Bairros atendidos pelo Ruas do Povo são os mais alagados e engenheiro denuncia falta de planejamento

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Os bairros Santo Afonso, Conjunto Esperança, Plácido de Castro, João Paulo e São Sebastião, sendo esses últimos na Baixada da Sobral, foram fortemente afetados pela ausência de infraestrutura para escoamento de água quando foram atingidos pela forte chuva que assolou Rio Branco na terça-feira (13).

Para o engenheiro Francineudo Costa, morador da Baixada da Sobral, que acompanhou a aflição das famílias que perderam seus poucos pertences, afirma que o Departamento Estadual de Pavimentação e Esgoto (Depasa), executor do programa Ruas do Povo, não fez os investimentos necessários no que se refere à drenagem das ruas.

 

O engenheiro afirma que faltou planejamento adequado por parte do Depasa, com um plano macro que garantisse o escoamento da água para as calha do rio Acre.

Engenheiro Francineudo Costa

“Esse subdimensionamento causa gargalo no escoamento das águas da chuva e prova que o que a região precisava era de uma macrodrenagem, para que que houvesse eficiência”, diz.

O engenheiro afirma, ainda, que o Depasa executou o projeto Ruas do Povo sem levar em conta que a região da Baixada é atípica quanto a planice e dificuldade para escoar água.

“Precisava ter havido um planejamento melhor, adequado à realidade da região, o que vimos ontem foi um sistema de drenagem insuficiente que falhou na primeira grande chuva causando alagamentos a casas e comércios. O governo não planeja da forma certa e quem paga o preço é a população pobre que perde seus poucos pertences”, diz.

 

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