CFA repudia ato racista praticado por conselheiro da entidade: “Tolerância zero”

"Tolerância zero com tal atitude é o clamor da sociedade e a posição do CFA", diz trecho da nota da instituição

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Após post polêmico, Marcos tentou se desculpar nas redes sociais/Foto: Reprodução
Após post polêmico, Marcos tentou se desculpar nas redes sociais/Foto: Reprodução

O Conselho Federal de Administração (CFA) divulgou nota de repúdio ao post racista escrito por um de seus conselheiros, o professor Marcos Clay.

Marcos usou seu perfil no Facebook logo após a vitória da Seleção Brasileia de futebol feminino, onde escreveu: “Eu odeio preto, mas essa goleira do Brasil tinha chance”.

O post foi duramente criticado por internautas que repudiaram a atitude de Marcos.

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“O direito constitucional de Marcos Clay à livre expressão não pode ofuscar ou suprimir outros direitos coletivos e individuais, também constitucionais. Tolerância zero com tal atitude é o clamor da sociedade e a posição do CFA”, diz trecho da nota da instituição.

Marcos Clay
Marcos Clay

Veja a nota na íntegra:

Nota de Esclarecimento

O Conselho Federal de Administração (CFA) vem manifestar seu veemente repúdio pelo lamentável episódio protagonizado por um de seus conselheiros federais na última sexta-feira.

De forma inaceitável e até agora inexplicável, o conselheiro federal pelo Acre, Adm. Marcos Clay, emitiu em seu perfil pessoal no Facebook declarações que, de acordo com a lei e o senso comum, ofendem não apenas a goleira da seleção brasileira de futebol feminino, Bárbara, mas a todas as mulheres e negros. Tal declaração não reflete o pensamento e ações da Autarquia.

O direito constitucional de Marcos Clay à livre expressão não pode ofuscar ou suprimir outros direitos coletivos e individuais, também constitucionais. Tolerância zero com tal atitude é o clamor da sociedade e a posição do CFA.

Além de nos posicionarmos contra o ódio, a discriminação e a desvalorização da mulher e do negro, em face de uma conduta pessoal e isolada de um de nossos membros, adotaremos imediatas providências internas jurídicas e administrativas para apurar as reais circunstâncias do abominável episódio.

Brasília, 14 de agosto de 2016.
Conselho Federal de Administração

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