médico especialista ouvido em outra reportagem do OPINIÃO, publicada ainda no dia 5 de janeiro.

Bairros como o João Eduardo, Bahia Nova e Velha e João Paulo, regiões superpopulosas que estão dentro da região da Sobral, são locais de atenção para os casos de dengue. Já na parte alta da cidade, em bairros como o São Francisco, Vitória e Eldorado, é possível observar algum avanço, com homens da Secretaria Municipal da Zeladoria da Cidade (SMZC) trabalhando na retirada de entulhos, enquanto picapes da prefeitura espalham o fumacê pelas ruas de alguns conjuntos habitacionais.

“É preciso agir, e rápido”

Dois fatores podem estar influenciando um aumento dos casos. O primeiro deles tem a ver com a própria pandemia de covid-19, que pode ter tirado as secretarias de Saúde do foco da doença. O segundo seria por conta do próprio período de transição entre as administrações municipais, com os novos prefeitos ainda tentando ‘se acharem’, por assim dizer, com suas equipes

O ideal é que os novos gestores que estão chegando após as últimas eleições de dezembro tenham consciência de que devem atuar o mais rápido possível. Além do ‘desaparecimento’ dos agentes de endemias, as campanhas de TVs, no rádio e nos outdoors pelas ruas também estão ausentes.

“Sabemos que as pessoas precisam ajudar o poder público. São elas que moram nos locais e por isso, são elas que mais devem ter consciência de que não se pode deixar nada desorganizado para que o mosquito vá colocar os ovos. Mas as autoridades também não podem ficar de braços cruzados”, entende Maria Correia de Assis, moradora do bairro Oscar Passos. “É preciso mais divulgação”, acredita ela. A reportagem tentou contato com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do município de Rio Branco, mas não obteve retorno.

Comunidade também precisa ajudar

Já que o ovo do aedes aegypti pode sobreviver até cerca de 450 dias em baixa umidade, impedir a proliferação dele deve começar combatendo os principais criadouros do mosquito, que estão nos quintais das casas. A tarefa é higienizar.

“Os focos estão, na maioria das vezes, no ambiente domiciliar, seja em depósitos de armazenamento de água (principal criadouro), seja em pequenos utensílios jogados nos quintais e que ficam acumulando água”, explica Márcia Andréa Morais, técnica do Núcleo de Transmissão Vetorial, da Sesacre.

É preciso eliminar o lixo, e principalmente qualquer recipiente que possa acumular água. No caso de caixas d’águas e tambores, deve-se trocar a água pelo menos uma vez por semana.

Caixas d’águas e tambores devem ser higienizados com água sanitária, escova ou palha de aço.

A Sesacre tem enviado notas de alerta aos municípios, solicitando a intensificação das ações de prevenção e controle, destacando a participação de todos. “Se cada um fizer a sua parte, o Acre poderá reduzir drasticamente o risco de registrar aumento de casos e óbitos por dengue, zika e chikungunya”, diz Andréa Morais

Opinião