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TJAC mantém decisão que obriga Estado e Imac a adotar medidas de proteção na Floresta do Antimary

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A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Acre manteve decisão que impôs ao Estado do Acre e ao Instituto do Meio Ambiente do Acre – Imac a adoção de medidas para proteger a Floresta Estadual do Antimary, localizada na região de Bujari.

O colegiado negou provimento ao agravo de instrumento apresentado pelos entes públicos contra decisão da Vara Única da Comarca de Bujari, que, no âmbito de ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre, havia concedido tutela provisória de urgência.

A decisão de primeira instância reconheceu indícios de omissão na gestão da unidade de conservação e determinou a adoção de providências como elaboração de relatórios técnicos, apresentação de plano de restauração ambiental, intensificação da fiscalização e reativação do Conselho Gestor da floresta, sob pena de multa.

No recurso, o Estado e o Imac argumentaram que a medida representaria ingerência indevida do Judiciário na esfera administrativa e violaria o princípio da separação dos poderes. Sustentaram ainda que já estariam em curso ações voltadas à proteção da área.

Relator do caso, o desembargador Júnior Alberto entendeu que estão presentes os requisitos legais para a concessão da tutela de urgência. Segundo o voto, há plausibilidade no direito invocado e risco de dano ambiental contínuo, o que justifica a intervenção judicial preventiva.

O acórdão destaca que a decisão não antecipa o julgamento do mérito da ação civil pública, mas estabelece medidas proporcionais e compatíveis com os deveres legais dos entes públicos. O colegiado também invocou o princípio da precaução, segundo o qual o Poder Público pode agir para prevenir danos ambientais mesmo diante de incertezas científicas, quando houver risco plausível à integridade do ecossistema.

A Câmara ainda ressaltou que a atuação judicial para suprir omissões na proteção de direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto no artigo 225 da Constituição, não configura violação à separação dos poderes, conforme entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal.

Por unanimidade, os desembargadores mantiveram a decisão de primeiro grau, preservando as obrigações impostas ao Estado e ao Imac até o julgamento definitivo da ação.

Cesta básica volta a subir em março, mas acumula queda de 3,72% no trimestre em Rio Branco

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O custo da cesta básica de alimentos para famílias de baixa renda em Rio Branco registrou aumento no início de março de 2026. Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), o valor médio passou de R$ 583,79 em fevereiro para R$ 646,80 em março, representando alta de 10,79% no comparativo mensal.

O custo da Cesta Básica de Alimentos para famílias de baixa renda em Rio Branco/AC tem como base os preços para consumo doméstico de 15 produtos alimentícios, pesquisados em 02 de março de 2026 nos supermercados locais.

Essa pesquisa tem a finalidade de mostrar à população de Rio Branco sobre os recursos financeiros necessários para a compra dos gêneros alimentícios básicos para prover famílias com até 03 pessoas adultas, ou 02 adultas e 02 crianças.

 

Preço médio (02 de março de 2026) da cesta de alimentos para a população de Rio Branco.

A tabela mostra que a carne apresenta o maior preço médio unitário entre os itens pesquisados (R$ 51,19/kg), além de uma variação relevante entre o menor (R$ 48,98) e o maior preço (R$ 53,40), indicando dispersão significativa no mercado.

O leite (R$ 5,84) e o feijão (R$ 6,44) mantêm preços médios relativamente estáveis, com diferenças moderadas entre estabelecimentos.

O arroz chama atenção pelo preço médio mais baixo (R$ 3,76), mas com diferença considerável entre o menor (R$ 3,17) e o maior valor (R$ 4,35), o que indica possibilidade de economia conforme o ponto de venda.

Entre hortifrutigranjeiros, a banana apresenta estabilidade de preços (variação mínima entre R$ 8,72 e R$ 8,99), enquanto o tomate demonstra maior oscilação, com diferença de R$ 1,50 entre menor e maior valor.

O pão francês aparece com preço uniforme (R$ 11,99), sugerindo padronização no período pesquisado.

Custo da Cesta Básica de Alimentos para o mês de março de 2026, em Rio Branco/AC.

O custo médio total da cesta básica em março de 2026 é de R$ 646,80. A diferença entre o maior custo possível (R$ 678,33) e o menor (R$ 624,53) é de R$ 53,80, o que evidencia impacto relevante conforme o estabelecimento escolhido.

A carne continua sendo o item de maior peso no orçamento familiar, representando R$ 255,95 do total da cesta, equivalente a aproximadamente 39,5% do custo total.

Na sequência, os itens de maior impacto financeiro são:

  • Leite: R$ 58,40
  • Café em pó: R$ 66,84
  • Banana: R$ 39,87
  • Pão francês: R$ 35,97

Os produtos com menor participação no total são macarrão (R$ 8,16) e açúcar (R$ 15,00).

Custos das Cestas de Alimentos em Rio Branco/Ac entre os meses de dezembro de 2025 a março de 2026:

No comparativo mensal entre fevereiro e março, o total da cesta apresentou alta de 10,79%, revertendo a trajetória de queda observada anteriormente.

O principal responsável pela elevação foi a carne, que registrou aumento de 41,48% no período. O leite também contribuiu para a alta, com variação de 14,06%.

Em sentido oposto, o arroz apresentou forte redução de 33,10%, seguido pelo macarrão (-36,89%) e pela batata (-18,86%), o que amenizou parcialmente o impacto da alta da carne.

No acumulado de dezembro de 2025 a março de 2026, o total da cesta registra redução de 3,72%. Destacam-se as quedas superiores a 20% no arroz (-31,13%), farinha (-22,49%), óleo (-23,61%) e macarrão (-22,73%).

Por outro lado, tomate (+18,88%), carne (+4,62%) e pão francês (+1,61%) apresentaram aumento no mesmo intervalo.

No período de dezembro de 2025 a março de 2026, o custo da cesta básica de alimentos em Rio Branco experimentou redução de 3,72%%, variação essa, positiva para a condição de compra pela população de baixa renda.

Dos 15 itens considerados para o cálculo da cesta básica, a carne bovina teve o maior aumento entre os meses de fevereiro e março (41,46%). Também para o leite longa teve aumento de 14,06% entre fevereiro e março. Ao contrário, o arroz, a batata e o macarrão tiveram redução de preços de 33,10%, 18,86% e 36,89%, respectivamente.

Já no período de dezembro de 2025 a março de 2026, o arroz, a farinha de mandioca, o óleo de soja e o macarrão tiveram preços reduzidos acima de 20,0%. Por outro lado, no mesmo período (dezembro de 2025 a março de 2026) o tomate experimentou aumento de preços, juntamente com a carne bovina e o pão francês.

Entidades da Ufac divulgam nota de repúdio após agressão a estudante e cobram revisão de protocolos de segurança

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Campus da Ufac em Rio Branco/Foto: Altino Machado

O Centro Acadêmico de Pedagogia e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Acre divulgaram, na tarde de terça-feira (3), nota pública em que manifestam “veemente repúdio” a uma agressão sofrida por uma estudante nas proximidades da entrada do campus, em Rio Branco.

De acordo com o relato apresentado pelas entidades, o episódio ocorreu no dia 6 de fevereiro de 2026. A aluna estaria sentada em um dos bancos próximos ao acesso principal da universidade quando foi abordada por um homem desconhecido. A situação, segundo o documento, evoluiu para ameaças e agressões físicas, com golpes direcionados à região da cabeça. O socorro teria sido prestado por pessoas que transitavam pelo local, evitando consequências mais graves.

Na manifestação, o Centro Acadêmico de Pedagogia afirma que recebeu informações sobre alegada impossibilidade de intervenção por parte da equipe de segurança institucional sob a justificativa de que a área seria considerada fora do limite formal de atuação. O ponto é tratado como motivo de “profunda preocupação” quanto às condições de proteção oferecidas à comunidade acadêmica.

O texto sustenta que a universidade, enquanto instituição pública, tem o dever de garantir ambiente minimamente seguro a estudantes, docentes e servidores, citando como fundamento a proteção ao direito à vida, à segurança e à integridade física. As entidades questionam se delimitações territoriais podem justificar ausência de resposta diante de risco iminente.

No documento, o Centro Acadêmico e o DCE informam ter buscado diálogo com a Reitoria e com setores responsáveis pela administração da universidade. Entre as reivindicações estão esclarecimento formal sobre os protocolos de segurança vigentes e sobre as orientações repassadas à empresa terceirizada responsável pela vigilância, revisão das diretrizes de atuação para priorizar o socorro e a proteção à vida nas imediações do campus e adoção de medidas estruturais, como reforço da iluminação e da segurança em áreas externas.

A nota destaca ainda que o curso de Pedagogia é majoritariamente composto por mulheres e aponta que estudantes desse perfil estariam mais expostas a situações de violência em espaços públicos.

Até o momento, a administração da universidade não havia se pronunciado oficialmente sobre o conteúdo da manifestação.

Ministro do TSE suspende cassação de vereadores do PL em Sena Madureira

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A composição da Câmara Municipal de Sena Madureira permanece inalterada após decisão liminar do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, que suspendeu os efeitos de acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Acre sobre suposta fraude à cota de gênero nas eleições proporcionais de 2024.

A controvérsia envolve o Partido Liberal, cuja chapa foi alvo de decisão regional que reconheceu irregularidade no cumprimento do percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas. O TRE-AC entendeu que duas mulheres teriam sido registradas apenas formalmente para atender à exigência legal, sem efetiva participação na disputa. Com base nessa conclusão, determinou a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários e dos diplomas de todos os candidatos proporcionais vinculados à legenda, além da retotalização dos votos.

Com a liminar concedida em Brasília, ficam suspensos, até julgamento definitivo, tanto a anulação dos mandatos quanto a recontagem dos votos. A medida beneficia diretamente os vereadores eleitos pela sigla, entre eles Tom Cabeleireiro, Antônio Andrade, o Real, e Ivoneide Bernardino.

No recurso apresentado ao TSE, os parlamentares contestam a caracterização de fraude e afirmam que a decisão regional se apoiou em elementos probatórios insuficientes. Sustentam que a execução imediata da medida teria impacto político irreversível antes da análise final do caso.

Ao apreciar o pedido, o ministro destacou que decisões cautelares exigem exame preliminar e que, diante de dúvida razoável sobre a consistência do conjunto probatório, deve prevalecer a cautela. Invocando o princípio do in dubio pro suffragio, segundo o qual a interpretação deve favorecer a preservação da vontade do eleitor quando houver incerteza, determinou a suspensão imediata dos efeitos do acórdão do TRE-AC.

Disputa por vaga na Câmara de Sena Madureira chega ao TSE

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A controvérsia em torno das vagas na Câmara Municipal de Sena Madureira ganhou novo capítulo no Tribunal Superior Eleitoral. O vereador Fábio Ferreira de Souza, conhecido como Fábio Manduca, do Republicanos, apresentou petição à Corte pedindo que seja mantida a cassação das chapas do PL e do MDB por fraude à cota de gênero e que seja realizada a retotalização imediata dos votos da eleição proporcional.

No documento, o parlamentar solicita habilitação como assistente do Ministério Público Eleitoral nos processos que discutem as decisões envolvendo as duas legendas. Ele argumenta que há interesse direto no desfecho da ação, uma vez que eventual mudança no entendimento do Tribunal pode impactar a configuração das cadeiras e, consequentemente, sua permanência ou posse no cargo.

A petição também contesta a aplicação automática de tese firmada em julgamento de caso ocorrido no Ceará, sustentando que a realidade de Sena Madureira possui particularidades que impedem a adoção do mesmo parâmetro jurídico.

Segundo os cálculos apresentados, mesmo com a exclusão dos votos atribuídos às candidaturas consideradas fictícias e a manutenção dos votos válidos remanescentes e de legenda, PL e MDB não alcançariam o percentual mínimo de 80% do novo quociente eleitoral exigido para disputar vagas remanescentes. Nesse cenário, afirma o vereador, a redistribuição das cadeiras poderia beneficiar o Republicanos.

Manduca pede que seja negada eventual tutela cautelar requerida por adversários, revogada liminar anteriormente concedida e determinada a retotalização dos votos, com a consequente convocação para assumir o mandato.

O processo segue sob análise do TSE e pode redefinir a composição do Legislativo municipal.

Intenção de consumo das famílias acreanas aumenta em janeiro e fevereiro

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A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias – ICF, divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio – CNC, indicou que o número de famílias brasileiras que têm intenção de consumo aumentou em todo o país, atingindo a maior pontuação desde fevereiro do ano passado, de 106,0 pontos, concentrando o consumo nas famílias com renda superior a 10 salários mínimos. Contudo, a intenção de consumo das famílias com menor renda foi impulsionada, em janeiro, para a compra de bens duráveis, como refrigeradores, fogões, televisores, entre outros, intensificada pela taxa de ocupação do emprego formal que, em 2025, atingiu o resultado histórico de 5,1%, incentivando as contratações.

A pesquisa leva em consideração sete indicadores que obtêm dados sobre o emprego atual; renda atual; nível de consumo atual; perspectiva profissional; perspectiva de consumo; acesso ao crédito; e momento para duráveis. De todos esses indicadores, somente a perspectiva atual do emprego e a renda atual apresentaram redução de 0,7%. Todos os demais indicadores, ao contrário, tiveram resultados positivos.

No Acre, apesar do ICF indicar expectativa de consumo das famílias em 115,8 pontos em fevereiro, esse resultado foi menor do que o observado em janeiro, uma redução de 0,52%, mas demonstrando um crescimento constante na intenção de consumo, também focado nas famílias com renda de até 10 salários mínimos, de acordo com as análises da Federação do Comércio do Acre.

Oposto ao resultado obtido em nível nacional, o indicador que trata da confiança no emprego atual aumentou, atingindo, em fevereiro, 123,1 pontos. Um aumento de 0,0% na comparação com janeiro deste ano.

Por outro lado, o indicador que observa a perspectiva profissional diminuiu em fevereiro, atingindo 140,7 pontos. Mesmo com redução, o indicador apresenta resultados favoráveis, tendo sido superior ao limite de confiança de 100 pontos. Esse resultado leva o indicador ao mesmo valor observado em março do ano anterior.

A renda atual também teve um declínio na comparação com janeiro, reduzindo 0,3%, sendo o indicador deste mês de 124,6 pontos. Essa redução ocorreu com maior intensidade nas famílias com renda superior a 10 salários mínimos.

Com relação às compras a prazo, janeiro e fevereiro apresentaram resultados superiores a 100 pontos, sendo os maiores observados desde fevereiro do ano passado, atingindo 103,6 e 102,5 pontos, respectivamente.

A perspectiva de consumo das famílias acreanas mantém-se com pontuação acima de 139 pontos ao longo de todo o período acumulado de fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026, permitindo que produtos duráveis tenham uma elevação de intenção de consumo ao longo de fevereiro deste ano.

Segundo explica o assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó,  “esses resultados, notadamente os observados nas famílias com renda de até 10 salários mínimos, apontam para uma intenção de consumo em bens duráveis, especificamente na linha branca, setor que padece, nos últimos anos, pelo resfriamento dos negócios no varejo. Isso é impulsionado pelas condições de emprego atual e renda, acompanhadas da redução da taxa Selic, o que incentiva o consumo com obtenção de crédito. Por fim, é relevante que as famílias acreanas evitem elevar seu grau de endividamento sem o planejamento doméstico executado, de forma a evitar que financiamentos futuros, sejam a curto, médio ou longo prazo, dificultem o cumprimento das obrigações mensais e, consequentemente, a inclusão nos mecanismos de proteção ao crédito”.

Aleac aprova projeto que autoriza repasse de R$ 2 milhões para o futebol profissional acreano em 2026

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou, na sessão desta quarta-feira, 4, o projeto de lei encaminhado pelo Palácio Rio Branco que autoriza o governo estadual a destinar R$ 2 milhões para o futebol profissional acreano na temporada de 2026. A proposta foi aprovada por unanimidade, com 15 votos favoráveis.

O valor previsto representa um aumento em relação ao montante liberado no ano passado, quando o governo estadual destinou R$ 1,5 milhão para o setor.

Segundo a mensagem governamental encaminhada ao Legislativo, o objetivo da medida é garantir condições para a realização dos campeonatos estaduais de futebol ao longo do próximo ano, além de incentivar o esporte de alto rendimento no estado. O texto também prevê o fortalecimento de parcerias com federações e entidades responsáveis pela organização das competições esportivas.

A proposta destaca ainda que o incentivo ao esporte é um dever constitucional do Estado, previsto no artigo 217 da Constituição Federal e também na Constituição do Estado do Acre. O governo argumenta que o investimento contribui para o desenvolvimento social, cultural e esportivo da população.

O projeto também cita o Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, instituído pela Lei nº 4.282, que estabelece entre suas diretrizes estratégicas o estímulo à prática esportiva como instrumento de socialização, formação cidadã, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida.

Conforme o texto aprovado, os recursos serão executados por meio da Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer (SEEL), com possibilidade de abertura de créditos adicionais para garantir a implementação da medida.

Após a aprovação no Legislativo, o projeto segue para sanção do governador Gladson Camelí.

Deracre faz manutenção em aeródromos e mantém voos de emergência liberados no Acre

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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), realiza serviços de manutenção em aeródromos do interior do estado e adotou horários operacionais temporários para garantir a segurança das operações aéreas durante a execução dos trabalhos nas pistas.

As intervenções incluem nivelamento das pistas, correção de pontos desgastados e recomposição da superfície de pouso. Durante a execução dos serviços, são estabelecidas janelas operacionais específicas por meio de NOTAM, aviso oficial da aviação civil utilizado para informar pilotos e operadores sobre alterações temporárias nas condições de funcionamento de aeródromos.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, explica que a medida é necessária para que as equipes possam atuar diretamente na pista sem comprometer a segurança das operações aéreas. “Quando temos máquinas e equipes trabalhando na pista, precisamos organizar o horário de funcionamento do aeródromo. Essa definição permite que os serviços avancem e, ao mesmo tempo, garante segurança para as aeronaves que utilizam essas estruturas”, afirma.

Atualmente, dois aeródromos do interior operam com horários temporários definidos. Em Feijó, as operações estão autorizadas das 6h às 13h no período de 3 a 31 de março de 2026. Já no aeródromo de Marechal Thaumaturgo, os voos podem ocorrer das 14h às 18h entre os dias 16 de março e 15 de maio de 2026. Fora desses horários, as pistas permanecem temporariamente fechadas para operações regulares, permitindo a execução das atividades de manutenção.

Segundo Sula Ximenes, a adoção do NOTAM segue normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e permite que as obras sejam realizadas sem interromper completamente o funcionamento dos aeródromos. “A gente organiza a operação para que os voos continuem acontecendo em horários definidos, enquanto as equipes realizam a manutenção necessária para manter a pista em boas condições”, destaca.

Mesmo com as restrições operacionais temporárias, voos de emergência permanecem autorizados a qualquer momento. Situações como transporte de pacientes, missões médicas, operações de segurança e resgates podem utilizar os aeródromos independentemente do horário estabelecido.

“Os voos de emergência têm prioridade absoluta. O transporte de pacientes e as operações de saúde não podem esperar. Mesmo durante a manutenção, essas operações continuam acontecendo sempre que necessário”, reforça a presidente.

A movimentação aérea nos municípios do interior demonstra a importância dessas estruturas para a população. De acordo com o Relatório de Controle Aeroportuário do Deracre, os aeródromos estaduais registraram 1.061 voos em janeiro de 2026, distribuídos em oito municípios.

Do total registrado no período, 930 foram voos normais, 121 operações de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) durante o dia, oito TFD noturnos e dois voos com helicóptero. As operações ocorreram nos aeródromos de Porto Walter, Feijó, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá, Xapuri, Jordão e Santa Rosa do Purus.

O aeródromo de Feijó concentrou o maior número de operações no mês, com 449 voos. Em seguida aparecem Tarauacá, com 196 operações, Marechal Thaumaturgo com 134 e Jordão com 123. Também foram registrados 82 voos em Santa Rosa do Purus, 51 em Porto Walter, 22 em Manoel Urbano e quatro em Xapuri.

Para Sula Ximenes, os números reforçam a necessidade de manter as estruturas em boas condições de operação. “Quando olhamos para mais de mil voos em apenas um mês, percebemos o quanto essas pistas são essenciais para o Acre. É paciente sendo removido, equipe de saúde chegando ao interior e suprimentos sendo transportados. Manter esses aeródromos funcionando com segurança é garantir acesso”, afirma.

O Deracre segue executando o cronograma de manutenção em aeródromos estratégicos do estado, priorizando estruturas com maior volume de operações e que desempenham papel fundamental no atendimento à população em regiões de difícil acesso.

Assessoria

Projeto de lei propõe isenção da taxa da Guia de Transporte Animal para pequenos produtores no Acre

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Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) propõe isentar pequenos produtores rurais do pagamento da taxa para emissão da Guia de Transporte Animal (GTA). A proposta foi protocolada nesta semana pelo deputado estadual Clodoaldo Rodrigues (Republicanos).

De acordo com o texto, a isenção será aplicada exclusivamente ao transporte de animais realizado dentro do território acreano, desde que sejam observadas todas as exigências da legislação sanitária vigente.

Na justificativa da proposta, o parlamentar argumenta que a medida tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar e melhorar as condições de competitividade dos pequenos produtores do estado. Segundo ele, embora a GTA seja um instrumento fundamental para o controle sanitário e para a rastreabilidade dos rebanhos, o custo da emissão pode representar um peso financeiro para produtores que realizam operações de pequeno porte.

O deputado destaca ainda que o projeto não altera as regras de fiscalização sanitária, mantendo a obrigatoriedade do cumprimento das normas de defesa agropecuária. A proposta prevê apenas a retirada da cobrança da taxa para esse público específico.

O texto estabelece que a isenção poderá ser aplicada ao transporte de animais para diferentes finalidades, como comercialização, reprodução, manejo ou abate, desde que as propriedades estejam com a situação sanitária regular e atendam às exigências da legislação agropecuária.

Ainda conforme o projeto, eventuais despesas decorrentes da implementação da medida deverão ser custeadas por dotações orçamentárias próprias do Estado, podendo ser suplementadas, caso necessário.

A proposta agora segue para análise e tramitação nas comissões da Assembleia Legislativa antes de ser apreciada em plenário.

Governo do Acre convoca prefeitos para garantir execução de emendas no orçamento 2026

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), publicou dois editais de convocação voltados às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e às prefeituras municipais contempladas com emendas parlamentares estaduais ao Orçamento de 2026. A medida busca assegurar que os recursos indicados pelos deputados sejam executados com planejamento, transparência e dentro dos prazos legais.

O Edital nº 001/2026 é direcionado às OSCs beneficiárias e estabelece a obrigatoriedade do envio da documentação e do plano de trabalho correspondente ao objeto da emenda. A formalização ocorrerá por meio de termo de fomento ou colaboração, conforme a Lei Federal nº 13.019/2014 e o Decreto Estadual nº 11.238/2023. Entre os critérios exigidos estão regularidade jurídica e fiscal, experiência prévia na área de atuação e compatibilidade entre a proposta apresentada e a finalidade institucional da entidade.

Já o Edital nº 002/2026 contempla as prefeituras que receberam emendas estaduais. O chamamento define prazos e procedimentos para apresentação de documentação técnica e planos de trabalho, etapa necessária para a assinatura de convênios e posterior liberação dos recursos. A exigência inclui metas claras, cronograma de execução e previsão orçamentária alinhada à finalidade pública da emenda.

Os editais detalham ainda o cronograma de análise das propostas, os critérios para celebração dos instrumentos de repasse e as regras de execução, monitoramento e prestação de contas. O envio da documentação dentro do prazo é condição essencial para evitar entraves técnicos e garantir que os recursos cheguem efetivamente aos projetos indicados.

Os textos completos, com anexos e modelos de formulários, estão disponíveis no site oficial da Seplan.