Libertadores: Torcida do Flamengo no Acre promete invasão rubro-negra em Lima

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Copa do Brasil de 1997. O Flamengo enfrentou o Rio Branco, mas foi derrotado por 2 a 1. Os torcedores do Acre não sabiam, mas aquela seria a última vez em que veriam a equipe do coração em jogos oficiais. Porém, 22 anos depois, quis o destino que o Estado tivesse papel decisivo no jogo mais importante do clube em 38 anos. Os rubro-negros acreanos prometem invadir Lima, no Peru, para apoiar na final da Libertadores.

— A galera já se animou, tem gente planejando ir de carro, de ônibus, de carona e tudo mais. É bem perto daqui, só fala disso. Em Rio Branco, o Flamengo é soberano — conta o analista de sistema Fredson Júnior, de 22 anos, que mora em Bujari, a 2.400km de Lima.

— A cidade está agitada, é a maior torcida do Acre. Estávamos muito desanimados pois, como todos sabem, o Acre é longe. A passagem do Rio para o Chile já estava cara, imagina do Acre.Vai uma turma no dia 21 saindo de manhã, outra no dia 22. Pelo Flamengo, enfrentamos até o exécito do Iraque — conta o motoboy Alefe Sousa, 27, morador de Rio Branco, a 2.195 km da capital peruana.

E Alefe está certo. Apesar de esquecido no roteiro de jogos, a torcida do Flamengo é isolada a maior do Estado. De acordo com a pesquisa ‘Datafolha’ divulgada neste ano, o rubro-negro detém 39% dos torcedores, sendo ameaçado — curiosamente — por quem não torce para time nenhum (22%). Diante desse domínio, o sonho de invadir Lima se tornou possível.

A maior concentração desses torcedores está na ‘Consulado AcreFlanáticos’, que surgiu em 2015. Eles não têm sede própria, mas se reúnem em um bar chamado ‘Quiosque do Didico’. Eles estimam que cerca de 1.500 pessoas frequentam o grupo diretamente e boa parte delas estão se organizando para viajar ao Perú.

— Tem muita gente ligando para saber como faz para chegar em Lima. Estamos tentando dar o auxílio para a galera de fora. Daqui de Rio Branco, ainda está tudo uma incógnita por causa dos ingressos. Se todos conseguirem comprar, acho que vai de 900 a 1.200 pessoas — conta o motorista de aplicativo Yan Gabriel, 25 anos, que é presidente e fundador de ‘AcreFlanáticos’.

— Muita gente mandou mensagem no nosso Instagram perguntando como faz para ir, se dá para ir de carro ou de ônibus. As pessoas estão querendo ir, mas dependem se vão conseguir ingresso. Queremos alugar van ou ônibus para ir para lá — completa Leonardo Palladino, 23, vice-presidente da torcida.

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