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MPAC converte procedimento sobre transporte escolar em inquérito civil em Tarauacá

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) converteu em inquérito civil um procedimento que apura possíveis irregularidades no transporte escolar de alunos da Escola Municipal Maria Odília da Silva, localizada na zona rural de Tarauacá.

O procedimento havia sido instaurado a partir de manifestação de pais de estudantes da unidade de ensino. Francisco Narcério da Silva, Nagela de Almeida Lima e Altemira de Souza Conceição relataram à Promotoria de Justiça preocupações com a segurança do transporte fluvial utilizado pelos alunos, especialmente em razão da falta de experiência do barqueiro responsável pelo serviço.

Diante das informações apresentadas, os responsáveis solicitaram melhorias no transporte escolar, incluindo a substituição do profissional que opera a embarcação.

De acordo com despacho assinado pelo promotor de Justiça Lucas Bruno Iwakami, os elementos reunidos até o momento indicam a necessidade de aprofundar a apuração dos fatos. Por esse motivo, o procedimento preparatório foi convertido em inquérito civil, instrumento utilizado pelo Ministério Público para investigar possíveis violações a direitos coletivos.

No despacho, o promotor destaca que cabe ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, conforme prevê a Constituição Federal. O inquérito civil também permite a requisição de informações, documentos e outros elementos necessários à investigação.

O MPAC aguarda resposta a expediente já encaminhado durante a tramitação do procedimento. Caso não haja manifestação, a Promotoria deverá reiterar a solicitação, inclusive por contato telefônico.

Após o recebimento das informações, o processo será novamente analisado para definição das medidas cabíveis, que podem incluir eventual adoção de providências judiciais.

“Ela é uma soldada do MDB e está à disposição”, diz Tanizio sobre Jéssica Sales ser vice de Mailza

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O líder do MDB na Assembleia Legislativa do Acre, deputado Tanizio Sá, afirmou à reportagem da Folha do Acre, na manhã de terça-feira (10), que na quinta-feira (12) a vice-governadora Mailza Assis fará uma visita à sede da sigla para oficializar a aliança. Ele também afirmou que Jéssica Sales (MDB) não tem resistência para ser indicada como vice na chapa encabeçada por Mailza, contrariando informações de que a ex-deputada gostaria de disputar uma cadeira no Senado.

Tanizio Sá afirmou que Jéssica Sales sempre se comportou como uma militante exemplar, colocando-se à disposição para o que o partido achar melhor.

“Ela é uma soldada do partido. Sempre se portou como alguém que trabalha pelo coletivo. Ela não defende interesses pessoais. Não tem resistência a ser indicada como vice e está, como sempre esteve, à disposição do partido”, declarou.

Tanizio Sá afirmou ainda que os emedebistas já começaram a organizar a reunião para receber o governador Gladson Camelí e Mailza quando deverá ser sacramentada a aliança.

“Estaremos aguardando a visita e sabemos que o MDB é uma sigla importante, organizada e que pode ajudar muito na aliança com a vice-governadora Mailza”, disse.

Edvaldo cobra explicações sobre licitação para construção da 5ª ponte no Rio Acre

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O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) apresentou um requerimento nesta terça-feira (10/3) à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre, para que os secretários de Estado Jonathan Donadoni, da Casa Civil, e Egleuson Araújo Santiago, da Habitação e Urbanismo, expliquem a respeito do processo licitatório para a construção da 5ª ponte sobre o Rio Acre. A obra será erguida com recursos do Fonplata e ligará os bairros Aeroporto Velho e Quinze, em Rio Branco.

“Como se trata de um recurso que essa Casa aprovou, um empréstimo internacional, junto ao Fonplata, eu apresentei um requerimento muito simples, mas que pode botar luz: a cópia integral de todo o processo. Com esta cópia em mãos, saberemos o que foi apresentado de forma comprobatória de acervo, por que foi negado, num primeiro momento? E se algo foi apresentado e por que provocou a mudança de decisão por parte dos que analisam esse processo?”, disse Edvaldo Magalhães.

O parlamentar explicou que não é de hoje que há indícios de que o processo pode estar eivado de vícios. “Desde o final do ano passado, murmurinhos e depois publicações que se avolumaram no início deste ano dão conta de uma possível grande fraude que poderá estar em construção e na fase final de ocorrer na licitação da nova ponte sobre o Rio Acre. Isso já foi abordado de forma jornalística pelo jornalista Leonildo Rosas, e hoje foi abordada com uma riqueza enorme de detalhes na Coluna Trica e Fruticas do ac24 horas. Trata-se de uma disputa entre duas empresas, uma registrada no Rio de Janeiro e uma segunda de Minas Gerais, que disputam nesse momento sob quem atende do ponto do acervo técnico as condições que foram publicadas no edital. E olha que coisa interessante. Veja o tamanho da fumaça, indicando que, em havendo fumaça, há fogo, de que o parecer técnico negou a uma das concorrentes, que ela atenderia as exigências de acervo publicadas no edital, milagrosamente, sem que dentro do Processo SEI fosse juntada nenhuma documentação, o parecer que negou, apareceu num belo dia, dizendo: ‘esqueça o que escrevi, o que eu disse, faz de conta que você não leu”, ressaltou.

Gonzaga denuncia péssima qualidade das obras de recuperação da BR-364: ‘Isso é uma vergonha’

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O deputado estadual e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre, Luiz Gonzaga, usou a tribuna da Casa parlamentar para exibir um vídeo contendo denúncias sobre o suposto descaso do DNIT com a recuperação da BR-364. Gonzaga afirma, no vídeo, que parece que, em vez de quererem reconstruir a rodovia, querem é acabar de vez com a estrada.

O deputado afirma que as empreiteiras estão trocado um asfalto de qualidade por outro que, segundo ele, “derrete” ao ser tocado.

“Como que tiram um asfalto dessa espessura aqui, com pedras embaixo, para colocar um asfalto que derrete assim? Por que fazem isso eu não sei, mas sei que a população continua sofrendo com o descaso com essa BR-364”, disse Gonzaga no vídeo, ao mostrar com a própria mão o asfalto se desfazendo ao toque.

Após a exibição do vídeo que gravou na BR-364, o parlamentar fez um apelo aos demais deputados e aos órgãos de controle para que o trabalho de recuperação da rodovia seja acompanhado de perto.

“Como vocês viram aí, parece que o trabalho do DNIT não tem compromisso nenhum com a qualidade. O asfalto foi feito no dia anterior e, quando o carro passou, o asfalto desmanchou. Isso é um absurdo”, declarou.

Gonzaga pediu providências para o caso da obra de recuperação da BR e chamou atenção para o volume de dinheiro investido sem que o serviço seja entregue com a qualidade que a população precisa.

“Dizem que o problema da BR-364 é que a pedra é muito cara, mas a verdade é que todos os anos são gastos milhares de reais para colocar um asfalto que desmancha na mão quando se toca. A pergunta que fica é: onde foi parar o dinheiro?”, questionou.

Zé Lopes apresenta requerimento para apurar contrato da Ricco com a RBTrans

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Vereador Zé Lopes/Foto: Folha do Acre

O vereador Zé Lopes (Republicanos) usou a tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco na sessão desta terça-feira (10) para relatar que recebeu uma carta anônima com denúncias sobre possíveis irregularidades no transporte coletivo da capital. Segundo o parlamentar, as informações envolvem principalmente a empresa Ricco Transportes e a autarquia municipal RBTrans.

De acordo com Zé Lopes, a denúncia teria sido enviada por um servidor efetivo da RBTrans e aponta problemas relacionados à condução do contrato da empresa responsável pelo transporte público em Rio Branco.

Durante o pronunciamento, o vereador afirmou que as denúncias precisam ser apuradas e que a Câmara não pode se omitir diante da situação.

“Eu recebi uma carta, uma denúncia anônima de um servidor efetivo da RBTrans. Independentemente de licitação, a gente precisa apurar tudo que aconteceu nos últimos quatro anos dessa empresa Ricco Transportes, porque quem está sofrendo não é a própria Ricco, mas os motoristas que recebem salários atrasados e não têm o FGTS depositado. São diversas denúncias e a Câmara não pode se omitir”, declarou.

Diante das informações, o parlamentar apresentou um requerimento solicitando transparência e acesso a documentos oficiais que mostram a comunicação entre a empresa e órgãos da prefeitura. O objetivo é fiscalizar como está sendo conduzido o contrato e as decisões relacionadas ao transporte público da capital.

No pedido, o vereador solicita cópias de todos os ofícios enviados pela Ricco à Casa Civil e à RBTrans, bem como as respectivas respostas. Também pede documentos encaminhados pela Casa Civil e pela RBTrans à empresa, além das respostas, relacionados ao contrato do transporte coletivo.

O requerimento determina ainda que todos os documentos solicitados sejam referentes ao período desde o início do contrato da empresa com a prefeitura até os dias atuais. Segundo Zé Lopes, o acesso às informações é essencial para que o Legislativo acompanhe e fiscalize a situação do transporte público em Rio Branco.

Justiça sequestra recursos de Tarauacá e Estado e determina multa caso não instalem CAPS

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A Justiça do Acre, por meio da Vara Cível da Comarca de Tarauacá, decidiu sequestrar o valor de R$ 30 mil das contas da Prefeitura de Tarauacá e do governo do Estado do Acre casos os caso persista o descumprimento da instalação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I) no município.

A decisão é do juiz substituto Ricardo Fachin Cavalli, que também estabeleceu medidas em caso de descumprimento da determinação.

De acordo com a decisão, caso a determinação não seja cumprida dentro do prazo estabelecido de seis meses foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada ao valor máximo de R$ 200 mil.

A decisão atende a uma manifestação apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre nos autos do processo que trata da implementação do CAPS I em Tarauacá. A ação civil pública teve origem a partir da atuação da Defensoria Pública do Estado do Acre, por meio do núcleo da Defensoria no município.

Na ação, a Defensoria destacou a dificuldade enfrentada por pacientes de Tarauacá que necessitam de tratamento especializado. Segundo o órgão, atualmente os casos são encaminhados para o Hospital de Saúde Mental do Acre (HOSMAC), unidade localizada em Rio Branco.

 

 

Após denúncia, ambulâncias do Samu voltam a operar em Tarauacá

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Após reportagem publicada pelo Jornal Extra do Acre denunciando a falta de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no município, as duas ambulâncias que estavam em manutenção foram enviadas de volta para Tarauacá nesta segunda-feira (9).

Segundo informações repassadas à reportagem, as duas viaturas já retornaram ao município e voltaram a operar normalmente, retomando o atendimento de urgência e emergência à população.

A situação havia gerado preocupação entre moradores, já que o município estaria temporariamente sem ambulâncias disponíveis para atender ocorrências emergenciais.

Com o retorno dos veículos, o serviço volta a funcionar normalmente, garantindo mais segurança no atendimento à população de Tarauacá.

Com informações Extra do Acre

TJ nega recurso e mantém júri popular para acusados de matarem ex-prefeito Gedeon Barros

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, manter a sentença de pronúncia contra Sairo Gonçalves Petronício e João da Silva Cavalcante Junior. Com a decisão, a dupla será submetida a júri popular pelo assassinato do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, ocorrido em 2021.

O recurso da defesa

A defesa de Sairo Gonçalves, apontado como o executor direto dos disparos, havia ingressado com um Recurso em Sentido Estrito contra a decisão do juiz Fábio Farias, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O advogado questionava a validade das provas e solicitava a anulação da pronúncia.

No entanto, o relator do processo no TJAC rechaçou o pedido, afirmando que o conjunto probatório contido nos autos é suficiente para comprovar a materialidade do crime e apresentar indícios de autoria que justificam o julgamento pelo Conselho de Sentença.

Relembre o crime

O ex-prefeito Gedeon Barros foi executado em uma emboscada no dia 20 de maio de 2021, no estacionamento da Suframa, no Segundo Distrito de Rio Branco.

Gedeon estava dentro de seu veículo, falando ao telefone, quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta.

A vítima foi atingida por cerca de oito disparos de arma de fogo e morreu no local antes de receber socorro.

O desfecho das investigações

Embora a Delegacia de Homicídios tenha prendido sete suspeitos em dezembro de 2023 — entre supostos mandantes e executores — o processo tomou rumos distintos para os envolvidos:

Pronunciados: Sairo Gonçalves (executor) e João Cavalcante (condutor da moto).

Três réus foram liberados do júri em outubro do ano passado por falta de provas suficientes no momento. Outros dois envolvidos no caso faleceram no decorrer do processo.

Expectativa de julgamento

Com a manutenção da decisão pelo Tribunal de Justiça, a expectativa é que o julgamento de Sairo e João ocorra ainda em 2024 na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco.

Com informações Acre News

Motoristas demitidos da Ricco são recebidos por vereadores na Câmara de Rio Branco

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Na manhã desta terça-feira (10), motoristas demitidos da empresa Ricco Transporte estiveram na Câmara Municipal de Rio Branco, onde foram recebidos por vereadores em uma sala de reunião para apresentar denúncias sobre demissões que, segundo eles, vêm acontecendo nos últimos dias.

De acordo com os trabalhadores, 16 motoristas foram demitidos somente na última segunda-feira (9). Somando com outras dispensas recentes, o número de desligamentos chega a 25 motoristas, sendo dois por justa causa.

Durante a reunião, os motoristas relataram aos parlamentares que as demissões teriam ocorrido sem explicações claras e afirmaram que alguns trabalhadores não teriam passado pelo exame demissional, procedimento comum em desligamentos formais.

Além disso, os trabalhadores também denunciaram atrasos no pagamento das verbas rescisórias, alegando que alguns ex-funcionários estariam aguardando o recebimento há meses.

Negada indenização a particular por desapropriação de área em terra indígena no Acre

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TRF1 acolheu tese defendida pelo MPF de que demarcação tem natureza declaratória e títulos privados sobre terras indígenas são nulos

Particular que detém título de terra inserida em território tradicional indígena não tem direito a indenização. Essa tese, defendida pelo Ministério Público Federal (MPF), foi acolhida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que negou recurso em ação declaratória que pedia indenização por desapropriação indireta, sob alegação de suposto apossamento da propriedade por parte da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em razão de procedimento de demarcação da Terra Indígena Manchineri. A decisão unânime confirma o entendimento de que o direito originário dos povos indígenas sobre suas terras precede títulos de propriedade privada.

O questionamento era referente Lote 4 do Seringal Guanabara, no município de Sena Madureira (AC). Na ação originária, a pessoa que se apresentava como proprietária da terra, alegava que a demarcação da Terra Indígena Manchineri inviabilizou o uso de sua propriedade. Por essa razão, ela requereu o pagamento de valores referentes por supostos danos materiais pela desapropriação indireta do imóvel. No entanto, o MPF argumentou que o registro imobiliário em territórios tradicionais é juridicamente irrelevante e ineficaz. Como a aquisição dessas áreas é considerada ilegítima pela Constituição, não há direito à indenização pelo domínio.

Em seu parecer, o MPF defendeu que a Constituição Federal e as leis brasileiras atestam a inexistência de dever indenizatório pelo domínio da área. O procurador regional da República Felício Pontes Júnior pontuou que o reconhecimento da posse indígena independe da finalização da demarcação. “O ato de demarcação de terras indígenas é meramente declaratório, apenas reconhece um direito preexistente e assegurado constitucionalmente”, afirma o procurador.

O acórdão do TRF1 ressaltou, ainda, que o processo demarcatório se encontra nas fases iniciais de identificação e delimitação. Dessa forma, o Tribunal entendeu que não houve restrição concreta ao uso do imóvel pela particular. A mera existência do procedimento administrativo de demarcação não configura esbulho necessário para a desapropriação indireta. O TRF1 considerou, portanto, que o pedido de indenização estava fundado em um fato que ainda nem sequer se realizou.

Contexto – O território Manchineri está inserido em uma região marcada por graves conflitos fundiários desde o século XIX. Durante a exploração da borracha na Amazônia, os indígenas foram escravizados e incorporados forçadamente às frentes extrativistas. Nas décadas seguintes, a expansão da pecuária e da extração de madeira ampliou as disputas e expulsões na área. A resistência histórica desses grupos familiares fundamenta a atual reivindicação pela demarcação do território.

Nos anos 1980, a região foi palco de tensões que culminaram na criação da Reserva Extrativista Chico Mendes. O antigo Seringal Guanabara foi parcialmente incorporado a essa unidade de conservação ambiental. Mesmo diante das pressões de grileiros e pecuaristas, o povo Manchineri manteve a posse imemorial de suas terras.

Ascom MPF