Empresas LCM e CCL têm obras da BR embargadas em Sena, são acusadas de sonegar milhões em impostos e crimes ambientais e minerais

Entre os crimes cometidos pela LCM e CCL, por estarem fabricando derivados de petróleo como emulsão asfáltica e CRR2 sem permissão dos órgãos reguladores

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Usina irregula usada pelas empresas LCM e CCL foi interditada em Sena

O canteiro de obras da empresa LCM e CCL, que juntas formam um do consórcios que mais adquiriu junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) trechos para recuperação de diversos locais da BR-364 e municípios, teve a obra embargada na cidade de Sena Madureira na manhã desta segunda-feira (17) após denúncias de que estaria usinando de forma ilegal, a completo arrepio da lei.

O consórcio é acusado de burlar a legislação, funcionar sem licenças e fabricar asfalto clandestinamente comprometendo assim a qualidade do serviço entregue. A reportagem da Folha do Acre esteve na “usina improvisada” do consórcio localizado em Sena Madureira no último domingo (16) e também entrevistou o secretário de Planejamento, Cirleudo Alencar, que confirmou que havia suspeitas de que a empresa estaria fabricando emulsão asfáltica de forma artesanal, sem as devidas autorizações, entre outras substâncias que necessita de regulamentação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Entre os crimes cometidos pela LCM e CCL, por estarem fabricando derivados de petróleo como emulsão asfáltica e CRR2 sem permissão dos órgãos reguladores, as empresas podem ter sonegado milhões de reais em impostos, pois jamais tiraram licença para exercerem as atividades, além de cometerem crimes ambientais e minerais.

Um dia antes do embargo da obra, Cirleudo Alencar confirmou que já havia a suspeita da irregularidade e que o setor jurídico da prefeitura estava analisando a situação.

“Eles não têm autorização para este tipo de atividade e se realmente for comprovado iremos embargar a obra. Na segunda de manhã teremos o parecer jurídico”, disse o que acabou se confirmando nas primeiras horas desta segunda-feira.

Segundo o superintendente do DNIT, Thiago Caetano, os representantes da LCM estão providenciando as licenças e não descarta que as denúncias sejam motivadas por interesse polírico.

“Já estão cuidando de resolver tudo isso. Se continuar dessa forma pode trazer transtornos para as obras da BR. Não descarto que seja questão política. Por que agora em véspera de eleição? A gente está tentando fazer tudo certo, mas toda hora as empresas têm que está se justificando”, diz Caetano, ao suspeitar de um conspiração.

Thiago Caetano revela que desde que LCM e CCL, empresas de grande porte com sede em Minas Gerais, ganharam todos os lotes da BR-364 e dois lotes na 317, as denúncias tiveram início.

A reportagem não conseguiu contato com responsáveis pelo consórcio em questão, nem engenheiros responsáveis pelas obras.

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