Ex-presidente do Sintesac diz que privatização da saúde vai acabar com concurso públicos no Acre

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O ex-presidente do Sintesac, João Batista Ferreira dos Santos, teceu duras críticas à tentativa de terceirização dos serviços de saúde promovida pelo governo do Estado por intermédio da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre). Para o sindicalista, a terceirização é uma forma de acomodar apadrinhados e não há garantia de qualidade nos serviços ou controle nos gastos.

A terceirização vai atingir o Huerb (Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco, com o PS, setores cirúrgicos e enfermarias) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito, da Sobral e da Cidade do Povo. Em cinco anos de serviços a Organização Social (OS) vencedora vai gerir uma conta de R$ 918.602.365,80 (R$ 183.720.473,16 ao ano).

Empresa disfarçada de OS

“Meu pensamento é bem claro, pois o fato é o governo do Estado querendo precarizar a saúde para terceirizar os serviços para empresas privadas disfarçadas de organização social, as OS”, destacou João Batista. Estas empresas visam apenas maximizar os ganhos e atingir metas absurdas, mas sem qualidade.

Segundo João Batista, as experiências existentes até hoje em todo o Brasil mostram não haver controle na aplicação dos recursos e se trata apenas uma forma de criar um cabide de emprego para os apadrinhados políticos e sequer existe um meio adequador para se avaliar a suposta preservação ou melhoria dos serviços.

Fim dos concursos

“Assim, à medida que os servidores de carreira se aposentarem não vai haver mais vagas em concurso público e aberto à todos, com os contratos com a OS sendo precários e por pouco tempo, onde vai predominar a indicação por parte de políticos em detrimento da qualificação e qualidade”, destacou.

Além disso, continuou João Batista, esta terceirização foi uma questão imposta pelo governo petista de Tião Viana, sem qualquer discussão prévia com a comunidade e principalmente com os principais envolvidos, os servidores e a população carente usuária do SUS – e que vão ser as maiores vítimas em tudo isso.

Projeto fadado ao fracasso

“Nem mesmo o estudo de viabilidade econômica foi feito a contento, pelo o que se sabe. O Sistema Único de Saúde [SUS] aqui no Estado é viável, mas a falta a gestão por parte do Estado e ao terceirizar o governo admite sua incompetência entregando os hospitais para uma empresa que ninguém sabe de onde veio”, salientou.

Segundo o sindicalista, que é também é representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde da RegiãoNorte (Feesnorte) no Acre, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac) vai tentar de todas as formas barrar esse absurdo. “Para mim, é mais um projeto deste governo incompetente e cujo nascimento já está fadado ao fracasso”, complementou.

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