Garoto retira tumor na cabeça de quase meio quilo após mais de 7 horas de cirurgia

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Menino de 12 anos aguarda para fazer cirurgia de remoção de tumor — Foto: Arquivo pessoal

Após dois meses de angústia, o adolescente Ray Santos da Silva, de 12 anos, passou por cirurgia para retirada de dois tumores da cabeça, na tarde do último sábado (10), e está se recuperando na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Criança, em Rio Branco.

“Removeram os dois tumores que pesavam quase meio quilo. O quadro dele é cada dia melhor. Está conversando e em nenhum momento precisou ser entubado. Está na UTI só por ser procedimento pós-cirúrgico e está sendo observado”, contou Nadma Mota, mãe do adolescente.

Foram mais de sete horas de cirurgia e está sendo acompanhado pelos médicos. Segundo a mãe, ele está reagindo bem e aguarda para ser encaminhado para a enfermaria.

“Graças a Deus ele está se recuperando bem e a cirurgia está bem sequinha. Hoje à tarde ele deve ser encaminhado para a enfermaria”, comemora.

A cirurgia do adolescente não podia ser feita no Acre, o que levou ele a entrar ainda na fila do Tratamento Fora do Domicílio (TFD). E só ocorreu, segundo contou a mãe, após repercussão do caso e o governador Gladson Cameli intervir para que o procedimento fosse feito na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre).

“O que aconteceu é que teve a mão de Deus e o governador Gladson. Foi ele quem se comoveu e entrou em contato com a gente e pediu que viesse o médico de fora. O médico veio de fora, acredito que de Rondônia, para fazer a cirurgia”, contou a mãe.

Tumor

O primeiro tumor apareceu quando o garoto tinha oito anos. Ele fez uma biópsia que constatou que o tumor não era maligno. Com esse diagnóstico em 2015, a família tentou a cirurgia, mas ele foi rejeitado quatro vezes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Por quatro vezes ele foi rejeitado pelo SUS. Foi marcado, depois desmarcado. A gente não tinha o que fazer”, lamenta a mãe

Quatro anos depois, surgiu o novo caroço que começou a crescer pela parte de fora do olho direito dele, foi quando começou a sentir dores e ter a visão comprometida e a situação começou a piorar.

A família é de Boca do Acre, no Amazonas, e está no Acre há dois meses para tentar a cirurgia, onde eles contam com ajuda de amigos para poder se manter, conforme contou Nadima Mota.

G1

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