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Cruzeiro do Sul proíbe uso e venda de cerol e linha chilena; multa pode chegar a um salário mínimo por carretel

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O município de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, passou a proibir o uso, a comercialização e qualquer tipo de manuseio de linhas cortantes, como cerol e linha chilena. A medida está prevista em lei publicada na edição de terça-feira, 3, do Diário Oficial do Estado (DOE).

A norma foi promulgada pelo presidente em exercício da Câmara Municipal, João Keleu de Souza Fernandes, após sanção tácita do Poder Executivo. O texto proíbe a fabricação, armazenamento, transporte, distribuição, venda e utilização de linhas com material abrasivo ou metálico em todo o território do município.

Segundo a legislação, o objetivo é proteger a vida e reduzir acidentes provocados por esse tipo de material, frequentemente associado a ocorrências envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres.

O uso de cerol — mistura de cola com vidro moído ou outros materiais cortantes — passa a ser considerado infração administrativa, inclusive em casos de simples posse.

Soltar pipa na cidade também fica proibido

A lei determina que a prática de empinar pipas está totalmente proibida na zona urbana de Cruzeiro do Sul enquanto não houver a criação de um espaço específico destinado à atividade. O local deverá ser definido posteriormente por meio de decreto do Poder Executivo.

Na zona rural, a atividade será permitida apenas em áreas abertas e afastadas de rodovias, redes elétricas e locais de pouso ou decolagem de aeronaves. Nesses casos, será autorizado apenas o uso de linhas simples de algodão ou algodão com poliéster, sem qualquer tipo de material cortante.

Também ficam proibidas práticas como empinar pipas em telhados, sacadas ou vias públicas movimentadas, além de locais situados a menos de 100 metros de hospitais, escolas em funcionamento, subestações elétricas e linhas de transmissão. A atividade no período noturno também está vetada.

Penalidades e fiscalização

A legislação estabelece uma série de penalidades para quem descumprir as regras. Entre elas estão advertência escrita, multa administrativa, apreensão e destruição do material em até dez dias, além de outras sanções em caso de reincidência.

A multa para quem portar, fabricar, armazenar, vender ou utilizar linha cortante foi fixada no valor equivalente a um salário mínimo por unidade apreendida, seja carretel ou rolo. Em caso de reincidência, o valor será aplicado em dobro.

Estabelecimentos comerciais que forem flagrados vendendo esse tipo de material poderão ter o alvará de funcionamento cassado.

Quando a infração envolver menores de idade, os pais ou responsáveis responderão solidariamente. Em situações de reincidência, o caso poderá ser encaminhado ao Conselho Tutelar.

O texto também prevê que o uso de linha cortante que provoque lesão corporal ou morte poderá configurar crime, com enquadramento nos artigos 129 (lesão corporal) ou 121 (homicídio) do Código Penal.

Nesses casos, poderá haver prisão em flagrante e abertura de investigação criminal. O material apreendido deverá ser preservado como prova.

A lei determina ainda que a prefeitura institua, no prazo de até 90 dias, o programa permanente “Vida Sem Cerol”, voltado à prevenção de acidentes.

A iniciativa deverá incluir campanhas educativas nas escolas, ações de conscientização e divulgação de informações sobre os riscos do uso de linhas cortantes.

Até que seja criado e regulamentado um espaço oficial para a prática de empinar pipas, permanece em vigor a proibição total da atividade na área urbana de Cruzeiro do Sul.

Acre aparece entre os 10 estados com melhor qualidade de crédito para pessoa física no Brasil

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O Acre ocupa a 7ª posição no ranking nacional de qualidade de crédito para pessoa física, de acordo com dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) divulgados nesta terça-feira, 3, com base em informações do Banco Central.

Segundo o levantamento, 75,7% das operações de crédito destinadas a pessoas físicas no estado são consideradas de modalidades não emergenciais, como crédito consignado, habitacional, financiamento de veículos e crédito rural. Esses tipos de financiamento são classificados como de maior qualidade, por estarem geralmente associados a prazos mais longos, taxas menores e maior planejamento financeiro.

O indicador mede a participação dessas modalidades no total de crédito concedido às pessoas físicas. Quanto maior o percentual, melhor a avaliação do estado no ranking, por indicar um mercado de crédito mais estruturado e com menor dependência de linhas emergenciais, como cheque especial ou crédito rotativo.

No cenário nacional, o ranking é liderado pelo Tocantins, com 79,0%, seguido por Mato Grosso do Sul (77,7%) e Goiás (77,3%). O Rio Grande do Sul aparece em quarto lugar e Rondônia em quinto.

Além do Acre, outros estados da região Norte também aparecem entre os dez primeiros colocados, como Roraima (6º) e Amapá (9º).

Na outra ponta do ranking, os estados com menor percentual de crédito considerado de maior qualidade são Pernambuco (65,6%), Bahia (65,3%) e Rio de Janeiro (65,0%), que ocupa a última posição.

O indicador integra o pilar de Potencial de Mercado do Ranking de Competitividade dos Estados e utiliza dados oficiais do Banco Central para avaliar a estrutura e a qualidade das operações de crédito voltadas às pessoas físicas em todo o país.

Vereador de Sena Madureira morre na UTI em Rio Branco após sofrer infarto; Câmara lamenta a morte

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O vereador de Sena Madureira, Francisco da Silva Maia (PP) morreu nesta terça-feira, 3, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Juliana, em Rio Branco.

O parlamentar estava internado havia mais de uma semana após sofrer um infarto no último dia 21, no interior do município. Ele chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu às complicações. A informação foi confirmada pelo prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP).

Segundo o prefeito, o vereador foi internado após o infarto e recebeu atendimento médico especializado, porém o quadro clínico evoluiu de forma grave. O velório do parlamentar deve ocorrer na Câmara Municipal de Sena Madureira.

Em nota oficial, a Câmara Municipal lamentou a morte do vereador e destacou sua atuação no Legislativo municipal. No comunicado, a instituição ressaltou o compromisso de Francisco Maia com a população e sua participação nas atividades parlamentares.

“A Câmara Municipal de Sena Madureira manifesta, com profundo pesar, o falecimento do vereador Francisco Maia, ocorrido hoje, em Rio Branco”, diz trecho da nota.

O Legislativo também destacou que o parlamentar exerceu o mandato com dedicação e diálogo, atuando em defesa dos interesses da população do município.

Ao final da nota, os vereadores prestaram solidariedade aos familiares e amigos. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com sua amizade e trabalho”, afirmou a Câmara.

Francisco Maia tinha 40 anos e exercia mandato como vereador no município de Sena Madureira. A Câmara ressaltou que o parlamentar deixa seu nome registrado na história do Legislativo municipal.

“O Acre existe para nós”, diz ministra Luciana Santos ao criticar governo anterior e destaca avanços do governo atual

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, criticou nesta terça-feira (3) a negligência de governos anteriores em relação ao estado do Acre, durante discurso no Instituto Federal do Acre (Ifac).

Segundo a ministra, o estado foi historicamente ignorado por programas federais de ciência e tecnologia. “Na gestão passada, do inominável, nenhum convênio da Finep, nossa principal agência de fomento, se preocupou com o Acre. Era como se o Acre não existisse, mas o Acre para nós existe”, afirmou, destacando a diferença do governo atual em relação à inclusão do estado nas políticas científicas e tecnológicas.

Luciana Santos lembrou que, desde 2010, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação já destinou quase R$ 110 milhões ao Acre, reforçando o compromisso do governo atual com o desenvolvimento regional e a inclusão científica. Segundo ela, o investimento tem papel estratégico para o país e ajuda a consolidar o Acre como protagonista em inovação, educação tecnológica e justiça social.

“A ciência pode nascer aqui, nos bairros, em comunidades urbanas e rurais, nas escolas indígenas. É nas perguntas dos jovens e nas soluções que eles criam para a comunidade que a ciência se fortalece”, afirmou.

A ministra reforçou que programas como o Mais Ciência na Escola não se limitam ao ensino de conteúdos científicos e tecnológicos. Eles promovem autoestima, pertencimento e oportunidades para meninas, jovens indígenas e estudantes de diferentes contextos, estimulando-os a se tornarem pesquisadores e inovadores.

“Mais Ciência na Escola é um movimento de transformação, que começa com cada um de vocês”, disse a ministra.

Ministra visita mostra de projetos do Colégio Clínio Brandão e destaca protagonismo estudantil no Acre

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Durante agenda no Instituto Federal do Acre (Ifac), nesta terça-feira (3), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, acompanhou de perto uma pequena mostra de projetos desenvolvidos por estudantes do Colégio Estadual Clínio Brandão, participante do Programa Mais Ciência na Escola.

Organizada pela própria escola, a apresentação reuniu iniciativas nas áreas de jogos matemáticos, programação e gamificação, robótica, fabricação digital e impressão 3D. Os trabalhos integram as atividades do laboratório maker implantado na unidade a partir da parceria com o programa federal.

A ministra circulou entre as bancadas, conversou com estudantes e professores e observou demonstrações práticas dos projetos, que envolvem desde a construção e programação de robôs até a criação de soluções interativas aplicadas ao ensino da matemática.

Segundo a diretora do colégio, Ismenia Marques, o projeto teve início em 2025 e já apresenta resultados expressivos. Atualmente, 20 estudantes integram o grupo de “makers”, com previsão de ampliação para 40 em 2026.

A escola foi selecionada a partir de proposta elaborada por um ex-aluno, o professor Fábio, que idealizou a criação do laboratório maker na instituição onde estudou. A adesão ao programa ocorreu após convite formal à gestão escolar.

“É a formação de uma geração de inovadores e empreendedores preparados para o mundo lá fora”, afirmou a diretora. Ela destacou que dois alunos já conquistaram prêmios em primeiro lugar em competições e que uma estudante irá representar a escola e o Acre em Brasília com projeto desenvolvido no laboratório.

Representando os alunos, José Vitor da Silva Moura, 13, estudante do 9º ano, afirmou que fazer parte da primeira turma de robótica da escola é um marco na trajetória educacional do grupo.

Segundo ele, o espaço maker vai além de um ambiente físico. “É um portal para o futuro, onde criatividade e curiosidade constroem novas possibilidades”, disse.

O estudante destacou que, por meio da robótica, os participantes têm contato com programação, eletrônica e mecânica, desenvolvendo habilidades como pensamento crítico, resolução de problemas e trabalho em equipe. Ele também mencionou a conquista de medalha de ouro em olimpíada estudantil como reflexo do novo modelo de aprendizagem.

O Programa Mais Ciência na Escola prevê a instalação de laboratórios maker em unidades públicas de ensino fundamental e médio, com equipamentos como impressoras 3D e kits de robótica, além da formação de professores.

Reitor do Ifac exalta expansão da rede federal e cobra mais investimentos em evento com ministra

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Em evento realizado nesta terça-feira (3), na reitoria do Instituto Federal do Acre (Ifac), o reitor Fábio Storch aproveitou a presença da ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, para destacar a expansão da rede federal no Acre, defender o papel dos investimentos públicos na educação e sinalizar interesse em ampliar a estrutura da instituição no estado.

A solenidade marcou o anúncio de novos recursos para o Programa Mais Ciência na Escola, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação voltada à implantação de laboratórios maker e à formação de professores da rede pública. No Acre, o investimento anunciado é de R$ 500 mil.

Em discurso de cerca de oito minutos, Storch relembrou que, até 2010, o estado não contava com nenhuma unidade de instituto federal. “Hoje temos seis unidades, mais de 800 servidores e mais de 7 mil alunos”, afirmou, atribuindo a expansão às políticas federais dos últimos anos.

O reitor também citou a construção de uma nova unidade em Feijó e mencionou ter apresentado ao Ministério da Educação proposta para mais um campus. A fala foi acompanhada de agradecimentos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros da área da educação.

Storch argumentou que programas como o Mais Ciência na Escola têm impacto direto na juventude do estado, sobretudo diante das dificuldades estruturais da região amazônica. Segundo ele, o recurso permitirá a instalação de impressoras 3D, kits de robótica e equipamentos tecnológicos em escolas de municípios como Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Sena Madureira e Xapuri.

“O desafio aqui é grande. Nossa juventude não precisa de coragem, precisa de oportunidade”, disse.

O reitor também destacou outros programas federais em execução na instituição, como o Mulheres Mil e o Pé-de-Meia, voltados à permanência estudantil e à qualificação profissional.

Em referência ao mês de março, Storch afirmou que quatro das cinco pró-reitorias do Ifac são ocupadas por mulheres. “A importância da mulher nos espaços de poder precisa ser prática”, declarou, dirigindo-se à ministra.

O tom do discurso alternou momentos protocolares e descontraídos. Ao final, o reitor reiterou que o Ifac está “à disposição” do governo federal para ampliar projetos no estado e defendeu a continuidade dos investimentos na região.

O Programa Mais Ciência na Escola prevê, além da entrega de equipamentos, a adoção de metodologias que integrem teoria e prática no ensino básico, com foco em letramento digital e cultura científica.

Homem de 31 anos é executado com tiros na cabeça em invasão de Epitaciolândia

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Um homem identificado como Rogério Silva Paixão, de 31 anos, foi assassinado a tiros na manhã desta terça-feira (3), por volta das 10h30, na comunidade conhecida como Favelinha, área de invasão localizada ao lado do Bairro Liberdade, na Rua Ana de Souza Lira, em Epitaciolândia.

De acordo com informações preliminares, Rogério morava na própria comunidade e foi surpreendido por um homem armado no momento em que entrava na localidade.

Ele foi atingido por vários disparos, principalmente na região da cabeça, e morreu ainda no local.

Moradores relataram ter ouvido os tiros e, em seguida, encontraram o corpo caído na rua. A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionados, mas, ao chegarem, apenas puderam constatar o óbito.

O corpo foi removido pela equipe do Instituto Médico Legal (IML) da regional da fronteira e poderá ser encaminhado para Rio Branco, onde serão realizados exames periciais que devem apontar a quantidade de disparos que atingiram a vítima.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Acre, sob coordenação do delegado titular Alex Danny. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do crime ainda é desconhecida.

ACISA abre chamada pública para contratação de plataforma digital em formato Marketplace

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 A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Acre (ACISA) anunciou a abertura de Chamada Pública para Cotação de Preços com o objetivo de contratar uma plataforma digital em ambiente Marketplace. A iniciativa visa fortalecer o comércio local por meio da implantação de lojas e negócios virtuais com operação nos sistemas Android, iOS e Web.

De acordo com o edital, poderão participar empresas especializadas em soluções de tecnologia da informação interessadas em apresentar propostas para fornecimento de uma plataforma completa de vendas on-line.

O sistema deverá contemplar funcionalidades como múltiplos meios de pagamento, integração logística e ambientes personalizados por segmento, ampliando as oportunidades de comercialização para empresários acreanos.

A medida reforça o compromisso da ACISA com a modernização e o desenvolvimento do setor empresarial no estado, incentivando a transformação digital e ampliando.

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TCE-AC realiza nova vistoria nas obras do viaduto da AABB, em Rio Branco

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Auditores do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram, nesta terça-feira (3), nova vistoria técnica nas obras do viaduto em construção no entroncamento da Avenida Ceará com a Estrada Dias Martins, em Rio Branco. A inspeção teve como objetivo acompanhar a execução do empreendimento, cuja previsão atual de conclusão está estabelecida para o final de março deste ano.

A fiscalização foi conduzida pela 6ª Coordenadoria de Controle Externo (COECEX), unidade responsável pelo acompanhamento de licitações e contratos administrativos. Os auditores Kenyson Silva e Josevaldo Meira estiveram no local para verificar a qualidade dos materiais empregados, a conformidade técnica dos serviços de engenharia executados e o cumprimento das especificações de projeto, bem como o acompanhamento do cronograma físico-financeiro pactuado.

De acordo com Kenyson Silva, a visita integra o processo regular de acompanhamento realizado pelo Tribunal desde o início da execução do contrato.

“Trata-se de uma vistoria técnica inserida no nosso procedimento de fiscalização. O Tribunal acompanha esta obra desde sua fase inicial, e nesta etapa realizamos a coleta de informações in loco para verificar o estágio atual da execução”, explicou o auditor.

Segundo ele, os dados levantados serão incorporados ao processo de monitoramento e analisados tecnicamente pela equipe do Tribunal.

“As informações coletadas serão confrontadas com os projetos aprovados e com o cronograma contratual, a fim de avaliar a conformidade da execução e eventuais inconsistências”, destacou.

A ação integra o calendário de fiscalizações ordenadas do TCE-AC, instrumento estratégico de controle externo que visa assegurar a regular aplicação dos recursos públicos, a transparência administrativa e o cumprimento dos prazos estabelecidos.

Obra iniciada em 2024

A construção do viaduto teve início em julho de 2024. À época, a previsão de entrega estava fixada para julho de 2025. No entanto, o cronograma sofreu sucessivos adiamentos, com novos prazos estabelecidos para outubro e dezembro de 2025, posteriormente para 28 de fevereiro de 2026 e, mais recentemente, para 20 de março deste ano.

O investimento total previsto para a obra é de R$ 25 milhões. Os auditores destacaram que a vistoria se insere no contexto da fiscalização concomitante, metodologia recentemente implementada pelo TCE-AC que representa um avanço significativo no controle externo de obras públicas.

“O Tribunal passou a adotar o acompanhamento sistemático durante toda a execução das obras, e não apenas após sua conclusão. Isso permite identificar tempestivamente eventuais necessidades de ajustes, o que beneficia tanto a administração pública quanto a sociedade”, explicou Josevaldo.

O auditor salientou ainda a importância do trabalho. “Ao fiscalizar durante a execução, como nesta vistoria do viaduto da AABB, conseguimos acompanhar de perto a qualidade dos serviços, verificar a conformidade com os projetos e contribuir para que a obra seja entregue em conformidade com as normas técnicas de engenharia. É uma mudança de paradigma que torna o controle externo mais efetivo e tempestivo’, complementou os auditores”, concluiu.

Ascom TCE/AC

“Black Eye Club” ou “Clube do Olho Roxo”, poder e silêncio: o sinal que ninguém explica?

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Há fenômenos que surgem como sussurros na internet e, quando percebemos, já ecoam como um trovão global. O chamado “clube do olho roxo” — ou, para alguns, a “ceifa mundial do olho roxo” — é um desses casos que desafiam explicações fáceis e convidam à inquietação.

Fotos circulam. Vídeos reaparecem. Rostos conhecidos surgem com hematomas ao redor dos olhos. Coincidência? Acidente? Ou um símbolo silencioso que fala apenas para quem sabe interpretar?

O nome que mais recentemente inflamou as redes foi o de Elon Musk. Um olho roxo, uma explicação simples, um episódio aparentemente doméstico. E o da cantora Ivete Sangalo, simplesmente explicado como, “uma queda caseira”. Ainda assim, as imagens rodou o planeta em minutos, acompanhada de perguntas que não pedem autorização para existir. Por que tantos personagens influentes aparecem, vez ou outra, com o mesmo sinal? Seria apenas estatística ou há algo além do visível?

A narrativa ganhou força porque não está isolada. Em diferentes momentos, celebridades, empresários e figuras políticas foram fotografados com hematomas semelhantes. Cada caso tem sua própria história. Cada história tem sua própria versão. Mas o padrão visual — esse é inegável — é poderoso o suficiente para alimentar teorias.

Na era da hiperconectividade, símbolos se espalham mais rápido que explicações. Um detalhe físico torna-se narrativa. A narrativa torna-se movimento. O movimento transforma curiosidade em suspeita. E a suspeita, quando compartilhada milhares de vezes, ganha contornos quase mitológicos.

Alguns associam o fenômeno a rituais de poder. Outros falam em códigos silenciosos entre elites globais. Há quem veja apenas acidentes ampliados pela lente da paranoia digital. Mas o fato é que o assunto persiste. E tudo o que persiste, no mundo contemporâneo, merece ao menos observação atenta.

O curioso é que o olho — símbolo ancestral de vigilância, revelação e mistério — sempre ocupou lugar central na imaginação humana. Civilizações antigas atribuíram ao olhar significados espirituais, místicos e políticos. Quando o olho aparece marcado, ferido, destacado, o impacto simbólico é imediato. Não é apenas um hematoma: é uma imagem que provoca.

Vivemos tempos em que a verdade disputa espaço com a narrativa. Onde termina o fato e começa a interpretação? Em que momento a coincidência deixa de ser apenas coincidência? E, principalmente, por que determinados padrões capturam tanto a atenção coletiva?

Talvez a pergunta mais honesta não seja “é real ou não?”, mas “por que isso mexe tanto conosco?”. O poder sempre esteve envolto em mistério. E mistério, por sua vez, alimenta tanto a investigação séria quanto a imaginação fértil.A internet não esquece. Cada novo episódio reacende discussões antigas. Cada nova fotografia é examinada como peça de um quebra-cabeça que pode — ou não — existir.No fim, resta ao leitor algo cada vez mais raro: discernimento. Informar-se, observar, comparar versões, analisar contexto. A curiosidade é saudável. A investigação é necessária. Mas a conclusão pertence a cada um.

Em tempos de fatos instantâneas,  o verdadeiro enigma doolho roxo — estaria em fatos ou na forma como enxergarmos.

Adriano Gonçalves é jornalismo investigativo