Familiares de criança e empregada doméstica protestam contra soltura de policial do Bope

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Um grupo composto por familiares da pequena Maria Cauane, 11 anos, morta no bairro Preventório durante ação do Bope e parentes da empregada doméstica Silvinha Silva, 38 anos, morta após ser atropelada pela policia militar Alan Martins, protestam contra a soltura do militar que vai responder em liberdade pelo acusação de homicídio pela morte de Silvinha. Alan também responde pelo assassinato da pequena Cauane.

Os manifestantes se reuniram na manhã desta terça-feira (11) em Rio Branco para protestar contra a decisão do juíz Cloves Lodi, que liberou Alan da prisão para responder ao processo em liberdade.

Além da acusação de homicídio envolvendo o caso de atropelamento e morte de Silvinha da Silva, Alan também responde da criança Maria Cauane durante operação do Bope no bairro Preventório. O pai da menina, José Carlos, garante que ela foi morta pela polícia e não por integrantes de facções criminosas como alegam as autoridades policiais.

“Minha filha estava com mais três crianças comendo panquecas quando os policiais chegaram vindo por uma área de mata e começaram a atirar. Eles alegam que foi em confronto com integrantes de facção, mas isso não é verdade, pois era 6h da tarde e os moradores estavam todos fora de suas casas ainda”, diz José.

A perícia revelou que o tiro que matou a garota partiu do fuzil do cabo do Bope, Alan Martins.

Já em abril deste ano, o militar se envolvou em um acidente que matou a empregada doméstica Silvinha. O marido da vítima também ficou ferido após serem atingido pelo carro do militar. Segundo perícia, Alan dirigia embriagado.

O policial militar estava preso há uma semana, mas foi liberado na segunda-feira (10) a pedido da defesa durante audiência de custódia.

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