Estudantes do Ifac vestem preto em sinal de luto pelo corte de quase R$ 6 milhões em verbas

Reitora do Ifac disse que, se o governo federal não voltar atrás na decisão, o instituto pode fechar as portas até o mês de agosto

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Estudantes decretam luto após anúncio de corte nos repasses — Foto: Arquivo pessoal

Os estudantes Instituto Federal do Acre (Ifac), Campus Rio Branco, com apoio de professores e servidores, protestam nesta segunda-feira (6) e usam preto em sinal de luto, após o Ministério da Educação anunciar bloqueio de R$ 5,8 milhões.

A decisão do bloqueio dos recursos foi do ministro Abraham Weintraub, que anunciou cortes nos recursos em todas as universidades e institutos federais do país. Em entrevista anterior, a reitora do Ifac, Rosana Cavalcante, disse que, se o governo federal não voltar atrás na decisão, o instituto pode fechar as portas até o mês de agosto.

“Quando vimos que isso estava acontecendo, sabíamos que em algum momento ia chegar aqui no nosso campus, então a gente se organizou e decidimos que não vamos ficar parados, precisamos fazer algo”, explica a estudante de rede de computadores e presidente do grêmio estudantil, Karla Vieira.

Karla diz que todos que compõem o corpo docente e servidores estão engajados nas agendas que começam nesta segunda, e seguem até o dia 15 de maio quando devem fazer uma paralisação geral.

“Nesse período teremos palestras, assembleia geral, até dia 15 seguimos com atividades e vamos ocupar o campus. Os outros campus também estão em protesto para fazer esse impacto e estamos nos preparando para uma paralisação geral”, disse.

O representante do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica, João Cabral, diz que esse movimento é espontâneo dos alunos que entenderam o impacto que vai causar o corte destes gastos.

“No Brasil, nós não temos política de educação e isso tem gerado essa série de problemas. Esse é um momento que a gente tem que explicar o que está acontecendo e de que forma isso está impactando. Então, a gente precisa entender esse processo todo e a gente só vai conseguir algum tipo de freio no processo se a gente se manifestar”, pontua Cabral sobre os protestos.

G1/AC

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