Por falta de ambulância e medicamentos, indígena morre após parto em hospital do Acre

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Hospital geral de Manoel Urbano/FOTO:Vander Coelho

Enquanto o governo do Acre investe mais de R$ 30 milhões na construção de um museu, no interior do estado a população sofre com a ineficiência do poder público. Na madrugada deste domingo (21), uma indígena, cuja etnia e identificação não foram reveladas, morreu após um parto mal sucedido no hospital de Manoel Urbano, município distante 244 km’s de Rio Branco.

De acordo com informações, a mulher deu a luz na tarde do sábado (20), e devido ter sido forçada a ter a criança naturalmente acabou sofrendo hemorragia. Como o quadro de saúde da paciente agravou-se rapidamente, a equipe do hospital decidiu encaminhá-la à capital, mas por falta de uma ambulância a mulher não foi transferida.

Uma servidora da Unidade Mista de Saúde daquela cidade, durante entrevista a um jornal local, deixou claro que a indígena morreu por falta de recursos do hospital.

“É um absurdo, em pleno século XXI estamos perdendo vidas falta de condições nos hospitais. aqui em Manoel Urbano a situação está complicada. Não temos sequer um cateter. Tivemos que furar a mesma todinha para abrir vias”, relatou a profissional que temendo sofrer represálias e perder o emprego preferiu não ter o nome divulgado.

A servidora também confirmou a falta de medicamentos prioritários, como o Efortil, remédio que é indicado para o tratamento da hipotensão sintomática ou ortostática, associada geralmente com sintomas como tonturas e sensação de fraqueza. A mulher já tinha um filho e segundo os enfermeiros, deveria ter sido submetida a uma cirurgia cesariana.

A reportagem da Folha do Acre entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), através de sua assessoria de comunicação, que ficou de se pronunciar sobre o caso. Porém, até o fechamento desta edição, não obtivemos respostas por parte da instituição. A Sesacre deve emitir uma nota de esclarecimento sobre o fato.

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