Quadrilha aplica golpes e saca dinheiro do seguro defeso de vítimas acreanas

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O presidente da Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul Elenildo de Souza Nascimento declarou que foram registrados sete casos de saque indevido do seguro defeso, no município de Cruzeiro do Sul, na região do Vale do Juruá. O mesmo problema, segundo ele, foi detectado nos municípios de Rodrigues Alves, Porto Valter e Mâncio Lima, mas não soube precisar o número de beneficiários lesados por esta quadrilha de fraudados, com ramificações nos estados do Pará e Goiás. “Temos mais 15 casos suspeitos de saque indevido”, denunciou.

Elenildo contou que os pescadores foram até a boca do caixa para sacar o benefício, mas a funcionária da Caixa Econômica Federal (CEF) informou que o dinheiro tinha sido sacado. Imediatamente, comunicaram a gerência do problema que constatou que seis benefícios foram sacados em uma agência da Caixa em Belém do Pará e um caso em uma agência do Goiás. “Registramos um procedimento administrativo no posto do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), para que as autoridades competentes tomem as providências cabíveis”, revelou.

A presidente da Colônia de Pescadores de Rio Branco Maria Lene de Andrade disse que não registraram nenhuma irregularidade no pagamento dos 898 pescadores riobranquenses cadastrados. O único caso registrado foi no ano de 2016, porém, a vítima ficou no prejuízo.

O pescador José Maria Alves da Silva, da comunidade Boca do Moa, relatou que a funcionária da Caixa disse que o seu benefício tinha sido sacado em agência em Goiânia, capital do estado do Goiás). A vítima disse que nunca saiu do seu estado natal. “A minha ideia era transferir o dinheiro para a conta da minha filha, mas na hora foi informado o cartão tinha sido cancelado”, lamentou.

O presidente da Colônia de Pescadores informou que a entidade vai disponibilizar a assessoria jurídica, para que os pescadores que foram lesados possam acionar a justiça. O advogado Wagner Alvares foi contratado para ouvir as vítimas e prestar a assistência jurídica que precisam.

O operador do direito disse que não descarta a hipótese de erro na hora da liberação do benefício, inclusive casos de nomes de homônimos, que passa despercebido se não olhar a data de nascimento ou o nome da mãe ou pai. “Se o INSS não resolver o problema, principalmente se não ficar comprovado o erro, e sim uma fraude, entraremos com uma ação cautelar na Justiça Federal pedindo o ressarcimento”, prometeu.

Providências – Em entrevista concedida a imprensa, o gerente da agência do INSS em Cruzeiro do Sul, Fernando Júnior disse que pescadores podem ter sido vítimas de uma quadrilha, que atua em outros estados. “Destacou que as reclamações que chegaram foram encaminhadas para a delegacia da Polícia Federal (PF) instaurar um procedimento investigatório.

O gestor informou que sete pescadores cruzeirenses, só descobriram o golpe, quando procuraram o banco para sacar o benefício. “Acreditamos que tenha uma quadrilha agindo, porque os saques são sempre feitos na cidade de Belém”, lamentou.

O delegado da PF em Cruzeiro do Sul informado que as denúncias encaminhadas pelo INSS, foram repassadas à superintendência regional Polícia Federal no Pará e no Goiás. Somente com o procedimento investigatório para esclarecer o golpe que vem sendo praticado no país.

Com informações da Tribuna

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