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Neném lamenta postura de secretários de Gladson: “Não me atendem e nem retornam minhas ligações”

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Na sessão remota desta terça-feira (9), o deputado Neném Almeida voltou a cobrar dos secretários estaduais, respostas às indicações feitas por ele na Assembleia Legislativa do Acre. Segundo o parlamentar, os secretários municipais estão se mostrando mais acessíveis do que os secretários do governador Gladson Cameli (Progressistas).

“Na semana passada fui muito bem recebido por dois secretários da prefeitura e eu gostaria muito de parabenizá-los e agradecê-los por isso. Por estarem dispostos a ajudar, ao contrário de alguns secretários estaduais que não atendem minhas indicações, ligações e mensagens. Tenho certeza que esse tipo de comportamento não tem a aprovação do governador Gladson Cameli”, disse o parlamentar.

Ainda com relação a falta de resposta por parte dos secretários o deputado alertou: “Espero que vocês abram os olhos enquanto é tempo, daqui a pouco é tempo de eleição e o justo sempre paga pelo pecador. Uma hora a conta vem”, complementou.

Neném Almeida se solidarizou ainda com as famílias que foram atingidas pela alagação. “Parabenizo todos aqueles que ajudaram de alguma forma. Estou fazendo a minha parte”, concluiu.

“A culpa é do Bolsonaro” diz deputado Luís Tchê sobre caos na pandemia

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Durante sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira (09), o deputado José Luís Tchê (PDT) disse que a culpa do caos que o país tem enfrentado devido à pandemia de coronavírus é do presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que este sempre minimizou os efeitos da doença e agora tenta se eximir da culpa.

“A culpa é do Bolsonaro! Não vamos terceirizar a culpa. Diminuição de impostos, falência de pequenos comerciantes, negacionistas, a culpa é dele, que agora procura uma saída honrosa em meio a toda essa tragédia. Ele, que sempre minimizou tudo, fez propaganda de medicação errada, agora tenta se eximir da responsabilidade”, ajuizou.

O parlamentar também disse estar abismado que um senador tenha que praticamente acampar para ser recebido num Ministério, se referindo a Sérgio Petecão (PSD), que tenta uma audiência no Ministério da Saúde. Também indagou sobre o que o senador Márcio Bittar (MDB), que tem trânsito fácil na presidência, tem feito pelo estado que representa em Brasília.

“O senador Sérgio Petecão dizendo que vai acampar em Ministério pra conseguir falar com ministro. Isso é um absurdo, um desrespeito! Onde está o senador Márcio Bittar que é da cozinha do presidente? O Bolsonaro atuou para sabotar a vacinação contra a Covid-19. A culpa é dele”, disse.

Andressa Oliveira/ Agência Aleac

Deputado diz que mãe de Jorge Viana morreu aguardando ser vacinada contra Covid

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O líder do PT na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Daniel Zen, manifestou seu pesar à família dos ex-governadores Tião e Jorge Viana, pelo falecimento de sua mãe, Silvia Macêdo, vítima da Covid-19. O parlamentar disse que a idosa, assim como tantos outros da mesma faixa etária, morreram aguardando serem vacinados, enquanto alguns furam a fila.

“Inicialmente manifesto meus pêsames e apresento uma moção de pesar pelo falecimento da dona Silvia Macêdo. Que Deus conforte toda família neste momento. Ela é alguém que, assim como tantos outros idosos, aguardou pela sua vez de tomar a vacina. Diferente de uns terraplanistas que negaram a ciência, mas foram os primeiros a furar a fila para tomar a vacina. Isso é o cúmulo da cara de pau e do desrespeito”, criticou.

Zen falou sobre o momento delicado pelo qual o Acre passa, ao ter que enfrentar a pandemia de coronavírus, surto de dengue e alagações que têm deixado centenas de famílias desabrigadas. Ele criticou a prefeitura da capital pela falta de organização e apoio às pessoas que foram atingidas pela enchente.

“A assistência aos alagados deve ser imediata, o que vimos durante o final de semana foi um completo caos, não tinha um agente da Defesa Civil ajudando as famílias, nem a RBTrans contribuindo com o trânsito, nem nenhum outro setor responsável, mas somente ações voluntárias. Não é só com caridade que se resolve as coisas, o Poder Público precisa se posicionar, atuar, não deixar as pessoas à mercê da boa vontade de terceiros. Deixo meu repúdio a omissão da Prefeitura de Rio Branco”, concluiu.

Recepcionista de UBS Maria Kinderlly foi autorizada a tomar vacina contra Covid

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Nota de Retratação

A editoria da Folha do Acre reconhece que errou na matéria a respeito da jovem Maria Kimderly que teria furado a fila para receber a vacinação contra a Covid-19 em Sena Madureira.

Embora não seja médica, nem enfermeira e nem a Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) explique os critérios de vacinação, vale frisar que, segundo a própria Maria, ela trabalha como recepcionista em uma unidade de saúde o que a tornaria prioritária por atender pacientes que buscam o posto de saúde.

A reportagem tentou por inúmeras vezes contato com a Sesacre para saber quais os critérios de prioridade dentro do próprio grupo da saúde, haja vista que a vacinação por enquanto cubriu apenas 30% dos profissionais, o que não atende por completo nem médicos e enfermeiros que têm contato direto com pacientes. Erramos por não termos em mão esta lista misteriosa de critérios.

Vale citar que a exemplo de outros estados como o Amazonas os critérios de prioridades são para médicos e enfermeiros e, inclusive, duas médicas recém-formadas que furaram a fila não irão tomar a segunda dose da vacina.

Nosso compromisso não é com o erro e, tampouco, a intenção é atacar a ou b, entendemos que o problema é maior que isso e cabe a nós como imprensa buscar a realidade dos fatos junto à Sesacre como temos feito para saber quem realmente é prioridade e porque alguns médicos e enfermeiros não foram vacinados.

No mais, se Maria recebeu autorização da Sesacre ou da Secretaria de Saúde de sua cidade para ser imunizada cabe aos gestores da saúde explicarem o fato.

À Maria nosso pedido de desculpas.

Infectologista afirma que só vacinação em massa evitará caos provocado pela Covid no Acre

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A vacinação em massa, feita da maneira mais rápida possível, é a única forma de evitar consequências ainda maiores da nova onda de Covid no estado, aponta o médico infectologista Thor Dantas, em suas redes sociais.

O médico integra o Comitê Especial de Acompanhamento da Covid-19 no Acre e atua na linha de frente do combate ao coronavírus.

Ele alertou que o caos de Manaus, no Amazonas, já está ocorrendo no Acre e faz previsões sombrias, como o colapso da rede de saúde pública pelas centenas de novos casos, internações e mortes provocadas pela doença. Ele alerta que é preciso de preparar porque as próximas semanas serão difíceis, prevendo um agravamento ainda maior da infecção.

Onde está a vacina? Acre recebeu 51 mil doses, mas só aplicou 11,5 mil doses

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Números divergentes provocam questionamentos sobre a imunização contra a Covid no Acre

A senha da desconfiança foi dada pelo próprio governador Gladson Cameli, cobrando ações e unidade em torno das ações de seu governo. Foi o governador que falou que “todos são testemunhas do esforço sobre-humano que tenho tido para salvar vidas, independente de cor, raça, religião ou partido político. Reafirmo que não irei tolerar nenhuma inércia da parte de qualquer membro da nossa equipe ou conivência com as tentativas de alguns políticos de desconstrução de um árduo trabalho pela manutenção das vidas e das famílias do nosso Estado”. Revoltado com o que parece ser uma campanha de desinformação, o governo deveria apurar, entre outros questionamentos, os números contraditórios da vacinação da Covid no estado.

Gladson também afirmou que a responsabilidade da vacinação é dos municípios, mas que está apoiando com a estrutura do Estado a campanha de vacinação.

O Acre recebeu, de acordo com o a página de informação do Portal de Transparência, 51.060 doses de vacinas. Este total daria para vacinar 25.500 pessoas, reservando já a segunda dose.

Entretanto, a realidade é diferente. No mesmo portal consta que o estado distribuiu para os municípios 31.275 doses, das quais só 11. 519 foram efetivamente aplicadas, como primeira dose.

Entre as doses recebidas, um dos grupos prioritários para a vacinação nessa primeira fase é a população indígena. Na primeira remessa o estado recebeu doses suficientes para vacinar todos os índios que moram, em aldeias no estado. Seriam cerca de 25 mil vacinas para a primeira dose nas aldeias, Apesar de o Estado ter recebido vacina para todos os indígenas apenas 25% dos índios foram vacinados. As doses chegaram na primeira remessa em 19 de janeiro e 25 mil vacinas ficaram exclusivamente para as comunidades que vivem nas aldeias. Entretanto, o balanço do governo mostra que apenas 2.486 indígenas receberam a imunização até agora, segundo um dos gráficos e com a totalização alcançando, segundo outra informação, 3.101 indígenas, aí incluindo os que estão na Casa do índio em Rio Branco, os ligados à estrutura de saúde, os acamados em outras instituições. A cobertura nas aldeias varia por município, mas não passa de 40% em nenhum. Há caos como o de Sena Madureira em que nenhum índio em aldeia foi vacinado.

Autoridades alegam dificuldade de chegar nas aldeias e de vencer alguns preconceitos ligados à vacina que são incutidos nas aldeias. Uma campanha nacional está sendo feita para motivar a adesão das etnias à vacinação.

O Acre recebeu 45.560 doses da vacina coronavac e 5.500 da vacina de Oxford, da Fundação Oswaldo Cruz.

Onde estão quase 10 mil doses?

Entretanto, mesmo o portal não informando o destino dado a pelo menos 19.785 doses que foram recebidas sem serem entregues para a aplicação, o quadro efetivo da imunização apresenta números bem aquém do número de doses entregues. Eis o quadro por município da vacinação já realizada.

Esse quadro mostra, por exemplo, que Rio Branco recebeu 10.811 doses, o que daria para imunizar, se fosse reservada a segunda dose, 5.405 pessoas, mas só atingiu 3.546. Feijó recebeu 2.709 doses, o que daria para atender mais de 1.350 pessoas, mas só imunizou 907. Um dos municípios mais efetivos foi Cruzeiro do Sul, que recebeu 3.965 doses e imunizou 2.119 pessoas, não reservando a segunda dose para todas. Isso pode ser explicado para a recorrência da casos de COVID na região, praticamente fora de controle. Mesmo assim, após a prefeitura marcar vacinação pelo sistema drive trhu para idosos com mais de 90 anos e dezenas de famílias levarem os idosos de carro ao posto volante, o processo foi cancelado por falta do produto.

Na relação de vacinas recebidas não consta, ainda as doses que estavam previstas para serem entregues hoje ao estado.

Com informações A Tribuna

Vice-prefeita decreta situação de emergência em Rio Branco por causa da cheia do rio Acre

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A vice-prefeita Marfisa Galvão (PSD) decretou nesta quarta-feira, 10, situação de emergência devido à ocorrência de enxurradas que resultaram em diversos bairros atingidos pelas águas de igarapés e córregos, em Rio Branco. O decreto foi publicado na edição desta quarta-feira, 10, do Diário Oficial do Estado e tem a validade de 180 dias.

Nesse período, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem nas ações de resposta ao desastre. Essas ações vão ser coordenadas pela Defesa Civil e Gabinete de Crises.

O nível do Rio Acre ultrapassou a cota de transbordamento durante a madrugada desta quarta-feira, 10. Na medição realizada às 6 horas da manhã, o nível era de 14,03. Nas últimas 24 horas, choveu 18,4 milímetros e amanheceu chovendo nesta quarta, o que deve influenciar em mais subida do nível do Rio Acre.

Por ficarem em regiões mais baixas e próximas ao manancial, os primeiros bairros atingidos durante uma enchente na capital acreana são, principalmente, Ayrton Senna, Triângulo, Baixada da Habitasa, Base e 6 de Agosto.

O decreto também permite a convocação de voluntários para reforçar as ações e para a realização de campanhas de arrecadação de recursos e doações, com o objetivo de facilitar a assistência à população afetada.

As autoridades administrativas e os agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações, em caso de risco iminente estão liberados a adentrar nos imóveis, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação e usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização, se houver dano.

O decreto libera ainda o início de processos de desapropriação, por utilidade pública, de propriedades particulares comprovadamente localizadas em áreas de risco.

O decreto também permite às dispensas de licitações de contratos para aquisição de bens e de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres, desde que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias.

Com informações Ac24horas

Into não tem mais UTI para Covid e 88 pacientes infectados aguardam em enfermarias

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O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) divulgado na tarde desta terça-feira, 9, mostra que o cenário é delicado na capital acreana. Dos 60 leitos disponíveis em Rio Branco, 59 estão ocupados. Sendo que dos 50 leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) destinados à Covid-19 no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no Acre (Into), unidade referência para atendimentos, todos estão ocupados. Na segunda, eram 58 leitos de UTI ocupados na capital.

Outro dado alarmante é em relação aos leitos clínicos, dos 100 disponíveis no Into, 88 estão ocupados. No Pronto-Socorro, a situação é preocupante. Dos 10 leitos disponíveis, nove estão ocupados e ainda tem quatro internados em leitos clínicos. Na segunda-feira, 08, os 10 leitos de UTI estavam ocupados, mas devido a morte de um paciente, o número de leitos voltou para nove, ou seja, com a soma de pacientes internados em leitos clínicos do Into mais com do Pronto-Socorro, em Rio Branco há somente um leito de UTI vago para 92 pacientes.

Segundo dados do boletim, foram identificados 253 pacientes internados nos estabelecimentos monitorados, dos quais 249 com teste positivo para Covid-19. Do total hospitalizado, 76 estão em UTI e 177 em leitos (clínicos, obstétricos e pediátricos).

Já na região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, 17 estão ocupados, registrando 85% de ocupação. Os leitos clínicos somam 104 e 90 estão ocupados, registrando 86,5% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, oito estão ocupados, num total de 18 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

Com informações do Ac24horas

Mailza Gomes pede que Banco do Brasil reveja fechamento de agências nos municípios do Acre

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A parlamentar também encaminhou ofício solicitando informações sobre o plano de reestruturação do Banco e a distribuição dos recursos do Pronaf no estado

A senadora Mailza Gomes (Progressistas-AC) se reuniu virtualmente, no Senado Federal, na manhã desta terça-feira, 09, com executivos do Banco do Brasil (BB) para saber informações oficiais do plano de reestruturação do banco no Acre. A parlamentar também encaminhou ofício solicitando como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) está fazendo a distribuição dos recursos no estado do Acre.

“O meu pedido é que o Banco do Brasil reveja o fechamento das agências no Acre. Sei que a pandemia acelerou o modelo digital da instituição, porém precisamos ter um olhar diferenciado para o nosso estado. Nem todos têm acesso à plataforma digital e as famílias precisam das agências mais próximas para resolver suas questões. Além disso, as outras agências funcionam de forma muito precária. Nos municípios de difícil acesso, por exemplo, como Santa Rosa, Jordão, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, as pessoas que utilizam o banco, recebem o Bolsa Família, aposentadoria e outros benefícios, me relataram uma grande dificuldade para irem até à agência. Às vezes viajam cinco horas de barco para sacar seus benefícios, chegam lá não tem internet, não tem gerente. Então, essas melhorias nas agências são necessárias e urgentes”, enfatizou a senadora.

Agricultura Familiar e Pronaf

A senadora destacou também que a população está muito preocupada com as mudanças. “Vocês sabem que no interior, a Agricultura Familiar é muito presente na vida das pessoas, é o meio de sustento de muitos, e essa área depende muito de créditos. Por exemplo, o Pronaf, um programa para ajudar o agricultor, eles estão reclamando muito, porque a liberação desse crédito precisa de um gerente e nesses casos os postos de atendimento ficam sem gerente, não é? Essa é a maior reclamação que recebi”, informou a senadora.

A executiva da área de Relações Institucionais do Banco do Brasil, responsável pelo atendimento de Parlamentares, Stella Matos, que conduziu a reunião, agradeceu a senadora por trazer as queixas do estado e disse que irá levantar as informações. Também disse que vai conversar com o diretor de Agronegócio, Wagner Chiarello, e pedir um relatório de como está o Pronaf no Acre para encaminhar ao gabinete da parlamentar.

Em trabalho de parto, grávida para em quartel e tem filha dentro de carro com ajuda de bombeiros

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Carolina Azevedo teve a filha dentro do carro com ajuda do comandante do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros do Acre, nesta terça-feira (9). Tenente Josadac Cavalcante se preparava para encerrar o plantão quando ajudou a pequena Lorena a nascer.

O tenente Josadac Cavalcante se preparava para encerrar um plantão de 24 horas na manhã desta terça-feira (9) quando foi surpreendido com uma importante missão: ajudar a pequena Lorena vir ao mundo. Os pais da bebê estavam a caminho da maternidade quando a mãe entrou em trabalho de parto e eles pararamº Batalhão do Corpo de Bombeiros do Acre, em Rio Branco, para pedir ajuda.

Em frente ao quartel, Carolina Azevgl de 23 anos, foi acomodada no banco do passageiro do carro e deu à luz sua filha. Lorena nasceu bem, sob os cuidados e atenção do tenente e os demais bombeiros do quartel. Mãe e filha estão bem e foram levadas para a Maternidade Bárbara Heliodora pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após o parto.

“Comecei a sentir as contrações às seis horas da manhã, saímos umas sete horas e ela nasceu às oito. Não deu tempo chegar, íamos na UPA, mas, meu esposo viu que já estava coroando e parou no Corpo de Bombeiros. Fiquei preocupada achando que não ia conseguir”, relembrou.

Carolina e o marido moram no Ramal Novo Horizonte, zona rural de Rio Branco. Na hora do glob, ela disse que sentiu a pressão arterial baixando e ficou com medo de desmaiar e não conseguir ajudar a filha a nascer. Mãe e filha ainda não tem previsão de alta médica.

“Graças a Deus e o bombeiro conseguiu me ajudar. Tenho muito o que agradecer, me deram toda assistência, fiquei muito feliz. Foi tudo muito rápido. Meu primeiro filho tive normal também, mas no hospital e tranquilo”, complementou.

‘Correria’

Ao G1, o tenente Josadac Cavalcante, que também é comandante do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, contou que foi avisado por outro bombeiro que tinha uma mulher em trabalho de parto no pátio do quartel. Imediatamente, o militar disse que colocou luvas nas mãos e foi ajudar.

“Não deu nem para tirá-la do carro, só baixamos o banco do passageiro, colocamos as pernas no painel e começou a coroar, foi imediato. Peguei ela no colo e coloquei em cima da mãe. A preocupação era de dar alguma complicação com o cordão umbilical, mas, graças a Deus, deu tudo certo”, contou.

Logo que Lorena nasceu, o tenente falou que começou a limpá-la e ficou mais tranquilo quando a criança chorou. A equipe acionou uma ambulância do Samu e aguardou os profissionais chegarem para concluir os trabalhos.

“Pensei: ‘se chorou, está tudo certo’. Coloquei em cima da mãe e a cara de dor dela se transformou em um sorriso tranquilo. Eles ficaram muito agradecidos, depois tinha saído para trocar a luva e ela me chamou para agradecer”, destacou.

Bombeiro há 13 anos, o tenente revelou que nunca tinha passado por uma experiência assim. Segundo ele, o coração ficou mais acelerado que no dia do nascimento do próprio filho.
“Foi emocionante, primeira vez que atuei nesse sentido. Já tinha conduzido uma mulher na maternidade, mas não fiz o parto. Ficou mais acelerado do que no dia em que minha mulher foi ter nosso filho”, brincou.

G1