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Comprou a carteira? PF investiga suposta irregularidade na obtenção de habilitação de piloto por Gladson

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A Polícia Federal investiga se o governador do Acre, Gladson Camelí (PP), obteve habilitações de piloto privado para avião e helicóptero sem a realização da prova prática exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A apuração inclui a suspeita de que outra pessoa teria sido paga para concluir parte do processo de habilitação.

As informações foram divulgadas pela Rede Amazônica Acre, que também informou que o documento teria sido obtido há cerca de três anos.

Na manhã desta quinta-feira, 5, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do governador, em um condomínio de Rio Branco. Durante a operação, foram apreendidos valores em dinheiro, segundo informações, estimados entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, além de um simulador de voo.

A ação ocorre no âmbito de uma investigação relacionada a um processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local. Procurada pela imprensa, a Polícia Federal informou que não divulgará detalhes sobre a operação neste momento.

Em nota divulgada após a ação, Gladson Camelí afirmou que os agentes buscavam informações sobre uma denúncia envolvendo o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto e declarou ter prestado os esclarecimentos solicitados.

Nas redes sociais, o governador se apresenta como piloto e entusiasta da aviação. Em março de 2022, ele publicou uma mensagem informando ter sido aprovado na prova teórica do curso de piloto privado.

Governo realiza audiência pública em Senador Guiomard para que população entenda como funciona a regularização fundiária

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Na tarde desta quinta-feira, 05, a equipe do Instituto de Terras do Acre (Iteracre) esteve no município de Senador Guiomard, onde realizou uma audiência pública sobre o processo de regularização fundiária da cidade. O encontro reuniu cerca de 1 mil pessoas e teve como objetivo esclarecer à população como funciona, na prática, o caminho para a legalização dos imóveis.

Durante a audiência, a presidente do Iteracre, Gabriela Câmara, destacou a importância da reunião como instrumento de informação e transparência, permitindo que os moradores compreendam melhor cada etapa do processo. Segundo ela, a regularização fundiária representa mais do que a entrega de documentos, sendo uma garantia de segurança jurídica e dignidade para as famílias, além de desenvolvimento social e econômico para o município.

Além da presidente, equipes jurídica e técnica do instituto estiveram presentes para dialogar diretamente com a população, responder perguntas e esclarecer dúvidas relacionadas aos procedimentos técnicos e legais necessários para a obtenção do título definitivo das terras.

O Iteracre ressaltou que a regularização fundiária precisa acontecer perto da população e que o processo não é exclusivamente de responsabilidade do governo, exige um trabalho integrado entre o órgão estadual, a prefeitura municipal, o cartório e o Tribunal de Justiça do Estado, reforçando a necessidade de cooperação entre as instituições envolvidas.

A participação da comunidade foi apontada como fundamental para o sucesso da iniciativa, garantindo que os moradores de Senador Guiomard possam, finalmente, ter suas propriedades devidamente regularizadas. A ação integra uma das metas do governo do Acre, sob a liderança de Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Camelí, que tem a regularização fundiária como prioridade.

Ao final da reunião, Gabriela Câmara colocou-se à disposição da população e agradeceu a toda população beneficiada pelo programa Minha Terra de Papel passado por comparecer em massa, reforçou o compromisso do instituto em ouvir, acolher e orientar cada cidadão, fortalecendo o sonho da terra própria e do documento definitivo em mãos.

Governo federal reconhece situação de emergência em Cruzeiro do Sul após cheia do Rio Juruá

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu oficialmente a situação de emergência em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, em razão das inundações provocadas pela cheia do Rio Juruá. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 5, por meio de portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

De acordo com o documento, o reconhecimento federal ocorre após o município registrar impactos diretos no cotidiano da população, com o rio acima da cota de transbordo. A portaria confirma o enquadramento do desastre como inundação e valida o decreto municipal que já havia declarado a situação de emergência.

Além de Cruzeiro do Sul, o MIDR reconheceu, na mesma data, situações de emergência em outras cidades afetadas por desastres nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Com o reconhecimento federal, a prefeitura de Cruzeiro do Sul passa a estar apta a solicitar recursos para ações de defesa civil, como assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas afetadas. Os pedidos devem ser encaminhados por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Após o envio dos planos de trabalho, as solicitações são analisadas pela equipe técnica da Defesa Civil Nacional, que avalia metas e valores. Quando aprovados, os recursos são liberados mediante nova publicação no Diário Oficial da União.

14 pessoas são condenadas a mais de 138 anos por desvio milionário de combustíveis do Iapen no Acre

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Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Acre resultaram na condenação de 14 pessoas envolvidas em um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). De acordo com o processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em cerca de R$ 4,3 milhões.

O grupo foi alvo da Operação Ouro Negro, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), após a identificação de consumo de combustível acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos da autarquia. As apurações apontaram que aproximadamente 10 mil litros de gasolina e óleo diesel eram desviados mensalmente.

Segundo as investigações, o esquema era liderado pelo então chefe do setor de transportes do Iapen, que ocupava cargo comissionado. Outro envolvido atuava na revenda do combustível, enquanto um terceiro era responsável por intermediar a venda a fazendeiros e empresários, que adquiriam o produto por preços inferiores aos praticados no mercado. Em alguns casos, o litro do óleo diesel teria sido comercializado por cerca de R$ 1,50.

Os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para dar aparência de regularidade às operações, foram emitidas notas fiscais fictícias no sistema financeiro do instituto, conforme consta nos autos.

A Operação Ouro Negro foi deflagrada em novembro de 2021, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão. Durante a ação, foram apreendidos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro, além do bloqueio de contas bancárias dos investigados.

Ao final da instrução processual, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.

De acordo com o coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), delegado Pedro Paulo Buzolin, a condenação é resultado do trabalho investigativo realizado ao longo do caso.

“Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, persistente e integrado da Polícia Civil. A investigação conseguiu desmontar uma estrutura criminosa que causou um prejuízo milionário ao Estado e mostrar que desvios de recursos públicos não ficarão impunes. É uma resposta clara à sociedade de que o crime organizado e a corrupção serão combatidos com rigor”, afirmou.

Somadas, as penas aplicadas aos 14 condenados ultrapassam 138 anos de prisão, evidenciando a dimensão do esquema e o impacto financeiro causado ao erário.

Casa é destruída por incêndio no bairro Bosque, em Rio Branco

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Na tarde desta quinta-feira (05), uma residência ficou completamente destruída após pegar fogo. O sinistro foi registrado na Rua Farroupilha, no bairro do Bosque, em Rio Branco.

De acordo com informações preliminares, o dono do imóvel, identificado por Valdir Maciel Barbosa, não estava na casa.

O fogo que começou de forma repentina foi percebido pelo vizinho Manoel.

Populares ligaram para o Corpo de Bombeiros. Duas guarnições de combate a incêndios foram enviadas para atender a ocorrência, porém, quando os militares chegaram ao local a casa com estrutura de madeira já havia sido tomada pelas chamas. A preocupação dos militares era evitar que o fogo se alastrasse e atingisse as casas vizinhas.

O senhor Valmir relatou que o incêndio pode ter sido provocado por um curto-circuito na rede elétrica.

As chamas altas chamaram a atenção de populares que passavam pelo local.

O sinistro levanta os questionamentos sobre os cuidados redobrados em residências com estruturas de madeiras, principalmente na manutenção preventiva na rede elétrica dos imóveis.

Microcrédito do MIDR beneficia mais de 5,2 mil famílias na agricultura familiar do Acre em janeiro de 2026

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O Acre foi um dos estados com maior volume de contratações do Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) no mês de janeiro de 2026, programa coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional em parceria com a Caixa Econômica Federal. No período, 5.259 famílias de agricultores e pecuaristas foram contempladas nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para o desempenho acreano.

Desde a criação do programa, em dezembro de 2024, o Acre acumula 5.283 contratos, praticamente todos concentrados até janeiro deste ano, com R$ 66,6 milhões liberados para pequenos produtores rurais. O estado ocupa a segunda posição nacional em volume de contratações, atrás apenas do Pará.

Em janeiro, o MPO registrou o maior número de operações mensais desde o lançamento, com R$ 69,7 milhões disponibilizados em crédito nas duas regiões atendidas. Os recursos são destinados a agricultores familiares, incluindo pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, assentados e extrativistas.

O Microcrédito Produtivo Orientado integra o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e é financiado com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO). Para ter acesso, é necessário possuir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e renda familiar anual de até R$ 50 mil.

Os valores podem ser utilizados para investimentos na estrutura da propriedade, no sistema produtivo ou no custeio da produção. Os limites variam conforme o perfil do beneficiário: até R$ 15 mil para mulheres, R$ 8 mil para jovens e R$ 12 mil para homens, permitindo que uma mesma família acesse até R$ 35 mil, conforme as regras do programa.

Acre ocupa 4ª posição na Região Norte em eficiência da máquina pública, aponta ranking nacional

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O Acre aparece na 4ª colocação entre os estados da Região Norte no pilar Eficiência da Máquina Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No recorte nacional, o estado ocupa a 22ª posição geral no indicador.

De acordo com os dados divulgados pelo ranking, o pilar avalia a capacidade dos governos estaduais de gerir recursos, pessoas e processos de forma eficiente, com impacto direto na qualidade dos serviços prestados à população. O indicador tem peso de 10% na composição do ranking geral.

No comparativo regional, o Norte é liderado pelo Amazonas, seguido por Rondônia e Tocantins. O Acre aparece à frente de Pará, Roraima e Amapá, figurando na metade superior do ranking regional de eficiência administrativa.

Segundo o CLP, o pilar de Eficiência da Máquina Pública considera dimensões como meritocracia, qualidade da democracia, controle de gastos e gestão de pessoal. A avaliação busca mensurar como os estados estruturam incentivos e mecanismos de governança para aprimorar o desempenho do setor público.

O ranking destaca que o fortalecimento da eficiência do aparato governamental é um fator central para ampliar a legitimidade das instituições democráticas e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico, especialmente em regiões que enfrentam maiores desafios estruturais, como a Região Norte.

Sob aplausos e cercado por autoridades e amigos, Valmir Ribeiro encerra carreira no TCE-AC após mais de 36 anos

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O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) se despediu, nesta quinta-feira (5), de um de seus fundadores. A sessão solene anunciou o fim de uma era com a aposentadoria do conselheiro Valmir Ribeiro, decano da instituição, que deixa o cargo após quase quatro décadas de atuação.

Ribeiro, que atualmente é o conselheiro mais antigo dentre todos do país, recebeu homenagens de amigos, familiares, autoridades, além de servidores e membros do TCE-AC e Ministério Público de Contas.

“Obrigada, querido amigo Valmir, por tudo que fez em favor de um controle externo forte, independente, moral e eticamente sustentável. Em meu nome, assim como do Tribunal de Contas do Estado do Acre e de todos os demais colegas que integram a Casa de Contas acreana, expresso a gratidão pelo seu trabalho no campo do controle externo. Siga iluminando o nosso Acre. E neste momento em que você se ressignifica para, no dizer do poeta amazônico Thiago de Mello, iniciar uma nova forma de caminhar, valho-me do poema Senhor, de Jamil Snege, para desejar-lhe muitas felicidades em seu novo marejar: Já inspecionei a proa, amarrei a carga, desatei a vela. O vento sopra forte e enfuna meu coração de alegria. Agora e contigo, Senhor. Toma o leme e risca o rumo do meu barco – não penses que irei por esse mar sozinho”, destacou a presidente do Tribunal, conselheira Dulce Benício.

Além da presidente, a mesa de honra foi composta pelo vice-presidente do TCE, conselheiro Ronald Polanco, o corregedor, conselheiro Ribamar Trindade, a diretora geral da Escola de Contas, conselheira Naluh Gouveia, os conselheiros Antônio Malheiro, Cristovão Messias, a conselheira-substituta Maria de Jesus e o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Sérgio Cunha Mendonça. Já representando os servidores do TCE estava o presidente da Astcon, Renato Bandeira.

A procuradora-geral do Estado do Acre, Janete Melo D’albuquerque Lima de Melo participou representando o Poder Executivo, já o 3º vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Ribeiro representou o Parlamento. O Sistema de Justiça foi representado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Laudivon Nogueira; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre, Oswaldo D’albuquerque Lima Neto; e defensora pública-geral da Defensoria Pública do Acre, Juliana Marques Cordeiro.

Homenagens

As homenagens ao conselheiro começaram com a banda Acórdãos, formada por servidores do TCE-AC, que executou números musicais, em seguida a servidora Edineide Melo leu um poema autoral feito especialmente para o decano.

Um vídeo produzido pela Coordenadoria de Comunicação do órgão também foi exibido com depoimentos de amigos de infância, familiares e colegas de carreira. O trabalho mostrou um pouco da trajetória do conselheiro desde a juventude em Brasiléia, sua cidade natal, a vida em família e o trabalho no TCE-AC.

O conselheiro pôde ainda ouvir discursos emocionados das autoridades presentes, entre elas, seu filho, o deputado estadual Eduardo Ribeiro.

“Muito mais importante do que a entrada num órgão público é como você sai e essa cerimônia mostra isso. Me sinto muito honrado por ser seu filho, por saber o que o senhor fez, a pessoa que você é. Eu carrego no sangue o seu nome, mas no coração o seu exemplo”, disse.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Sérgio Cunha também aproveitou a oportunidade para destacar o legado do conselheiro.

“Valmir é um homem de fino trato, uma pessoa que dedicou a vida inteira ao serviço público. Eu diria que sua importância para o Tribunal de Contas vem desde quando era deputado na Assembleia Legislativa, participo de uma maneira muito ativa de todo o arcabouço que permitiu a instalação do Tribunal e a sua vinda para cá foi muito enriquecedora porque nessa sua forma de conduzir a vida e o trabalho sempre com muita elegância e muita calma que é preciso em um colegiado para que as coisas possam funcionar bem.”, enfatizou.

Ao final da sessão, o conselheiro agradeceu a todo o apoio recebido ao longo dos quase 60 anos de trabalho no serviço público, ele ainda relembrou que atuou junto do, então, deputado Edmundo Pinto para articular a criação da Casa de Contas mesmo que não imaginasse na época integrar seus quadros.

“Foi um momento ímpar para mim, tive notícias que muita gente chorou, mas eu também chorei. Quem que não chora? Eu fiquei muito feliz, muito feliz. Eu tenho muito a agradecer, em primeiro lugar, a Deus por ter me conduzido até hoje aqui com dignidade. Se não fosse assim, esta sociedade não estava ao meu lado, sorrindo, abraçando, aplaudindo. Então, eu só tenho a dizer que eu sou feliz. Eu acho que se você quer ser feliz, você faça com os outros, o você gostaria que os outros fizessem com você. Este é o meu lema. Só tenho a agradecer a Deus, agradecer a todos, quem que estiveram presente hoje. Então, obrigado”, finalizou.

Com ingresso no Tribunal em 27 de setembro de 1989, Valmir Gomes Ribeiro dedicou mais de 36 anos à instituição. Ao longo de sua carreira, exerceu diversas funções de liderança, incluindo os cargos de presidente, vice-presidente, corregedor e presidente da 2ª Câmara do Tribunal.

Entre suas contribuições institucionais, destacam-se a presidência da implantação do Plano Diretor de Informática (PDI), a criação do Memorial Histórico do Tribunal de Contas do Estado do Acre e o recebimento da comenda Colar da Corte de Contas do Estado do Acre, concedida em reconhecimento aos relevantes serviços prestados.

Uma vida dedicada a servir

Valmir Gomes Ribeiro construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o serviço público, pela dedicação ao desenvolvimento do Estado do Acre e por uma atuação destacada nas áreas institucional, política, acadêmica e produtiva.

Natural de Brasiléia (AC), nasceu em 8 de fevereiro de 1951, em uma família tradicional e de grande relevância no Estado. É casado com a Dra. Dilza Ambros Ribeiro, pai do Dr. Eduardo Ambros Ribeiro e do Dr. Fernando Ambros Ribeiro, e avô de Maria Eduarda, Lucas e Davi, mantendo sólidos vínculos familiares que sempre caminharam ao lado de sua vida pública.

Sua formação acadêmica inclui o curso superior em Administração de Empresas e Administração Pública, realizado em Brasília (DF), além do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE), da Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro. Recebeu ainda o título de Doutor Honoris Causa pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas. Ao longo de sua carreira, acumulou diversas condecorações civis e militares, reconhecimento de sua contribuição ao país e à sociedade acreana.

Antes de ingressar definitivamente na vida pública estadual, atuou no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em Brasília, experiência que ampliou sua visão administrativa e institucional. Seu profundo conhecimento dos desafios e potencialidades do Acre o conduziu à carreira política, sendo eleito por duas vezes Deputado Estadual, no período de 1983 a 1990. Nesse intervalo, exerceu funções de destaque, como vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre e segundo secretário da Assembleia Estadual Constituinte de 1989.

Em 1985, integrou o Colégio Eleitoral responsável pela última eleição presidencial indireta do país, realizada sob a égide da Constituição Federal de 1967. Como delegado da Assembleia Legislativa do Acre, participou desse momento histórico, compondo a delegação estadual formada por oito parlamentares, em um modelo que buscava equilíbrio entre as regiões brasileiras.

Em 27 de setembro de 1989, foi nomeado e empossado Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), instituição à qual dedicou mais de 36 anos de sua vida profissional. Ao longo desse período, exerceu, por diversas vezes, os cargos de presidente, vice-presidente, corregedor e presidente da 2ª Câmara do Tribunal, contribuindo decisivamente para o fortalecimento institucional da Corte de Contas acreana.

Entre suas marcas administrativas, destacam-se a presidência da implantação do Plano Diretor de Informática (PDI), em 1995, iniciativa que impulsionou a modernização tecnológica do Tribunal, e a criação do Memorial Histórico do TCE-AC, formalizada pela Resolução nº 92/2014, assegurando a preservação da memória institucional. Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados, recebeu, em 2000, a Comenda Colar da Corte de Contas do Estado do Acre, uma das mais altas honrarias da instituição.

Paralelamente à vida pública, Valmir Gomes Ribeiro construiu uma sólida atuação no agronegócio. Desde 1985, dedica-se à pecuária, iniciando com gado de corte no município de Brasiléia e, a partir de 1989, investindo na criação e seleção de gado zebuíno de elite, especialmente da raça Nelore Puro de Origem (PO). Tornou-se reconhecido como um dos principais criadores do Estado, expandindo posteriormente seu plantel para as raças Nelore Pintado, Sindi e Brahman, sempre com foco em genética, qualidade e inovação.

Sua propriedade, a Fazenda Estância Terra, localizada na Estrada Transacreana, em Rio Branco, consolidou-se como referência na pecuária acreana, acumulando, há mais de 15 anos, premiações em exposições agropecuárias e alcançando posição de destaque nacional. A filosofia que norteia seu trabalho é sintetizada em uma convicção frequentemente expressa por ele: o sucesso de um criatório está na escolha criteriosa da base genética do plantel e no planejamento de longo prazo.

Além da pecuária, Valmir Gomes Ribeiro também se dedica à preservação ambiental e à pesquisa científica por meio do Projeto Tamazon – Tartarugas da Amazônia, iniciativa educativa voltada ao manejo sustentável de quelônios amazônicos. O projeto resultou na publicação do livro Aquicultura – A Tartaruga-da-Amazônia, contribuindo para o conhecimento técnico e ambiental sobre a espécie.

Homenagem ao conselheiro Valmir Ribeiro

Valmir Ribeiro, o homem que guarda o silêncio
Há homens que passam pela vida falando alto.
E há outros — mais raros — que passam escutando.

Valmir Ribeiro pertence a essa segunda linhagem.
A dos que não se exibem.
A dos que fazem do silêncio forma de cuidado.

Dizem que é um homem de coração.
Talvez porque nunca tenha precisado prová-lo com palavras.

Quando alguém chega com um problema, ele escuta.
Não comenta. Não promete.
Guarda.
Ali, o problema já é confissão.

E, em algum momento — que não se vê — a solução acontece.
Como um milagre discreto.
Como chuva mansa que muda o chão.

Sua recompensa nunca foi o reconhecimento público,
mas o alívio íntimo de quem segue adiante
sem saber.

Ele sabe.
E isso basta.

Natural de Brasiléia, trouxe da fronteira o senso de travessia:
saber que as coisas importantes não se resolvem com pressa,
nem com ruído, nem com vaidade.

Formou-se administrador, passou pelo mundo, pela política,
pelas grandes decisões de Estado —
e escolheu, no fim, permanecer.

Há trinta e seis anos e cinco meses, tomou posse como conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado do Acre.

Aqui ficou.
Não por estabilidade, mas por compromisso.

Porque algumas vidas não pedem ir.
Pedem ficar.
E, quando vão, não se ausentam.

Como presidente, deixou o relevo que o revela por inteiro:
o Memorial.

Enquanto tantos constroem para si,
Valmir construiu um lugar para guardar os outros.
Memórias, objetos, nomes, trajetórias.
Um espaço onde o tempo não é descartado,
mas encontra morada.

Também na terra, entre gado, pasto e quelônios,
seguiu o mesmo princípio:
cuidar do que cresce devagar.
Escolher bem a base.
Esperar o tempo do ciclo.
Nada de atalhos.

Agora, ao se despedir da vida institucional,
não sai fazendo barulho.
Sai como sempre esteve:
inteiro, discreto, essencial.

Há homens que deixam cargos.
E há homens que deixam exemplo.

Valmir Ribeiro deixa um modo raro de existir no serviço público:
o de quem ajuda sem anunciar,
preside sem se impor,
trabalha sem se mostrar,
e entende que generosidade não é favor —
é alma.

Que o tempo lhe devolva, em silêncio,
tudo o que ofereceu sem dizer.

Obrigada, querido amigo Valmir, por tudo que fez em favor de um controle externo forte, independente, moral e eticamente sustentável. Em meu nome, assim como do Tribunal de Contas do Estado do Acre e de todos os demais colegas que integram a Casa de Contas acreana, expresso a gratidão pelo seu trabalho no campo do controle externo. Siga iluminando o nosso Acre. E neste momento em que você se ressignifica para, no dizer do poeta amazônico Thiago de Mello, iniciar uma nova forma de caminhar, valho-me do poema Senhor, de Jamil Snege, para desejar-lhe muitas felicidades em seu novo marejar: Já inspecionei a proa, amarrei a carga, desatei a vela. O vento sopra forte e enfuna meu coração de alegria. Agora e contigo, Senhor. Toma o leme e risca o rumo do meu barco – não penses que irei por esse mar sozinho.

Rio Branco-Acre, 5 de fevereiro de 2026.
Dulce Benício
Conselheira-presidente do TCE-AC

Texto: Andréia Oliveira e Yuri Marcel
Fotos: Rio Branco Filmes

Operação das Polícias Civis do Acre e Rondônia apura fraude tributária que causou prejuízo de R$ 2 milhões aos cofres públicos

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Uma operação conjunta das Polícias Civis do Acre e de Rondônia foi deflagrada nesta quinta-feira, 5, no município de Cacoal (RO), no âmbito de investigação que apura um esquema de fraude tributária responsável por prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.

A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários (Defaz/AC) e resultou no cumprimento de três ordens judiciais de busca e apreensão em endereços residenciais (inclusive de alto padrão) e comerciais ligados aos investigados, além da apreensão de veículos vinculados aos alvos da investigação.

Durante as diligências, as equipes recolheram documentos fiscais, materiais eletrônicos e outros elementos que serão analisados no curso das apurações. No cumprimento dos mandados, um dos investigados foi preso em flagrante após serem localizadas, em sua residência, munições de uso restrito, configurando situação ilícita autônoma.

As investigações indicam que o esquema envolvia a utilização de empresa formalmente constituída em Área de Livre Comércio, registrada em nome de pessoa interposta, sem capacidade econômica ou financeira compatível com o elevado volume de operações fiscais realizadas, estratégia empregada para dificultar a responsabilização patrimonial em eventual cobrança de débitos tributários.

Conforme apurado, as mercadorias declaradas nas notas fiscais teriam como destino o município de Brasileia (AC), porém sequer chegaram a ingressar no território acreano, caracterizando operações simuladas e fraude à arrecadação estadual.

De acordo com o delegado Igor Brito, o êxito da operação é resultado direto da atuação conjunta entre os órgãos de controle e as forças de segurança.

“Essa investigação evidencia a relevância da cooperação interinstitucional no enfrentamento às fraudes tributárias. O trabalho integrado da Procuradoria-Geral do Estado do Acre, da Secretaria da Fazenda do Acre e do Ministério Público do Estado do Acre, que compõem o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, aliado ao apoio da Polícia Civil de Rondônia, foi determinante para o avanço das investigações, o cumprimento das medidas judiciais e a apreensão de bens vinculados ao esquema criminoso”, destacou o delegado.

As investigações seguem em andamento, e novas medidas judiciais poderão ser adotadas a partir do exame do material apreendido durante o cumprimento dos mandados.

Ascom Polícia Civil

BOPE captura foragido da Justiça com mandado de prisão preventiva por homicídio contra detento em Rio Branco

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Uma guarnição do Grupo de Intervenção Rápida Ostensivo (GIRO), companhia do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), realizava um patrulhamento preventivo e ostensivo na manhã desta quinta-feira (5) na estrada Dias Martins quando de forma inesperada observaram uma dupla transitando em uma motocicleta, que após consulta, foi confirmada uma restrição. A guarnição do GIRO resolveu proceder com a abordagem e, após busca pessoal, foi localizado no bolso de um homem identificado como Rodrigo de Jesus Santos Sousa, de 27 anos, uma quantidade de maconha.

Ao realizar a pesquisa no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), Sistema Nacional do CNJ, foi descoberto um mandado de prisão preventiva em seu desfavor, expedido pela 1º Vara do Tribunaldo Júri da Comarca de Rio Branco, pelo crime previsto no artigo 121 do Código de Processo Penal (CPP), por homicídio.

Ridrigo foi apontado nas investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como o autor da morte do monitorado da Justiça Daniel Oliveira da Costa, crime ocorrido em 13 de outubro de 2025, no bairro Habitasa, em Rio Branco.

Além do homicídio praticado contra Daniel, Rodrigo possui várias passagens por roubos e um registro de fuga do monitoramento eletrônico da UMEP.

Após a confirmação de que tratava-se de um foragido da Justiça, Rodrigo recebeu voz de prisão, sendo conduzido para a Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para os devidos procedimentos legais.