Sem salário, enfermeiros da Souza Araújo também fazem ‘cotinha’ pra comprar remédio para colega

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Na edição de quinta-feira do jornal Opinião, noticiamos que os internos da Casa de Acolhida Souza Araújo, estariam fazendo faquinha para comprar material de curativos. Agora são os enfermeiros que usam do mesmo expediente para comprar medicamentos para uma colega que teve aneurisma recentemente e não pode ficar sem tomar os remédios. Isso porque esses servidores e os demais que trabalham naquela instituição, estão entrando para o segundo mês sem salário.

“Ela está sem o remédio já faz alguns dias. Hoje [sexta-feira], se sentiu mal e teve que ir para casa”, explicou uma enfermeira que não quis ter seu nome revelado. “Estamos todos sem dinheiro, mas cada um está dando um pouquinho pra gente poder ajudar essa colega, pois, sem o medicamento, ela não pode ficar”, completou.

Estão assim porque o Governo do Estado não tem honrado o compromisso firmado com a Diocese de Rio Branco, que administra a Souza Araújo. O Governo está há oito meses sem fazer o repasse de convênio firmado com a Diocese para manter aquela casa de acolhida, além de outros dois centros de recuperação de dependentes químicos. O convênio tem o valor de R$ 250 mil. Para a Souza Araújo, são destinados R$ 170 mil para manter toda a sua estrutura e pagar os salários de cerca de 35 funcionários que atendem a 33 internos.

O representante do Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros do Estado do Acre (Spate), Ediceu Sales, disse que entender o problema enfrentado pela Diocese em relação ao Governo do Estado, mas afirmou que os servidores da Souza Araújo são de responsabilidade da Diocese, não do Governo. Reclama, também, que a instituição não procurou, até o momento, conversar com a categoria para dar qualquer explicação ou repassar alguma informação.

“Está difícil a situação, pois já estão entrando para o segundo mês sem pagamento. Mas eles deveriam, ao menos, chamar os servidores para conversar e explicar o porque do não-pagamento, dizer o que foi que houve e o que está sendo feito para contornar essa situação”, afirmou Ediceu. “Sabemos que o convênio com o Estado está parado, mas já falei para eles que não temos nada a ver com isso, pois não somos funcionários do Estado, somos da Diocese”, declarou.

Fonte: Opinião

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