Rio Branco tem surto de caxumba e registra 109 casos no início de 2019

A vacina é a única maneira de prevenir a doença

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) alerta para o aumento no número de casos de caxumba na capital. Nos últimos dois meses de 2018 foram notificados 99 casos da doença. Em janeiro de 2019 foram registrados outros 109 casos.

A vacinação é a única maneira de prevenir a caxumba. O Sistema Único de Saúde oferta gratuitamente as vacinas Tríplice Viral, que protegem contra sarampo, caxumba e rubéola, e Treta Viral, que adiciona a proteção contra varicela (catapora). Em Rio Branco, a vacina é ofertada em todas as unidades da rede municipal de saúde, de segunda a sexta, das 7h às 17h.

Adultos que não foram infectados pelo vírus da caxumba na infância ou na adolescência têm indicação de ser imunizados, com exceção de gestantes e imunodeprimidos graves.

Caxumba

A caxumba é uma infecção viral aguda e contagiosa. Pode atingir qualquer tecido glandular e nervoso do corpo humano, mas é mais comum afetar as glândulas parótidas, que produzem a saliva, ou as submandibulares e sublinguais, próximas ao ouvido. A caxumba, também conhecida como Papeira, é uma doença de distribuição universal, de alta morbidade e baixa letalidade, aparecendo sob a forma endêmica ou surtos. É mais comum em crianças no período escolar e em adolescentes, mas também pode afetar adultos em qualquer idade. Normalmente, a caxumba tem evolução benigna, mas em alguns raros casos pode apresentar complicações resultando em internações e até mesmo em morte.

Transmissão

A transmissão se dá pelo contato direto com uma pessoa infectada através das gotículas de secreção da orofaringe. A imunidade é de caráter permanente, sendo adquirida por infecções inaparentes, aparentes ou imunização ativa. O período de incubação é de 12 a 25 dias, sendo em média de 16 a 18 dias. O período de transmissibilidade varia entre 6 a 7 dias antes das manifestações clínicas até 09 dias após o surgimento dos sintomas. A vacinação é a única maneira de evitar o contágio. Por orientação do Ministério da Saúde, mesmo o adulto que não se vacinou quando criança deve se vacinar (a indicação é até 49 anos) para evitar contrair o vírus e propagá-lo. Nesse grupo, a caxumba apresenta complicações, como a infecção nos testículos e ovários. Porém, a caxumba apresenta sintomas geralmente benignos e não é considerada uma doença grave. Na rotina dos serviços de saúde pública, a vacinação contra a caxumba é ofertada para a população a partir de 12 meses.

A quarentena é uma forma de evitar a transmissão. “ É importante que pessoas já acometidas evitem locais de grande circulação, permaneçam em cassa o maior tempo possível e, s precisar sair , que utilize a máscara, uma vez que a caxumba pode ser transmitida pelo ar”, lembra a diretora da Vigilância Epdemiológica da SEMSA, Socorro Martins.

Uma vez infectada e curada da caxumba, a pessoa tem imunidade permanente contra o vírus.

Tratamento

O tratamento da caxumba é baseado nos sintomas clínicos do paciente, com adequação da hidratação e alimentação, já que esses pacientes aceitam mal alimentos ácidos, que podem ocasionar dor, náuseas e até vômitos. Além disso, a boa higiene bucal é fundamental. Por ser uma infecção viral, a caxumba é tratada naturalmente pelo organismo. A indicação é apenas de repouso, medicamentos para dor e temperatura e observação cuidadosa para a possibilidade de aparecimento de complicações. Nos casos que cursam com meningite asséptica, o tratamento também é sintomático. Nas encefalites, a orientação é tratar o edema cerebral e manter as funções vitais. Felizmente, a maioria dos casos da caxumba tem recuperação natural e progressiva, sem grandes complicações, em até duas semanas. O médico deve ser sempre consultado em caso de dúvidas ou surgimento de outros sintomas.

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