Inteligência artificial (IA) e o mercado de trabalho: qual será o futuro dos nossos empregos?

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Inteligência artificial e o mercado de trabalho: qual será o futuro dos nossos empregos?

Desenvolvimento tecnológico e progresso socioeconômico já são definitivamente indissociáveis, a sociedade, o mercado, seus hábitos e demandas já não são os mesmos.

O transporte, antes realizado por animais e barcos, agora é feito por automóveis e jatos comerciais. A informação, antes limitada recursos físicos, tornou-se algo global e graças à internet hoje é acessada aos quatro cantos do planeta.

O mesmo aconteceu e está acontecendo com diversas profissões.

Antigamente, tínhamos datilógrafos responsáveis por redigir textos, atas e cartas em máquinas de escrever sem a necessidade de olhar as teclas. Com os computadores automatizando grande parte das tarefas, digitar em teclados QWERTY tornou-se uma característica imprescindível a qualquer profissional.
Hoje a própria telefonia está em declínio, uma vez que os smartphones e seus aplicativos tornaram-se o principal meio de comunicação.

Recentemente a Amazon lançou uma solução de logística na qual drones seriam responsáveis pelas entregas de pequenos objetos, substituindo o tradicional carteiro. Ao mesmo tempo a empresa de tecnologia mail.ru declarou que pretende investir em estudos que utilizariam robôs como professores de matemática em escolas.

Datilógrafos, telefonistas, carteiros e até mesmo professores. Todos substituídos por tecnologia e agora, por inteligência artificial. Diante dessas mudanças, qual futuro dos empregos e por que isso é importante para o mercado como um todo?

O que pode mudar com a Inteligência Artificial?

De acordo com a organização Council On Foreign Relations, a Inteligência Artificial representa o desenvolvimento de sistemas de computadores capazes de realizar tarefas que normalmente demandariam inteligência humana, como percepções visuais, tomada de decisões e até traduções entre idiomas.
Como temos observado, a Inteligência Artificial já atende a objetivos práticos, como redução de custos e otimização de processos e tarefas considerados essencialmente repetitivos. Consequentemente, algumas profissões tendem à DESAPARECER.

Como a IA está afetando o mercado de trabalho?

Um estudo da revista americana Newsweek constatou nos Estados Unidos que na década de 70, 14% dos homens e 8% das mulheres tinham curso superior. Já no ano de 2015, 32% dos homens e mulheres tinham um diploma de curso superior.

Consequentemente, com o passar do tempo, aqueles indivíduos que estavam satisfeitos em assumirem cargos menos favorecidos foram estimulados a se aperfeiçoarem através de formações de nível superior, preparo intelectual e experiência, a fim de garantirem seus espaços no mercado de trabalho, desenvolvendo a sociedade como um todo.

Desse modo, diversas ocupações estão perdendo espaço para a inteligência artificial, que está em rápido desenvolvimento. A empresa de consultoria Ernest & Young listou algumas delas, confira abaixo:

  • Operador de telemarketing: com bots cada vez mais inteligentes, os computadores serão capazes de solucionar problemas dos usuários e atendimento não precisará mais ser realizado por uma pessoa;
  • Corretor de imóveis: com plataformas digitais integradas gradativamente mais inteligentes, a busca por casas ou apartamentos não necessitará mais de um corretor. A construtora Rossi, por exemplo, permite que seus clientes visitem apartamentos remotamente através de um robô presente fisicamente no imóvel;
  • Caixa bancário: com a popularização e constante desenvolvimento dos serviços bankline, a necessidade de um operador de caixa para a realização de transações é cada vez menor.

Substituição do trabalho intelectual?

O mesmo está acontecendo com processos mais complexos, com gigantes da tecnologia por trás disso.

  • Como exemplo, o Watson, supercomputador da IBM, já é capaz de interpretar laudos médicos, elaborar processos jurídicos e realizar atendimento em call-centers, uma vez que ele é capaz de interpretar dados, localizar evidências e gerar hipóteses.

O Google também está desenvolvendo sistemas de inteligência artificial que já conseguem editar fotos, e também a criar conteúdo jornalístico para a imprensa.

O que esperar do futuro?

O que podemos afirmar é que estamos vivendo um aprofundamento da Revolução Industrial. A “Revolução Digital”, como é conhecida, deve ir além da substituição de pessoas por máquinas, e tem como missão reduzir as barreiras existentes entre o digital e o orgânico – em outras palavras, fazer com que Inteligência Artificial e seres humanos encontrem maneiras complementares de atuação.

Mas se a evolução da IA está estritamente ligada ao futuro dos empregos e como vivemos em sociedade, o que sobrará para nós humanos?

É necessário estar ciente de como a inteligência artificial irá influenciar diretamente e indiretamente as carreiras para, então, investir em competências capazes de fazerem ambas as partes andarem lado-a-lado em meio a toda a evolução tecnológica.

Como em qualquer Revolução, alguns podem sair perdendo. Mas com inteligência de mercado e capacidade de adaptação, novos modelos de negócio estão sendo criados e aperfeiçoados. Cabe ao mercado tradicional adaptar-se e acompanhar a velocidade das mudanças.

Deixo uma pergunta para refletirmos; em que velocidade você está?

ADRIANO GONÇALVES
Teólogo – Coach 3.0
Academy of Business and Coaching

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