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Ricco Transportes encaminha pedido de retirada audiência pública sobre o transporte coletivo para câmara

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A empresa Ricco Transportes e Turismo Ltda protocolou ofício na Câmara Municipal de Rio Branco solicitando a retirada do pedido de realização de audiência pública que discutiria a operacionalização e a situação financeira do Sistema Integrado de Transporte Urbano da capital.

O documento, datado de 23 de fevereiro de 2026, informa que a empresa optou por retirar o pedido sob a justificativa de que irá encaminhar ao Legislativo relatórios técnicos detalhados sobre a operação do sistema, incluindo demonstrativos de movimentação financeira e dados atualizados sobre a realidade administrativa e estrutural do serviço.

Segundo o ofício, a medida se fundamenta no compromisso formal da concessionária de apresentar informações circunstanciadas que possibilitem a análise técnica e jurídica por parte dos vereadores, bem como o exercício da função fiscalizatória da Casa.

A empresa argumenta que, diante do envio dos documentos, a audiência pública se torna desnecessária neste momento, mas não descarta uma eventual reavaliação futura, caso as informações apresentadas não sejam consideradas suficientes para o esclarecimento da matéria.

O ofício foi assinado pela sócia administradora da empresa e já consta como recebido pelo Legislativo municipal.

MPF e ICMBio firmam acordo para mapeamento de colocações na Reserva Extrativista Chico Mendes

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O Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) firmaram acordo judicial para promover o mapeamento das colocações na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no Acre. O termo foi celebrado no âmbito da ação civil pública proposta pelo MPF.

O acordo, homologado pela Justiça Federal nesta quinta-feira (26), estabelece medidas para implementação do projeto “Mapear e Cuidar – Construção Coletiva da Regularização Ambiental e Restauração Florestal na Resex Chico Mendes”, que será executado pela Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico, em parceria com o ICMBio.

O documento prevê o mapeamento participativo das áreas de uso e ocupação na unidade de conservação, com capacitação de jovens extrativistas em ferramentas de geotecnologia e realização de oficinas de educação ambiental e gestão coletiva nos núcleos comunitários da reserva.

A execução terá prazo de 12 meses, contados da homologação judicial e da disponibilização dos recursos. O ICMBio será responsável pela execução e monitoramento do projeto, com participação do Conselho Deliberativo da Resex Chico Mendes e acompanhamento do MPF.

Estão previstas reuniões de monitoramento a cada quatro meses, sendo ao menos duas presenciais por ano, com apresentação de relatórios parciais sobre o andamento das atividades.

O ICMBio deverá divulgar informações sobre a implementação do projeto, incluindo dados geográficos das áreas mapeadas e eventuais embargos ou planos de recuperação ambiental em curso, resguardados dados sensíveis protegidos por lei.

Após a conclusão do projeto, o instituto terá até 90 dias para apresentar proposta de continuidade das ações de mapeamento, considerando avaliações técnicas, realidades territoriais e capacidade operacional e financeira, com discussão junto ao MPF e às associações representativas da reserva.

Solução consensual – O termo foi celebrado com fundamento na legislação que estimula a resolução consensual de conflitos envolvendo a administração pública, incluindo dispositivos do Código de Processo Civil, da Lei da Ação Civil Pública e da Lei nº 9.469/1997.

Com a homologação judicial, o acordo extinguirá a ação civil pública com resolução de mérito e terá eficácia de título executivo judicial.

Ascom MPF

Projeto de Coronel Ulysses garante transparência e obriga exibição de preço com e sem imposto

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O brasileiro pode estar pagando muito mais do que imagina — e sem saber exatamente quanto vai para os cofres públicos.

Para mudar essa realidade, o deputado federal Coronel Ulysses é autor do PL 759/2025, que obriga empresas a exibirem, de forma clara e visível, o valor de produtos e serviços com e sem a incidência de impostos.

A proposta está em análise na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

O peso invisível dos impostos

No Brasil, grande parte da carga tributária está embutida no preço final. Muitos consumidores acreditam que o valor elevado de determinados produtos corresponde apenas ao lucro das empresas, quando, na realidade, uma parcela significativa é composta por tributos.

Alguns exemplos chamam atenção:

•Celulares importados podem ter até 68,76% de impostos
•Perfumes nacionais chegam a 69,13% de carga tributária
•Automóveis têm cerca de 48,6% do valor formado por impostos

Para Coronel Ulysses, a falta de transparência prejudica o consumidor e distorce o debate público sobre a alta carga tributária brasileira.

“O brasileiro tem o direito de saber exatamente quanto paga de imposto em cada compra. Quando o cidadão conhece os números, ele ganha voz, consciência e poder de escolha”, defende o parlamentar.

Transparência como direito do consumidor

O projeto determina que as empresas informem de maneira objetiva, nas ofertas e propagandas, o preço total do produto e o valor correspondente aos tributos incidentes.

Segundo o deputado, a medida não cria novo imposto nem aumenta carga tributária — apenas garante clareza nas relações de consumo.

“Quem trabalha e paga seus tributos merece respeito. A transparência fortalece o consumidor e qualifica o debate sobre o sistema tributário brasileiro”, afirma.

Próximos passos

Para virar lei, o PL 759/2025 ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

A proposta reforça o posicionamento do deputado Coronel Ulysses em defesa do contribuinte e da transparência fiscal, colocando o cidadão no centro das decisões econômicas que impactam diretamente seu bolso.

Senador Alan Rick participa da entrega de equipamentos e inauguração de laboratório no IFAC

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O senador Alan Rick participa, nesta quinta-feira (26), às 10h, da entrega de equipamentos adquiridos por meio de emenda parlamentar destinada ao Instituto Federal do Acre (IFAC), Campus Rio Branco. Na ocasião, também será inaugurado o novo Laboratório de Informática da unidade.

A emenda, no valor de R$ 350.000,00, foi executada para a aquisição de 61 equipamentos, sendo 59 computadores do Tipo 1, dos quais 41 destinados ao novo laboratório e 18 à nova biblioteca do campus, além de dois notebooks para a Reitoria.

A iniciativa fortalece a infraestrutura tecnológica da principal unidade do IFAC no estado e amplia as condições de ensino, pesquisa e extensão, beneficiando estudantes dos cursos técnicos e superiores.

O mandato do senador já destinou, ao longo dos anos, R$ 10.517.787,00 ao IFAC, contemplando ações de expansão, modernização e investimentos estruturantes.

Serviço

Evento: Entrega de equipamentos e inauguração do Laboratório de Informática
Data: Quinta-feira, 26
Horário: 10h
Local: IFAC – Campus Rio Branco
Endereço: Av. Brasil, 920 – Xavier Maia, Rio Branco – AC

Chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro!” tem candidatura homologada para a Reitoria da Ufac

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A chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro!”, formada pelos professores Josimar Batista Ferreira, candidato a reitor, e Marco Antonio Amaro, candidato a vice-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), teve sua candidatura homologada nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, pela Comissão Eleitoral.

Com a homologação, a chapa está oficialmente apta a participar do processo eleitoral que definirá a gestão da universidade para o quadriênio 2026–2030.

A publicação também marcou o início do período oficial de campanha, que seguirá até o dia 18 de março de 2026, conforme previsto no Edital nº 01/2026. A votação ocorrerá no dia 19 de março.

O objetivo da chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro!” é conduzir uma campanha baseada no diálogo com a comunidade acadêmica e na construção de uma gestão participativa, transparente e comprometida com o desenvolvimento da universidade.

Conheça os candidatos

Josimar Batista Ferreira é professor titular da Ufac e construiu sua trajetória na própria instituição, com atuação no ensino, na pesquisa e na gestão universitária. Já exerceu funções como coordenador de curso, diretor de centro, pró-reitor e vice-reitor, acumulando experiência acadêmica e administrativa.

Marco Antonio Amaro é docente da Ufac desde 2004 e também possui experiência em gestão, tendo atuado como coordenador de curso, vice-diretor e diretor de centro. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a formação de qualidade e pelo fortalecimento das áreas ambientais e florestais na região amazônica.

Assessoria

Requerimento de Aiache é aprovado por unanimidade e reforça cobrança por transparência no transporte público

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O vereador de Rio Branco Aiache (PP) teve requerimento aprovado por unanimidade pelos parlamentares da Casa, durante sessão realizada na manhã da quinta-feira (26). A decisão reforça o compromisso do Legislativo com a transparência na aplicação dos recursos públicos destinados ao transporte coletivo da capital.

A matéria solicita à Mesa Diretora o encaminhamento de expediente à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTRANS), requerendo informações detalhadas sobre o cumprimento do Art. 5º da Lei Complementar Municipal nº 352, de 18 de setembro de 2025.

A legislação estabelece que o repasse do subsídio às empresas concessionárias do transporte público está condicionado à comprovação mensal do pagamento integral dos salários, bem como dos encargos trabalhistas e previdenciários de motoristas e cobradores.

No requerimento aprovado, o parlamentar solicita; comprovação documental do pagamento integral dos salários dos motoristas e cobradores; comprovação do recolhimento dos encargos trabalhistas e previdenciários; Informações sobre os mecanismos de fiscalização adotados pela RBTRANS para garantir o cumprimento da lei; relatório detalhado sobre a liberação e o acompanhamento do repasse do subsídio às empresas e envio do comprovante mensal do pagamento dos encargos trabalhistas.

Segundo Aiache, a iniciativa busca assegurar que os recursos públicos estejam sendo aplicados corretamente e que os direitos dos trabalhadores sejam integralmente respeitados.

“O subsídio é dinheiro público. Precisamos garantir que ele só seja repassado mediante o cumprimento rigoroso da lei, especialmente no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores que atuam diariamente no transporte coletivo”, destacou.

Com a aprovação unânime do requerimento, a Câmara Municipal sinaliza alinhamento em torno da fiscalização responsável e da transparência na gestão do sistema de transporte público. Aiache reafirmou que seu mandato seguirá atento à correta aplicação dos recursos e à defesa dos trabalhadores e dos usuários do transporte coletivo.

“O PSDB é maior que interesses momentâneos”, diz presidente do partido sobre possível filiação de Bocalom

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O presidente estadual do PSDB no Acre, Gledson Pereira, publicou uma nota em suas redes sociais sobre a importância histórica do partido para a política acreana. A nota é publicada no momento em que se especula o interesse do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), de ser filiar ao PSDB para disputar o governo do Acre em 2026, já que seu partido, o PL, não tem interesse em sua candidatura ao Executivo.

Na nota, Gledson afirma que “o PSDB é maior que interesses momentâneos” e quem decidir se filiar à sigla partidária precisa “compreender a importância e o tamanho do partido”.

“Por isso, é preciso compreender a importância e o tamanho do PSDB. Em momentos como o atual, é natural que muitos tentem se aproximar do partido, buscando ocupar seus espaços e influenciar seus rumos no Acre. Mas é essencial que qualquer movimento nesse sentido venha com propósito verdadeiro: o de reconstruir, fortalecer e devolver ao PSDB o protagonismo que sempre teve, e não apenas utilizá-lo como instrumento de poder”, diz trecho da nota.

Confira abaixo a nota publicada por Gledson:

O PSDB tem uma história que se confunde com a construção da estabilidade democrática e do desenvolvimento social do Brasil. Foi sob a liderança de quadros do partido que o país venceu a hiperinflação com o Plano Real e deu passos importantes na organização das contas públicas, criando bases sólidas para o crescimento e a inclusão social. Ao longo de sua trajetória, o PSDB sempre defendeu a responsabilidade fiscal aliada à sensibilidade social, buscando equilíbrio entre desenvolvimento econômico e justiça social.

No Acre, o PSDB também deixou sua marca. Participou de lutas fundamentais pela melhoria da infraestrutura, pela ampliação do acesso à saúde e educação e pela valorização do serviço público. Duas conquistas que simbolizam bem essa atuação foram o fortalecimento das políticas de integração regional, aproximando o Acre do restante do país e dos países vizinhos, e os investimentos em educação e qualificação, que abriram oportunidades reais para milhares de acreanos.

Por isso, é preciso compreender a importância e o tamanho do PSDB. Em momentos como o atual, é natural que muitos tentem se aproximar do partido, buscando ocupar seus espaços e influenciar seus rumos no Acre. Mas é essencial que qualquer movimento nesse sentido venha com propósito verdadeiro: o de reconstruir, fortalecer e devolver ao PSDB o protagonismo que sempre teve, e não apenas utilizá-lo como instrumento de poder.

O PSDB é maior que interesses momentâneos. É um partido com história, com legado e com compromisso com o Brasil e com o Acre. Que todos aqueles que desejam fazer parte dessa caminhada venham com espírito público, com responsabilidade e com a missão de fazer o partido voltar ao cenário e ao tamanho que ele merece.

Professor da Ufac se manifesta após acusações de homofobia: “interpretações pseudocientíficas”

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Professor chegou a ser levado à delegacia após falas homofóbicas durante assembleia - Foto: Cedida

O professor da Universidade Federal do Acre (Ufac) Mauro Cesar Rocha da Silva, acusado por docentes de proferir declarações consideradas homofóbicas, enviou nota à imprensa na qual afirma que suas falas foram baseadas em dados científicos e que houve “interpretações pseudocientíficas” por parte de um grupo de professores.

O posicionamento ocorre após assembleia docente extraordinária realizada na última segunda-feira, 23, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), quando foram relatadas declarações atribuídas ao professor associando homossexualidade à disseminação da Aids e a abusos na infância. O caso foi encaminhado à polícia, e ele foi conduzido à Delegacia Central de Flagrantes, em Rio Branco.

Na nota, Mauro Cesar afirma que, em duas situações de aula na Ufac, uma delas em 2023, na disciplina de métodos e técnicas de pesquisa em ciências sociais, mencionou dados de pesquisas ao tratar das formas de sexualidade contemporâneas. Segundo ele, ao abordar o tema, citou que “existe um pequeno grupo, em situação muito específica, em que estas pessoas não tiveram opção de escolhas porque haviam sido sistematicamente violentadas”, referindo-se, conforme descreve, a estudos sobre violência contra crianças e adolescentes.

O docente sustenta que não se referiu a pessoas específicas, mas a informações de natureza “pública-cientifica-acadêmica”, com base em artigos e pesquisas publicados. Ele lista trabalhos acadêmicos sobre abuso sexual e suas consequências psicológicas, incluindo estudos apresentados em congresso e publicados em revistas científicas.

Referência a episódio de 2017

Na manifestação enviada ao portal, Mauro Cesar também menciona episódio ocorrido em 2017, no curso de Jornalismo, quando teria feito referência a pesquisas que apontavam associação entre os primeiros registros da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), nos anos 1980, e práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo masculino, conforme estudos da época.

Ele cita obras acadêmicas que tratam da história da Aids no Brasil e da contextualização da origem e expansão do HIV. Segundo o professor, suas declarações diziam respeito ao fenômeno histórico e aos dados científicos disponíveis naquele contexto, e não a indivíduos específicos.

“Eu estava me referindo ao fenômeno, ao acontecimento, ao evento, e a forma como este fenômeno se manifestou, estava me referindo a informação dos dados em base de artigos como estes que seguem abaixo. Não estava me referindo a nenhuma pessoa em particular, como disse, mas ao evento, ao acontecimento, ao fenômeno ou fato social”, disse na nota.

Críticas a colegas e à Adufac

Ainda no texto, Mauro Cesar afirma que houve negação de dados científicos dentro da universidade e critica o que classifica como uso de argumentos para caracterizar suas falas como preconceituosas. Ele menciona o Código de Ética dos Servidores Públicos Federais ao defender que sua atuação está vinculada ao campo científico.

Também critica a Associação dos Docentes da Ufac (Adufac), que tornou pública nota de solidariedade a professores que afirmam ter sido ofendidos.

“É simplesmente inaceitável que a ADUfac assuma essa cantilena sem conhecimento de causa e se apoiando em um pequeno grupo de professores que negam a ciência e querem levar as coisas no grito sugira argumentos falsos na Esfera Pública”, afirmou Mauro na nota.

A entidade classificou as falas atribuídas ao docente como “inaceitáveis e criminosos ataques homofóbicos, misóginos e capacitistas” e solicitou à direção do CFCH e à reitoria medidas urgentes, incluindo o afastamento imediato do professor, assegurando-lhe o direito à ampla defesa e ao contraditório.

O professor afirma ainda que, se houve alguma intencionalidade em suas falas, teria sido no sentido de defesa contra práticas de violência na infância e contra a pedofilia.

Processos em andamento

A reportagem apurou que Mauro Cesar responde a processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado pela Ufac para apurar condutas atribuídas a ele.

Em meio à tramitação do primeiro PAD, o professor foi afastado das atividades acadêmicas por 60 dias para tratar de questões médicas e regularizar sua situação funcional. Há previsão de instauração de novo processo administrativo, com ampliação das avaliações periciais.

Até o momento, a Universidade Federal do Acre não divulgou posicionamento oficial sobre eventual conclusão dos procedimentos administrativos.

Com informações A Gazeta do Acre

Polícia prende condenado a mais de 13 anos de prisão por abusar de menina de 9 anos, em Rio Branco

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A Polícia Civil do Acre, por meio da equipe de investigação da Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima (Decav), prendeu na tarde desta quarta-feira, 26, J.R.B., de 26 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável, em Rio Branco.

O homem foi condenado a 13 anos e 10 meses de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. A ordem judicial foi cumprida no bairro São Francisco, durante diligência realizada pela equipe de investigadores da especializada.

De acordo com as informações apuradas no processo, à época dos fatos o condenado era enteado do pai da vítima, que tinha 13 anos quando revelou os abusos à mãe. A vítima relatou que os crimes ocorriam desde quando ela tinha apenas 9 anos de idade. Segundo o depoimento, o autor aproveitava os momentos em que ficava sozinho com a menor para tocar suas partes íntimas e obrigá-la a tocá-lo.

Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe da adolescente procurou a delegacia para registrar a ocorrência, dando início à investigação que resultou na responsabilização criminal do acusado.

Com o mandado de prisão expedido pela Justiça, a equipe da DECAV localizou e efetuou a prisão de J.R.B., que foi conduzido à unidade policial para os procedimentos de praxe.

A Polícia Civil reforça que casos de abuso e exploração sexual podem ser denunciados diretamente nas delegacias ou por meio dos canais oficiais de denúncia 181, 190 e disque 100, garantindo sigilo e proteção às vítimas.

Ascom Polícia Civil

Em liquidação, Banacre acumula prejuízo de R$ 224,5 milhões; banco convoca assembleia

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Em liquidação ordinária, o Banacre convocou seus acionistas para Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária no dia 20 de março de 2026, às 10h, na sede administrativa localizada na Avenida Ceará, em Rio Branco. Na pauta está o exame e a aprovação das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025, além de outros assuntos administrativos.

O relatório apresentado pelo liquidante Marcelo Messias de Carvalho detalha a situação patrimonial da instituição, que segue em processo de liquidação e depende integralmente de repasses do Governo do Estado do Acre para custear suas despesas operacionais.

Em 2025, o Banacre registrou prejuízo líquido contábil de R$ 1.664.832,16. O resultado é inferior ao de 2024, quando o prejuízo foi de R$ 2,5 milhões, mas mantém a trajetória negativa típica de empresas em fase de extinção.

As receitas operacionais somaram R$ 3,37 milhões, oriundas principalmente de repasses governamentais. Já as despesas operacionais alcançaram R$ 4,79 milhões, puxadas por gastos com pessoal, encargos sociais e despesas administrativas. Também foram registradas despesas não operacionais de R$ 246 mil.

Com isso, o saldo acumulado de prejuízos chegou a R$ 224,59 milhões até 31 de dezembro de 2025, aprofundando o patrimônio líquido negativo, que encerrou o exercício em R$ 200,22 milhões negativos.

O passivo não circulante do banco totaliza R$ 200,22 milhões, concentrado principalmente em provisões fiscais e contingências judiciais.

Entre os principais valores está a dívida inscrita na Dívida Ativa da União, que soma R$ 84,45 milhões relacionados a tributos federais, incluindo Imposto de Renda, CSLL e PASEP. Esses débitos estão judicializados, com exigibilidade suspensa por decisão judicial, mas permanecem contabilizados por determinação do Tribunal de Contas do Estado.

Além disso, o banco mantém provisão de R$ 4,37 milhões referente a sete ações trabalhistas em tramitação na Justiça do Trabalho e R$ 868 mil relativos a ações na Justiça Comum.

Também estão provisionados R$ 2,06 milhões referentes ao Programa de Demissão de Pessoal, além de R$ 781 mil em férias e licença prêmio acumuladas.

Atualmente, o Banacre conta com 12 funcionários vinculados ao processo de liquidação. A instituição funciona em imóvel alugado na Avenida Ceará, ao custo mensal de R$ 6.275,49, contrato que vence em março de 2026.

As despesas administrativas somaram quase R$ 4,8 milhões no exercício, sendo cerca de R$ 2,09 milhões destinados a proventos, benefícios e encargos sociais de pessoal.

O ativo total do Banacre é de apenas R$ 9.758,48, composto basicamente por disponibilidades bancárias. O valor evidencia a situação de esvaziamento patrimonial da instituição, que teve seus ativos transferidos ao Estado do Acre no processo de liquidação iniciado após a federalização do sistema financeiro estadual.

As demonstrações contábeis foram elaboradas conforme a Lei das Sociedades por Ações e receberam parecer favorável do Conselho Fiscal. Caberá aos acionistas deliberar sobre a aprovação das contas e os encaminhamentos relacionados à continuidade do processo de liquidação.

O relatório destaca que o resultado negativo é considerado compatível com o estágio atual da instituição, uma vez que o processo de extinção exige o reconhecimento de provisões fiscais, trabalhistas e judiciais que impactam diretamente o balanço.