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“Inspiração divina”, diz Márcio Bittar sobre caminhada liderada por Nikolas Ferreira

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Senador relata bastidores da marcha de Paracatu a Brasília durante participação em debate conservador

O senador Márcio Bittar (PL) afirmou na última segunda (26/1) que a caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), de Paracatu (MG) até Brasília (DF), nasceu de uma “inspiração divina”. Em entrevista ao canal Bradock Show, o parlamentar contou que percorreu seis dias da marcha, com média de 36 quilômetros diários, enfrentando sol e chuva. “Não é fácil, dói o pé, cansa. Mas muito pior é quem está preso por um crime que não cometeu”, disse ao justificar sua adesão ao movimento.

Segundo Bittar, a recepção popular ao longo da estrada foi marcante. Ele relatou que moradores ofereciam água, frutas e sanduíches, enquanto outros recolhiam o lixo deixado pelos participantes. “Foi uma coisa comovente. Se eu não tivesse ido, estaria tremendamente arrependido”, afirmou. Para o parlamentar, a presença de milhares de pessoas, mesmo sob chuva intensa, demonstrou que “o Brasil não concorda com os desmandos do governo”.

O senador destacou ainda que não teve constrangimento em se colocar como liderado de Nikolas Ferreira durante a marcha. “Eu ingressei numa ideia que considerei genial”, declarou. Na chegada a Brasília, descreveu uma cena de forte simbolismo: famílias inteiras enfrentando a tempestade para acompanhar o ato.

Ao avaliar o contexto político, Bittar disse que a manifestação expressa o descontentamento popular diante da crise econômica e da condução do governo Lula. “O povo brasileiro mostra que está do lado contrário a esses desmandos”, resumiu. Para ele, a caminhada ficará marcada como um momento de mobilização coletiva e fé, que reforça a necessidade de continuar pressionando por mudanças.

Michelle Bolsonaro diz que “a esquerda fala de amor, mas se alimenta do ódio” após raio atingir manifestantes

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou setores da esquerda após uma descarga elétrica atingir participantes da “Caminhada pela Liberdade”, realizada no domingo, 25, em Brasília. A manifestação foi organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) e reuniu apoiadores contrários às prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em publicação nas redes sociais, Michelle comentou uma notícia sobre o incidente e afirmou que parte da esquerda teria comemorado o ocorrido. “Ah, a esquerda… que fala tanto em amor, mas se alimenta do ódio e da perseguição. Vimos até uma mulher que se diz pastora fazer uma ‘oração’ contrária contra pessoas simplesmente porque pensam diferente dela. Triste, incoerente e profundamente contraditório”, escreveu.

A referência de Michelle foi direcionada à pastora Irmã Mônica, que dois dias antes da manifestação publicou um vídeo pedindo “chuva, trovão e raio” para atrapalhar a mobilização. As imagens circularam nas redes sociais após o incidente climático ocorrido durante o ato.

Na mesma postagem, Michelle citou o versículo bíblico do livro de Gálatas 6:7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois tudo o que o homem semear, isso também colherá”.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 72 pessoas precisaram de atendimento médico ao longo da manifestação, principalmente por quadros de hipotermia. Oito delas foram atingidas diretamente por um raio e receberam socorro imediato no local. Outras buscaram atendimento por conta própria.

Os manifestantes estavam concentrados na Praça do Cruzeiro, nas proximidades do Memorial JK, no Eixo Monumental, quando a região foi atingida por forte chuva e trovoadas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram participantes sendo carregados até o posto de atendimento de emergência montado na área.

Em declaração à imprensa, o deputado Nikolas Ferreira afirmou que a maioria dos feridos não apresentou quadro grave. Segundo ele, duas pessoas permaneceriam em observação médica. “As outras, graças a Deus, não têm nada de grave até então, a informação que eu tive”, disse.

O parlamentar também destacou que o episódio não teria relação com falhas na organização do evento. “Aconteceu um incidente natural, não foi por uma irresponsabilidade nossa, não foi por falta de organização, não foi por tumulto, foi literalmente algo que foge do nosso controle”, afirmou.

Nikolas acrescentou que visitou pessoalmente os feridos no hospital para prestar solidariedade e disse que apoiadores estão orando pela recuperação das vítimas.

“É a maior seboseira que já vi na vida”, diz promotor sobre apreensão de alimentos impróprios em supermercados de Sena Madureira

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Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Vigilância Sanitária, Procon, Polícia Militar e Polícia Civil resultou na apreensão de toneladas de alimentos impróprios para consumo humano e na prisão em flagrante de proprietários de supermercados no município de Sena Madureira, no interior do Acre. A ação expôs um cenário considerado grave de risco à saúde pública.

De acordo com o promotor de Justiça Wanderley Barbosa, foram apreendidas quase duas toneladas de produtos, entre carnes, peixes, ovos, frango e açaí, muitos deles perecíveis, sem procedência e armazenados em condições insalubres. Em um dos estabelecimentos, foram recolhidos cerca de 1,4 tonelada de carne bovina e suína, considerada imprópria para consumo.

“Foi apreendida quase duas toneladas de produto impróprio para o consumo, carne, peixes, ovos, frango, açaí. Então, muito produto perecível, muita mercadoria imprópria para o consumo, com data de validade precisa, sem procedência, em condições insalubres de armazenamento”, afirmou o promotor.

Segundo ele, em um dos supermercados, foi necessário o uso de uma carreta para transportar o material apreendido. Os proprietários dos dois estabelecimentos fiscalizados foram presos em flagrante pelo crime de comercialização de alimentos impróprios, previsto na legislação sanitária, cuja pena pode variar de dois a cinco anos de detenção, além de multa.

Durante a fiscalização, as equipes encontraram câmaras frias em condições precárias, com forte odor, sangue escorrendo pelo chão e carne armazenada sobre resíduos orgânicos. Também foi identificado veneno de rato armazenado junto a produtos alimentícios, incluindo leite destinado ao consumo infantil.

“Quase uma tonelada e meia de carne, a maioria carne, bovina e suína imprópria para o consumo. Podre, estragada, más condições de armazenamento. No chão, cheio de bicho, cheio de mosca, a maior seboseira que eu já vi na minha vida”, declarou Barbosa.

Outro ponto que chamou atenção dos fiscais foi a suspeita de reaproveitamento de carnes estragadas para a fabricação de linguiça. Um funcionário relatou que a carne deteriorada era separada, temperada e moída para ser vendida como embutido.

“Um funcionário confessou que a carne estragada era separada para fazer linguiça. Não sou eu que estou inventando. Ele disse: ‘isso aqui está separado para a gente fazer linguiça’. A carne estava totalmente preta, eles colocam um produto, temperam, moem e fazem a linguiça”, disse.

Além das prisões, os órgãos envolvidos lavraram autos de infração sanitária e devem ajuizar ações civis contra os responsáveis. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a responsabilidade criminal dos proprietários e de outros possíveis envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos.

O promotor destacou que a fiscalização será intensificada no município e que novas operações devem ser realizadas para coibir esse tipo de prática.

Rio Branco inaugura primeiro Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil com capacidade para até 3 mil atendimentos mensais

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Com foco no atendimento especializado de crianças e adolescentes, Rio Branco inaugurou seu primeiro Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi), com previsão de realizar até 3 mil atendimentos por mês. A unidade, aberta no dia 14, recebeu o nome de Damião Nunes da Costa, conforme publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

O Capsi foi instalado na Unidade de Referência em Atenção Primária Maria Barroso da Silva, no bairro Sobral, e funcionará de segunda a quinta-feira, das 7h às 17h, sem necessidade de agendamento prévio. O centro contou com investimento de R$ 360 mil e possui uma equipe multiprofissional composta por 12 especialistas, entre médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais.

A unidade oferecerá atendimentos individuais e em grupo, voltados ao cuidado de crianças e adolescentes com sofrimento psíquico. O centro leva o nome de Damião Nunes da Costa, ex-presidente da Associação de Pacientes e Amigos de Saúde Mental do Acre (Apasama), que atuou na luta antimanicomial no estado e faleceu em 2022. A homenagem foi definida por meio de projeto de lei de autoria do vereador João Paulo (Podemos).

Para acessar o serviço, pessoas que identifiquem a necessidade de apoio psicológico devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde será realizada a primeira escuta. A partir daí, o paciente poderá ser encaminhado para acompanhamento multiprofissional no Centro de Atenção Psicossocial.

Atualmente, o Acre conta com unidades do Caps nos municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Sena Madureira, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Acrelândia e Capixaba, que acompanham principalmente casos considerados mais graves.

Em Rio Branco, os serviços funcionam em três unidades:

– Caps AD III (Álcool e outras Drogas) – Rua Luiz Z. da Silva, 364, Conjunto Manoel Julião. Contato: (68) 3227-5134;
– Caps II Samaúma – Rua Vênus, 316, bairro Morada do Sol. Contato: (68) 3223-9532;
– Caps Samaúma III – Rua São José, 20, bairro Nova Esperança. Contato: (68) 3212-7389.

Em Cruzeiro do Sul, o atendimento ocorre no Caps Náuas – Tereza Biloto, localizado na Rua Tarauacá, 84, bairro Coab. Contato: (68) 3322-1060.

Além da rede pública, a população também pode buscar atendimento psicológico gratuito por meio do Serviço-Escola de Psicologia da Universidade Federal do Acre (Serpsi/Ufac), em Rio Branco. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, com cadastro realizado via formulário, conforme o calendário acadêmico da instituição.

Polícia Civil prende ex-prefeito de Bujari condenado a mais de 19 anos de reclusão

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PCAC cumpre mandado de prisão contra ex-prefeito de Bujari, condenado há mais de 19 anos de reclusão por crimes contra a administração pública. Foto: cedida

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Bujari, cumpriu na manhã desta terça-feira, 27, um mandado de prisão expedido pela Justiça contra o ex-prefeito do município, Antônio Raimundo de Brito Ramos. A ação ocorreu em cumprimento à sentença condenatória que impôs ao ex-gestor a pena de 19 anos e nove meses de reclusão, em regime fechado.

Antônio Raimundo foi condenado por envolvimento em diversos crimes contra a administração pública, entre eles fraude em licitações, corrupção passiva, falsidade ideológica e peculato. Os crimes foram apurados ao longo de investigação que revelou prejuízos significativos aos cofres públicos municipais.

De acordo com o delegado, Dr. Bruno Coelho Oliveira, responsável pelo cumprimento do mandado, a prisão ocorreu de forma tranquila e sem qualquer tipo de resistência. “O mandado foi cumprido na manhã desta terça-feira, de maneira segura e dentro da legalidade. O ex-prefeito foi localizado e conduzido pela equipe da Polícia Civil ao Presídio Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, onde dará início ao cumprimento da pena determinada pela Justiça”, afirmou.

O delegado destacou ainda que a atuação da Polícia Civil reafirma o compromisso da instituição com a efetividade das decisões judiciais e o combate à criminalidade, especialmente aos crimes que lesam o patrimônio público.

O promotor de Justiça que conduziu o caso, Dr. Antônio Alceste, ressaltou a gravidade dos danos causados ao município. Segundo ele, o prejuízo aos cofres públicos se aproxima de meio milhão de reais. “O elevado montante dos prejuízos, agravado pelo fato de se tratar de um dos menores municípios do Acre, com baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), certamente impactou negativamente na vida dos bujarienses. A condenação do ex-prefeito passa a mensagem de que a lei deve ser aplicada a todos”, declarou.

Com informações Ascom Polícia Civil

Buscas por indígena desaparecido em rio no Juruá encerram hoje; corpo ainda não foi localizado

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As operações de resgate do Corpo de Bombeiros Militar de Cruzeiro do Sul (CBMAC) para localizar o indígena de 40 anos, desaparecido após o naufrágio de sua embarcação no Rio Tejo, encerram nesta terça-feira, 27. O acidente ocorreu na última quinta-feira, 22, por volta das 16h30, em uma região acima do município de Marechal Thaumaturgo.

A equipe de mergulhadores de Cruzeiro do Sul iniciou os trabalhos no local no sábado, 24, pela manhã, após um deslocamento que durou toda a sexta-feira. Desde então, os militares realizaram buscas intensas durante o sábado, domingo e segunda-feira, enfrentando condições adversas como o nível elevado do rio, correnteza forte e chuvas persistentes na região.

De acordo com as últimas atualizações da missão, o corpo da vítima ainda não foi encontrado. “Hoje, terça-feira, eles vão continuar fazendo buscas apenas superficiais para ver se o corpo boiou”, informou o tenente Rosenildo Pires, um dos responsáveis pela operação.

Caso não haja êxito nestas últimas varreduras visuais ao longo do dia, as buscas serão oficialmente encerradas e a guarnição retornará para Cruzeiro do Sul na manhã desta quarta-feira, 28.

O desaparecimento ocorreu após a vítima, do povo Ashaninka, colidir sua canoa contra um barranco que cedeu e causou o naufrágio imediato da embarcação.

Senadores e deputados do Acre assinam requerimento para CPI do Banco Master

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Os senadores do Acre, Márcio Bittar (PL) e Alan Rick (Republicanos), uniram-se a um grupo de parlamentares que cobram transparência e investigação sobre o Banco Master. A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar supostos crimes e fraudes envolvendo a instituição já atingiu o número mínimo de assinaturas necessárias para ser protocolada.

Além dos senadores, apenas três deputados federais do Acre assinaram o requerimento: Coronel Ulysses (União Brasil), Roberto Duarte (Republicanos) e Eduardo Velloso (União Brasil).

No Senado, as investigações sobre o Banco Master também passaram a ser acompanhadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que instituiu um grupo de trabalho com esse objetivo. O presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB/AL), afirmou nas redes sociais que a fraude envolvendo o banco seria “uma das maiores da história”.

“A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai acompanhar de perto as fraudes do Banco Master, uma das maiores da história. O Senado não se curva a abusos do sistema financeiro. Vamos fiscalizar, cobrar explicações e proteger a economia do país sem blindar quem quer que seja, esteja onde estiver”, escreveu Calheiros.

Atualmente, há ao menos três requerimentos prontos para instalação de comissões de investigação: um na Câmara dos Deputados, um no Senado Federal e outro para uma comissão mista entre as duas Casas do Congresso. No caso das CPIs mistas, o processo é considerado mais sensível, pois há precedentes de que a comissão pode ser instalada apenas com a leitura do requerimento em sessão do Congresso Nacional. A postergação dessas sessões, no entanto, tem sido apontada como um mecanismo para atrasar a abertura das investigações.

Paralelamente, o relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB/SE), afirmou que prepara requerimentos para quebrar sigilos de empresas e pessoas ligadas a autoridades do Judiciário. Entre os alvos iniciais estariam empresas relacionadas a resorts que tiveram participação de irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator de um processo sigiloso envolvendo o Banco Master no Supremo, além do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o parlamentar, os primeiros pedidos de quebra de sigilo devem ser apresentados com a retomada dos trabalhos no Congresso. A CPI do Crime Organizado foi criada em novembro do ano passado para investigar temas como lavagem de dinheiro, corrupção, ocupação de territórios por facções e o sistema prisional. Para o relator, existem conexões que justificariam a inclusão do Banco Master no escopo da investigação.

Entre os pontos citados está a participação do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em fundos de investimento que adquiriram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná. A cunhada do ministro, Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio Dias Toffoli, negou que o marido fosse sócio da empresa que chegou a deter um terço do empreendimento. Os irmãos do magistrado também teriam sido sócios de um segundo resort da mesma rede, às margens do Rio Paraná.

Outro foco da investigação deve ser um contrato entre o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, que, segundo revelação do jornal O Globo, poderia alcançar R$ 129 milhões caso fosse executado integralmente.

Prefeitura de Feijó entrega alimentos para aldeias próximas à divisa com o Peru

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A Prefeitura de Feijó, por meio da Defesa Civil, realizou uma importante entrega de 8 toneladas de alimentos para as comunidades indígenas localizadas no alto rio Envira. Essa ação representa um marco inédito na gestão municipal, demonstrando o compromisso da administração com a segurança alimentar das populações mais isoladas. A equipe encarregada da entrega percorreu 390 km até a última comunidade, enfrentando os desafios impostos pela distância e pelas condições da região.

No total, 23 aldeias foram contempladas com a doação, proporcionando um alívio significativo para 280 famílias que agora têm acesso a alimentos essenciais. A embarcação que transportou os mantimentos levou cinco dias para completar a viagem, refletindo o esforço logístico necessário para atender essas comunidades. O prefeito Railson comentou sobre a magnitude do investimento requerido para essa operação, ressaltando que as comunidades atendidas estão situadas próximas à divisa com o Peru.

A ação, liderada pelo coordenador da Defesa Civil, Adriano, foi marcada por desafios, mas a equipe superou as dificuldades e conseguiu realizar a missão com sucesso. “Graças a Deus, conseguimos cumprir nosso objetivo”, declarou Railson, destacando a importância da assistência a essas comunidades vulneráveis. Essa entrega não apenas atende a uma necessidade imediata, mas também reafirma o papel da Prefeitura de Feijó em promover o desenvolvimento sustentável e a inclusão social nas áreas mais remotas.

PM prende acusado de tentar matar pintor por causa de dívida de R$ 2,8 mil, na Sapolândia

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Após a tentativa de homicídio registrada na manhã desta terça-feira (27), na Rua Edmundo Pinto, no bairro Sapolândia, contra o pintor identificado como Josivan Germano de Souza, de 49 anos, a Polícia Militar foi informada e enviou várias guarnições do 1º Batalhão para averiguar a situação.

Os militares obtiveram a informação de que a motivação do crime seria possivelmente uma dívida no valor de R$ 2.800, que deveria ser paga ao Josivan há 4 dias.

As guarnições da PM comandadas pelo Tenente Eliabe Rodrigues, comandante de patrulha, foram na casa de Caio Silva de Moura, de 26 anos, localizada na rua Catalunia. Após uma rápida conversa, Caio negou a autoria do crime, porém, logo em seguida ele resolveu confessar que tentou matar Josivan porque várias pessoas haviam invadido sua casa e levado todos os seus eletrodomésticos a mando da vítima para cobrar a dívida de R$ 2,8 mil, além de ser ameaçado de morte por Josivan.

De acordo com a polícia, Caio ficou sabendo que Josivan iria ao bairro reaver sua casa e esperou o momento certo para tentar matá-lo.

A arma utilizada na ação criminosa, uma pistola .380, não foi localizada. Após ser detido pela Polícia Militar, o suspeito foi levado até a Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para que sejam tomadas as devidas providências cabíveis.

Polícia conclui que houve negligência no caso de bebê dado como morto; 2 pessoas são indiciadas por homícidio culposo

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Duas servidoras da saúde são responsabilizadas por homicídio culposo após investigação apontar falhas no atendimento

A Polícia Civil do Acre apresentou nesta terça (27/1) o resultado do inquérito que apurou o caso do recém-nascido José Pedro, inicialmente declarado como natimorto na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, em outubro de 2025. Após três meses de apuração, o delegado Alcino Ferreira Júnior, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que duas profissionais de saúde foram indiciadas por homicídio culposo, nas modalidades negligência e imperícia.

A investigação reuniu depoimentos de médicos, enfermeiros e servidores, além da análise de prontuários e imagens internas da unidade. O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, que elaborou laudos cadavéricos. “Ainda que a prematuridade fosse extrema e as chances de sobrevivência pequenas, faltaram cuidados imediatos após o parto”, afirmou o médico legista Italo Maia, diretor do IML. O parecer apontou que o período de cerca de 12 horas em que o bebê permaneceu no necrotério contribuiu para o desfecho fatal.

O inquérito também verificou falhas no cumprimento de protocolos de atendimento. Embora parte das normas tenha sido seguida, houve momentos em que procedimentos essenciais não foram aplicados, o que, segundo a perícia, colaborou para a morte da criança. “A Constituição nos traz como bem maior a vida. Faltou diligência nesse sentido”, disse Maia.

Com a conclusão, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Acre (MPAC) e à Justiça, que decidirão sobre a denúncia e o andamento do processo criminal. A Polícia Civil destacou que atuou com imparcialidade e prioridade para esclarecer esse episódio que gerou grande repercussão no estado.