“Em Feijó, as pessoas estão proibidas de morrer fora do hospital”, diz deputado

0

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) afirmou na sessão de terça-feira (1) que o hospital de Feijó está recusando receber corpos na unidade hospitalar onde deveriam ser realizados os procedimentos legais para liberar o atestado de óbito.

Uma recomendação da Secretaria de Saúde (Sesacre) proíbe que corpos sejam encaminhados ao hospital e os familiares dos mortos ficam apenas com as opções de iniciar uma ‘via crucis’ em busca de um Instituto Médico Legal mais próximo, que no caso existe em Cruzeiro do Sul, ou enterrar o ente querido como indigente dada a ausência do documento de óbito.

“Isso é uma decisão de quem não conhece o interior do estado, de quem não conhece as estruturas do interior do estado. Feijó mesmo possui dois profissionais médicos que fizeram cursos que podem dar laudos mesmo sem haver IML lá, basta a secretária de saúde assinar um convênio e se dispor a pagar um adicional a estes profissionais. O que não pode é levar mais sofrimento às famílias mais pobres que perdem seus entes queridos”, diz.

O deputado afirma que a Sesacre enviou documento em que proíbe que a polícia leve pessoas mortas até o hospital.

“As pessoas estão proibidas de morrer fora do hospital ou serão enterradas como indigentes. Isso é um absurdo”, diz.

Comentários

comentários