Hospital Geral de Sena Madureira corre risco de explosão, denuncia sindicato

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O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) flagrou o armazenamento de cilindros de oxigênio guardados irregularmente dentro do Hospital Geral de Sena Madureira. O caso está sendo encaminhado aos órgãos competentes para que os gestores possam ser denunciados e até presos caso haja alguma fatalidade.

A botijas ficam em um corredor ao lado da ala de pré-parto e parto e junto com galões de água e milhares de prontuários e arquivos, literalmente largados, em uma área que podem proliferar ratos e baratas, resultando em um ambiente totalmente perigoso para a saúde dos pacientes, segundo o presidente do Sindmed-AC, Ribamar Costa.

“É um total descaso com a vida dos trabalhadores, dos pacientes e dos acompanhantes que são submetidos a uma situação de completo descalabro”, protestou o sindicalista que irá levar o caso ao Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária.

O abandono do hospital já faz parte de um novo documento em que foi enviado para o Ministério Público do Estado (MPE) narrando que equipamentos apresentam ferrugens, paredes estão mofadas, além da falta de condicionadores de ar, obrigando os próprios pacientes a utilizarem de ventiladores que levam de casa para a unidade de saúde para aliviar o calor intenso.

“É um completo descaso! Os ventiladores ajudam a propagar a sujeira, levando microrganismos até o doente, podendo resultar em maiores complicações, como infecções graves. Colchões rasgados potencializam ainda mais o problema, porque a falta da capa protetora ajuda a alojar bactérias no tecido e na espuma”, explicou o representante da classe médica.

Na data da visita, dia 27 de janeiro, ainda foi constatado que o Raio-X se encontrava quebrado há mais de uma semana e que a barita, camada protetora que impede o vazamento de radiação para as outras salas, não havia sido reparada.

“Desde 2016, o Sindicato vem apresentando reiterados pedidos para a resolução do problema do Raio-X, mas o governo ignora, o que potencializa ainda mais os problemas. É uma calamidade pública, uma falta de gestão”, afirmou Ribamar Costa.

Para deixar ainda mais a população desamparada, ainda existe a falta de uma ambulância para o transporte de pacientes para um hospital com capacidade de atendimento.

“É um cenário de completo abandono, o que contribui para a morte de pessoas que poderiam ser salvas com equipamentos apropriados”, reclamou o sindicalista.

Ainda foram encontradas irregularidades como a falta de torneiras, ralos e até a falta de chuveiros em algumas enfermarias, além da tampa da caixa de drenagem do esgoto estar danificada.

O equipamento de ultrassonografia apresenta problemas, prejudicando o atendimento das grávidas.

Autoclave da MBH

É ponto de denúncia do Sindmed-AC ao MPE também uma série de flagrantes na Maternidade Bárbara Heliodora (MBH) que apresentou equipamentos com ferrugens, a autoclave – equipamento para a esterilização de instrumentos – quebrado há dez dias e a oxidação dos tubos galvanizados da máquina que não está sendo utilizada, gerando prejuízos ao poder público.

Assessoria

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