Assassinato de cachorra gera mais comoção que de idosa de 106 anos morta a pauladas

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A comoção nas redes sociais, com compartilhamentos e engajamentos, mostrou que a morte da cachorra, vítima de golpes com uma barra de alumínio de um segurança do Carrefour de Osasco (SP), sensibilizou mais os internautas que a idosa Antônia Conceição da Silva, de 106 anos, assassinada a pauladas dentro da sua casa, no município de Feira Nova do Maranhão, a 783 km de São Luís, em novembro deste ano.

Os crimes aconteceram em situações que guardam alguma semelhança pelas circunstâncias e pela participação de violência.

A morte da idosa foi noticiada por vários veículos. Nenhuma reportagem, no entanto, teve a mesma repercussão que as da cachorra. As pessoas comovidas pela morte da idosa não criaram um abaixo-assinado online para realizar uma homenagem póstuma ao jovem. Já com o caso da cachorra: pessoas comovidas organizam abaixo-assinado online pedindo a prisão do segurança: em três dias atingiu mais de 1,7 milhão de assinaturas, e não para de crescer.

Repercussão

Na última quarta-feira (5), as notícias mais lidas e buscas no Google remetiam à morte trágica da cachorra, agredida por um segurança de um supermercado com golpes de uma barra de alumínio, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.

Também houve um abismo entre os números da repetição da história nas redes sociais. No caso da cachorra, os compartilhamentos no Facebook foram bem maior que o caso da idosa de 106 anos assassinada de forma brutal.

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