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Com salário atrasado pela prefeitura, gari é preso por não poder pagar pensão na capital

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Por Marcos Dione, para a Folha do Acre

Um gari que presta serviços para a Prefeitura de Rio Branco foi preso por não pagar a pensão alimentícia do próprio filho por estar com seus salários atrasados há mais de três meses. A informação foi dada por um de seus colegas de trabalho nesta quinta-feira (4), durante uma manifestação na sede da Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade.

“Essa situação é um verdadeiro absurdo, a gente tem família pra sustentar, tem conta pra pagar, tem que por comida na mesa pra nossos filhos comer. Um amigo nosso foi até preso devido não ter o dinheiro pra pagar a pensão. Um trabalhador passar por uma humilhação dessa revolta qualquer um”, disse o profissional que preferiu não ter seu nome divulgado.

A Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade Rio Branco alega que os atrasos são motivados por problemas com a documentação de uma empresa terceirizada. Enquanto a prefeitura e a empresa não entram em um acordo, centenas de homens e mulheres que atuam na limpeza e manutenção de espaços públicos da capital acreana seguem trabalhando sem receber seus provimentos.

Os garis e as “margaridas” reclamam ainda das condições de trabalho. Segundo seu José Silva, nem água gelada a secretaria fornece aos trabalhadores.

“Pra você ter uma ideia nem água gelada eles dão pra gente. A gente trabalha no sol e nem água gelada a gente tem pra beber. A falta de respeito já começa daí. Eles precisam entrar em um acordo, fazer alguma coisa pra resolver nosso problema. A gente precisa receber nosso pagamento”, disse.

A reportagem não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade. Fica aberto o espaço para possíveis esclarecimentos.

Mari Viana, representante de uma das empresas terceirizadas, afirma que quem deve aos garis é a prefeitura, pois o dinheiro ainda não foi repassado.

“Que deve os servidores é a prefeitura, pois não foi feito o repasse para a empresa. Eles falam que a empresa está irregulas e depois falam que já fizeram o repasse para a empresa, mas esse dinheiro não foi repassado. O senhor secretário não atende as pessoas”, disse.

Viana também confirmou que um dos garis foi preso por não pagar a pensão alimentícia. “Teve funcionário que o oficial foi buscar ele no campo. O seu Medeiros não está aqui porque foi preso por não pagar a pensão”, disse.

Urgente: Acre pode sofrer apagão de até 27 dias, alerta hidrelétrica Santo Antônio

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A hidrelétrica de Santo Antônio, quarta maior usina do País, que abasteve a rede de energia elétrica do Acre, com capacidade de atender até 45 milhões de pessoas, corre risco de ficar 100% desligada por até 57 dias, ainda no primeiro semestre deste ano. A paralisação da estrutura erguida nas águas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), causaria um rombo bilionário nas contas de luz e levaria ao acionamento de usinas térmicas para recompor a carga. A situação foi alertada ao governo pela própria concessionária Santo Antônio Energia, dona da usina.

O Estadão teve acesso a um documento de caráter confidencial que a empresa levou ao Ministério de Minas e Energia (MME), durante uma reunião ocorrida com o comando da Pasta, no fim de janeiro. O objetivo era discutir as regras de operação impostas à hidrelétrica e o volume de água que Santo Antônio deve armazenar em seu reservatório.

No documento, a concessionária afirma, basicamente, que o volume de água determinado para passar por suas turbinas entre fevereiro e junho pode resultar no desligamento de todas as suas 50 máquinas, por causa da redução de queda da água. O projeto de Santo Antônio prevê uma queda mínima de 9 metros de altura entre a crista da água, na parte de cima da barragem (montante) e a margem que fica na parte de baixo da usina (jusante), para que as turbinas funcionem. Abaixo desse número, pode haver comprometimento mecânico de toda hidrelétrica.

A usina tem solicitado ao Ibama e ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) que seja autorizada a ampliar o volume de água em seu reservatório, de forma a manter uma diferença superior a 9 metros. Ocorre que isso ampliaria o nível do Rio Madeira acima da barragem, inundando uma área de 536 hectares de uma unidade de conservação, o Parque Nacional do Mapinguari, localizado nos Estados de Rondônia e Amazonas.

Ao listar os riscos, a concessionária chega a detalhar o prazo de 57 dias sem geração, dos quais 27 dias seriam de paralisação total e 30 dias para restabelecimento da usina, “em razão da restrição de queda mínima operativa e comprometimento das estruturas da usina, associada ao tempo para sua recomposição plena”.

A Santo Antônio alerta ainda para a interrupção do sistema de transposição de peixes, uma escada artificial onde algumas espécies simulam uma piracema, além do rompimento de estruturas usadas para conter a passagem de troncos carregados pelo rio.

Ao discorrer sobre os impactos na paralisação, a hidrelétrica chega a mencionar que haveria “aumento do risco de racionamento” no País, por causa da redução de energia ao sistema nacional, além de “custo adicional de R$ 1,39 bilhão para recompor o armazenamento”.

A reportagem apurou que a Santo Antônio Energia tem mantido diálogo com o Ibama, o MME e o ICMBio, na tentativa de se chegar a um novo acordo sobre o nível do reservatório. A ideia é incluir alguma mudança na licença de operação da usina.

Por meio de nota, a Santo Antônio Energia minimizou os alertas que fez ao governo. À reportagem, declarou que “tem por prática fornecer informações aos órgãos reguladores do setor sobre os vários cenários sobre as condições operativas da UHE Santo Antônio e os possíveis impactos no fornecimento de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN)”.

O MME e Ibama não se manifestaram.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Servidora da Sefaz, “Cosminha” não resiste e morre de Covid-19 no Into

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A servidora de carreira da Secretaria da Fazenda do Acre (Sefaz), Maria Araújo, faleceu víitma da Covid-19 nesta sexta-feira (5). Maria trabalhava há 34 anos na instituição do governo.

Maria ficou entubada quase 20 dias no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no Acre (Into-AC). Ela deixa dois filhos e netos.

Atualmente, ela comandava o setor de pessoal do órgão, que emitiu nota de pesar pelo falecimento. “Cosma foi uma mulher determinada, forte, vaidosa e muito querida. Seu comprometimento com o trabalho, a educação, a generosidade e o carinho serão para sempre lembrados”, diz o comunicado.

Casal e criança ficam feridos em acidente de moto na Cidade do Povo

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Olímpio de Souza Oliveira, 24 anos, Jecássia da Silva Rodrigues, 32 e uma criança de 3 anos sofreram um grave acidente na tarde desta quinta-feira (4), no Ramal do Herculano, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, região do Segundo Distrito de Rio Branco.

Segundo informações de autoridades na área de trânsito, o marido, esposa e filho estavam indo a um mercado na motocicleta, quando Olímpio tentou fazer uma conversão para entrar na rua Vereadora Maria Antônia, mas acabou sendo atingido por outra moto que tentou fazer uma ultrapassagem.

Após a colisão, as vítimas foram arremessadas e na queda a Jecássia teve fratura na perna esquerda, no braço esquerdo e bateu a cabeça. Olímpio teve uma luxação no braço. Já a criança aparentemente teve escoriações.

Populares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que esteve no local e encaminhou as vítimas ao pronto-socorro de Rio Branco, em estado de saúde estável.

O Batalhão de Trânsito também esteve no local do acidente e isolou a área para a perícia. A moto foi removida por um guincho.

Ecos da Notícia

Por que algumas pessoas pegam covid-19 no intervalo entre a 1ª e a 2ª dose da vacina?

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A enfermeira Maria Angélica Sobrinho, de 53 anos, foi a primeira a ser vacinada contra a covid-19 na Bahia. Alguns dias depois, porém, ela apresentou sintomas e foi diagnosticada com a infecção pelo coronavírus.

E ela não é a única a vivenciar uma situação dessas: há relatos de outras pessoas em várias partes do Brasil que tomaram uma dose do imunizante e, enquanto aguardavam as semanas para completar o esquema vacinal, pegaram a doença.

Nas redes sociais, posts mentirosos começam a divulgar que os produtos aplicados nas atuais campanhas de imunização poderiam até matar.

Mas, antes de compartilhar esse tipo de informação, é preciso ter muito cuidado e entender o que está acontecendo.

Afinal, como é que algumas pessoas pegam covid-19 no intervalo entre a primeira e segunda dose da vacina?

Proteção incompleta

Por enquanto, dois imunizantes são utilizados no Brasil: CoronaVac (Sinovac e Instituto Butantan) e CoviShield (AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz).

Ambos precisam de duas doses para oferecer um nível de proteção suficiente contra o coronavírus.

O tempo entre a primeira e a segunda dose varia de acordo com o produto: a CoronaVac tem um intervalo de 14 a 28 dias, enquanto na CoviShield esse período é de três meses.

“Nenhuma vacina disponível, para essa ou qualquer outra doença, é capaz de proteger, mesmo que parcialmente, em menos de 14 dias após a aplicação das doses”, esclarece a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Independentemente da tecnologia, as vacinas trazem em sua composição os antígenos, substâncias que vão interagir com as células do sistema imunológico, para que elas criem os anticorpos necessários e consigam lidar com uma futura invasão viral.

A questão é que esse processo leva um tempinho para ser concluído: as células imunes precisam reconhecer os antígenos, “interagir” com eles e criar uma reação satisfatória. Esse trabalho costuma levar cerca de duas semanas.

Seguindo esse raciocínio, uma pessoa que tomou apenas uma dose da vacina contra a covid-19 não está protegida e precisa seguir com os cuidados básicos de prevenção (uso de máscara, distanciamento social, lavagem de mãos…).

“E, mesmo quem recebeu as duas doses, não está liberado para ter uma ‘vida normal’. Pelo que sabemos, a vacina protege contra o adoecimento e as formas mais graves da covid-19, mas as pessoas imunizadas podem continuar a transmitir o vírus para outras”, completa Ballalai.

Portanto, enquanto a circulação do coronavírus estiver em alta e não tivermos uma grande parcela da população vacinada, a tendência é que as medidas de restrição e controle continuem primordiais.

Impossibilidade científica

Outro medo que voltou a aparecer nos últimos dias foi a possibilidade de a própria vacina causar a covid-19.

Mas isso é absolutamente impossível, garante Ballalai.

“Os imunizantes são feitos com vírus inativado e nem por um milagre elas podem provocar a doença”, diz a médica.

Esse, aliás, é um mito recorrente, que aparece todos os anos durante as campanhas contra o vírus influenza, que costuma circular no período do outono e do inverno.

“O sujeito recebe a vacina e alguns dias depois apresenta sintomas de gripe. Ele então passa a acreditar que a culpa é da dose aplicada”, observa a especialista.

A explicação mais uma vez está no tempo necessário para ficar protegido: enquanto o sistema imune não finaliza a produção de anticorpos, o risco de se infectar com o influenza (ou o coronavírus, no exemplo atual) é alto.

A CoronaVac é feita a partir de vírus inativado, um modelo usado na ciência há muitas décadas.

Como o próprio nome já diz, os coronavírus presentes nas ampolas passam por um processo com substâncias químicas e mudanças de temperatura que o inativam e acabam com qualquer possibilidade de ele invadir as células e começar a se replicar dentro do nosso corpo.

Já a CoviShield aposta na tecnologia do vetor viral não-replicante. Em resumo, os cientistas pegaram um adenovírus (um outro tipo de vírus, que também não se replica e não faz nenhum mal à nossa saúde) e colocaram dentro dele informações genéticas do coronavírus responsável pela pandemia atual para suscitar uma resposta imune.

BBC

Prefeito vai contra decreto e autoriza reabertura de comércio e academias em Epitaciolândia

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Mesmo contra as medidas impostas pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, o prefeito de Epitaciolândia, Sérgio Lopes, publicou um decreto na manhã desta sexta-feira, 5, tratando da reabertura das academias e comércio na cidade.

Lopes, em seu decreto, autorizou a reabertura das academias entre 5h e 22h, durante a semana. Já o governo, autorizou somente na próxima semana.

Além disso, o delegado autorizou a reabertura do comércio na cidade, mas com restrições.

Com salários defasados, trabalhadores da saúde ameaçam paralisação geral em todo o Acre

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Os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), buscaram por respostas do secretário da Casa Civil, Flávio Pereira, na tarde desta quarta-feira, 04, referente ao pagamento do auxílio covid-19 do mês de dezembro de 2020, dobra da insalubridade, agenda para início da reformulação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) e sobre o Instituto de Gestão de Saúde do Acre (IGESAC), como resposta receberam um belo chá de cadeira.

Na segunda-feira desta semana, dia 01, foi realizada uma reunião com o secretário na Casa Civil, onde foram apresentados e debatidos os mesmos assuntos. A diretoria do Sintesac mostrou sua insatisfação com a falta de resposta e o desrespeito aos servidores em saúde. E durante o encontro o chefe da casa civil se comprometeu em resolver a situação até quinta-feira, ontem, 04 de março.

No encontro, também foi apresentado ao secretário, a real situação em que os trabalhadores em saúde estão vivendo em seus locais de trabalho: salário pífio, falta de condições de trabalho, exposição ocupacional, entre outros.

O presidente do Sintesac, Adailton Cruz, disse que foi deixado claro que tudo tem limite. “Nós vamos visitar cada unidade do interior, mobilizar todos os trabalhadores, ouvi-los, e nos organizar, infelizmente, não estão respeitando e muito menos valorizando os profissionais da saúde, ainda mais num momento crítico e grave como este”.

A diretoria do Sintesac, irá se reunir com todas as entidades sindicais na próxima segunda-feira, 08, onde serão discutidos os próximos passos a serem tomadas, entre elas, uma convocação com todos os trabalhadores em saúde, para uma possível paralisação geral no Estado do Acre.

Deputados visitam hospitais de Cruzeiro e Feijó durante missão de acompanhamento das ações contra a Covid

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Em mais um dia de agenda pelo interior do estado, a Comissão de Acompanhamento das Ações de Enfrentamento da Covid-19 da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) conheceu de perto a situação dos hospitais que estão recebendo os pacientes contaminados pela pandemia do novo Coronavírus.

Os deputados Daniel Zen (PT), Cadmiel Bonfim (PSDB), Gerlen Diniz (Progressistas), Neném Almeida, Marcos Cavalcante (PTB) e Roberto Duarte (MDB) estiveram durante a quinta-feira, 4, nos hospitais dos municípios de Cruzeiro do Sul e Feijó.

Duarte, que é o presidente da comissão, afirmou que a maior reivindicação das direções das unidades de saúde já visitadas é a falta de pessoal. “Médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. Essa carência de profissionais é a principal reclamação. Aqui no Hospital do Juruá, podemos observar tanto na clínica médica, como na UTI, muitos pacientes internados e precisamos pedir o apoio da população para que usem máscaras e não se aglomerem, já que o sistema de saúde está colapsando e a situação pode piorar ainda mais”, afirma o parlamentar.

O progressista Gerlen Diniz também ressaltou a necessidade da contração de novos profissionais. “ A grande queixa é em relação a recursos humanos. Precisamos o quanto antes fazer a contratação de profissionais para darmos assistência à nossa população acometida por essa doença”, afirmou.

O relator da Comissão é o deputado Cadmiel Bonfim (PSDB) que reiterou que o saldo da comissão será a entrega de um relatório com análise dos deputados. “Assim que voltarmos para Rio Branco vamos fechar esse relatório para ajudar o governo no combate à Covid-19. Um dos maiores problemas é a falta de UTI, em Cruzeiro do Sul, que recebe pacientes de toda essa regional, os 20 leitos estão ocupados”, afirmou.

A agenda da Comissão da Aleac termina nesta sexta-feira, 5, com visitas aos hospitais de Manoel Urbano e Sena Madureira.

Prefeitura e Ufac assinam termo com doação de mais de 13 mil itens de limpeza e reforçam parceria

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul e a Universidade Federal do Acre (Ufac) firmaram um termo de doação de mais de 13 mil itens de limpeza, na manhã desta quinta-feira, 04. A reitora da Ufac Guida Aquino, cumpriu agenda no município, onde realizou uma visita institucional ao prefeito Zequinha Lima, e juntos assinaram o termo. As doações serão realizadas para a Campanha Juruá Solidário, para atender as pessoas afetas pela cheia histórica do Rio Juruá, com produtos de limpeza, água mineral e álcool em gel.

Após a assinatura do termo de doação no gabinete, a reitora foi convidada pelo Prefeito Zequinha Lima a visitar o drive-thru de vacinação anti-covid, onde existe uma parceria com a Ufac, através dos acadêmicos e professores que atuam diretamente na campanha de vacinação.

“Eu agradeço muito a visita da professora Guida, nós temos uma parceria com a Universidade Federal do Acre. Esse é um momento difícil e são nesses momentos que conhecemos os verdadeiros parceiros. Tenho certeza que durante nosso mandato vamos estabelecer um vínculo muito forte com a Ufac. Minha expectativa é aproximar as instituições. Por isso é muito importante a visita da reitora Guida”, agradeceu o Prefeito Zequinha Lima.

A doação realizada pela instituição de ensino chega em um momento que as águas começam a baixar e as famílias iniciam seu processo de retorno para as residências, precisando urgentemente de material de limpeza para limparem as casas. A professora Guida Aquino, Reitora da Ufac, destacou que o momento é de união entre os poderes.

“Esse é um momento difícil de muita solidariedade, e junto com Prefeito Zequinha estamos unindo forças, pois a Ufac tem seu compromisso social. Estamos também estreitando outros termos de cooperação na área do meio ambiente e da saúde. O prefeito é professor, defende a educação, e o reconhecimento dele com a Universidade Federal do Acre nos faz contribuir com a gestão, colocando essas parcerias em prática. Estamos felizes de estar nesse momento juntos fortalecendo o município de Cruzeiro do Sul”, disse a reitora Guida.

A Primeira dama, Lurdinha Lima, agradeceu a doação e enfatizou que os itens chegam em boa hora.

“Quero agradecer nossa gloriosa Ufac, na pessoa da nossa Reitora Guida Aquino por estar contribuindo com nosso Juruá Solidário. São itens fundamentais que estavam faltando e que agora poderemos montar os kits e distribuí-los”, finalizou Lurdinha.

O vice-prefeito Henrique Afonso representou o prefeito Zequinha Lima, durante a entrega dos produtos na quarta-feira, e falou sobre a importância das parcerias.

“A Ufac está sendo uma parceira da nossa gestão, o prefeito Zequinha e eu temos um grande respeito por essa instituição tão importante para nossa cidade. Nesse momento, queremos externar nossos agradecimentos pela doação de todo esse material que irá ajudar bastante nesse momento. Estão sendo dias difíceis e a nossa primeira dama vem de maneira muito eficiente conduzindo as ações do Juruá Solidário, esse ato de voluntários que visa ajudar nossas famílias atingidas pela enchente”, concluiu Henrique.

Após o ato de entrega ocorrido nas dependências da Ufac, a Reitora Guida Aquino e a Primeira dama Lurdinha visitaram as estruturas do ginásio Jader Machado, local onde acontecem a coleta de doações e a divisão dos donativos.

Enchente gerou prejuízo de R$ 300 milhões para cerca de 5 mil pequenos produtores

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Cerca de 5 mil famílias de ribeirinhos tiveram os seus roçados completamente destruídos pela cheia dos rios acreanos. Os prejuízos do setor agrícola e pecuário são estimados em torno dos R$ 300 milhões, segundo o balanço preliminar dos técnicos da Secretária Estadual de Produção e Agronegócio (Sepa) dos pecuaristas e produtores rurais que foram atingidos pelas enchentes dos rios Acre, Yaco, Purus, Tarauacá, Envira e Juruá. “Estamos buscando apoio da nossa bancada no Congresso Nacional para adoção de três medidas de socorro às vítimas da alagação”, destacou o secretário estadual de Produção e Agronegócio (Sepa), Edivan Maciel de Azevedo.

Edivan apontou que a primeira medida para mitigar os prejuízos será a prorrogação das dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que vence neste ano, inclusive as dívidas do Fundo Constitucional do Norte (FNO). A segunda medida seria a criação de um auxílio emergencial de R$25 mil para recuperação das atividades econômicas e a terceira uma ajuda do governo do Estado correspondente ao mesmo valor para aquisição de insumos, sementes e mudas, para recuperação dos roçados destruídos pela cheia deste ano.

Como as famílias de pequenos produtores perderam tudo, agora buscam uma doação de 20 mil toneladas de alimentos de uma empresa sediada em São Paulo para socorrer as vítimas com a distribuição de mais de duas mil cestas básicas. “A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) comovida com o drama dos produtores rurais fez uma doação de 1.100 cestas básicas à Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM)”, revelou.

O secretário da Sepa aponta que os roçados de banana foram arrastados pela enchente, os plantios de macaxeira ficaram alagados e as hortas completamente destruídas pela cheia. Como consequência há falta destes produtos básicos nos mercados e feiras dos bairros. “Com a importação de muitos produtos, o preço da cesta básica deve ficar mais salgado”, prevê o secretário.

Edivan acrescentou que a alagação das pastagens reduziu drasticamente a produção leiteira nos 12 municípios que estão em situação de calamidade pública. Como consequência, houve o aumento do preço da manteiga e do queijo comercializados nos mercados da capital acreana. “Estamos buscando alternativa para mitigar esse prejuízo”, finalizou Edivan Maciel.

Com informações A Tribuna