Governo do Acre compra mosquiteiro para combater a malária, mas só atende 0,25% da população

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O governo do Estado publicou nesta quarta-feira (12) a compra de mosquiteiros a fim de atender as necessidades pelas ações de controle da malária nos municípios de médio e alto risco. A única questão é que a compra é tão pequena que sequer atende a 0,25% da população atual do Acre e os resultados podem não ser notados.

“Em tempos de proliferação de doenças no Estado por conta da falta de ações concretas, notadamente as endemias como a malária, toda ação é bem vinda, mas precisa sem com a força necessária para que os resultados possam ser notados pela população”, destacou o deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB).

O contrato de compra

Consta no Contrato Nº 718/2018 (dispensa de licitação; GRP Nº 2018001144; ADA N° 19-18-0007609) que o objetivo da compra direta é a “aquisição de mosquiteiros impregnados de Cama de longa duração, a fim de atender as necessidades pelas ações de controle da malária nos municípios de médio e alto risco”.

O valor total do presente contrato é de R$ 178.000,00 para dois mil mosquiteiro impregnados (para uso em camas) com inseticida de lenta liberação (alfacipermetrina), com durabilidade de até 20 lavagens ou 5 anos.

Pouco mosquiteiro para muita gente

Ocorre que a população do Acre hoje é estimada em cerca de 800 mil pessoas e a quantidade é ínfima mesmo se for para atender apenas os casos já confirmados somente neste ano.

Somente em janeiro desse ano, o Acre contabilizou cerca de três mil casos de malária, principalmente em três cidades do Juruá – 98% dos registros. Só Cruzeiro do Sul registrou 1.863 casos no primeiro mês do ano.

Deputado critica ação tímida

“Ou seja, esses dois mil mosquiteiros sequer vão atender a quem já teve a doença neste ano de 2018. E o restante da população do Juruá? E as demais cidade do Estado?”, questionou Gonzaga.

O problema, segundo o deputado, é que quando se calcula a quantidade de domicílios, vê-se que apenas 400 casas vão ser atendidas, pois a média é de cinco pessoas em cada residência. “Ou seja, se pensarmos em três mil residências com malária em janeiro e no Juruá, só para atender estes mais expostos precisaríamos de pelo menos 15 mil mosquiteiros”, alertou o parlamentar.

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