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CNJ aprova regras mais rígidas contra assédio no Judiciário

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O CNJ aprovou mudanças na resolução 351/20 para ampliar a proteção a vítimas de assédio e discriminação no Judiciário. A decisão foi tomada na 1ª sessão virtual extraordinária de 2026, na quinta-feira, 29, e atualiza a política instituída em 2020 para prevenção e enfrentamento dessas condutas no âmbito do Poder Judiciário.

As alterações ampliam o alcance da norma e fortalecem mecanismos de acolhimento, prevenção e responsabilização, com ênfase na vedação de retaliações contra pessoas que noticiem, testemunhem ou colaborem com apurações.

Abrangência ampliada

Com a atualização, a política passa a abranger todas as condutas de assédio e discriminação nas relações profissionais do Judiciário, incluindo estagiários, aprendizes, voluntários, terceirizados e prestadores de serviços. A aplicação da norma também é estendida às serventias extrajudiciais.

Outro ponto relevante é a formalização do conceito de “notícia de assédio ou discriminação”. A resolução passa a considerar como notícia qualquer comunicação, ainda que informal, sobre assédio moral, assédio sexual ou discriminação, o que amplia as possibilidades de acolhimento e encaminhamento dos casos.

Garantias contra retaliação

A norma detalha medidas que podem caracterizar retaliação, vedando represálias a quem comunique ou participe de investigações. Entre os exemplos estão exoneração, mudança de lotação sem justificativa, alterações abruptas em avaliações de desempenho, restrição de atribuições e negativa de oportunidades de capacitação.

Nessas situações, caberá à Administração Pública demonstrar a legitimidade de atos que possam ser interpretados como retaliatórios. Nos casos envolvendo trabalhadores terceirizados, a resolução prevê o encaminhamento de representações ao Ministério Público do Trabalho, às Defensorias Públicas e a outros órgãos competentes, inclusive após o desligamento do profissional.

Acolhimento e articulação institucional

As mudanças também aprimoram o fluxo de acolhimento às vítimas. A resolução estabelece que uma comissão será responsável pelo primeiro atendimento e deverá articular, quando necessário, com a comissão de outra instância, assegurando sigilo e proteção.

O acolhimento e o acompanhamento permanecem apartados dos procedimentos disciplinares, priorizando a escuta, a orientação e o suporte, inclusive com atuação integrada das áreas de gestão de pessoas e saúde.

Ações de conscientização

Além das medidas de resposta institucional, a política reforça ações de caráter preventivo. Estão previstas iniciativas como a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, preferencialmente na primeira semana de maio, e o Encontro Nacional das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio, que ocorrerá anualmente no segundo semestre.

Fonte: Migalhas

Nível do Rio Juruá segue estável, mas Defesa Civil alerta para possível elevação

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O Rio Juruá registrou 13,43 metros na manhã desta quarta-feira (4) em Cruzeiro do Sul, conforme informações da Defesa Civil Municipal. A marca permanece inalterada desde as primeiras horas de terça-feira (3), indicando uma estabilização temporária do nível das águas. Mesmo assim, os órgãos de monitoramento apontam que o cenário ainda exige atenção.

Segundo a Defesa Civil, o volume de água proveniente dos municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo deve chegar à região nas próximas horas, o que pode provocar uma nova elevação do rio. A expectativa é de que esse fluxo influencie diretamente o comportamento do manancial ao longo do dia.

Para garantir maior precisão nos dados, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros passaram a utilizar uma régua de medição instalada no bairro da Várzea como principal referência. A medida foi adotada após a identificação de divergências nas leituras do sistema HidroWeb, gerenciado pela Agência Nacional de Águas (ANA), que apresentava oscilações em relação à medição manual.

De acordo com a coordenação de desastres da Defesa Civil, a diferença entre os registros chegou a 13 centímetros, o que motivou a adoção do método tradicional como parâmetro oficial.

O monitoramento do Rio Juruá segue contínuo, e a Defesa Civil mantém o estado de alerta, principalmente para as comunidades ribeirinhas, diante da possibilidade de aumento do nível do rio nas próximas horas.

Informações Juruá Online

Acre avança em políticas LGBTQIA+ e alcança 9ª posição no país

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Gestores da SEASDH se reuniram com representantes do Grupo Arco-Íris de Cidadania e do Programa Atena. Foto: Franklin Lima/Secom

O Acre tem avançado de forma significativa na promoção dos direitos da população LGBTQIA+. Na tarde desta terça-feira, 3, gestores da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) se reuniram, em Rio Branco, com representantes do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTQIA+ e do Programa Atena, organizações não governamentais (ONGs) nacionais fomentadoras de políticas públicas destinadas a esse público, para planejar estratégias e avaliar resultados das iniciativas que vêm sendo construídas no estado.

A reunião marcou o encerramento da visita técnica dos representantes, que estiveram no Acre desde o início da semana e promoveram o primeiro seminário estadual sobre políticas públicas para a população LGBTQIA+.

Durante o encontro, foi apresentado um dado que reafirma o avanço dessas ações no estado. A pesquisa apontou que o Acre alcançou a 9ª posição nacional em políticas voltadas à população LGBTQIA+.

Esse salto é resultado de um trabalho contínuo, com escuta, parceria e compromisso da gestão estadual, conduzida pela vice-governadora e secretária de Assistência Social, Mailza Assis.

A reunião foi conduzida pela secretária adjunta da SEASDH, Amanda Vasconcelos; pela diretora de Direitos Humanos, Joelma Pontes; e pelo chefe do Departamento de Promoção da Política de Direitos Humanos da SEASDH, Germano Marino. O grupo recebeu o presidente do Grupo Arco-Íris e diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+, Cláudio Nascimento; e o líder do Programa Atena, Rogério Sganzerla, que compartilharam análises atualizadas sobre o cenário acreano.

Cláudio Nascimento destacou que o Acre, que antes ocupava uma posição fragilizada, hoje é referência entre os dez estados com melhor avaliação: “O estado tinha um cenário muito frágil, mas agora apresenta um conselho atuante, um órgão gestor com força e reconhecimento. O Acre está de parabéns pelo caminho virtuoso que vem construindo”, afirmou.

Sganzerla reforçou a importância de o Acre ter incluído a política LGBTQIA+ como diretriz estratégica no Plano Plurianual (PPA), garantindo continuidade e fortalecimento. “O desafio agora é manter essa política sustentável e cada vez melhor. O Acre mostra que sabe aonde quer chegar e está construindo isso com a sociedade”, avaliou.

SEASDH reforça compromisso com a política de direitos humanos

Amanda Vasconcelos ressaltou que o mapeamento realizado pelo Programa Atena é essencial para orientar os próximos passos da gestão. “Recebemos um diagnóstico claro do que avançamos e do que ainda precisamos melhorar. O apoio da nossa vice-governadora e secretária Mailza Assis tem sido fundamental para fortalecer essa política de forma transversal e integrada com outras pastas”, disse.

O chefe do Departamento de Promoção da Política LGBTQIA+, Germano Marino, explicou que o avanço do Acre também é resultado de algo inédito, que foi a inclusão de orçamento específico para a política LGBTQIA+ no PPA e na Lei Orçamentária. “Pela primeira vez, o Estado destinou orçamento para políticas afirmativas, gerando parcerias e fortalecimento do controle social”, destacou.

1º Seminário do Programa Atena no Acre

Ainda nesta terça, a SEASDH e o Programa Atena realizaram o 1º Seminário Atena no Acre, no Museu dos Povos Acreanos, também na capital. O evento reuniu gestores, servidores públicos, pesquisadores, conselheiros, organizações da sociedade civil (OSCs) e ativistas do movimento LGBTQIA+.

Participaram outros representantes do Estado, como Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública, as secretarias estaduais de Educação, da Mulher, de Administração, de Turismo e Empreendedorismo e de Obras, além do Procon, da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapac) e do Conselho Estadual LGBT, bem como diversas entidades do movimento LGBTQIA+.

O objetivo foi promover troca de experiências, fortalecer a rede de proteção e debater caminhos para garantir mais inclusão, dignidade e direitos.

Sobre o programa Atena

O Programa Atena é uma iniciativa dedicada ao mapeamento, análise e fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da cidadania e ao enfrentamento da violência contra a população LGBTI+ e demais grupos em situação de vulnerabilidade. Criado em 2021, o programa reúne pesquisa científica, inovação metodológica e atuação em advocacy para transformar dados em instrumentos de decisão e ampliação de direitos.

Agência de Notícias do Acre

Edvaldo Magalhães mostra prejuízos acumulados por professores após alteração na tabela da Educação

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Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta quarta-feira (4/2), o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) voltou a cobrar a recomposição da tabela da Educação, reduzida de 10% para 7% em abril de 2022 pelo governador Gladson Camelí, com o apoio da base governista da época. O parlamentar mostrou as perdas acumuladas no período e citou como exemplo um professor classificado na letra “J”.

“Eu gostaria, no dia de hoje, de registrar com tristeza e revolta que neste mês de fevereiro completam-se 50 meses que o governador Gladson de Lima Camelí, com o apoio de sua base nesta Assembleia, cometeu a mais profunda covardia e a mais profunda injustiça com as professoras e professores do Estado do Acre. Um trabalhador da Educação na letra “J”, a maioria dos trabalhadores na ativa está na letra H, na letra I e na letra J. E todos, absolutamente todos os aposentados estão ali na letra J. Para se ter uma ideia, todos os meses, uma professora que está ali naquela letra J perde R$ 1.087,53. É um dinheiro a menos no seu salário por conta daquela decisão. Todos os meses, já um professor da letra H perde R$ 845,86”, mostrou.

Ele revelou ainda que a mesma professora classificada nesta letra, perdeu durante os 50 meses, o equivalente a R$ 58.450,50. “O que menos perdeu, vai perder R$ 45.461,50”, disse ao se referir aos professores classificados na letra H.

Edvaldo lembrou ainda que desde 2022, os trabalhadores aguardam o cumprimento da promessa feita por Gladson Camelí e Aberson Carvalho. “Naquele mesmo ano, abril de 2022, quando foi publicado essa injustiça, aprovado por esta Casa, e que tinha uma eleição, o governador foi para televisão junto com o atual secretário de Educação e anunciaram que ao final daquele ano, eles corrigiriam aquela injustiça. Em 2022, argumentamos e mostramos, tecnicamente, que os recursos do Fundeb garantiriam a manutenção daquela tabela e o governo mostrou outros números”.

Ao final, Edvaldo Magalhães pediu sensibilidade aos parlamentares sobre o assunto. Disse que a Assembleia tem o dever de fazer esse debate sobre a correção da tabela.

“Eu ficaria imaginando se isso não está nos incomodando profundamente. Uma coisa é não fazer porque os recursos não permitem. Uma coisa é você não tomar a providência porque está impedido de fazê-la. De abril de 2022 até aqui já houveram duas folgas fiscais. Portanto, houve oportunidade de resolver a alteração desse plano. Faltou compromisso! Talvez porque sejam professoras de idade avançada, boa parte quase se aposentando e outra parte importante já aposentada. Essa Casa tem a obrigação moral de não terminar essa legislatura fazendo com que essa injustiça prevaleça, permaneça e continue agredindo a história de dezenas de professoras e professores do Estado do Acre”, pontua.

Governo federal cria mais de 38 novos laboratórios de informática no Acre

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Programa federal já doou 304 computadores ao Acre e amplia inclusão digital em escolas públicas

O programa Computadores para Inclusão, coordenado pelo Ministério das Comunicações, já destinou 304 equipamentos de informática ao Acre desde a criação da iniciativa, em 2010. As entregas contemplaram 38 pontos de inclusão digital no estado, com foco principal em escolas públicas.

Os computadores são utilizados para a implantação ou reforço de laboratórios de informática, ampliando o acesso de estudantes e comunidades a ferramentas tecnológicas e atividades de capacitação digital.

Em nível nacional, o programa atingiu a marca de 70 mil máquinas doadas a escolas, associações e projetos sociais. Segundo o ministério, mais de 700 mil pessoas foram beneficiadas com ações de letramento digital e qualificação profissional em informática.

A iniciativa funciona com base no conceito de economia circular. Equipamentos considerados obsoletos por órgãos públicos passam por Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), onde são recuperados e preparados para novo uso. Após a manutenção, os aparelhos são distribuídos para instituições de ensino, entidades sociais, centros socioeducativos, unidades prisionais, comunidades indígenas e quilombolas, além de áreas rurais e remotas.

Os próprios alunos dos cursos oferecidos nos CRCs participam do processo de recondicionamento, adquirindo formação técnica e experiência prática para inserção no mercado de trabalho.

Além do impacto educacional, o programa também atua na destinação ambientalmente adequada de resíduos eletrônicos. De acordo com o ministério, mais de 11 mil toneladas de materiais já receberam descarte correto, superando 1,2 milhão de equipamentos processados de forma sustentável.

Acusados de envolvimento na morte de morador de rua viram réus

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Duas pessoas acusadas de envolvimento na morte do morador em situação de rua, Alan Victor da Silva, passaram a ser réus após o juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, aceitar denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC). Alan foi morto a tiros no Parque da Maternidade no dia 6 de janeiro deste ano.

Os homens identificados pelas iniciais R.S.F. e A.M.P. passarão a responder ao processo formalmente como réus e o caso seguirá os trâmites legais no Tribunal do Júri da capital acreana.

Um dos suspeitos foi preso logo após o crime. Em depoimento, ele admitiu envolvimento no caso, mas negou ter atirado na vítima. Dias depois, o segundo envolvido se entregou à polícia. Ele foi liberado após prestar esclarecimento e responde em liberdade.

Carga tributária preocupa 24,2% dos empresários e freia consumo no comércio de Rio Branco, diz pesquisa

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A carga tributária excessiva é vista por 24,2% dos empresários do comércio de Rio Branco como fator que compromete diretamente o desempenho das vendas no primeiro semestre de 2026, segundo pesquisa da Fecomércio em parceria com o Instituto DataControl, realizada em janeiro com 112 dirigentes empresariais da capital. O dado expõe o impacto das políticas fiscais federais sobre preços, renda e consumo no mercado local.

Mesmo com 57,1% dos entrevistados projetando um semestre positivo, a leitura predominante é de cautela. Além dos impostos, 32,2% apontam a falta de dinheiro em circulação como a principal ameaça às vendas, enquanto 20,1% destacam o endividamento das famílias como freio adicional à demanda. Na avaliação do setor, a combinação entre tributação elevada e renda pressionada reduz a capacidade de compra e limita o crescimento.

A percepção negativa se estende à reforma tributária em debate no país. Para 23,3% dos empresários, as mudanças podem resultar em aumento de impostos sobre a atividade comercial; outros 44% não veem perspectiva de alteração relevante no cenário atual, o que reforça a sensação de continuidade do peso fiscal sobre o setor.

Diante desse ambiente, o comércio reage com estratégias defensivas. 22,6% apostam em promoções, 22,0% em mais propaganda e 21,4% em melhoria da qualidade do estoque. Ainda assim, a margem de ação é reduzida pela política monetária: com a Selic elevada, 45,8% dos empresários evitam empréstimos bancários, seja para capital de giro, seja para investimentos.

O retrato traçado pela pesquisa indica que, em Rio Branco, o comércio opera sob pressão de decisões macroeconômicas tomadas em nível federal. A soma de tributos altos, crédito caro e consumo fragilizado transforma a expectativa de crescimento em um exercício de contenção de riscos, mais do que de expansão real.

Com informações Ascom Fecomércio/AC

Tanízio Sá destaca esporte como investimento para a juventude e cobra avanços em estradas e acesso a municípios isolados

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O deputado estadual Tanízio Sá (MDB) destacou a importância dos investimentos públicos no esporte acreano, afirmando que os recursos destinados à área representam um incentivo direto à juventude, à cultura e ao desenvolvimento social do estado, durante sessão ordinária realizada na manhã desta quarta-feira, 4, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac),

Segundo o parlamentar, a destinação de recursos ao esporte tem fortalecido equipes e ampliado a participação de atletas acreanos em competições nacionais. “Colocar dinheiro para o esporte é um investimento para a nossa juventude, para a cultura e para o nosso Estado. Essa lei sempre foi abraçada pelos deputados e acredito que todos vão apoiar o repasse de cerca de R$ 2 milhões para a federação”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços recentes do setor esportivo local. “Tem potencializado muito o esporte. Nossos times estão cada vez mais participando de competições nacionais e isso mostra que o investimento dá resultado”, declarou.

Tanízio Sá citou ainda a participação de equipes acreanas em torneios importantes e destacou o crescimento do futebol feminino no estado. “Pela primeira vez essas jovens vão sair daqui e participar de competições femininas nacionais. Para a gente é um orgulho ver o esporte acreano ganhando espaço e representatividade”, pontuou.

Além do tema esportivo, o parlamentar relatou demandas identificadas durante visitas a municípios do interior durante o recesso parlamentar. Entre as preocupações apresentadas está a situação do acesso ao aeroporto de Marechal Thaumaturgo, que, segundo ele, necessita de melhorias urgentes em um trecho de aproximadamente 800 metros para garantir a trafegabilidade, especialmente no período de chuvas e em casos de atendimento emergencial de saúde.

“A estrada está em situação muito difícil, principalmente para quem precisa de atendimento médico. É necessário que o Deracre providencie melhorias urgentes naquele trecho”, afirmou o deputado.

O deputado também voltou a defender a pauta da estrada de Santa Rosa do Purus, considerada estratégica para garantir o acesso de comunidades isoladas, muitas delas indígenas. Ele informou que a obra aguarda a realização de consulta pública solicitada pelo Ministério Público e destacou a necessidade de articulação entre órgãos ambientais, entidades indígenas e o governo estadual para viabilizar o avanço do projeto. “Estamos trabalhando junto aos órgãos de controle e às lideranças indígenas para que a consulta pública aconteça e a obra possa avançar com responsabilidade”, disse.

Tanízio Sá ainda mencionou os desafios logísticos enfrentados na execução de obras públicas em regiões de difícil acesso, como o transporte de materiais e as limitações impostas pelas condições climáticas. Segundo ele, a melhoria da infraestrutura viária é fundamental para facilitar o desenvolvimento regional e garantir melhores condições de vida à população do interior.

Vereador João Paulo apresenta projeto que reconhece e protege cães e gatos comunitários em Rio Branco

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Na quarta-feira, 04 de fevereiro, o vereador João Paulo apresentou na Câmara Municipal de Rio Branco o Projeto de Lei que institui a Política Municipal de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário no município. A proposta tem como objetivo garantir bem-estar, saúde, proteção e direitos aos animais que vivem sob os cuidados coletivos da comunidade.

Autor da Frente Parlamentar de Cuidado aos Animais, criada em 2025, João Paulo destaca que o projeto busca enfrentar uma realidade comum nas cidades: a presença de cães e gatos que não possuem um tutor único, mas que estabelecem vínculos afetivos e de dependência com moradores, comerciantes e trabalhadores de determinadas áreas.

A proposta reconhece legalmente a figura do animal comunitário, diferenciando-a do abandono, e estabelece diretrizes para o cuidado responsável coletivo, com foco no respeito à vida, na saúde pública, no controle populacional humanitário e na corresponsabilidade entre poder público, comunidade e organizações da sociedade civil.

Entre os principais pontos do projeto estão a criação de um cadastro municipal de animais comunitários, a promoção de campanhas públicas de esterilização, vacinação, identificação e tratamento veterinário, além da proibição da apreensão ou remoção de animais comunitários saudáveis, identificados e com vínculo comprovado, salvo em situações específicas previstas em lei.

O texto também define as responsabilidades do poder público, que deverá implementar programas permanentes de cuidado animal, firmar parcerias com clínicas, universidades e organizações não governamentais, além de desenvolver ações educativas sobre guarda responsável. Já a comunidade e o cuidador principal passam a ter deveres claros, como garantir alimentação, abrigo, cuidados de saúde e manejo adequado dos animais.

A atuação do vereador João Paulo na causa animal é marcada por iniciativas anteriores. Em 2025, ele apresentou anteprojetos de lei voltados à implantação de uma Clínica Ambulatorial Pública Veterinária, destinada ao atendimento de animais em situação de rua e de famílias cadastradas no CadÚnico, além de proposta que prevê a celebração de convênios entre o Município, clínicas veterinárias privadas e o Hospital Veterinário da Universidade Federal do Acre (UFAC), com foco no atendimento gratuito ou subsidiado a famílias de baixa renda, protetores independentes e organizações de proteção animal.

Na justificativa do novo projeto, o vereador ressalta que a iniciativa foi motivada por debates promovidos no âmbito da Frente Parlamentar e por casos de grande comoção nacional, como o do cão Orelha, animal comunitário brutalmente morto, evidenciando a vulnerabilidade jurídica desses animais. Para João Paulo, a ausência de reconhecimento legal deixa animais e comunidades desamparados e dificulta a atuação preventiva do poder público.

“O projeto transforma indignação em ação legislativa. É uma medida moderna, ética e de saúde pública, que organiza o convívio entre pessoas e animais, protege vidas e fortalece políticas públicas de cuidado animal”, destacou o vereador.

A proposta segue agora para tramitação nas comissões da Câmara Municipal de Rio Branco.

Lei garante atendimento prioritário a pessoas com fibromialgia em Rio Branco e prevê multa em caso de descumprimento

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A Prefeitura de Rio Branco sancionou, na edição desta quarta-feira, 4, do Diário Oficial do Estado (DOE), a Lei Municipal nº 2.654, de 30 de janeiro de 2026, que altera a legislação já existente para assegurar atendimento prioritário às pessoas com fibromialgia e estabelecer penalidades a estabelecimentos que não cumprirem a norma.

O texto foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Tião Bocalom (PL). A nova lei modifica dispositivos da Lei nº 2.332, de 25 de setembro de 2019.

Pelas novas regras, o direito ao atendimento prioritário será concedido mediante apresentação de laudo médico que comprove o diagnóstico de fibromialgia. O documento deverá ser emitido por profissional habilitado, conforme critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS).

A legislação também determina que os estabelecimentos abrangidos pela norma afixem, em local visível, cartaz ou placa informando sobre o direito ao atendimento prioritário para pessoas com a condição.

Em caso de descumprimento, estão previstas penalidades graduais. Na primeira autuação, o infrator receberá advertência por escrito. Em caso de reincidência, será aplicada multa equivalente a três Unidades Fiscais do Município de Rio Branco. Havendo nova infração, o valor da multa será dobrado a cada ocorrência, até o limite de 12 unidades fiscais por registro.

A lei entrou em vigor na data de sua publicação no DOE.