Escolha do vice é uma ‘caixa de pandora’: Bittar, o arquiteto de planos pessoais, vaidades e rasteiras

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Gladson e Marcio Bittar

A escolha do vice de Gladson Cameli (PP) se transformou em um dos episódios mais vergonhosos e grotescos já encenados pela oposição no Acre. Chega a ser risível se não fosse deveras ridícula a demora, a instabilidade política do grupo e, por fim, a vergonhosa manobra que o experiente Márcio Bittar (MDB) impõe ao grupo de desorganizados partidos.

É uma ‘caixa de pandora’ que Márcio Bittar não titubeou em abrir e soltar sobre a equipe oposicionista os mais diferentes males, sendo o pior deles a imagem clara de que são um grupo sem liderança, consequentemente desorganizados, manipuláveis e incapazes de governar a própria equipe, que dirá o governo do Acre.

Márcio Bittar é aquele moço que parece que se acha mais inteligente que todo o resto da humanidade e, por isso, dá-se ao luxo de xingar o candidato majoritário Gladson Cameli em reuniões. Não bastasse ao vexame que submeteu toda a oposição, especialmente a Cameli, a quem classificou como inconstante, sem palavra e determinação insuficiente para concluir um governo, caso chegue a se eleger, Márcio não se fez de rogado ou arrependido e saiu semeando intrigas dentro do já esfacelado grupo. Se o vice ainda não foi definido e a oposição enfrenta esse desgaste é graças a Márcio Miguel Bittar.

O fato de Márcio não ter se incomodado nenhum pouco com o vexame que deu na ocasião do áudio, só reforça a tese de algumas pessoas próximas a ele que o acusam de ter constantes delírios de grandeza. Segundo as fontes médicas da psicologia, delírio de grandeza são fortes crenças de ser mais rico, mais inteligente, mais importante, mais poderoso do que é realmente na verdade. É um transtorno delirante. Em alguns casos, dizem os especialistas, o sujeito com mania de grandeza pode acreditar ser uma figura histórica famosa, por exemplo, Napoleão, Júlio Cesar, Adolf Hitler. No caso de Bittar, ele se acha Winston Churchill, uma espécie de primeiro-ministro da oposição, uma eminência parda incontestável e, por isso, acha-se no direito de sair derrubando todos os vices que são apresentados como opção à chapa de Gladson. De alguma forma ele acha mesmo que a palavra final sobre o assunto tem que ser dele.

Se o vice for indicado pelo PSDB aé é que Márcio contesta mesmo e nos bastidores, segundo fontes da própria oposição, segue arregimentando partidos para se rebelarem. A única coisa que parece interessar a Bittar é não ser contrariado e para ele seria desonra demais que o PSDB componha a chapa majoritária. Mas em nome da vaidade pessoal, da mania de grandeza e de outras coisas que nem Freud explca, Márcio Bittar esquece que o PSDB é um grande partido, com tempo de TV e história dentro da oposição.

A mais nova de Márcio Bittar é tentar convencer Ulysses Araújo a ser vice de Gladson Cameli. Ulysses diz que só aceitaria em hipótese de total união, ou seja, nunca, e assim segue a guerra da oposição com ela mesma.

*Gina Menezes é jornalista e colunista política da Folha do Acre

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