Rio Branco é a capital com maior densidade de raios por quilômetros quadrado

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Foi divulgado nessa segunda-feira (25) pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT)do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) números reais de incidência de raios no país. Segundo o documento, foram detectados valores mais precisos da densidade de raios (quantidade de raios por quilômetro quadrado por ano) para os diversos estados e municípios brasileiros.

O estado com maior densidade é o Tocantins, com 17,1 raios por quilômetro quadrado seguido por Amazonas (15,8), Acre (15,8), Maranhão (13,3), Pará (12,4), Rondônia (11,4), Mato Grosso (11,1), Roraima (7,9), Piauí (7,7) e São Paulo (5,2), que são os 10 primeiros estados com maior densidade de raios por quilômetro quadrado por ano.

O ranking das cinco primeiras capitais com maior densidade de raios por quilômetro quadrado por ano fica por conta de Rio Branco (30,13) Palmas (19,21), Manaus (18,93), São Luís (15,12), Belém (14,47) e São Paulo (13,26), ao passo que as capitais com maior probabilidade de morrer atingido por raio são respectivamente, Porto Velho, Boa Vista, Campo Grande, Rio Branco e Palmas.

A quantidade de raios identificada indica que os fenômenos El Niño e La Niña modulam a ocorrência de raios no Brasil numa intensidade muito acima do que poderia ser esperado em consequência do aquecimento global. A justificativa está no aumento acentuado de raios na região norte relacionado ao evento La Niña observado naquele ano.
Após 2012, um decréscimo quase que constante é visto ao longo do período. Em 2013 foram 92 milhões, em 2014 foram 62,9 milhões e em 2015 foram 68,6 milhões de raios, ano em que um acréscimo é observado devido ao registro do evento intenso El Niño, responsável pelo aumento acentuado dos raios nas regiões sul e parte das regiões sudeste e centro-oeste.

“O novo ranking permite ter-se números mais precisos sobre a ocorrência de raios no país e suas variações anuais, o que permite identificar quais fenômenos são responsáveis por estas variações, além de permitir, em longo prazo, acompanhar os efeitos das mudanças climáticas sobre a incidência de raios em nosso país”, comentou Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT.

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