Após assumir dívida com Pedra Norte, diretor mente na Justiça para evitar falência da Dom Porquito

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Menos de um mês após o diretor da Dom Porquito, Paulo Santonyo, ter admitido a dívida de mais de R$ 1 milhão junto à empresa Pedra Norte, tendo inclusive emitido nota à imprensa falando sobre a intenção de pagar o credor, a direção da empresa mentiu na Justiça, negando a dívida, com objetivo de evitar a falência. Após ter reconhecido a Pedra Norte como credor e parceiro, Paulo Santonyo, mentiu em argumento judicial afirmando que jamais deveu a empresa e pediu que o título de protesto fosse baixado para que caísse por terra o argumento do pedido de falência.

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Após o atraso de mais de 24 meses para pagamento de dívida, a direção da empresa MSM Pedra Norte, protocolou, dia 17 de janeiro, o pedido da empresa Dom Porquito.

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O pedido de falência da empresa é uma ação judicial que tramita no Tribunal de Justiça do Acre (TJ/Acre) sob o número 0701248-54.2017.8.01.0003 onde a empresa Pedra Norte ingressou com pedido de recuperação judicial e falência da Dom Porquito, após ter havido descumprimento de acordo judicial para pagamento do débito.

Antes de entrar com o pedido de falência da empresa Dom Porquito, a Pedra Norte moveu um processo na Vara Civil para receber a dívida em atraso há mais de 24 meses. Ao que tudo indica o processo não surtiu o efeito necessário, a conta não foi paga e a empresa credora tomou uma atitude mais radical que poderá resultar até no fechamento da empresa que outrora foi anunciada como uma espécie de remidora da economia acreana perante o mercado internacional.

De acordo com o diretor-presidente do grupo Pedra Norte, Jarbas Soster, antes das ações que tramitam na Justiça a empresa tentou a negociação com a Dom Porquito em várias esferas, incluindo extra-judiciais, através de processos administrativos, mas todas as tentativas foram frustradas.

“Tentamos de várias formas amigáveis, demos prazos, esperamos e, por fim, usamos do nosso direito de recorrer à Justiça que nos assiste, mas mesmo em processo judicial eles descumpriram dois acordos. É lamentável”, diz Soster.

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A reportagem também entrou em contato com o advogado da Dom Porquito, Marcos Mota, que admitiu a dívida judicial e uma negociação em andamento. A Pedra Norte alegou após a afirmação de Mota de que o acordo judicial homologado em juízo estava sendo descumprido e, portanto, a dívida seguia existindo.

Veja a seguir a conversa da reportagem com Paulo Santonyo e o advogado Marcos Mota, onde eles admitem a dívida que em juízo o diretor afirmou desconhecer:

A reportagem da Folha do Acre entrou em contato com Paulo Santonyo na noite de quinta-feira (9) para saber porque ele voltou atrás após ter admitido a dívida, mas o diretor limitou-se a pedir que o advogado dele fosse consultado.

 

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