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Alegando prejuízo de quase R$ 9 milhões, Ricco pede revisão de contrato do transporte coletivo

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A empresa Ricco Transportes, responsável por parte do transporte coletivo em Rio Branco, afirma enfrentar dificuldades financeiras para manter o funcionamento do sistema. O proprietário da empresa, Everson Dias, afirmou que a operação tem gerado prejuízos expressivos e que a arrecadação atual não é suficiente para cobrir os custos.

As declarações foram dadas nesta segunda-feira (16) em entrevista à TV Gazeta. Segundo o empresário, o déficit mensal da empresa varia entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. Ele afirmou ainda que, ao longo do último ano, os prejuízos acumulados chegaram a cerca de R$ 8,9 milhões.

Diante do cenário, a empresa solicitou à Prefeitura de Rio Branco a revisão do contrato de concessão do transporte coletivo. De acordo com Dias, o pedido foi formalizado com um extenso levantamento financeiro que reúne aproximadamente 45 mil páginas com registros de gastos operacionais.

A empresa mantém atualmente uma frota de 118 ônibus e opera cerca de 51 linhas na capital acreana. Parte desses trajetos atende bairros mais afastados e apresenta baixa demanda de passageiros, o que, segundo o empresário, aumenta o custo para manter o serviço.

Mesmo com movimento reduzido em algumas rotas, a empresa afirma que não pode suspender as viagens. “Tem linhas que transportam cerca de 1.800 passageiros por mês, mas o ônibus precisa continuar circulando”, disse.

Ele também explicou que, ao contrário do que ocorre em outras cidades, a redução da frota nos fins de semana é limitada. De acordo com o empresário, o sistema precisa manter pelo menos 74 veículos em operação diariamente para atender as linhas da capital.

Durante a entrevista, Dias afirmou que a manutenção do sistema tem exigido esforço financeiro adicional. “É muito complicado. Eu tenho 60 anos, trabalho desde os 7 e não herdei nada. E hoje tenho que tirar dinheiro do bolso para segurar uma empresa. A vontade mesmo é entregar o boné”, declarou.

TJAC marca julgamento de investigação contra ex-prefeito de Sena Madureira por gastos acima do limite da LRF

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) incluiu na pauta do Tribunal Pleno Jurisdicional o julgamento do Procedimento Investigatório Criminal que apura suposto crime de responsabilidade atribuído ao ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim. A análise do caso está marcada para o dia 25 de março, às 9h.

O processo tem relatoria do desembargador Samoel Evangelista e foi instaurado a partir de representação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). A investigação foi motivada por informações encaminhadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que apontaram possível descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) durante a gestão municipal.

De acordo com os autos, o município teria ultrapassado o limite legal de despesas com pessoal no exercício de 2018. Relatório técnico do TCE-AC aponta que, no terceiro quadrimestre daquele ano, o gasto com pessoal atingiu 61,53% da Receita Corrente Líquida, superando o limite máximo de 54% previsto para o Poder Executivo municipal.

O órgão de controle também registrou que o excesso de gastos já havia sido identificado nos dois quadrimestres anteriores do mesmo ano, sem que houvesse a recondução das despesas ao percentual permitido pela legislação.

Com base nessas informações, o Ministério Público solicitou ao Tribunal de Justiça a supervisão do procedimento investigatório, considerando que prefeitos possuem foro por prerrogativa de função perante a Corte estadual.

O processo está sob relatoria do desembargador Samoel Evangelista desde 2023 e passou por etapas de investigação, manifestações do Ministério Público e da defesa, além da suspensão temporária para continuidade das apurações no âmbito policial.

Na sessão prevista para o dia 25 de março, os desembargadores do TJAC deverão deliberar sobre o andamento da ação penal e os possíveis desdobramentos do procedimento investigatório envolvendo o ex-gestor.

Briga entre homens e mulheres é registrada durante festa no centro de Brasileia

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Uma briga generalizada foi registrada na noite do último domingo (15) no centro de Brasiléia, no interior do Acre.

A confusão, que ocorreu na Rua Geny Assis, foi registrada por moradores e rapidamente os vídeos se espalharam pelas redes sociais. As imagens mostram homens e mulheres trocando socos e pontapés, com alguns tentando intervir.

Em meio à confusão, uma garrafa foi quebrada contra um dos envolvidos, intensificando a violência. A briga foi contida após alguns instantes, mas não há confirmação de feridos. A Polícia Militar do Acre não se pronunciou sobre a ocorrência.

O episódio reacende a preocupação dos moradores com a perturbação do sossego no centro de Brasiléia, principalmente à noite. A “Lei do Silêncio” estabelece limites para ruídos excessivos e a perturbação do sossego pode resultar em sanções.

Motociclista fica gravemente ferido após carro invadir preferencial e provocar colisão em Rio Branco

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O motociclista Thiago Rodrigues da Silva, de 24 anos, ficou gravemente ferido na noite desta segunda-feira (16) após colidir na lateral de um veículo Chevrolet Onix que teria invadido sua preferência e ser atropelado por outro veículo Honda City que seguia logo atrás.

O acidente aconteceu na Rua Manaus, no bairro Parque das Palmeiras, em Rio Branco.

De acordo com informações obtidas no local, o condutor do veículo Onix seguia pela Rua Manaus sentido Rua Isaura Parente quando resolveu realizar uma conversão à esquerda para entrar na Rua Cícero Leão Paiva com destino ao bairro Manoel Julião, porém, o condutor não percebeu a presença do motociclista Thiago no sentido contrário, provocando uma batida na lateral direita.

Na colisão Thiago perdeu o controle da moto e invadiu a pista contrária, batendo de frente contra um veículo Honda City que seguia no mesmo sentido que o Ônix.

O impacto foi tão severo que o motociclista foi arremessado ao solo ficando gravemente ferido.

O sargento da Polícia Militar, João Paulo, passava no momento do ocorrido e parou para prestar socorro a vítima, em seguida foi acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Inicialmente a ambulância 04 de suporte básico foi enviada para prestar socorro, porém, devido ao quadro clínico do paciente, foi solicitado o apoio da ambulância 01 de suporte avançado. Os socorristas prestaram os primeiros atendimentos no local, e logo após estabilizarem o paciente, ele foi encaminhado ao Pronto Socorro em estado de saúde estabilizado.

O médico Gabriel Barbosa, que integra a equipe de socorristas do Samu, relatou que a vítima sofreu uma fratura exposta na clavícula e múltiplas escoriações pelo corpo, porém, seu estado de saúde no momento foi considerado estável.

“Prestamos atendimento à vítima de colisão carro com moto, um paciente dinamicamente estável, porém apresentando uma fratura grave na clavícula. Após os procedimentos adotados o entregamos ao setor de traumatologia para as devidas condutas da equipe médica e, posteriormente, ele deverá ser encaminhado para a ortopedia onde possivelmente passará por procedimentos cirúrgicos”, relatou o médico.

A Polícia Militar através do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTRAN) compareceu ao local para os procedimentos de praxe. A via foi isolada para os procedimentos de perícia.

Os condutora dos veículos Ônix e Honda Fit permaneceram no local e prestaram os devidos esclarecimentos para as autoridades de trânsito.

Delegado e presidente do Iapen é condenado a mais de 6 anos de prisão e pode perder o cargo no Acre

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A Justiça do Acre condenou o delegado de Polícia Civil e atual presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Marcos Frank, a 6 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial semiaberto por efetuar disparos de arma de fogo contra um veículo estacionado em via pública. A decisão também determina a perda dos cargos públicos que ocupa.

A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Wagner de Medeiros Freire, da 3ª Vara Criminal de Rio Branco, e refere-se a um episódio ocorrido em 24 de fevereiro de 2024, no Residencial Bom Sucesso, na rua Castanhal, na capital acreana.

De acordo com a decisão judicial, a conduta foi considerada incompatível com o exercício da função policial. O magistrado destacou que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) admite a perda do cargo de delegado em casos em que o comportamento demonstra incompatibilidade com o cargo público.

Além da pena de prisão e da perda dos cargos, Marcos Frank também foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização pelos danos causados ao veículo atingido pelos disparos e pelos abalos emocionais sofridos pela vítima.

Ao g1, o delegado afirmou que já recorreu da sentença. “Acredito na Justiça. Existe um erro grave, a pena foi agravada por eu ser presidente do Iapen. Eu não era à época dos fatos”, declarou.

A defesa do delegado também contestou a decisão judicial. Em entrevista ao g1, o advogado Andrias Sarkis afirmou que a sentença não considerou corretamente elementos apresentados durante o processo. “A sentença desconsidera aspectos relevantes da prova produzida e conduz a uma conclusão que não reflete adequadamente a realidade fática demonstrada no próprio caderno processual”, afirmou.

Entenda o caso

Segundo informações do processo, a vítima relatou à polícia que estava acompanhando a montagem de móveis na casa de um cliente quando ouviu cinco disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram um carro estacionado na rua.

Após o ocorrido, o autor dos disparos deixou o local. Moradores da região informaram à polícia que o suspeito seria um delegado da Polícia Civil.

Na época do episódio, Marcos Frank ainda não ocupava a presidência do Iapen. Ele assumiu o cargo interinamente em maio de 2024 e foi efetivado em agosto do mesmo ano, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.

Durante as investigações, o delegado confirmou que esteve na região no dia do crime conduzindo uma caminhonete da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp). No entanto, afirmou que não foi responsável pelos disparos.

Em depoimento, Frank declarou que não percebeu o veículo que foi atingido quando chegou ao local. Ele relatou ainda que, após permanecer alguns instantes estacionado, deixou a área em direção ao bairro Sobral e posteriormente foi informado por um conhecido sobre os tiros.

O delegado também confirmou possuir duas armas de fogo, incluindo uma vinculada à Sejusp.

Denúncia do Ministério Público

Com base nas investigações, o Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou o delegado em outubro de 2024 pelo crime de disparo de arma de fogo em via pública.

Na ocasião, o MP também solicitou à Justiça o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do delegado para recolher uma pistola calibre 9 milímetros, semelhante à utilizada nos disparos.

Inicialmente, os exames periciais não apontaram correspondência direta entre a arma encontrada e os projéteis coletados no local do crime. Contudo, uma perícia posterior identificou indícios de adulteração no armamento, o que ampliou a acusação para incluir crime previsto na Lei nº 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento.

Com informações do g1/AC.

Relatório da PF aponta avanço do Comando Vermelho no Acre e atuação internacional da facção

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Informações divulgadas pelo jornal Veja indicam que um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal mostra a expansão do Comando Vermelho em diversas regiões do país, incluindo o Acre. De acordo com o documento, a facção tem presença consolidada em estados da região Norte, como Acre, Amapá, Pará, Rondônia e Tocantins, atuando diretamente e, em alguns casos, estabelecendo alianças pontuais com pequenos grupos criminosos locais.

O relatório aponta que a organização ampliou sua atuação para além das fronteiras brasileiras. Integrantes do grupo foram identificados operando em países como Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. Nesses locais, segundo a Polícia Federal, são realizadas negociações de preços e definição de rotas para o tráfico de drogas e armas, além da utilização desses territórios como refúgio para foragidos da Justiça brasileira.

Na Colômbia, o documento destaca a relação entre integrantes da facção e dissidentes da antiga guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. De acordo com as investigações, essa cooperação tem como objetivo facilitar o transporte de cocaína para o território brasileiro, abastecendo o mercado interno e permitindo a exportação da droga para outros países.

A Polícia Federal também afirma que a Amazônia tornou-se estratégica para as operações do grupo criminoso. A extensa rede de rios e a densa floresta dificultam a fiscalização e favorecem a criação de rotas clandestinas. Entre elas está a chamada rota do Solimões, que utiliza o Rio Amazonas para transportar drogas produzidas no Peru e na Colômbia até o Brasil.

Além do tráfico de drogas, o relatório indica que a facção está envolvida em outros crimes na região amazônica, como financiamento de garimpo ilegal, grilagem de terras e contrabando de madeira e minérios. Segundo a PF, essas atividades funcionam tanto como fonte de renda quanto como mecanismo para lavagem de dinheiro.

As investigações também apontam um esquema internacional de tráfico de armas. De acordo com a Polícia Federal, brasileiros que vivem nos Estados Unidos compram peças e munições sob a justificativa de utilização em clubes de tiro ou empresas de manutenção. Posteriormente, esse material é enviado para o Paraguai, onde armas são montadas e depois encaminhadas para o Brasil sem numeração ou registro.

O documento destaca ainda que o comércio ilegal de armamentos ocorre muitas vezes em pequenas quantidades, prática conhecida entre investigadores como tráfico “formiguinha”. Nesse método, peças de fuzis entram separadamente no país, dificultando a fiscalização e o rastreamento do material.

Segundo o relatório, a estrutura do Comando Vermelho funciona em rede, o que permite que a organização mantenha suas atividades mesmo após operações policiais e prisões de lideranças. Para a Polícia Federal, o avanço territorial da facção e sua crescente atuação internacional reforçam a necessidade de cooperação entre instituições de segurança, compartilhamento de informações e ações coordenadas para combater o crime organizado.

MPAC transforma apuração sobre vagas de nutricionista em inquérito civil em Epitaciolândia

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Foto/Reprodução

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) decidiu aprofundar uma investigação sobre possíveis problemas em um concurso público realizado pela Prefeitura de Epitaciolândia. A apuração começou após uma denúncia questionar o fato de que o concurso para cargos efetivos do município não trouxe vagas para nutricionistas, mesmo existindo contratação desse tipo de profissional por meio de processo seletivo temporário.

Inicialmente, o caso era tratado como um procedimento preparatório, que é uma fase inicial de apuração. Agora, o promotor de Justiça Rafael Maciel da Silva determinou que o processo passe a ser um inquérito civil. Na prática, isso significa que a investigação entra em uma etapa mais aprofundada, permitindo ao Ministério Público reunir mais informações para entender o que aconteceu.

Durante a apuração, o Ministério Público enviou vários ofícios à prefeitura pedindo esclarecimentos sobre a exclusão das vagas para nutricionistas e também solicitando dados sobre a estrutura de cargos da administração municipal. Entre as informações pedidas estavam o número de cargos efetivos existentes, quantos estão ocupados e quantos estão vagos, além de detalhes sobre concursos realizados nos últimos anos.

Segundo o promotor, as respostas enviadas pela prefeitura foram consideradas incompletas e não trouxeram as informações solicitadas. O despacho afirma que o município apresentou apenas justificativas resumidas e algumas leis municipais, mas deixou de responder pontos importantes que poderiam esclarecer a situação.

Além desse caso específico, a Promotoria também acompanha outras reclamações relacionadas ao mesmo processo seletivo simplificado realizado pela prefeitura. Entre elas estão questionamentos sobre mudanças no edital, possíveis erros nas regras e denúncias de candidatos que afirmam ter sido prejudicados.

Diante da falta de informações completas, o Ministério Público decidiu dar continuidade à investigação. Um novo pedido de informações será enviado à prefeitura para que responda de forma detalhada às perguntas feitas anteriormente. Também será solicitado à Câmara Municipal de Epitaciolândia o envio de leis e projetos relacionados à criação de cargos públicos no município.

O caso também será encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça para que sejam analisadas possíveis medidas em relação ao chefe do Executivo municipal. A investigação segue em andamento e busca esclarecer se houve irregularidades na forma como o município tem feito contratações para a área.

Cruzeiro do Sul registra mais de 170 casos de violência contra a mulher em menos de três meses

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Dinheiro, cadernos de anotações e drogas apreendidos na casa do articulador financeiro da facção criminosa em Cruzeiro do Sul. Foto: arquivo/ PCAC

Os registros de violência contra a mulher seguem em alta em Cruzeiro do Sul neste início de ano. De acordo com dados da Polícia Militar do Acre, por meio da Patrulha Maria da Penha, mais de 170 ocorrências desse tipo já foram registradas no município nos primeiros dois meses e meio de 2026.

Outro dado que preocupa as autoridades é o descumprimento de medidas protetivas. No mesmo período, 11 decisões judiciais foram quebradas, quando agressores voltaram a se aproximar das vítimas mesmo após a determinação da Justiça que proíbe qualquer contato.

As medidas protetivas são utilizadas justamente para garantir a segurança de mulheres em situação de risco, estabelecendo restrições aos suspeitos, como manter distância da vítima e não tentar contato. No ano passado, a Patrulha Maria da Penha realizou 932 atendimentos relacionados à violência contra a mulher em Cruzeiro do Sul. A Justiça também determinou 180 medidas protetivas.

Mesmo com as ordens judiciais, 66 dessas medidas foram descumpridas ao longo de 2025.

O município também registrou dois casos de feminicídio no mesmo período.

Endividamento das famílias acreanas bate recorde histórico em fevereiro, aponta Fecomércio Acre

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A Pesquisa sobre o Endividamento e Inadimplência com Consumidor – PEIC, divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio, traz resultados preocupantes sobre o endividamento em todo o País.

Segundo dados coletados na pesquisa, 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas em fevereiro. Também o maior valor em toda a série histórica. Dessas, 29,6% estão com dívidas atrasadas há mais de 30 dias, e 12,6% delas afirmam não terem condições de pagá-las no momento, tornando-se inadimplentes. Por outro lado, as famílias que fazem tal afirmação foram menores do que o observado em janeiro, indicando que as famílias consumidoras estão mais dispostas a manter as contas em dia ou com pouco atraso.

No Acre, nas análises da Federação do Comércio, a situação é bem semelhante, com 109.059 famílias endividadas, ou seja, 82,3% delas. Já o número de famílias que estão com contas em atraso há mais de 30 dias bateu os 38,4%, atingindo 50.915 delas. Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não terem condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente, saindo de 15.392 famílias em janeiro para 14.662 delas em fevereiro. Uma redução de 4,98%, indicando que as famílias do Estado estão preocupadas em manter as contas em dia.

As famílias endividadas comprometem 31,7% da renda, o mesmo número percebido em janeiro, mas maior do que o observado ao longo de 2025. Tal comprometimento de renda atinge com mais intensidade famílias com renda de até 10 salários mínimos, com forte concentração nas famílias com renda de até 5 salários, enquanto que o comprometimento das famílias com renda superior a 10 salários mínimos é de 28,1%.

“O consumo está sob a influência da pouca oferta do crédito e da alta taxa Selic, que deve permanecer elevada até o final do ano, segundo projeções. Mesmo com tais dificuldades, as famílias estão consumindo mais do que necessário. Se por um lado há a melhoria do poder aquisitivo, que leva ao consumo, por outro, muitas famílias, notadamente de renda de até 5 salários, utilizam com demasia o crédito nas compras de produtos não duráveis e as fazem parceladamente. Esse último fator dificulta o planejamento doméstico e, consequentemente, levará as famílias a um endividamento ainda maior”, afirma Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre.

Prefeitura intermedia venda de pães produzido pela Fazenda da Esperança Maria Madalena para empresa de Cruzeiro do Sul

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul intermediou a venda dos pães produzidos pelas internas da Fazenda da Esperança Maria Madalena, instituição ligada à Igreja Católica, que realiza um trabalho de acolhimento e recuperação de mulheres em situação de dependência química, para a Empresa Cristal Express. No sábado, 14,foram entregues 20 pães na empresa com arrecadação de R$ 200.

O prefeito Zequinha Lima e a secretária de Ação Social e Cidadania, Milca Santos, estiveram no local na sexta-feira, 13 e conheceram a produção dos pães. Em seguida o prefeito fez contato com o empresário Júnior Melo, que já no sábado, 14, passou a vender os produtos.

Atualmente a instituição conta com 9 mulheres acolhidas que produzem pães que agora são vendidos diretamente para a rede de supermercados Cristal, ampliando as fontes de recursos da Fazenda da Esperança Maria Madalena. “ A prefeitura contribuiu para fortalecer as atividades desenvolvidas na Fazenda da Esperança, que há anos atua ajudando a reconstruir histórias e salvar vidas”, citou o prefeito.

A Coordenadora Geral da Casa Terapêutica, Evany de Souza, agradeceu pela ação. “ O prefeito Zequinha nos fez uma visita e experimentou os pães caseiros que nós produzimos para ajudar na manutenção da casa, na alimentação e nas nossas despesas. Ele fez os contatos, conversou com o Júnior da Cristal, e com isso conseguimos vender nossos produtos para a rede de supermercados Cristal.A gente ficou bem feliz porque agora vamos aumentar nossa produção e os recursos e mostrar mais nossos produtos,” disse Evany.

O empresário Junior Melo, agradeceu ao Prefeito Zequinha e enfatizou que o Grupo Cristal estará à disposição de colaborar com as instituições sociais.”Para nós, do Grupo Cristal, é uma satisfação poder abrir espaço nas nossas lojas para apoiar esse trabalho tão importante. Os pães caseiros produzidos por elas, assim como o pão de coco e o pão de leite estão sendo vendidos nas nossas unidades, ajudando a fortalecer essa iniciativa que beneficia tantas pessoas. Parcerias assim mostram como, quando o poder público, as instituições e as empresas caminham juntos, quem ganha é a comunidade. Obrigado prefeito Zequinha por intermediar essa aproximação,” disse Júnior.