Diretor culpa distância e falhas nos postos ao justificar falta de remédios e superlotação no PS

0
Enfermaria lotada no Huerb/Foto: Gazeta

No centro do ‘tsunami’ de críticas que atinge a saúde pública do Acre, o Hospital de Urgência de Emergência de Rio Branco (Huerb) tem sido alvo de denúncias de falta de atendimento, superlotação nas emergências e falta de medicação. Em entrevista a um jornal local o diretor da unidade, Welber Lima, atribuiu a falta de medicamentos ao distanciamento do Acre dos grandes centros de distribuição e atribuiu a superlotação da unidade hospitalar a supostas falhas no atendimento básico nos postos de saúde e UPAs.

As declarações do diretor do Huerb foram dadas à imprensa após denúncias de que na unidade hospitalar estaria faltando seringas e remédios para a dor como Tramal.

“O Acre é muito longe. Está chegando três carretas com insumos, mas infelizmente, geograficamente, nós ficamos impossibilitados de fazer a compra do insumo e no outro dia estar aqui”, diz Lima.

A respeito da superlotação, especificamente nas emergências do Huerb, o diretor afirma que há falhas na atenção básica de saúde e que o hospital termina por receber demanda reprimida.

“Se nossos postos de saúde funcionassem, se o Município abraçasse a causa e fizesse saúde, o Huerb não estava lotado. O problema é a falta de atendimento. Muita gente recorre ao Huerb porque diz que no posto só dá 20 fichas. Então é falta de atendimento do Município. Isso é notório. Recebemos pacientes de todo o Estado, de Rondônia, de Boca do Acre, Envira e Amapá. Como é que um hospital desses vai suportar toda essa demanda? A superlotação recai no Huerb e não tem para onde mandar”, relata.

O diretor destaca que, com a entrega da obra do novo Huerb, a situação deve melhorar.

“Temos uma perspectiva de terminar a verticalização em 60 dias. Conversamos com a empresa e faltam alguns retoques finais. Eles estão trabalhando dia e noite e eu estou fiscalizando. Irão funcionar os ambulatórios, enfermaria masculina e feminina, ortopedia e a nova UTI, que estamos vendo como vamos implementá-la. Até porque material e equipamento existe”, conclui.

Comentários

comentários