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Em sessão na Câmara, governo do Acre apresenta planejamento e melhorias em mais de 1.200 km de ramais

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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), participou na terça-feira, 10, de uma sessão na Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul para esclarecer responsabilidades institucionais e apresentar o planejamento de ações de infraestrutura na região do Juruá, incluindo manutenção de ramais, rodovias estaduais, obras em andamento e planejamento da Operação Verão 2026.

“Esse diálogo é importante para esclarecer as responsabilidades de cada ente e também apresentar o trabalho que o governo do Estado vem realizando na região. Nosso compromisso é manter o planejamento e garantir que as ações cheguem às comunidades”, afirmou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.

Durante a reunião, foram debatidos temas como a travessia da balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, a continuidade das obras da segunda etapa da AC-405, a situação da BR-307, além do planejamento das ações do Deracre para o período de verão na região do Juruá.

A presidente explicou aos parlamentares as competências institucionais sobre rodovias e ramais. Segundo ela, os ramais são, por lei, de responsabilidade dos municípios e o Deracre não possui dotação orçamentária específica para esse tipo de intervenção. Ainda assim, destacou que o governo do Estado tem atuado como parceiro das prefeituras.

“Os ramais são de responsabilidade das prefeituras e o Deracre não possui orçamento específico para essas intervenções. Mesmo assim, por determinação do governador Gladson Camelí, o governo do Estado tem apoiado os municípios para garantir acesso às comunidades rurais”, ressaltou Sula Ximenes.

A presidente também destacou que, somente em 2025, o governo do Acre garantiu melhorias em mais de 1.200 quilômetros de ramais em Cruzeiro do Sul, ampliando o acesso às comunidades e fortalecendo o escoamento da produção rural.

Outro ponto discutido foi a paralisação temporária de frentes de serviço em alguns ramais. A presidente explicou que parte das ações depende de recursos federais e de convênios específicos, além das limitações impostas pelo período de inverno amazônico.

Sobre a travessia entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, a presidente esclareceu aos vereadores que a construção da ponte é de competência federal.

“A ligação entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves faz parte de uma rodovia federal, portanto a construção da ponte sobre o Rio Juruá é de responsabilidade do governo federal, por meio do DNIT. Enquanto essa obra não é executada, o governo do Acre garante o acesso da população. Há oito anos o Estado mantém uma balsa gratuita funcionando 24 horas por dia, realizando a travessia de veículos, motocicletas e pessoas entre os dois municípios. Além disso, o Deracre atua na manutenção das rampas de acesso da travessia, especialmente quando o nível do Rio Juruá sofre variações. Também existe a alternativa de acesso pela AC-407, que liga Cruzeiro do Sul a Rodrigues Alves e recebe serviços de manutenção do governo do Estado”, destacou Sula Ximenes.

Em relação às rodovias, Sula Ximenes explicou que a BR-307 é de responsabilidade do governo federal, enquanto o Deracre atua na manutenção e execução de obras nas rodovias estaduais, como a AC-405, que segue com obras em sua segunda etapa, ligando Cruzeiro do Sul a Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

A vereadora Valéria Lima destacou a importância de planejamento e articulação entre as esferas de poder para enfrentar os desafios do período de inverno amazônico.

“Nesta época de inverno, as dificuldades aumentam, afetando o escoamento da produção, a saúde, a educação e o transporte. O que buscamos é um planejamento adequado, com estratégias de curto, médio e longo prazo. Chegamos ao consenso de que a melhor forma de discutir essas melhorias é por meio de uma reunião com deputados estaduais, federais e senadores para tratar da real situação dos ramais e das áreas mais críticas”, afirmou.

O vereador Franciney Freitas também ressaltou a importância de ampliar os investimentos em infraestrutura rural.

“O Deracre demonstrou ser parceiro e se comprometeu a colaborar com melhorias, incluindo recuperação de pontes e ações emergenciais. Sabemos que esse é um passo importante e seguimos buscando mais investimentos para garantir trafegabilidade com qualidade para nossa população”, disse.

A reunião reforçou o compromisso do governo do Acre em manter o diálogo com os representantes municipais e avançar no planejamento de ações voltadas à melhoria da infraestrutura e da mobilidade nas comunidades rurais do Vale do Juruá.

DNIT inicia recuperação emergencial da BR-364 no Vale do Juruá

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O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ricardo Araújo, informou que já foram iniciados os serviços de recuperação da BR-364 no trecho que conecta as cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. As primeiras intervenções ocorrem na região do Vale do Juruá e têm como foco inicial a realização de tapa-buracos para melhorar as condições de circulação na rodovia.

De acordo com o superintendente, a execução do serviço depende diretamente das condições climáticas. A aplicação de asfalto durante períodos de chuva pode prejudicar a durabilidade do material, por isso o trabalho começou a avançar após a recente redução das precipitações na região. Com o tempo mais favorável, as equipes já passaram a lançar massa asfáltica em alguns pontos da estrada.

Nesta etapa inicial, a atuação das equipes está voltada para uma recuperação emergencial da pista. A prioridade é eliminar buracos e reduzir os danos na pavimentação, o que deve proporcionar maior segurança e melhores condições de tráfego para motoristas e transportadores que utilizam a rodovia.

A melhoria na pista também deve contribuir para diminuir o tempo de deslocamento entre as duas maiores cidades acreanas, percurso que tem se tornado mais demorado devido ao desgaste da estrada.

O DNIT informou ainda que intervenções mais amplas estão programadas para começar a partir de maio, período em que o chamado verão amazônico tende a oferecer melhores condições para obras rodoviárias. Entre os serviços previstos estão a aplicação de macadame, a regularização da plataforma da estrada e o recapeamento em trechos da variante.

Também estão incluídas no planejamento ações para recuperar pontos críticos afetados por erosões e outros danos estruturais ao longo da rodovia, inclusive em áreas próximas à região da Liberdade.

Segundo Ricardo Araújo, está em fase final a formalização de um novo contrato referente ao chamado lote 10 da BR-364. A expectativa é que uma nova empresa assuma esse trecho em breve, ampliando as frentes de trabalho na rodovia, considerada uma das principais vias de ligação terrestre do estado do Acre.

Informações Juruá Online

Rio Juruá sobe 10 centímetros em 24h, mas segue abaixo da cota de alerta em Cruzeiro do Sul

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O nível do rio Juruá registrou elevação de 10 centímetros nas últimas 24 horas em Cruzeiro do Sul. De acordo com a medição realizada às 6h desta quarta-feira (11), o manancial atingiu 10,60 metros, enquanto no dia anterior marcava 10,50 metros.

Apesar da subida, a situação no município é considerada tranquila, sem registros de quintais ou residências alagadas até o momento. Em Cruzeiro do Sul, a cota de alerta é de 11,80 metros e a cota de transbordamento é de 13 metros.

Mesmo abaixo desses níveis atualmente, o rio já transbordou três vezes neste ano no município, atingindo 11 bairros. Apesar do avanço das águas em períodos anteriores, não houve necessidade de retirada de moradores de suas casas.

A tendência é que o rio continue apresentando oscilações até o mês de abril, período marcado pelo aumento das chuvas na região do Vale do Juruá.

Bocalom faz propaganda de seu café nas redes sociais: “Um sabor que conquista no primeiro gole”

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, utilizou as redes sociais na terça-feira, 10, para divulgar o produto Café Bocalom, marca que leva seu nome. A publicação foi feita em colaboração com o perfil oficial do produto nas redes.

Na postagem, Bocalom compartilha uma imagem do café embalado e destaca informações sobre possíveis benefícios do consumo da bebida. No texto, o prefeito afirma que o consumo diário de café pode contribuir para o aumento dos anos de vida saudável. “Uma das bebidas mais consumidas do mundo também pode ser uma aliada da longevidade.”

“E se é para tomar café todos os dias, que seja um café de qualidade. O Café Bocalom nasce da nossa terra, valorizando quem produz e levando sabor e identidade da nossa região para a mesa das pessoas,” escreveu o prefeito.

Bocalom afirma que o café é produzido na região e valoriza produtores locais, e convida os seguidores a experimentarem a bebida. “Experimente o café do Bocalom. Um sabor que conquista no primeiro gole.”

Homem é condenado a 33 anos de prisão por estuprar e engravidar sobrinha no Acre

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Imagem ilustrativa/Foto: Agência Brasil

Crimes aconteceram no ano de 2022 e 2024, quando a vítima tinha 10 e 12 anos de idade

A Vara Criminal da Comarca de Feijó condenou um homem a 33 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado por estupro de vulnerável, sua sobrinha por afinidade. Além do pagamento de R$ 50 mil, a título de reparação por danos morais.

De acordo com os autos, o acusado praticou os crimes em períodos diferentes, no ano de 2022 quando a vítima tinha apenas 10 anos e posterior no ano de 2024, com a adolescente com 12 anos, onde, desta vez, o abuso resultou em gravidez e no nascimento de uma criança em outubro de 2024.

Na ocasião, o acusado ameaçava matar os irmãos da vítima caso ela contasse sobre os abusos e pediu para que ela mentisse sobre a paternidade do bebê, atribuindo-a ao seu padrasto.

O julgamento teve provas técnicas, como o exame de DNA que confirmou a paternidade do réu sobre o filho da vítima e depoimentos contundentes de profissionais especializados e testemunhas que constaram o medo e receio da vítima e a situação de extrema vulnerabilidade em que vivia.

Na sentença, o juiz de direito, Robson Shelton, reforçou que em crimes de violência sexual, a palavra da vítima possui especial relevância, sobretudo quando coerente e apoiada por outras provas.

Além disso, o magistrado aplicou o entendimento dos tribunais superiores de que qualquer ato libidinoso contra menores de 14 anos configura-se como crime consumado, independente de consentimento ou da gravidade do contato físico. A condenação baseou-se no artigo 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável) combinado com causas de aumento de pena devido à relação de parentesco e ao resultado de gravidez.

Medidas protetivas

Diante do risco e da perda da mãe da vítima durante o processo, a justiça determinou o acolhimento da adolescente em um abrigo para garantir sua segurança e interromper o ciclo de violência.

O processo tramita em segredo de justiça e pode haver a possibilidade de recursos.

Com informações Ascom TJAC

Artigo: quem promete o céu agora esqueceu que governava ontem

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“Eu te darei o céu, meu bem, e o meu amor também”.

A clássica canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos talvez seja a trilha sonora mais adequada para acompanhar a eleição da reitoria da Universidade Federal do Acre (Ufac). Em período eleitoral, a universidade parece atravessar uma súbita primavera de promessas. Problemas antigos encontram soluções rápidas, projetos surgem para áreas historicamente negligenciadas e compromissos grandiosos são anunciados com uma generosidade quase celestial.

Se dependesse apenas do discurso de campanha, a Ufac estaria prestes a entrar em uma nova era institucional.

O detalhe curioso é que duas das três chapas que disputam a eleição vêm diretamente da atual gestão da universidade. Uma delas liderada pelo atual vice-reitor. A outra encabeçada por quem comanda a pasta da Pró-Reitoria de Extensão.

E é exatamente aí que começa a ironia política desta eleição.

Porque quando propostas transformadoras surgem repentinamente durante uma campanha, surge também uma pergunta inevitável. Se essas soluções existiam, por que não foram implementadas antes?

Candidaturas que não nascem, são cultivadas

A política universitária raramente produz candidaturas espontâneas. Elas normalmente são construídas ao longo do tempo em articulações discretas, cargos estratégicos e redes de apoio que se consolidam dentro da própria estrutura administrativa da instituição.

Nesse sentido, a candidatura do pró-reitor de Extensão não surgiu de forma inesperada. Trata se de um nome que esteve dentro da gestão, ocupando posição relevante, acumulando visibilidade institucional e transitando pelos espaços de poder da universidade.

Nada disso seria incomum. Universidades são também espaços políticos e a participação em cargos administrativos faz parte da trajetória de muitos gestores.

O que chama atenção é o contexto.

Porque essa candidatura não apenas nasce dentro da gestão. Ela também é, de forma bastante visível, apoiada por ela.

A reitora e o candidato

Nos últimos dias tornou se difícil ignorar um elemento cada vez mais evidente no processo eleitoral da Ufac. O apoio público da atual reitora Guida Aquino à candidatura do pró-reitor.

Preferências políticas, por si só, não são novidade em disputas universitárias. Gestores têm aliados, simpatias e projetos políticos.

O que causa desconforto neste caso é o acúmulo de posições institucionais.

Além de reitora da universidade, Guida Aquino também ocupa a presidência do Colégio Eleitoral Especial, instância responsável por conduzir etapas centrais do processo que culminará na formação da lista tríplice encaminhada ao Ministério da Educação.

Ainda assim, o apoio ao seu candidato tem sido manifestado publicamente e em diferentes momentos da vida institucional da universidade.

A pergunta que inevitavelmente começa a circular entre docentes, técnicos e estudantes é simples.

Até que ponto essa sobreposição entre posição institucional e preferência eleitoral contribui para fortalecer a confiança no processo?

Em eleições universitárias, a percepção de equilíbrio institucional costuma ser tão importante quanto as próprias regras formais.

O vice que virou candidato

Se por um lado a atual gestão parece ter um candidato preferencial, por outro lado a própria eleição produziu uma situação curiosa.

Entre os concorrentes está justamente o atual vice reitor da universidade.

Nos últimos anos não foram poucos os comentários nos corredores da instituição sobre o desgaste dentro da própria administração superior. A relação que no início da gestão parecia uma parceria institucional estável passou a dar sinais de distanciamento político.

Em determinado momento o vice-reitor deixou de aparecer em diversos eventos institucionais representando a administração central, o que alimentou ainda mais a percepção de afastamento dentro da própria gestão.

Agora vê-lo como candidato à reitoria acaba revelando mais uma das ironias desta eleição.

A disputa que deveria ser apenas sobre o futuro da universidade também acaba funcionando como um capítulo das próprias tensões políticas da gestão que se encerra.

O debate e as perguntas da comunidade

Dentro desse cenário eleitoral, um dos momentos mais aguardados deve acontecer no dia 12 de março, às 9 horas, quando ocorrerá o debate entre as chapas candidatas.

A Comissão Eleitoral Especial, presidida pela própria reitora Guida Aquino, disponibilizou um formulário para que estudantes enviem perguntas que poderão ser feitas durante o debate.

A iniciativa abre um espaço importante para participação da comunidade acadêmica. Ainda assim, permanece uma dúvida que circula entre muitos estudantes.

Quais serão exatamente os critérios para a seleção dessas perguntas?

Em um processo eleitoral universitário, transparência não costuma ser apenas uma formalidade. Ela é também um elemento essencial para fortalecer a confiança da comunidade no próprio debate democrático.

Quando identidade vira estratégia eleitoral

Outro elemento que tem aparecido com frequência nesta eleição é o uso crescente de discursos identitários como ferramenta de mobilização política.

A universidade pública tem, sem dúvida, o dever de debater diversidade, inclusão e representatividade. Essas agendas fazem parte das transformações sociais e acadêmicas das últimas décadas e precisam estar presentes em qualquer projeto institucional sério.

O problema surge quando identidade começa a substituir programa.

Quando questões centrais da gestão universitária, como financiamento da pesquisa, infraestrutura acadêmica, permanência estudantil, valorização das carreiras docentes e técnicas ou planejamento institucional, passam a dividir espaço com slogans cuidadosamente direcionados para determinados segmentos eleitorais.

Representatividade importa.

Mas representatividade sem projeto institucional consistente corre o risco de se transformar apenas em estratégia eleitoral.

O céu prometido

Talvez por isso a velha canção continue sendo uma metáfora tão apropriada.

“Eu te darei o céu, meu bem…”

Em tempos de eleição, prometer o céu costuma ser relativamente fácil.

Mais difícil é explicar por que, estando tão perto das decisões institucionais nos últimos anos, alguns candidatos só descobriram agora o caminho para ele.

A comunidade universitária, no fim das contas, não escolhe apenas promessas.

Escolhe trajetórias.

Escolhe responsabilidades.

E escolhe também a capacidade de olhar para o futuro sem fingir que o passado nunca existiu.

Porque na política universitária, assim como na vida, prometer o céu pode até ser fácil.

Difícil mesmo é convencer que quem esteve no comando da terra até ontem não teve nada a ver com o que aconteceu nela.

*Aikon Vitor é repórter da Folha do Acre e estudante de jornalismo da Ufac

 

Por causa de buracos, motorista perde controle de caminhonete e sai da pista na BR-364

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Um motorista que não teve o nome revelado perdeu o controle da caminhonete a qual conduzia e saiu da pista em trecho da BR-364, nas proximidades da “Comunidade do Boto”, entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, nesta quarta-feira (11).

De acordo com informações de populares, o veículo teria saído da pista por causa da péssima qualidade da estrada.

Ainda não se sabe quantas pessoas estavam no veículo no momento da ocorrência ou se houve feridos.

A rodovia que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul enfrente trechos críticos, onde a péssima qualidade da via coloca em risco a vida de motoristas e passageiros. Autoridades têm cobrado um serviço de qualidade na reconstrução da estrada.

BR-364 terá 31 radares de velocidade e 7 pontos de pedágio em Rondônia

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Foi iniciada a implantação e recuperação de 31 equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade (radares) ao longo da BR-364, no trecho sob concessão entre Porto Velho (RO) e Vilhena (RO). A previsão é de que a instalação e a recuperação dos radares sejam concluídas até a semana que vem.

De acordo com a concessionária responsável, o objetivo principal objetivo é aumentar a segurança dos usuários, bem como contribuir para a redução de sinistros de trânsito.

Considerada como principal corredor logístico de Rondônia, a BR-364 concentra intenso fluxo de veículos leves e pesados e atravessa áreas urbanas com grande circulação de pedestres, ciclistas e motoqueiros.

Diante disso, a empresa iniciou a recuperação de todos os radares já existentes no trecho concedido e está implantando novos equipamentos em pontos estratégicos considerados críticos.

Os locais foram definidos com base em critérios técnicos como volume de tráfego, características geométricas da via, travessias urbanas e histórico de acidentes. Além disso, está em andamento um estudo técnico conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para avaliar a necessidade de novos pontos de fiscalização e definir eventuais locais adicionais de implantação.

Conforme legislação vigente, os valores arrecadados com as multas por excesso de velocidade não são destinados à empresa. A gestão das infrações é de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que direciona os recursos para ações de sinalização, engenharia de tráfego, policiamento e para o fundo nacional voltado a campanhas educativas.

Pedágios

Além dos radares de velocidade, a rodovia em Rondônia já conta com sete pontos de pedágio entre Porto Velho e Vilhena.

Rejeição de Lula é maior que de Flávio Bolsonaro, diz Meio/Ideia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o nome mais rejeitado entre os candidatos testados pela pesquisa Meio/Ideia. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (11/3).

Segundo a pesauisa, o atual mandatário apresentou 43,6% de rejeição, o maior número entre os demais candidatos. Em segundo lugar, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 34,5% de rejeição — o número é quase 9,1 pontos percentuais menor que o apresentado por Lula.

A pesquisa Meio/Ideia realizou 1,5 mil entrevistas entre 6 e 10 de março. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Os números apresentam resultado para a seguinte pergunta: “E se os candidatos fossem estes e a eleição fosse hoje, em quem você não votaria de jeito nenhum para presidente do Brasil?“. Novo candidatos apareceram neste recorte e os entrevistados poderiam escolher mais de um.

  • Lula: 43,6%
  • Flávio Bolsonaro: 34,5%
  • Ronaldo Caiado: 15%
  • Ratinho Jr.: 14,8%
  • Romeu Zema: 13,8%
  • Tarcísio de Freitas: 13,5%
  • Eduardo Leite: 13,3%
  • Renan Santos: 13%Aldo Rebelo: 9,4%
  • Não rejeita ninguém: 4,1%
  • Não sabe: 14,7%

Metrópoles

Economia do Acre cresce 375% nos últimos 30 anos, diz levantamento

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Rio Branco, capital do Acre/Foto: Marcos Vicentti

A economia brasileira registrou crescimento real de 222% entre 1995 e 2025, mas o avanço ocorreu de forma desigual entre os estados. É o que aponta o estudo “Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros (1995–2025)”, divulgado pela plataforma Brasil em Mapas.

De acordo com o levantamento, o Acre acumulou expansão de 375% no período, desempenho significativamente acima da mediana nacional de 190% entre as unidades federativas. O resultado coloca o estado dentro do grupo que acompanha a mudança do eixo de dinamismo econômico do país, cada vez mais deslocado do Sudeste tradicional para o Centro-Oeste e parte do Norte.

O ranking de crescimento é liderado por Mato Grosso, com 661%, seguido por Tocantins (594%) e Mato Grosso do Sul (486%), estados fortemente impulsionados pela expansão do agronegócio e da fronteira agrícola nas últimas décadas.

Em contraste, economias historicamente mais consolidadas registraram ritmo menor de expansão. São Paulo cresceu 150%, Rio de Janeiro 191%, e Rio Grande do Sul 151%, enquanto o Distrito Federal teve 127%, o menor resultado do país, influenciado pela forte dependência do setor público e pela menor diversificação produtiva.

No caso do Acre, o crescimento de 375% indica que o Estado acompanhou parcialmente o movimento de expansão econômica do Centro-Norte brasileiro, embora partindo de uma base econômica menor. O avanço está associado sobretudo ao aumento do setor de serviços, expansão da administração pública, crescimento do comércio e maior integração logística com outras regiões da Amazônia e do Centro-Oeste.

Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento médio do país, com 408%, puxado pelo agronegócio de estados como Mato Grosso e Goiás. Já o Sudeste registrou a menor média regional, de 184%, reflexo do ritmo mais moderado de economias maduras e altamente industrializadas.

O estudo também destaca a emergência de novos polos produtivos fora do eixo tradicional da economia brasileira. Enquanto o agronegócio impulsionou estados do Centro-Oeste e parte do Norte, regiões como o Amazonas mantiveram crescimento apoiado no Polo Industrial de Manaus, e o Pará avançou com a indústria mineral.

Em 2025, o Produto Interno Bruto brasileiro alcançou cerca de R$ 12,7 trilhões. O agronegócio liderou o avanço anual, com crescimento de 11,7% e participação de 6,1% no PIB, enquanto o setor de serviços — responsável por cerca de 70% da economia — avançou 1,8%, e a indústria cresceu 1,4%, impulsionada principalmente pelas atividades extrativas.

Para os pesquisadores, os dados mostram que o Brasil passa por uma reconfiguração geográfica do crescimento econômico, com novas fronteiras produtivas ganhando espaço. No entanto, o estudo ressalta que crescimento econômico não significa necessariamente desenvolvimento equilibrado, indicando a necessidade de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades regionais e transformar expansão econômica em melhoria efetiva das condições de vida da população.