Artigo: Desenvolver soluções tecnológicas nem sempre é algo fácil de se fazer

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Por José William Menezes e Álvaro Rios

O fim do 1º Hackathon Smart Cities ocorrido no último Domingo (30) foi marcado com o pronunciamento da equipe vencedora e das premiações para quem se destacou durante o evento.

Após 48 horas de intensa programação e modelagem de negócio a equipe conseguiu criar uma aplicação voltada para a gestão de crise durante uma alagação e com isso levaram a premiação máxima do evento. A equipe vencedora era composta por cinco integrantes entre eles estão: Francisco Passos, formado em Gestão da Tecnologia da Informação (UFAC) que atuou na área da programação, Hiuri Negreiros (Agronomia, 8º período, UFAC) negócios, Fernanda Mota (Analise de Sistemas, UNOPAR) negócios, Felipe Cabral (Sistemas de Informação, 3º período UFAC) programador e Lucas Monteiro (Engenharia Florestal, 8º período, UFAC) negócios.

O APLICATIVO

A aplicação, chamada de “People to People” (PtoP), consiste na captura de dados de sensores instalados ao longo do rio e com base nesses dados o aplicativo gera um alerta para a população que moram em áreas alagadiças.

Quando o aplicativo for lançado o usuário que desejar a aplicação irá baixar o aplicativo e assim vai conseguir ter acesso a essas informações do sensor em tempo real.

Caso haja alguma necessidade os gestores do sistema também poderão alertar a população através de mensagens SMS que chegarão até os números de telefones cadastrado durante o registro no aplicativo tendo em vista que durante uma alagação nem todas as pessoas conseguem ter acesso a internet ou outros serviços essenciais para a comunicação.

“Com base nesses dados cada bairro vai ter uma cota de alerta e quando chegar nesta as pessoas vão receber uma notificação em seu celular e assim vão conseguir sair do local com mais antecedência. O governo aliás vai conseguir ver as áreas mais afetadas em tempo real e assim conseguir fazer um plano de contingência mais funcional deslocando bombeiros e policiais para aquela região e quando chegarem nessas regiões vão conseguir levar essas pessoas para um abrigo. Então basicamente vai ter um sistema para o lado do gestor da crise e vai ter um aplicativo para população conseguir ficar atualizado sobre as informações do estado de calamidade em seu bairro” (Francisco Passos).

O sistema vai ter o cadastro dos locais usados como abrigos, além do cadastro de voluntários e também de pessoas que não estão desabrigadas e que moram fora da área de transbordamento do rio, mas que tem a necessidade de entrar nesses abrigos para visitar algum amigo ou parente. O grupo desenvolvedor da aplicação diz que isso otimiza a organização e gastos com logísticas que ocorrem durante uma alagação e outras calamidades dentro da cidade.

A VALIDAÇÃO DO APLICATIVO

A validação do aplicativo ocorreu durante o evento e consistiu em conversas com bombeiros e policiais militares além de pessoas que já viveram a realidade de estar em uma área de risco e ter que deixar sua casa por conta de uma alagação.

“Teve também o sensor que serviu para validar basicamente a aplicação em si. A gente pegou um balde com água e pegou a cota históricas que a Defesa Civil havia disponibilizado no site dos Bombeiros então a cota máxima foi de 18m 40cm e pegou a mínima do rio. ” (Lucas Monteiro).

Com as informações obtidas através dos bombeiros a equipe fez uma simulação dentro de um balde. Quando o balde apresentava pouca água significava nível normal do rio, após encher o balde o sensor era ativado e com isso enviava um sinal de aleta para o sistema e com isso poderia ser localizado de onde estaria vindo a ocorrência.

“Nos cadastramos dez bairros teste dentro do sistema cada bairro com suas respectivas cotas de alertas. Então começamos a encher os baldes e assim que o sensor verificava que o balde estava enchendo então emitia um alerta e aparecia um ponto vermelho no mapa e com isso o sistema emitia um alerta para a população daquele bairro. ” (Francisco Passos).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para a equipe, ter um aplicativo que auxilie na gestão de calamidade como as alagações e que atinge frequentemente os municípios do estado do Acre é algo de suma importância, pois presta um serviço para a população mais vulnerável fornecendo informações cruciais que podem salvar suas vidas. O sistema também é útil para o poder público pois diminui despesas com planos de contingencias e também gera dados reais sobre enchentes dentro do estado.

“A partir de agora nós estamos nos reunindo e vendo o que vamos fazer, mas a base é que a gente construa alguns protótipos mais avançados para podermos mostrar esse sistema para prefeitura e tentar desenvolver algo mais funcional, aprimorando sempre e tentando oferecer um serviço de qualidade para a população”.

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