Cidade do Povo: onde o povo foi alocado, mas os serviços do Estado ainda patinam há anos

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Apontada como a solução para o problema da falta de moradia e até para reduzir os problemas em áreas sujeitas a alagamento, a Cidade do Povo foi apresentada e vendida para a população como uma solução para tal. Mas os anos passaram e as estruturas de serviço sob a responsabilidade do Estado ainda claudicam e não saem do papel, com os aditivos e reajustes de contratos se multiplicando sem que os residentes possam ter o devido acesso.

Atualmente apontada como um dos locais sob o comando de uma das facções ligadas ao crime organizado, onde até mesmo a polícia tem problemas para atuar e os crimes contra a vida e o patrimônio se sucedem, os moradores da Cidade do Povo padecem sem os serviços públicos adequados.

Dotada de um infraestrutura básica razoável, o local viu chegar primeiro os residentes, pois contava com pouca estrutura complementar de serviços públicos. Sem as demais intervenções do Estado e com o passar dos anos, a área ficou à mercê do “Estado Paralelo” gerenciado pelas facções criminosas.

Mais um aditivo e delegacia não sai do papel

Se a Cidade do Povo é um dos locais sob o domínio quase que total de uma das facções dominantes no Estado, o Governo do Acre simplesmente não consegue entregar o prédio onde deverá funcionar (se houver pessoal para isso a Delegacia de Polícia do bairro.

Conforme consta no segundo termo aditivo ao contrato Nº 036/2017 (PROCESSO Nº 0017567-8/2017), este visa a execução dos “serviços de Construção da Delegacia Regional da Cidade do Povo, localizado na Cidade do Povo”. Com o novo acréscimo o contrato originário de R$ 2.491.907,62 passou para R$ 2.743.051,14. E nada da obra ser entregue.

Oitavo termo aditivo para construir uma creche

Se não consegue construir uma delegacia em um local onde a violência apavora, o que pode se dizer da construção de uma simples creche para que os pais possam deixar os seus filhos e trabalharem com tranquilidade?

Nesta sexta-feira o governo do Estado assinou o oitavo termo aditivo ao contrato: Nº 016/2016 (PAD Nº 0025282-1/2015SEOP; Concorrência Nº 002/2016), o qual tem por objeto a execução dos serviços de construção de uma creche pro-infância – Padrão “B”, na Rua 53, Lote 3, na Cidade do Povo”. Entre idas e vindas e aditivos, a população fica sem os serviços.

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