Silenciosa ‘queda de braço’ pela presidência da Aleac: MDB, PSDB e PP, os protagonistas do jogo

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Há um silencioso, porém perigoso jogo, sendo executado nos bastidores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) a respeito de quem comporá a nova Mesa Diretora da Casa. O jogo é silencioso, porém perceptível e as vezes descarado. Partido Progressista (PP), alçado à condição de estrela maior por ser o partido do novo governador Gladson Cameli chegou na disputa com gás total, PSDB está no páreo por ter eleito dois deputados e ser o partido do vice-governador, Major Rocha, e o terceiro jogador é o não menos importante e perigoso MDB, partido que está no poder sempre. De todos os 9 cargos, apenas dois realmente interessam: o de presidente e o de primeiro-secretário da Mesa Diretora. São os que assinam os cheques, como costumam dizer os servidores do Legislativo.

Nicolau Junior (PP) quer ser presidente, assim também como seu colega de sigla Ghelen Diniz (PP). O PP possui ainda outro nome forte, o do experiente José Bestene, raposa velha da política, como dizem por aí.

Nicolau tem a seu favor um detalhe importante: ser o cunhado do novo governador Gladson Cameli. Ghelen Diniz apesar de bom de lábia é filho enjeitado nessa disputa, um bastardo ousado e nada mais.

O PSDB que corre por fora e vai conquistando espaços pleiteia a primeira-secretaria e apresentou o melhor nome possível, Luiz Gonzaga, que é um deputado experiente, maduro, inteligente e articulado. A propósito, todas as qualidades que faltam em Nicolau, o favorito, sobram em Luiz Gonzaga.

Antes que se fale do MDB que “pode tudo e tudo consegue” é bom salientar que é falácia deslavada aquela história de que se cumpre a lei e o Legislativo é independente para suas próprias escolhas. Não é. Nunca foi. O governador sempre indica o presidente e não seria diferente agora que Gladson governará em céus de brigadeiro tendo ampla maioria.

No entanto, mesmo o governador sempre indicando há ainda o fator de equilíbrio entre os partidos e o chefe do Executivo, em nome da tal governabilidade. Assim sendo, o MDB de Flaviano Melo, velho de guerra que surgiu forte como nunca chegou para bagunçar o coreto. Onde irão colocar o MDB que tem três deputados, sendo uma delas, Meire Serafim, a esposa de um dos líderes mais polêmicos do Estado, Mazinho Serafim, prefeito de Sena Madureira? A conta não fecha.

Oficialmente ninguém dá declarações, apenas Mazinho Serafim é capaz de manter a autenticidade mesmo em nome da manutenção do poder. Foi dele a seguinte declaração: “Ainda não conversei com ninguém desses aí (deputados e presidentes de partidos), mas o MDB vai fechado. Essa conta você não vai conseguir fechar agora. Tem muita coisa ainda para fechar a conta. Sopa quente se come pelas beiradas”.

Mazinho tem razão. Bota quente nisso. Ah, só para constar: as ligações, as trocas de áudios em WhatsApp, as articulações em busca dos cargos da Mesa Diretora começaram no minuto em que se encerrou a apuração dos votos no último dia 7.

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