Mais da metade das vagas deixadas por médicos cubanos não foram preenchidas no Acre

Dados são da referência descentralizada do Ministério da Saúde para o Programa Mais Médicos no Acre

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Mais da metade das vagas deixadas pelos profissionais cubanos que saíram do Programa Mais Médicos ainda não foram preenchidas no estado do Acre. A informação foi confirmada pela referência descentralizada do Ministério da Saúde para o programa no estado.

Ao todo, o Acre perdeu 104 profissionais que atuavam em 20 municípios e dois distritos indígenas. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), o efetivo representava 63% dos médicos atuando pelo programa no estado.

O último balanço, de sexta-feira (14), apontou que, das 104 vagas deixadas, 43 foram preenchidas e os médicos já começaram a trabalhar nas cidades acreanas. Porém, 57 vagas ainda faltam ser preenchidas.

O Ministério da Saúde prorrogou, na sexta-feira (14), o prazo para os médicos inscritos na primeira etapa de seleção do Mais Médicos se apresentarem nos municípios.

Os profissionais com CRM no Brasil terão até 18 de dezembro para apresentação nas cidades selecionadas. O começo da atuação deve ser estabelecido junto ao gestor local.

Com o novo cronograma, também foram prorrogadas as inscrições de brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil) para participação no Mais Médicos. Os candidatos tiveram até o domingo (16) para enviar documentação pelo site e validar a inscrição.

Conforme os dados, a cidade de Acrelândia, que tinha três vagas, está com dois profissionais já trabalhando. Brasiléia, onde tinham sete vagas disponíveis, está com quatro médicos e o Bujari tem um médico que já iniciou as atividades e, com isso, completou o quadro, já que tinha apenas uma vaga.

A segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, tinha 13 vagas deixadas pelos cubanos. De acordo com o último balanço, quatro profissionais começaram a atuar na cidade e nove vagas não foram preenchidas. Nos dois distritos indígenas onde tinham sete médicos em cada, apenas um profissional começou a trabalhar em cada localidade.

Em Epitaciolândia, as vagas foram preenchidas 100% já que quatro médicos se apresentaram para trabalhar. Assim como Porto Acre, que conta com dois novos profissionais. Já em Feijó, que tinha sete vagas, só foi preenchida uma. Das cinco vagas deixadas em Mâncio Lima, quatro foram preenchidas.

Na capital acreana, Rio Branco, todas as 15 vagas foram preenchidas e os profissionais já começaram a trabalhar. Em Sena Madureira, a situação também já foi resolvida e três médicos estão atuando no atendimento básico de saúde. Já em Tarauacá, das sete vagas, somente uma foi preenchida.

Nove localidades que perderam médicos com a saída dos cubanos não preencheram as vagas até o último balanço. Ainda de acordo com os dados, quatro profissionais que se inscreveram, se apresentaram, mas ainda não iniciaram as atividades, sendo dois em Assis Brasil, um em Cruzeiro do Sul e um em Xapuri.

Fonte: G1

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